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quarta-feira, dezembro 31, 2025

Batalha atrás de batalha


Batalha atrás de batalha
Não procure respostas neste longo filme de Paul Thomas Anderson. No fim do filme temos mais perguntas do que tínhamos ao entrar no cinema. Aqui vão algumas:
1. A acção (incessante) do filme é uma versão romanceada de coisas que aconteceram? De coisas que podiam ter acontecido? Ou de coisas que se prevê/deseja que venham a acontecer?
2. O filme quer falar-nos dos combates que travamos sem esperança de ganhar? São combates que nos fazem sentir vivos? Anarquia é só aquilo que nos resta?
3. A história do filme é uma metáfora do destino da esquerda?
4. A imigração massiva pode trazer para a América as revoluções típicas do terceiro mundo?
5. O que é que tudo isto tem a ver com Trump?
Não sei porquê, mas ainda bem que não perdi este filme

terça-feira, outubro 07, 2025

LAVAGANTE


LAVAGANTE
"Adaptado da novela homónima de José Cardoso Pires, o filme assinala o centenário do escritor e revive uma história de amor proibido e resistência em plena noite salazarista, onde a paixão se torna acto de desafio à censura e à violência da ditadura."
Trata-se de um belo filme de Mário Barroso, muito bem feito, a preto e branco, sobre o Portugal opressivo dos anos 60 e de algumas vidas precáriamente dedicadas à luta pela democracia. Algo que faz parte da minha experiência pessoal.
Neste filme os mais jovens poderão encontrar um retrato fidedigno do "ambiente" em que se vivia. O "ambiente" em que se vivia durante a ditadura é, na verdade, o mais difícil de "explicar" a quem nasceu em liberdade.
A actriz Julia Palha, no papel de Cecília, enche o filme com a sua bela e misteriosa expressão.
Não podemos deixar de recordar a grande Monica Vitti no filmes do grande Antonioni.