quinta-feira, março 29, 2012
Um Telemóvel na Sala de Espera
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quarta-feira, fevereiro 09, 2011
BINGO
Nos últimos anos tenho frequentado uma consulta num hospital público do SNS.
Ontem mesmo, dirigi-me ao local às 15:30 apesar de a minha consulta estar marcada para as 16:00.
A sala que se pode ver na fotografia anterior, feita pouco antes de eu ser atendido, estava então a abarrotar de gente.
Para ninguém poder dizer que não sabe ao que vem as paredes ostentam garbosos cartazes que nos garantem que vamos ter que esperar. E eu esperei.
Passaram as quatro, depois passaram as cinco e depois passaram as seis horas, e nada.
Depois de ler vários jornais passei a concentrar-me, obsessivamente, nos visores "de plasma" espalhados pela sala e em que, como num sorteio vão aparecendo os números dos felizes contemplados com o início de uma consulta.
O que mais me afectava nem era a demora mas o facto de não conseguir perceber a lógica com que os números se sucediam no ecran.
No meio da sonolência comecei a ter ideias delirantes mas, quem sabe, com enorme futuro.
Por que não instalar um bingo neste local? Quem mais depressa preenchesse o cartão do bingo mais depressa seria atendido.
Teríamos mais transparência quanto à ordem dos atendimentos e adicionalmente proporcionaríamos a quem padece, enquanto espera pela consulta, um passatempo bem divertido.
Com uma certa habilidade até podíamos transformar as máquinas "cospe senhas" em slot machines.
Em suma, se no dizer de Mário Soares temos uma economia de casino por que não termos hospitais-casino?
Aqui fica a ideia, pela qual não cobro absolutamente nada.
Este caso mostra que muito trabalho criativo poderia ser feito, com sucesso, se os nossos jovens empresários e quadros superiores frequentassem mais as salas de espera do SNS.
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quinta-feira, abril 08, 2010
Hábitos de rico em país de pobres
Percorro este passadiço sobre as àguas, em frente ao Pavilhão de Portugal na Expo, quase todos os dias desde há vários anos. Regularmente regressa uma equipa de manutenção que se dedica a substituir as ripas de madeira do pavimento que entretanto apodreceram ou se partiram.
Que o arquitecto não se tenha lembrado de que a madeira, naquelas condições ambientais, iria ter um elevado custo de manutenção é lamentável. Que os gestores da Parque Expo ainda não tenham resolvido substituir as ripas por outras mais resistentes e duráveis (PVC ?) é ainda mais inaceitável.
Por todo o país este tipo de desleixo é multiplicado por milhares de casos. As obras querem-se lindas, para encher o olho, mas ninguém se preocupa muito com aquilo que se vai gastar na sua manutenção. Quem vier atrás que feche a porta.
Por isso já nem ficamos admirados quando nos dizem que foi comprada uma frota de helicópteros sem cuidar de negociar, à partida, um contrato de manutenção. A gravidade é maior mas o desleixo subjacente é o mesmo.
Hábitos de rico em país de pobres.
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sexta-feira, maio 15, 2009
Olhar as Subculturas, mas com mais interesse

Há uns tempos o site de fotografia OLHARES e a FNAC lançaram um concurso com o tema "Olhar as Subculturas" (ver aqui). A ideia era seleccionar sete fotografos portugueses e outros tantos brasileiros e, com as 28 fotografias seleccionadas, fazer uma exposição que percorresse algumas lojas da FNAC em Portugal e no Brasil. Eu concorri com fotografias do Carnaval de Lazarim e fui um dos sete portugueses selecionados.
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segunda-feira, abril 06, 2009
Apanhados com o telemóvel (2)
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Mais um absurdo no Parque das Nações (que eu não consigo deixar de chamar Expo).
Hoje de novo, como tantas vezes nos anos recentes, lá estava um equipa a reparar as ripas do caminho sobre a água que circunda aquilo que foi em tempos a Doca dos Olivais e onde hoje se ergue o Oceanário.
Já toda a gente percebeu que a solução existente, com ripas de madeira, tem uma durabilidade reduzida para além de provocar acidentes. Já vi naquele local várias quedas aparatosas de ciclistas cujas rodas ficaram presas nos intervalos entre as ripas.
No entanto prosseguem as reparações, ano após ano, com um dispêndio de recursos que só pode alegrar o fornecedor de tais serviços.
Porque não se adopta uma solução mais segura e durável ?
Será que só os gestores da Parque Expo não se apercebem deste absurdo ?
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quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Apanhados com o telemóvel (1)
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Talvez já tenham visto, em acção, esta nova raça de varredores cujo habitat é o Parque das Nações. Em vez das tradicionais vassouras usam um assoprador em forma de tubo que funciona por obra e graça de um motor que carregam às costas. Vão assoprando as folhas caídas, para cá e para lá, na vã tentativa de as varrer.
Esta modernice tem vários inconvenientes:
1. Faz uma barulheira ensurdecedora
2. Lança gases nocivos para a atmosfera
3. Gasta combustível
4. Custa muito mais caro que uma vassoura
5. É pouco eficaz (para varrer)
6. Avaria-se e exige manutenção
7. É menos romantico/bucólico
8. Em vez de um simpático e intuitivo varredor tem que ser dotada de um "operador", com cursos de formação e reciclagem ao longo da vida.
9. O motor carregado às costas dá cabo da coluna do referido "operador", que vai sobrecarregar o SNS, meter baixa, e necessitar de ser substituído no posto de trabalho.
Em suma, só mentes imbuídas de um detestável novo-riquismo se lembrariam de promover a utilização de tal mostrengo. Não se pode exterminá-los ?
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