domingo, fevereiro 15, 2009

Alguém há-de pagar

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Revista Je Sais Tout, Junho de 1907

Ao mesmo tempo que o INE anunciava a desgraça da nossa economia, um "jornal de referência" veio explicar que, felizmente, 900.000 pessoas trabalham para o Estado e não podem por isso ser despedidas como qualquer vagabundo da "privada". Essas 900.000 pessoas trabalham na administração central, na administração local, na administração regional, no "sector empresarial do Estado" e em empresas prestadoras de serviços (como, por exemplo, limpeza e segurança). Fora as que trabalham em empresas que fornecem ao Estado o que Estado consome, desde o papel, à electricidade e à gasolina. E, sem contar, evidentemente com as que trabalham nos bancos que Sócrates nacionalizou ou seminacionalizou para arredondar o bolo. O ideal era que a população inteira entrasse de um vez para o funcionalismo público, com vínculo e aumento. Depois se veria quem pagava.
Vasco Pulido Valente, Público 15.02.2009

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Li Wei

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O artista chinês Li Wei, que mora em Pequim, cria obras misturando performance e fotografia.

sábado, fevereiro 14, 2009

Misha Gordin

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Descubra Misha Gordin e a sua impressionante fotografia conceptual.
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sexta-feira, fevereiro 13, 2009

KAFKA na DGV

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No Público de hoje vem esta hilariante trapalhada que mostra a falta de respeito pelos cidadãos, especialmente quando são automobilistas. Uma raça maldita.

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Negócios da China e das Arábias

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A China e a Arábia Saudita assinaram ontem um acordo de 1,4 mil milhões de euros para a construção de uma via férrea de alta velocidade entre Meca e Medina, no âmbito de uma rede ferroviária que vai ligar os principais locais da grande peregrinação anual dos muçulmanos.Este foi um dos acordos assinados durante a visita de três dias do Presidente Hu Jintao. Além da área ferroviária, foram assinados acordos nos sectores do petróleo e gás natural, da indústria mineira e da saúde.As relações comerciais entre os dois países estão avaliadas em cerca de 33 mil milhões de euros.


Hoje em dia, o sistema acionário está enraizado na China e os negócios de títulos e ações vêm se tornando um tema quente entre a população. Segundo estatísticas da Companhia de Depositário e Liquidação de Ações da China (China Securities Depository and Clearing Corporation Limited), o número de contas válidas nas Bolsas de Valores de Shanghai e Shenzhen rompeu a casa de 100 milhões em fins de julho de 2008 e até fins de outubro do mesmo ano, o volume de liquidação chegou a 4,7 trilhões de yuans. Segundo a mesma fonte, cerca de 50 milhões de famílias e cerca de 150 milhões de chineses investem nas bolsas de valores.
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Os coelhos gay e as notas de cem euros

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Este foi o momento do discurso de Louçã que ele preferia certamente que nunca tivesse acontecido. Aquilo que parecia ser uma sedutora analogia entre o acto reprodutivo dos coelhos e a criação económica de valor transformou-se numa enorme gaffe. Tanto mais divertida quanto mais controlado é por norma, reconhecidamente, o discurso do seu autor aliás um excelente orador.

No momento em que Sócrates faz do "casamento gay" uma bandeira eleitoral, a comparação feita por Louçã, subliminar, de uma parelha de coelhos "do mesmo sexo" numa cova, sem prole, com duas notas de cem euros "improdutivas" é verdadeiramente fatal. A surpreendente infantilidade da historieta, neste quadro, até passou despercebida.

Este tipo de episódios espontâneos mostra, impiedosamente, quais são os reais processos mentais que existem por trás de muitos discursos fracturantes.

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quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Ideias perigosas e bolos de creme

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Anda pela Europa uma estranha vaga de pensamentos que faz lembrar um sujeito mal-afamado, de bigode curto e ambições largas. Um inquérito recente, realizado em sete países europeus e noticiado anteontem em diversos jornais, revela que 31 por cento dos inquiridos considera os judeus culpados pela crise económica global. Não só: também acham que falam demasiado do que lhes aconteceu no Holocausto; que são mais leais a Israel do que ao seu próprio país; que têm demasiado poder nas finanças internacionais; e que têm demasiado poder no mundo dos negócios, velho estereótipo que conduziu o mundo ao que se sabe.
Surpresa: a Espanha é um dos países onde tais preconceitos anti-semitas revelam maior adesão, 64 por cento quanto à "lealdade", 74 por cento quanto ao excessivo poder financeiro.Estas percentagens correspondem a um universo de 3500 adultos que, entre 1 de Dezembro e 13 de Janeiro, puderam expressar a sua opinião em países como a Áustria, França, Hungria, Polónia, Alemanha, Espanha e Reino Unido.
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E Portugal, onde não perguntaram nada sobre o assunto? Vai bem, obrigado. Voltaram os temas fracturantes, gozo de uns e irritação de outros. Os casamentos gay para depois das eleições, primeiro há-de vir o voto, que já puseram a Igreja em alvoroço. Ou a eutanásia, que um grupo de bravos socialistas vai levar ao congresso do PS. Caíram ambos com estrondo em cima do Freeport, como saudavelmente convinha.
Mas, acima de tudo, foi ontem revogada em Diário da República a Lei 4/90, que estabelecia "as características gerais a que devem obedecer os bolos e cremes de pastelaria". Já não é necessária. Há uma lei europeia sobre "critérios microbiológicos aplicáveis aos géneros alimentícios" onde os bolos de creme cabem muito bem.
"Ideias perigosas e bolos de creme", Nuno Pacheco, Público 12.02.2009 (excertos)

Eutanásia

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A Eutanásia é uma questão humanitária no sentido mais nobre do termo.
A sua enorme importância advém da gravidade dos males que pretende evitar e da universalidade da sua aplicação potencial.
É bem revelador o facto de Sócrates ter preferido, como "bandeira" eleitoral, o "casamento civil entre pessoas do mesmo sexo".
Os moribundos não fazem lobby, não votam em 2009 e, com toda a probabilidade, não votarão nunca mais.


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Evolução

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Ao cuidado de Charles Darwin (1809-1882)

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quarta-feira, fevereiro 11, 2009

A tia Pi Twittária

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A tia Pi Twittária é Pi, por parte da mãe, e Twittária por parte do pai.
Diverte-se imenso com as amigas desde que descobriram a "néte", trocando mensagens a toda a hora sobre as incidências do mundo.
Tem neste momento duas grandes arrelias e até está a pensar promover petições "onelaine".
Uma é para que todas as casas tenham uma "sala de chuto", ou seja, um sítio onde os mastronços dos maridos possam ver, sem "incumedar", as transmissões do futebol.
A outra é sobre a Eurotanásia, ou seja, o endividamento obsessivo avalizado pela DECO.
Está esperançada em convencer o engenheiro Sócrates a meter mais estas medidas no programa do PS para 2009.
Já agora... diz ela: "que nós não somos menos cós gays"...
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Não ouvir, não ver e não falar



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Discografia do essencial (3)

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As Vésperas de Rachmaninov. Uma pérola da liturgia ortodoxa russa. A beleza de uma devoção convincente. A lonjura das estepes em vozes eslavas.
Depois de 45 anos a ouvir musica resolvi começar a publicar a minha "Discografia do Essencial".
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terça-feira, fevereiro 10, 2009

Orgulhos

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Orgulho Zombie

Orgulho Gay

Orgulho Africano ?

A seguir: Orgulho Vígaro? Orgulho Falido? Orgulho Desempregado?
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Chimerica

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Autor do livro 'The Ascent of Money' (A Ascensão do Dinheiro), que deverá ser lançado no Brasil pela editora Planeta, o historiador econômico Niall Ferguson, professor das universidades Harvard e Oxford, conversou com exclusividade com o Portal EXAME sobre temas como a crise mundial, uma possível bolha no mercado de títulos americanos e o retorno do protecionismo. Veja a seguir os principais trechos da entrevista

Qual é a perspectiva para o que o senhor chama de Chimérica - a relação econômica simbiótica entre os Estados Unidos e a China - em 2009 e o G2, o encontro das duas potências?
Em primeiro lugar, o que chamo de Chimérica, a combinação entre a China e a América continua sendo central para o funcionamento da economia mundial e em muitos aspectos ela é a chave para sabermos se a crise atual se tornará uma Grande Depressão. Os Estados Unidos têm confiado por alguns anos na China e em outros países para financiar os déficits em conta corrente. E isso vai continuar acontecendo em 2009. A questão é saber o quanto do endividamento planejado pelo governo Obama a China estará disposta a financiar, num momento em que a economia chinesa está sofrendo efeitos severos da crise, causados pela queda de importações americanas. O grande risco é que as relações entre os dois países se deteriorem em função de discordâncias sobre comércio externo ou o câmbio. Para Obama, a coisa mais importante é se certificar de que as relações sejam as melhores possíveis. Assim, a Chimérica, a relação entre a China e a América continue a ser mutuamente benéfica. Essa será uma questão de enorme importância para o governo. E em relação a um encontro G2, entre os dois países, no nível mais alto, creio que ele precise acontecer o quanto antes. Não existe outra relação mais importante para os EUA hoje do que a China.

Como o senhor vê a disposição dos chineses em continuar financiando os sucessivos déficits americanos através da compra dos títulos do Tesouro dos EUA?
Bem, de um lado, os chineses tem menos recursos disponíveis. Isso significa dizer que muito do dinheiro que a China usava para comprar títulos americanos, como no ano passado, foi dinheiro obtido através dos superávits gerados pelas exportações chinesas. Mas em função da crise, já não é mais possível que a China continue gerando superávits naqueles níveis, uma vez que o comércio mundial declinou tão velozmente. Logo, os chineses terão menos dinheiro disponível para investir em moeda e ativos americanos, simplesmente em função das atuais condições econômicas. Ao mesmo tempo, é claro que a China precisa aumentar o seu nível de demanda doméstica, focando mais no aumento do consumo dos próprios chineses, que devem diminuir o seu nível de poupança. E se os domicílios chineses começarem a poupar menos, mais uma vez teremos menos recursos fluindo para o Banco Popular da China que possam ser investidos em ativos denominados em dólar. Mas acontece que os Estados Unidos irão continuar a emitir mais títulos do Tesouro para financiar os programas de recuperação econômica do governo Obama - tentando tomar mais dinheiro emprestado - e é aí que as tensões serão visíveis esse ano. Isso vai gerar um déficit de 1 trilhão a 1,5 trilhão de dólares. Isso vai ser difícil de financiar, e a China certamente não será capaz de absorver isso como fez no ano passado.
Portal EXAME, 09.02.2009
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segunda-feira, fevereiro 09, 2009

O megafone, doença infantil

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"Uma esquerda grande contra a ganância do capital" foi o destaque maior da Convenção do BE no fim-de-semana passado.
Segundo Louçã para combater a exploração e a ganância - que é o "nome próprio do capitalismo" - é necessária uma "esquerda grande".

Este discurso faz-me temer mais uma daquelas ondas emotivas em que a esquerda tem sido pródiga e ineficaz. Em plena era digital ataca-se o capitalismo com o velho arsenal dos adjectivos da revolução industrial.
Sem cuidar de encontrar novas formulações e novas respostas cavalga-se a conjuntura que nos caiu do céu aos trambolhões. Mas uma esquerda, mesmo que grande, não pode deixar de ser esclarecida e inteligente.

À falta de verdadeiras propostas de futuro as atenções são agora polarizadas em torno de Manuel Alegre. Por vezes tenho a sensação de regressar à campanha presidencial de Otelo em 1976, com as mesmas esperanças infundadas e com o mesmo tipo de militantes, retóricas e radicalismos.

Neste tempo em que o sistema revela as suas fraquezas e limitações importaria, em vez de gritar a ganância, demonstrar a necessidade e inevitabilidade de uma alternativa ao sistema e não só ao governo.

Neste tempo em que milhares são lançados no desemprego, com reduzidas probabilidades de regressar ao "mercado de trabalho", um partido como o BE devia estar a explicar que o trabalho assalariado não é uma solução natural e muito menos obrigatória. Devia estar a apoiar iniciativas dos desempregados para refazerem as suas vidas em novas bases, adoptando a lógica das cooperativas.

O BE em vez de estar a exigir a proibição dos despedimentos, na prática a continuação da exploração e da "ganância", devia era estar a exigir o apoio do Estado para formas alternativas de organização da produção e da distribuição. Para recusar aos patrões gananciosos o seu bem mais precioso: o trabalho (dos outros) que cria valor.

Fazer crer que o capitalismo é mau porque os patrões são gananciosos induz a falsa ideia de que ele seria aceitável se os patrões fossem moderados.
Ou se trata de uma visão teórica paupérrima ou, ainda pior, de uma forma de convencer "as massas" assumindo que tal só é possível na base das imagens simplistas e da manipulação.

domingo, fevereiro 08, 2009

A ideologia irrompe onde parece mais improvável

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Os relatórios meteorológicos, tal como os media os traduzem e difundem, estão longe de ser elementos de informação neutra. Pelo contrário , são peças carregadas de ideologia. Orientados pelo pelo ponto de vista do indivíduo urbano que aspira ao lazer e acha que os astros devem rodar à medida de um hedonismo climático que o padrão turístico tornou universal, "bom tempo" significa sempre sol e calor, e "mau tempo" é sempre chuva e frio.
Pode não chover há três meses, estarmos em pleno Inverno, mas a previsão de que no dia seguinte não há nuvens merece sempre um louvor ao "bom tempo"; podem as barragens estar vazias e os campos secos, mas o anúncio de que irá chover é sempre notícia de "mau tempo".
Neste mundo climatizado dos boletins meteorológicos permeáveis à ideologia, já ninguém sabe viver com as variações extremas do tempo, e é por isso necessária a acção da protecção civil sempre que chove com mais abundância ou caem uns flocos de neve.
A protecção civil parece uma mãe zelosa que vigia e recolhe as suas crises irresponsáveis e indefesas.
Para ela, todos os cidadãos são crianças que podem precipitar-se numa poça de água ou sair para a neve como se fossem para a praia. Faça o tempo que fizer, há sempre uma instância estatal que cuida de nós, trata da nossa saúde e nos protege dos elementos.
E a isto se reduz hoje a esfera política.
António Guerreiro, Expresso 07.02.2009
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Para perceber o Digitalismo

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Ainda há quem pense que a revolução digital é uma questão puramente tecnológica, de maquinetas. Errado. A revolução está na forma de representar a informação.
Todas as maravilhas actuais assentam numa simples descoberta: representar toda a informação apenas com zeros e uns.

sábado, fevereiro 07, 2009

Meio aeroporto

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O buraco no Banco Português de Negócios já vai em €1800 milhões. Por causa dele, a Caixa Geral de Depósitos será obrigada a aumentar de novo o capital — e apesar do dinheiro que já meteu no BPN, mais de €1400 milhões, este continua em estado de morte clínica.
A intervenção do Estado está a ser, pois, muitíssimo onerosa para os contribuintes. Mas muito poucos, entre os quais me incluo, defenderam que, em vez da nacionalização, o Estado deveria ter deixado o banco falir, porque a sua situação deve-se sobretudo a uma gestão fraudulenta e não à crise mundial.
Com medo do risco sistémico, o Governo entendeu nacionalizar o banco e garantir a totalidade dos depósitos. Não o deveria ter feito — e, num caso de polícia como este, os depósitos só deveriam ser garantidos até ao limite estipulado de €20 mil) e não pela totalidade.
Por isso, não sei se rio se choro quando vejo todos os que aplaudiram a nacionalização virem agora dizer que ela foi feita sem ser conhecida a real dimensão do problema. Acho que choro.
Nicolau Santos, Expresso 07.02.2009

Enquanto o pessoal se entretinha com o Freeport deu-se um conto do vigário do tamanho de meio aeroporto. Com tais distracções é caso para dizer, recorrendo à linguagem aeronáutica, que "voamos baixinho" e "aterramos de papo".

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Uma opinião contra a corrente

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Será possível eliminar as crises do capitalismo ou controlá-las de forma cirúrgica? Têm os governos capacidade de o fazer de forma duradoura? É possível remediar agora e apressadamente, sem originar outras crises que se vão abater no médio e longo prazos sobre esta ou próxima gerações? A parte boa da crise é o lento desabar de muros ideológicos extremados e fixados no tempo. Nasce uma abertura à esquerda e à direita para procurar soluções que vão deixar de pertencer a famílias políticas.
Por muito que nos embarace, a actual organização política e económica dos Estados, governos e instituições dos países ditos livres foi e será incapaz de controlar os acontecimentos económicos e financeiros, neste modelo de economia globalizada e interdependente do planeta. Os planos e orçamentos vão sofrer rectificações e revisões sucessivas. Ninguém sozinho ou acompanhado terá o dom de antecipar e controlar o motor económico e financeiro. A planificação estatal e governamental nos moldes actuais tem os seus dias contados.
Países, governos, instituições, pessoas e empresas dependerão cada vez mais uns dos outros, qualquer que seja a forma como definimos os "outros". Devemos assistir ao nascimento da flexibilização e adaptação como política central. A sociedade civil, com todas as suas imperfeições, fundada nas nossas incapacidades e insuficiências na nossa qualidade como cidadãos, trabalhadores, consumidores, investidores e aforradores, ver-se-á mais uma vez confrontada consigo própria e com as suas decisões. Estas têm um preço que temos que viver e suportar: a prosperidade (real ou aparente) dos últimos anos, mas também a crise dos próximos. Devemos fazê-lo sem onerar as próximas gerações.
No meio desta turbulência, era bom aceitarmos que não há Governo que nos salve no longo prazo de uma doença que nós próprios criámos com as nossas decisões individuais e colectivas. Dependeremos para o nosso progresso cada vez mais do contínuo desenvolvimento das nossas capacidades e do nosso esforço. E não foi sempre assim?
Jorge Marrão, Público 06.02.2009
Uma opinião contra a corrente...que será olimpicamente ignorada.
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Electrodomésticos de vanguarda

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A China lançou o programa piloto de subsídios aos agricultores para que comprem marcas designadas de televisões a cores, geladeiras e telefones móveis nas três províncias agrícolas de Shandong, Henan e Sichuan, assim como na cidade de Qingdao, de dezembro de 2007 a maio de 2008. No total, o projeto inclui 197 tipos de aparelhos eletrodomésticos.
Os preços foram determinados no máximo 2 mil yuans para televisão a cores, 2,5 mil yuans para geladeira e mil yuans para celular. O subsídio de 13% foi dividido de modo que o governo central cubra 80% e os governos locais, os 20% restantes. Cada família rural poderia comprar dois artigos de cada categoria e receber o incentivo nas agências de finanças de seu próprio governo local em 15 dias úteis.
CRI online, 05.02.2009

Uma medida com antecedentes em Gondomar. No entanto, pese embora a sua extensão, é menos espectacular por surgir desfasada de qualquer campanha eleitoral.
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sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Jesus Never Fails

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António Júlio Duarte expõe 30 fotografias, no Museu da Electricidade em Lisboa, que mostram uma Goa que não é a das nossas recordações. Chama-lhe "Jesus Never Fails", ele lá sabe porquê.
Fui lá hoje, vale bem a pena.
António Júlio Duarte - que no final do ano passado deixou o colectivo Kamera Photo - consegue muitas vezes captar a essência dos lugares pela estranheza e fealdade, sem a ajuda e o conforto do reconhecível, do já visto, do belo.
Até 15 de Março 2009.
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O boato do Bailout falhou

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A única coisa que os cidadãos precisaram de fazer para receber o dinheiro foi contar as suas histórias - muitas delas de desemprego e dificuldades - a uma assistente do Bailout Booth que percorreu a fila de pessoas que aguardavam a sua vez de receber algum dinheiro, muitas da das quais esperaram mais de cinco horas aguentando temperaturas negativas.
A maioria levou para casa notas de 50 dólares, mas muitos receberam o dobro, incluindo o sem-abrigo Juan Vasquez, que disse à AFP estar muito agradecido pela ajuda. “Isto deve dar para três dias, para lavar as minhas roupas e para comprar comida e cigarros. Para alguém que não tem nada, isto é muito”, disse...
...Em plena Times Square um misterioso homem chamado Bailout Bill montou uma espécie de “guiché de auxílio” que deu a provar ao cidadão comum um pouco do remédio que a Administração americana deu aos bancos em crise: uma espécie de “bailout” para todos, sem juros nem prestações.
A acção teve como objectivo promover o site www.bailoutbooth.com, onde qualquer pessoa pode colocar vídeos vendendo coisas, serviços ou simplesmente transmitir uma mensagem. Em resumo: uma espécie de mistura entre o YouTube e o gigante de anúncios Craigslist.
Do misterioso Bailout Bill pouco se sabe. O “The New York Times” avançou que se tratava do próprio fundador da empresa, cuja identidade, porém, permanece em segredo. Sabe-se apenas isto: tem 39 anos e é de Nova Jérsia.
Público 05.02.2009

Esta notícia saíu quando eu me preparava para espalhar um tenebroso boato. Ia espalhar a insinuação de que se tratava de uma iniciativa de Obama que mandara distribuir pelo povo as sobras da imensa fortuna que recolheu para financiar as eleições.
Seguidamente oferecia a ideia ao Bloco de Esquerda como sequela para o seu cartaz que diz "O Governo ajuda os banqueiros. Quem ajuda o povo ?".
Atrasei-me e ficou tudo em águas de bacalhau.

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quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Um Herói Normal

Hero, Leader, God, Alexander Kosolapov

José Sócrates, o nosso Primeiro-Ministro, tem sido perturbado na sua acção por um conjunto de suspeitas que a comunicação social se apressa a insuflar:
-parece ter começado a sua (curta) carreira profissional assinando projectos de arquitectura feitos por autor desconhecido e por razões que ninguém descortina.
- obteve o seu diploma de engenheiro numa Universidade que, parece, era um coio de corruptos e onde se autolicenciou Amadeu Lima de Carvalho.
- é primo de um jovem, cursando de artes marciais chinesas, que usa o seu nome para tentar fazer singrar o "Neurónio Criativo".
- é sobrinho de um senhor dado (na melhor das hipóteses) à facilitação de negócios ingleses com a ajuda de familiares bem colocados.
- é filho de uma senhora que faz excelentes negócios com sociedades off-shore em crise de autoconfiança.
E eu pergunto: quem é que não tem chatices com a família, com os amigos ou com os colegas ? Por todo o lado encontramos degenerados, penduras, golpistas e o que mais se verá.
Por isso eu entendo que Sócrates é um herói absolutamente normal, absolutamente consciente, por experiência própria, dos desafios e das misérias de cada um de nós.
Não queríamos ter um extra-terrestre como Primeiro-Ministro, pois não ?
Não faz sentido discutir as mazelas de Sócrates numa base moral, quem somos nós para falar ?
Se houve prejuizo para o erário público obriguem Sócrates a pagar mas deixem-se de cinismos.
Só faz sentido analisar os pecadilhos de Sócrates, tão humanos e tão portugueses, se for para perceber em que medida o impedem de exercer com proficiência as obrigações do seu cargo, o que não parece confirmar-se.
Só estão autorizados a criticar moralmente Sócrates os portugueses que não tenham, "jamais", cometido algum dos seguintes pecados:
- andar na autoestrada a mais de 160
- fazer obras em casa sem licença da câmara
- apalpar o rabo à empregada
- dispensar facturas para não pagar IVA
- viver numa casa da CML com renda simbólica
- pedir a um amigo para encaixar o filho lá na repartição ou empresa
- atravessar o cruzamento com sinal amarelo torrado
- vender a casa e esquecer o imposto de mais-valias
- receber prémios ou vencimentos "por fora"
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Acho que já chega para eliminar 99,9% dos críticos.
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Autolicenciou-se




Amadeu Lima de Carvalho, antigo secretário da SIDES, empresa que detinha a Universidade Independente, teve uma das mais brilhantes carreiras académicas em Portugal. Antes de saírem os primeiros licenciados em Direito da UnI, já Amadeu Lima de Carvalho o era e, no mesmo dia, conseguiu dois certificados de mestrado: um em Recursos Humanos e um segundo em Direito.
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O caso mereceu a atenção do MP, porque o curso de Direito da UnI apenas obteve aprovação ministerial através de uma portaria de 22 de Maio de 1995, "E os primeiros licenciados acabaram o curso no ano de 1999", refere o MP. O passo seguinte do antigo gestor da SIDES foi a inscrição na Ordem dos Advogados (OA). Tentou a entrada directa (sem fazer exames como advogado estagiário), apresentando um diploma, datado de 1 de Setembro de 2004, da UnI que lhe conferia o grau de mestre em Recursos Humanos.
A Ordem não aceitou dizendo que Amadeu Lima de Carvalho não era "doutor, muito menos em Direito", nem aceitou o mestrado em Recursos Humanos.
Não há problema. Com mesma data, 1 de Setembro de 2004, apareceu um novo diploma, certificando que Amadeu Lima de Carvalho era Mestre em Direito. Um funcionário da OA também foi acusado e acabou despedido "com justa causa".

DN. 04.02.2009
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Se se autolicenciou então deve ser um autodoutor.
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quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Sexo, mentiras e... "prevenção rodoviária"

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Seis em cada dez condutores portugueses sentem-se seguros nas estradas nacionais, mas mais de metade acha que os "outros" são maus condutores...
A maioria dos portugueses (58 por cento) diz-se fiel, mas um em cada quatro homens vai admitindo que trai a companheira regularmente.
- Os maus são sempre "os outros"...

85 por cento a admitir que passa sinais amarelos, 60 por cento assume que anda em excesso de velocidade nas cidades e 51 nas auto-estradas.
15 por cento dos inquiridos admitem trair o parceiro ou a parceira “regularmente” (seis por cento das mulheres e 24,6 por cento dos homens) e 13,7 por cento explicam que são infiéis... mas só “raramente”.
- E quantos traíram o parceiro nos sinais amarelos ?

a condução sob efeito de álcool, "depois de mais de duas bebidas", apenas preocupa 62 por cento dos inquiridos. Mais de dois em cada dez inquiridos admitiu conduzir sob efeito de álcool, sendo que são pouco mais de metade (56 por cento) os que conseguiram dar o nível certo do limite de alcoolémia.
16 por cento admitem recorrer à Internet para procurar relacionamentos amorosos...
- E quanto é que beberam antes de responder ao inquérito na Internet ?

16 por cento acreditam que os portugueses guiam melhor que os condutores dos outros países e apenas três em cada cem inquiridos consideram que Portugal é o país europeu com os melhores condutores.
45 por cento dizem praticar sexo duas a quatro vezes por semana – oito por cento dos inquiridos afirmam mesmo que o fazem todos os dias.
- Somos realmente os maiores...

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No total, o estudo europeu da AXA hoje divulgado inquiriu 7224 condutores de nove países: Bélgica, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Portugal, Espanha, Suíça e Grã-Bretanha.
Público 04.02.2009

O estudo da Eurosondagem foi feito com base num inquérito telefónico a 710 pessoas com 15 ou mais anos, residentes em Portugal Continental e com telefone da rede fixa em casa. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e em cada residência foi entrevistado o elemento mais novo do agregado familiar. O erro máximo da amostra é de 3,68 por cento para um grau de probabilidade de 95 por cento.
Público 03.02.2009


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Fórum, blogue, twitter...

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No meu post anterior dei conta da existência do "arquivo morto" do DOTeCOMe Forum.
Por causa disso fui levado a pensar sobre a evolução, e a força das modas, nos últimos anos.
Em 2002, apenas há meia dúzia de anos, o formato do fórum era claramente preferido para a troca de ideias. Hoje está moribundo.
Digo isto sem qualquer saudosismo, é apenas a constatação de um facto.

O formato do fórum é muito mais adequado à discussão de qualquer assunto pois a estruturação e a resposta às intervenções é inquestionávelmente mais clara e confortável do que nos blogues.
Porque foram estão preferidos estes últimos ?

Eu arriscaria dizer que o fórum corresponde à conversa de café, para a qual já poucos têm tempo ou pachorra, enquanto que o blogue é semelhante às bocas que se mandam quando se encontra um amigo no corredor do shopping.

Agora os próprios blogues estão a ser atacados pela lógica SMS do TWITTER; em vez da opinião, ou das bocas, entramos assim no terreno do sound bite. Há claramente uma aceleração; subalterniza-se o conteúdo em favor da actualidade.
Não sei se é uma boa escolha. Continuo a pensar que devemos dar prioridade ao que é importante e não ao que é urgente.
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Arquivo morto ?




Quando este blogue nasceu já o site DOTeCOMe contava quatro anos de vida. Teve um tempo em que a coqueluche era o forum, o DOTeCOMe Forum , que entretanto passou de moda neste tempo de fulgurantes twitters.
O forum, por onde passou muito boa gente e outra nem tanto, acompanhou de perto o surgimento da Renovação Comunista e as vicissitudes da política portuguesa que se seguiram.
Acontece que foram ficando os arquivos com intervenções aos milhares, 21.269 mais concretamente, que cobrem o período entre Maio de 2002 e a actualidade.
Aqui fica o link para o arquivo morto para o caso de alguém ter espírito de arqueólogo.


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terça-feira, fevereiro 03, 2009

A vingança do "neo-liberalismo"

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Ao contrário do que alguns pensam a crise actual não representa a decadência do "neo-liberalismo", seja lá isso o que for, mas sim o apogeu.
Milhares de empresas aproveitam para se descartar dos empregados "obsoletos" ou para fazer uma oportuna cura de emagrecimento antes da retoma.
Mas agora, ao contrário do que acontecia antes, ninguém lhes leva a mal e o próprio Estado ainda dá uma ajudinha. Ou seja, a crise criou um belo pretexto para despejar nas mãos da Segurança Social uns largos milhares de trabalhadores descartados. Um verdadeiro paraíso "neo-liberal".

A enxurrada

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As crises
Toda a gente entende que os americanos deixaram de pagar as hipotecas, que os bancos ficaram com as casas sobrevalorizadas e sem liquidez e que bancos sem liquidez é uma catástrofe. Depois, as bolsas caíram.

Tudo o que era "fortuna" baseada em acções, daquelas boas que subiam tipo balão de ar quente, derreteu como neve ao sol; tudo o que era financiamento com garantia sobre acções ficou com o chão em falso.
Agora, o que se está a viver hoje não se explica apenas por estes escassos meses de retracção de consumo, falências individuais, restrições de crédito e dificuldade de colocação de capital em bolsa. Foi muito pouco tempo para tamanho efeito. Já estávamos era assim a cair para a crise e os sub-prime foram o empurrão para o abismo.
Hoje, finalmente, já ninguém sonha que os países e as sociedades em geral possam sobreviver comprando tudo feito, certo? Quando se vê o que está a acontecer, e, por exemplo, as nuvens negras sobre a Qimonda aqui ao lado, podemos reflectir sobre há quanto tempo está em curso esta deslocalização das actividades económicas para zonas de "mão-de-obra barata", dando espectaculares taxas de crescimento nesses países e preços de produtos fantásticos por cá... e que esperávamos? Baixarmos até ao nível social dos chineses, para sermos competitivos, ou esperarmos, considerando que sobreviveríamos até lá, que eles chegassem ao nosso nível? Na prática, seria uma espécie de meio caminho por ambos os lados, mas descer, mesmo apenas metade, é já uma grandessíssima senhora crise.

A economia é demasiado importante para ficar nas mãos dos economistas. Política, com "P" maiúsculo, precisa-se.
Carlos J. F. Sampaio, Esposende
Cartas ao Director, Público 02.02.2009


Partilho totalmente esta abordagem do Carlos Sampaio, que não conheço.
Se a origem da crise foram as hipotecas porque é que o governo dos Estados Unidos não se limitou a garantir o pagamento desses empréstimos aos bancos antes que se gerasse a previsível bola de neve ? Teria sido concerteza mais fácil e mais barato.
Agora, perante a enxurrada dos aproveitamentos, estamos a tentar estancar o rio na foz quando podíamos tê-lo feito na nascente.


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segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Mutatis mutandis

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"As imagens que mostram o cérebro humano em acção, no preciso instante em que se dedica a uma tarefa específica, tornaram-se indispensáveis em neurociências. Mas elas podem ser enganadoras, registando também a actividade "premonitória". Foi o que mostrou uma experiência com dois macacos que tinham eléctrodos implantados no cérebro." Público 02.02.2009

"A massificação dos doutoramentos, que triplicaram em dez anos, abriu a porta ao negócio e à falsificação. Vendem-se teses por milhares de euros e alguns são plágios. Só pontualmente é que os professores dão conta de que se trata de cópias, facilitadas pelas bases de dados na Internet." DN 02.02.2009
Eu já andava desconfiado mas os jornais de hoje confirmam.
Um macaco com um teclado acabará sempre por escrever os Lusíadas, desde que lhe seja dado tempo suficiente. Mutatis mutandis para os doutorandos com acesso à "banda larga".
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