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quinta-feira, março 10, 2011

O regime já está a mudar



Sem se falar muito nisso o regime já está a mudar. O Presidente está a deixar de ser a tradicional figura veneranda que todos respeitavam.
A III República, em vigor desde 1974, mesmo quando os presidentes começaram a ser civis provenientes dos partidos, tinha sempre assistido a uma atitude respeitosa para com os detentores do cargo.
A direita soube respeitar Mário Soares e Jorge Sampaio mesmo quando eles tomaram medidas que podiam ser interpretadas como favorecimento às suas cores. Sampaio sofreu até mais da parte dos seus correlegionários do que dos seus adversários (são inesquecíveis os impropérios boçais de Ana Gomes quando Sampaio aceitou nomear Santana Lopes em comparação com as brandas reacções da direita perante a demissão do seu governo que se apoiava numa maioria parlamentar).

Com Cavaco tudo está a mudar. A "esquerda" socialista, que se julgava detentora do exclusivo presidencial, não consegue engolir o sapo apesar de este sapo não lhe ter criado grandes problemas.
Em 2006 Mário Soares abandonou o parlamento sem cumprimentar Cavaco na tomada de posse.
Sócrates, em 2011, quebrou acintosamente o protocolo e recusou-se a ser o primeiro a cumprimentar o empossado.
Mas estes gestos protocolares são apenas o coroar de uma longa campanha mediática destinada a desacreditar Cavaco apresentando-o como um vigarista.

Esta esquerda desnorteada e impotente não hesita em desacreditar a própria democracia para salvar um chefe conjuntural que a história guardará como um perigoso mitómano.
Quem não tem estofo para respeitar as escolhas do povo português, quem envereda por uma política de terra  queimada, não tem legitimidade para se considerar democrata.

O futuro dirá aonde nos leva mais esta irresponsabilidade.

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quarta-feira, março 09, 2011

Então e a Quinta da Coelha?

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As palavras mais frequentes no discurso de tomada de posse de Cavaco (PÚBLICO)

Para meu grande espanto não se ouviu, da parte dos ilustres convidados, qualquer referência aos problemas cruciais de Portugal: a "Quinta da Coelha" e as "Acções do BPN".  Deviam ter convidado os "Homens da Luta".

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terça-feira, fevereiro 01, 2011

A Quinta da Coelhinha


O povo votou e os seus votos foram cuidadosamente contados.
Passadas três semanas sobre o domingo eleitoral constato, com repulsa, que mais ninguém se referiu às tão melindrosas perguntas que Cavaco devia responder para sossegar o país.
Então e as acções do BPN? então e a Casa da Gaivota Azul? Esfumaram-se.
Ou as perguntas eram apenas um oportunismo eleitoral ou então, pior ainda, os cidadãos que as formularam com voz grave não têm coragem para enfrentar um Presidente.
Hoje, como se os seus críticos não estivessem já suficientemente desprestigiados, Cavaco deu-se ao luxo de uma bofetada com luva branca, esclarecendo a questão da sisa (que a maior parte dos portugueses nunca pagou integralmente).
Tudo isto é demasiado mau para ser verdade. A política tornou-se uma espécie de Quinta da Coelhinha (até parece o nome de uma produção pornográfica de segunda categoria).
Como podem esperar que o povo corra para as urnas quando resolvem chamá-lo?

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domingo, janeiro 30, 2011

Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele

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A população portuguesa cresceu entre 1981 e 2007, segundo o INE, 764.734 unidades, ou seja, menos de 8%. Como podem os inscritos nos cadernos eleitorais ter aumentado 2.039.215, o que representa 26,7%?
Em 1986 os inscritos eram 83% da população mas em 2011 já eram 90%. Onde foram parar os menores de 18 anos?

O partido socialista sabe que pisou o risco durante a campanha eleitoral e agora, através da minimização da vitória de Cavaco, tenta infantilmente precaver-se contra as consequências.
Por causa disso criou uma teia de pseudo argumentos baseados no elevado grau de abstenção que se verificou no dia 23. Mas esta manobra é feita sem respeito pela realidade que se vê manipulada para servir meros objectivos partidários. 

Com efeito, o número de inscritos nos cadernos eleitorais, óbviamente inflaccionado, desaconselha que se usem as percentagens de abstenção como base de qualquer análise que se pretenda séria.
Mas os números absolutos não deixam margem para dúvidas. Houve mais votantes em 2011 do que em 2001 quando Sampaio foi reeleito.
Ora Sampaio não se coibiu, apesar disso, de demitir um governo que dispunha de apoio parlamentar maioritário.

Essa decisão, que na altura foi classificada por muitos como perigoso precedente, não augura nada de bom para Sócrates.
Como diz o povo "quem não quer ser lobo não lhe veste a pele".

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quarta-feira, janeiro 26, 2011

Se isto não é o povo...onde é que está o povo ?

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No rescaldo das eleições há, surpreendentemente, uma data de tipos a listar os defeitos e as limitações do vencedor. É paradoxal pois isso costuma fazer-se antes de os votantes irem às urnas.

Ele é inculto, ele é crispado, ele é uma espécie de matrioska com um primeiro-ministro lá dentro, ele não sabe comer pão-de-ló, em suma ele não tem nível. A esquerda com Cavaco não tem resistido ao preconceito classista. Detesta o seu cheiro popularuncho.

Trata-se talvez de uma birra, uma demonstração de infantilidade (lembram-se da tal doença comunismo de que falava o outro?) destinada a vingar a desfeita perpetrada pelo povo.
Chamar burro ao povo justamente quando ele acabou de votar não parece ser políticamente inteligente e revela uma curiosíssima noção de democracia (depois acham estranho que as pessoas não votem).
Esta gente nunca mais percebe que democracia = "o povo tem sempre razão". Quando discordamos do voto popular somos nós que estamos a falhar alguma coisa.
O exercício, ou exorcismo, é absolutamente inócuo já que o destinatário deste vudu se livrou, precisamente no último Domingo, das peias que costumam alimentar o calculismo dos políticos. Já teve duas maiorias absolutas como primeiro-ministro e outras duas como presidente.
Depois disto a única coisa que se perfila no seu futuro é brincar com o combóio eléctrico dos netos.

Eu até acho que é precisamente de uma pessoa com as mãos livres que o país precisa para sair do circulo vicioso, e viciado, em que se afunda.
Não me parece é que Cavaco esteja à altura do desafio.

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terça-feira, janeiro 25, 2011

Abstenção




















Tem-se falado muito, e com razão, do abstencionismo nas eleições presidenciais.
Alguns, na sua habitual atitude irresponsável, usam a abstenção como arma de arremesso contra o candidato eleito.
Dão mais um tiro no pé.
O elevado grau de abstenção não põe em causa o candidato vencedor mas sim a legitimidade do próprio regime.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

O tamanho conta?

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Paulo Portas com a sua habitual ratice, apressou-se na noite eleitoral a declarar a derrota do «embrião de aliança entre PS e BE que se manifestou nestas eleições».
À natural satisfação de Portas deve portanto corresponder uma reflexão de esquerda, para acabar com esta deriva irresponsável da esquerda que avança de derrota em derrota.
A candidatura de Alegre surgiu para concretizar a “esquerda grande” de que falava Louçã na Convenção do BE em Fevereiro de 2009.
A “esquerda grande” não é uma ideia muito original, sucede à “maioria de  esquerda” que foi, sem qualquer sucesso, consigna do PCP durante muitos anos.
Pode perguntar-se, como faz certa publicidade, se no ponto a que a esquerda chegou o tamanho realmente conta. Mas o que mais confrange nesta estratégia é a constatação do primarismo com que os dirigentes do BE pensaram que seria possível somar os dez por cento próprios com os trinta e cinco do PS.
Sem qualquer novo projecto para o país com que embalar o produto, acharam que Alegre bastaria como isco. Os resultados estão à vista.
O PS podia ter tido a clarividência de apoiar Cavaco na reeleição, como fez o PSD no segundo mandato de Mário Soares. Mas atemorizado pela chantagem do BE, enfraquecido depois da crise internacional ter mostrado o monstro que se oculta por trás do laborioso cenário, o PS deixou-se arrastar pelos cabelos para esta aventura.
Quando o desastre se tornou evidente optou por uma política de terra queimada, ineficaz e repugnante.
Nesta batalha, que a esquerda irresponsável travou nas piores condições estratégicas, foram usados os estafados estandartes do “estado social”, do “serviço nacional de saúde” e da “defesa da escola pública”. Por isso, ao sofrer uma pesada derrota, de uma penada, descredibilizaram a ideia da unidade de esquerda e gastaram as principais munições com que têm tentado defender-se do avanço do liberalismo económico.  
Estes estandartes, que Alegre enunciou significativamente no seu discurso de derrotado, constituem o principal equívoco em que a esquerda mergulhou nos últimos anos.
Chega a ser confrangedora a inconsciência com que esta gente abandonou qualquer veleidade de transformar o mundo.
É que o SNS não é um projecto de futuro, é antes o sinal de uma sociedade de escassez e de pobreza da qual nos devíamos estar a libertar.
A saúde é essencial? Claro que é. Mas a alimentação não o é menos e o Estado não a fornece de forma universal. Cada cidadão tem que encontrar os meios para satisfazer essa necessidade. Não passa pela cabeça a ninguém acabar com os restaurantes e propor que passemos todos a frequentar a cantina da Misercórdia.
A esquerda refugiou-se nas trincheiras do “estado social” que é um monstro de duas faces. De um lado sorri as benesses para os desvalidos e do outro mostra a carranca da burocracia e do endividamento.
Incapaz de entender o mundo actual e de enunciar respostas de novo tipo para fazer corresponder as relações sociais de produção ao avanço tecnológico, com estes dirigentes e com esta inépcia a esquerda caminhará, de aventura radical em aventura radical, até escancarar as portas a um fascismo do século XXI.
Por isso precisávamos não de uma “esquerda grande” mas de uma esquerda clarividente que, mesmo quando não ganhasse no presente, estivesse a construir um futuro. Com uma nova utopia.
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domingo, janeiro 23, 2011

Displicência

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Nuno Godinho de Matos, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, admite que os problemas que se têm verificado a nível nacional devido ao desconhecimento do número de eleitor, vão aumentar a abstenção.
"Que tem impacto tem. Qual a dimensão do mesmo ninguém pode responder. Mas se disser que não, estarei a mentir", afirmou à SIC Notícias Nuno Godinho de Matos.
O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições recusou utilizar a expressão "crash" para definir as falhas nos vários mecanismos de obtenção do número de eleitor (sem o qual é impossível votar), e preferiu falar em "bloqueio". "A base de dados não conseguiu dar conta" das solicitações", afirmou.
DN 23.01.2011


Como é costume Nuno Godinho de Matos faz declarações como se fosse um mero observador displicente dos actos eleitorais.
Não há ninguém que diga a este imbecil que tem pesadas responsabilidades na forma como decorrem os actos eleitorais?

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quinta-feira, janeiro 20, 2011

Um triste balanço da campanha




A campanha para as presidenciais vai chegar ao fim.
Em hora de balanço só me ocorre uma palavra: deplorável.
A esquerda demonstrou a sua inépcia escolhendo um candidato (e um conjunto de acólitos) sem qualquer hipótese de vencer.
Em vez de se penitenciar pela sua incompetência, ao pressentir a derrota eminente, optou por uma política de terra queimada. Mesmo sabendo que com grande probabilidade tal política está condenada à derrota. Sem perceber que centrando a sua acção na denúncia de casos desenterrados do passado mais não fazia do que confirmar a sua própria impotência política.
Quando, através de perguntas engenhosas se pretendeu insinuar que o actual Presidente da República é um corrupto, se não mesmo um gatuno, era a própria democracia que se estava a corroer.
Cavaco, goste-se ou não da personagem e do político, não é uma pessoa qualquer; por mais de uma vez o povo português deu-lhe acima de 50% dos votos. É também essa escolha do eleitorado que se veio agora, com fracas provas, verberar e pôr em causa.
Mas acontece que os portugueses conhecem, de experiência vivida, o que é ter Cavaco como Primeiro-ministro (10 anos) e como Presidente (5 anos). Dificilmente se convencerão de que a sua experiência não vale nada só porque alguém avança coincidências e insinuações.
Quem assumirá a responsabilidade por esta degradação do mais alto cargo do Estado quando, no dia 24, se iniciar mais um mandato de cinco anos do actual Presidente?
Continuamos, infelizmente, a constatar a degradação dos partidos e a inexistência de uma alternativa política de esquerda que os portugueses possam levar a sério.
Temos uma esquerda retórica e sem rumo ressuscitando, quando acossada como agora, os piores tiques do esquerdismo irresponsável que tanto mal fez à Revolução de Abril.
Este é o caminho que pode levar à destruição da nossa democracia.
Nenhum objectivo partidário, por mais convicto que seja, pode justificar tal destruição.

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quarta-feira, janeiro 19, 2011

Ronaldo à Presidência

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Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney, Lionel Messi. São estes os três futebolistas mais bem pagos do mundo, segundo a revista belga “Sport Foot Magazine”.
O avançado português recebe anualmente do Real Madrid cerca de 12 milhões de euros brutos, um pouco mais do que encaixam Rooney no Manchester United (11,5 milhões) e Messi no Barcelona (11).
Estes valores são apenas referentes aos salários, não incluindo prémios por vitórias, nem receitas publicitárias.
Público 19.01.2011

Precisamos de Ronaldo em Belém, precisamos da ambição de Ronaldo em Belém.
Cavaco demorou dois anos para fazer um lucro de 140 mil euros com as acções do BPN. Mais do que isso consegue Ronaldo nuns míseros cinco dias (sem prémios por vitórias, nem receitas publicitárias).
A mediocridade de Cavaco, embora típicamente portuguesa, não nos tirará dos actuais apuros. Venha pois o Ronaldo (o Mourinho já tentámos e não deu certo).
Sei que esta proposta vai esbarrar com muitas resistências e vai mesmo ser classificada de intolerável.
Mas em verdade em verdade vos digo que debitar imbecilidades durante as campanhas eleitorais parece ser uma moda que veio para ficar mesmo entre as pessoas normalmente sérias (ler, a título de exemplo, a crónica do inteligente Rui Tavares no Público de hoje).
Daqui a muitos séculos os historiadores, a partir dos vestígios, pensarão que as campanhas eleitorais da nossa época constituíam uma espécie de festividade em que cada um tentava dizer um dislate maior do que os outros.
Este é o meu contributo.

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terça-feira, janeiro 18, 2011

Portugal é uma enorme Aldeia da Coelha

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O Diário de Notícias tem vindo há semanas a descrever, número a número, organismo a organismo, o enorme atoleiro de despesa em que se transformou o Estado. 
Ao longo dos anos, décadas, surgiram instituições que ninguém sabe para que servem, nem quem é que controla, nem se alguém controla. Foram empresas e institutos, obras de fachada, fundações, uma infindável maquia de estudos e às vezes estudos sobre estudos que alguém apropriadamente encomendou e claro: cargos, muitos cargos públicos.
Não vale a pena exprimir o embaraço que sempre se comunica nestas alturas em que o conhecimento da realidade surge ã superfície. Nem continuar a lamentar o atropelo ao contribuinte, tratado em Portugal como uma criatura de inesgotável paciência. As coisas são como são, ou como se imaginava que fossem. Não surpreende ninguém que os limites do Estado formem um continente oculto que ainda ninguém desbravou como devia, ou que ainda ninguém escrutinou como devia. O mais importante é perguntar como isto foi possível, como tem sido possível ou, além disso, como é que o país o tolera tranquilamente.
Vejam. Quando o Estado cria, por exemplo, uma empresa pública, ou quando um dos municípios-maravilha da nossa democracia dá à luz uma empresa pública municipal, alguém se deu conta de que tudo isto é feito e decidido livremente sem qualquer controlo sobre essa decisão? Basta que um político decida que o país, ou a sua circunscrição de interesses, precisa de uma nova empresa pública, para que esteja justificado mais um caso de natalidade empresarial.
Não admira que pululem por aí, entre as 1182 entidades do sector empresarial público, empresas sem objectivos claros, criadas sabe-se lá porquê e livres de qualquer controlo e racionalidade que expliquem sequer a sua própria existência. E quem diz empresas, diz também fundações e institutos. Não admira que, como também revelou o DN, essas empresas acabassem naquilo que hoje são: um pousio conveniente para a gula dos partidos.
Pedro Lomba no Público de 18.01.2011


Durante as campanhas eleitorais descobre-se infalívelmente uma Casa da Gaivota Azul, ou Amarela, ou Vermelha.
Isso é óptimo para esquecermos os milhares de casas que o desleixo e o compadrio terão entretanto pago aos amigos deles com o nosso dinheiro.
Concentramo-nos infantilmente na árvore para evitar ver a floresta.

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segunda-feira, janeiro 17, 2011

Sem ideologia revolucionária não há... segunda volta

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VOTAR EM MANUEL ALEGRE PARA DERROTAR CAVACO SILVA!

objectivo principal dos trabalhadores e do povo português nas próximas eleições presidenciais é derrotar Cavaco Silva.

O Comité Central do PCTP/MRPP







Milagrosamente ressuscitados sempre que há eleições, tal como Carmelinda Pereira, mais uma vez guiam o Povo para radiosos horizontes de glória. Agora sim, acredito numa segunda volta.


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sexta-feira, janeiro 14, 2011

Defensor ou Sebastião?

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Defensor do jogging por amor do chefe


As campanhas eleitorais converteram-se, nos últimos anos, em patéticos dispensadores de trivialidades sobre os candidatos. Joana, a esposa do Defensor de Alegre, perdão de Moura, revela hoje no DN:

"Quando casámos, dizíamos que 2/3 da travessa eram para ele e 1/3 era para nós, que éramos três. Agora é mais comedido e gosta mais de peixe do que de carne".

Esta forma de repartir a travessa está perfeitamente em linha com as regras do "socialismo moderno", tão em voga nos nossos dias.
Ocorre-me até uma canção da minha meninice injustamente esquecida por ser políticamente incorrecta:

Sebastião come tu, tudo, tudo
     Sebastião come tudo sem colher
Sebastião come tu, tudo, tudo
   E depois dá pancada na mulher

Como é possível não votar num candidato assim?

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domingo, janeiro 09, 2011

Um país do camandro

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Despesas recordes em ano de crise
360 milhões para organismos que o Governo prometeu extinguir
Pagamos 28 ou 29 mil carros
A cada 12 dias nasce uma fundação
Políticos já não são obrigados a actualizar que rendimentos têm todos os anos
Ilegalidades dominam contas partidárias nos últimos anos

Este foram alguns dos títulos, em apenas dois dias, do Diário de Notícias.
E entretanto o que é que o país discute?
Discute se um certo candidato ganhou há dez anos umas massas (talvez menos do que um ordenado mensal do nosso Cristiano), tirando partido das suas relações pessoais e políticas (coisa que, aliás, raramente acontece em Portugal).
Discute também se um outro candidato guardou, ou não, a fabulosa quantia de 1.500 euros ganhos a fazer propaganda a um banco que, soubemos depois (mas muito depois), era uma autêntica ratoeira para os euros.

Somos um país do camandro.

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sexta-feira, janeiro 07, 2011

Com lugar para todos





Os administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) Norberto Sequeira da Rosa e Pedro Oliveira Cardoso integram a partir de hoje o conselho de administração do BPN, um dia depois de terem sido designados para o cargo.

Na sequência do processo de nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN), anunciada domingo pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, devido a perdas acumuladas no valor de 700 milhões de euros, os dois actuais administradores da CGD começam a partir de hoje a acompanhar o funcionamento da gestão da instituição financeira.
TSF 03.11.2008

Lisboa, 07 jan (Lusa) -- O primeiro-ministro fez hoje uma separação clara entre as gestões do Banco Português de Negócios (BPN), dizendo que a privada (de Oliveira e Costa) é considerada "criminosa", e que a atual (pública) é "competente" e "honesta".
José Sócrates falava aos jornalistas na Assembleia da República, no final do debate quinzenal, depois de interrogado sobre a situação do BPN.
Para o primeiro-ministro, a atual gestão do BPN, entregue pela Assembleia da República à Caixa Geral de Depósitos, "tem sido competente e capaz, lidando com um situação muito difícil, porque o banco tinha resultados líquidos negativos na ordem dos dois mil milhões de euros".

Entre estas duas notícias passaram dois anos e mil e trezentos milhões de euros de prejuizo. Embora Sócrates ponha as mãos no fogo pela actual gestão do BPN fica por esclarecer por que razão os prejuizos de 700 milhões, em 2008, passaram a ser prejuizos de 2.000 milhões, em 2011. O futuro dirá se 2.000 é, também ele, o número verdadeiro daqui por dois anos

Uma coisa é certa, 2.000 milhões é muito dinheiro. Não é possível dissimular uma fraude desta dimensão. Se alguém se apropriou desse montante tornou-se imensamente rico.

O que mais me espanta é ninguém perguntar aos responsáveis actuais do BPN o que é que concluiram depois de dois anos de acesso a informação previlegiada do banco.
Que golpes foram dados e por quem? Que montantes foram indevidamente apropriados e por quem?

Estas perguntas são bem mais simples e adequadas do que as perguntas que estão a ser feitas a Cavaco Silva. Se Cavaco for culpado até tem, como qualquer criminoso, o direito de ficar calado para não se incriminar a si próprio.
Mas se ele tem o direito a ficar calado a Administração do BPN tem a obrigação de nos dizer se encontrou na papelada algum indício de responsabilidades, ou ilegalidades, do candidato Cavaco na derrocada do BPN.

Esclareçam-nos lá para acabarmos com a palhaçada em que se converteu a campanha para as presidenciais. Ou estão mais interessados nas potencialidades da confusão?

quarta-feira, janeiro 05, 2011

A história ensina mas nem todos querem aprender

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O candidato presidencial Manuel Alegre desafiou esta terça-feira Cavaco Silva a revelar pormenores sobre a venda das suas acções do BPN, designadamente se as vendeu ao presidente do banco e porque razão elas se valorizaram em 40% em pouco tempo.
Público 04.01.2011

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No dia 14 de Abril 1976, o jornal "O Diário" acusou Sá Carneiro de dever mais de 30.000 contos à banca nacionalizada.
O "escândalo" andou pelos jornais, pelos comícios, pelas paredes e pelos tribunais durante vários anos.



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Apesar do "escândalo",  Sá Carneiro e a sua AD venceram duas eleições, com larga maioria, em 1979 e 1980.

A história ensina mas nem todos querem aprender.

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quarta-feira, maio 26, 2010

A vitória é certa...

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A Associação Renovação Comunista vai apoiar a candidatura presidencial de Manuel Alegre, excluindo qualquer apoio ao candidato a anunciar pelo PCP, disse à Lusa o antigo dirigente comunista Carlos Brito.
Cerca de oito anos após a sua saída do PCP, Carlos Brito mantém-se na vida política, como presidente do Conselho Nacional da Associação Renovação Comunista, que declara o seu apoio à candidatura de Alegre às eleições presidenciais.
Questionado sobre se a associação admitiu ficar ao lado do candidato a anunciar pelo PCP, Carlos Brito - que fez parte da comissão política de Manuel Alegre nas últimas eleições - referiu que os elementos da Renovação Comunista «nem pensaram, nem sabiam quais eram as intenções do PCP», apesar de considerar «previsível» que este partido decidisse avançar com um candidato próprio.
«Pensamos que a candidatura de Manuel Alegre é uma candidatura para ganhar. Não íamos para outras soluções que não têm esse objectivo e têm outros objetivos, respeitáveis, contudo», referiu.
Para o antigo líder comunista, «o facto de a candidatura de Manuel Alegre poder apresentar-se como uma candidatura vencedora vai ter uma influência positiva em todos esses movimentos de opinião que o Alegre representa e que representou muito bem na sua anterior candidatura».
Manuel Alegre, acrescentou, «deu voz a esses movimentos e agora vai confirmar-se de uma maneira mais substancial ainda».
Questionado sobre o peso actual da Renovação Comunista, Carlos Brito justificou que este movimento «não optou por ser um partido político».
«Se o tivesse feito, tivesse feito um trabalho de proselitismo, de recrutamento, naturalmente teria muito mais adesões do que tem no quadro político em que se colocou, de uma associação política. Essa circunstância limita o seu desenvolvimento e crescimento», disse Carlos Brito, referindo que o movimento cultiva «muito a vertente ideológica e de debate», com «um acento muito forte no marxismo», ao mesmo tempo que mantém «um pé na actualidade política do país».
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TVI24 online, 22.05.2010
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quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Quadra

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