segunda-feira, agosto 27, 2018
Feira de Grândola
Hora da publicação: 22:20 0 comentários
Etiquetas: afectos, Fernando Penim Redondo, quotidianos-costumes
domingo, agosto 19, 2018
19 de Agosto - Dia Mundial da Fotografia
É conhecido na sua terra por "120" já que, dizem, morreu com essa idade.
A fotografia é isto; na tabanca mandinga onde ele viveu,
o aparecimento das suas fotografias foi uma festa da memória colectiva.
Hora da publicação: 12:35 0 comentários
Etiquetas: anos 60, Fernando Penim Redondo, fotografia-imagem, Guiné
quinta-feira, agosto 16, 2018
Peter Hugo
Hora da publicação: 12:23 0 comentários
Etiquetas: exposições, Fernando Penim Redondo, fotografia-imagem
quarta-feira, agosto 15, 2018
Vitória
Hora da publicação: 07:53 0 comentários
Etiquetas: cartoons2018, Fernando Penim Redondo, governo Costa
sexta-feira, agosto 10, 2018
Sempre no pódio
Hora da publicação: 13:34 0 comentários
Etiquetas: desastres-catastrofes, Fernando Penim Redondo, governo Costa
domingo, agosto 05, 2018
O veto passa ao lado do problema
Marcelo bate completamente ao lado do verdadeiro problema ao vetar a lei por razões secundárias. Será que ele considera razoável, num prédio de dez andares e apenas um inquilino no 3º Esq., obrigar o senhorio aos prazos e custos da passagem a propriedade horizontal do prédio todo para dar a preferência de compra de uma fracção? Isso vai inviabilizar muitas vendas de pessoas que herdaram um prédio velho e que não têm posses para o recuperar. Conheço casos concretos. Uma verdadeira aberração, com pretexto em alguns casos pontuais de grandes investidores, mas que vai prejudicar muita gente.
Hora da publicação: 09:45 0 comentários
Etiquetas: Fernando Penim Redondo, governo Costa, justiça-leis
terça-feira, julho 31, 2018
quarta-feira, julho 25, 2018
domingo, julho 22, 2018
Mais uma história tipicamente portuguesa.
Mais uma história tipicamente portuguesa.
Em 2013, o atual presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo organizou um velório, com coroa de flores e tudo, por causa da subconcessão à West Sea e à Martifer das instalações dos estaleiros de Viana do Castelo.
A 20 de Julho, aconteceu o seguinte:
- É baptizado o primeiro navio a sair dos estaleiros da West Sea;
- O presidente da Câmara está presente na cerimónia, mas o ministro que ele contestou e que encomendou o navio, José Pedro Aguiar Branco, não;
- A madrinha de baptismo do navio, que lançará uma garrafa contra o casco, é a mulher do primeiro-ministro António Costa.
domingo, julho 15, 2018
terça-feira, julho 10, 2018
domingo, julho 01, 2018
quinta-feira, junho 28, 2018
quarta-feira, junho 27, 2018
quinta-feira, junho 14, 2018
segunda-feira, junho 04, 2018
quinta-feira, maio 31, 2018
Não é só no BES e na CGD
Hora da publicação: 07:50 0 comentários
Etiquetas: cartoons2018, cidade-autarquias, Fernando Penim Redondo
segunda-feira, maio 28, 2018
Postos Centeno
Hora da publicação: 09:19 0 comentários
Etiquetas: cartoons2018, Fernando Penim Redondo, governo Costa
quarta-feira, maio 23, 2018
E viva o fim da austeridade
Hora da publicação: 14:37 0 comentários
Etiquetas: cartoons2018, Fernando Penim Redondo, governo Costa
sexta-feira, maio 18, 2018
segunda-feira, maio 14, 2018
Oficial de serviço
Deixou o quarto que partilhava com dois colegas, ao fundo da parada, e caminhou pela noite enluarada na direcção do gabinete. Estava taciturno, colonizado pelas recordações da fugaz lua-de-mel, que antecedera o embarque para a Guiné.
O asfalto da parada fervilhava de minusculos sapos. Ele desviava os passos para evitar a horrível sensação de esmagar algum debaixo da sola. Uma gincana.
Então resolveu apanhar do chão alguns daqueles batráquios suicidas que pulavam em seu redor. Nos duzentos metros da parada, sem esforço de maior, recolheu uns sete ou oito.
Comichavam nas palmas das mãos e nos bolsos onde alguns tinham ido parar. Foi precisa uma certa habilidade para receber as indicações do oficial de serviço cessante, com a bicharada aos pulos. Mas o outro queria era safar-se dali o mais depressa possível.
Tomou posse do espaço. O gabinete tinha uma secretária metálica, de cinzento indefinível, e uma pequena estante de vidros de correr. Uma porta, por trás, dava para um cubículo com uma cama precária onde, altas horas, se não houvesse bronca, se podia dormitar.
Os sapos destinavam-se a amenizar as largas horas de pasmaceira que o tenente antecipava. Sob a luz mortiça do tecto, algum resto de jornal retardado costumava ser a companhia. Coisa deprimente.
Foi tirando os sapos dos bolsos e alinhou-os numa das extremidades do tampo da secretária. Não era nada fácil dar o sinal de partida para a corrida pois alguns sapos antecipavam-se e desatavam aos pinotes antes de tempo. Outros então, só com piparotes no traseiro iniciavam a participação.
Mas havia uma dificuldade adicional. Perante a inexistência de pistas individuais os sapos cruzavam-se desordenadamente e, em vez de caminhar para o outro extremo do tampo, precipitavam-se pela borda fora estatelando-se no chão.
Após várias tentativas, que ajudaram a passar a primeira das doze horas do encargo, o tenente fartou-se de aturar os sapos. Pegou na trupe, conforme pôde, e despejou-a no ajardinado adjacente ao gabinete. E ficou cara a cara com o tempo, e a chatice, que ainda faltava.
Voltou para a secretária e lamentou não ter trazido o livro que andava a ler. Embrenhou-se nos pensamentos. A sua mulher, cuja vinda tanto ansiava, mandara dizer que estavam completos os últimos exames da licenciatura. Tinha tido 18 valores a “História de não sei quê”, pois sempre fora boa aluna. Acabaria no liceu de Bissau a ensinar aos miúdos guineenses as glórias do Afonso Henriques.
Estava ele nesta modorra quando assomou à porta do gabinte o cabo Joel, atarracado e de boné sempre tombado nos incertos cabelos. O tenente não se pode dizer que simpatizasse muito com ele.
Com a sua voz rangida disparou: “Prenda-me senhor tenente”. O tenente, siderado, não sabia muito bem o que responder. Engoliu em seco duas vezes e depois disse baixinho “Põe-te a andar antes que eu me chateie”.
E o Joel insistiu: “Prenda-me, prenda-me senhor tenente”. O tenente levantou-se devagarinho, apontou para a porta do gabinete e gritou “Se não te pões a andar imediatamente chamo a guarda e levas um enxugo de porrada” e acrescentou alguns impropérios cuja reprodução a delicadeza não recomenda.
O outro lá se dirigiu para a porta, contra-feito, a resmungar, e desapareceu no escuro. O tenente voltou a sentar-se ainda confundido com a cena inédita que tinha presenciado. Um tipo aqui, lixado da cabeça, e leva com um anormal daqueles. Só espero nunca chegar ao estado em que ele está.
Não lhe saía da cabeça e e fez play-back da cena várias vezes. A certa altura apercebeu-se de um pormenor que não tinha relevado antes. O Joel, o tal chato, tinha entrado no gabinete com os bolsos atafulhados dabe-se lá de quê. Os bolsos dos calções brancos da farda entumesciam de uma forma inusitada. Só a irritação tinha impedido o tenente de lhe perguntar que raio era aquilo.
E o tempo voltou a rastejar como de costume naquele gabinete. E muita sorte tinha o tenente por se estar na estação seca. Ao menos não se tinha que aturar os mosquitos.
Com as coisas neste ponto morto, tocou o telefone. Mau, mau, querem ver?
O tenente pegou no auscultador como se tivesse peçonha e começou, mesmo antes de o levar à orelha, a ouvir uma gritaria do outro lado. “Senhor tenente! venha depressa! ao café Império! Está aqui um fuzo, na esplanada, a tirar granadas de mão dos bolsos e a pôr em cima da mesa”.
Raios parta, temos chatice. Mandou chamar o sargento da guarda e preparar a carrinha “creme nívea”. Pôs a pistola à citura, reuniu meia dúzia de homens estremunhados, e lá partiram avenida acima para o café Império.
Os clientes estavam espalhados pelo passeio, em pequenos grupos, e gesticulavam. O gerente saíu ao encontro da carrinha da guarda, de avental, e berrou: “Foi-se embora meu tenente! fugiu por ali!” e apontava para lá do Palácio do Governador, para a zona das vivendas finas onde se alojavam altas patentes e estados maiores.
O tenente deu ordens para arrancar, torneando a praça, e patrulharam demoradamente toda a zona das vivendas. A busca parecia destinada ao fracasso.
A certa altura, já numa avenida onde as vivendas terminavam e começavam as palhotas avistaram ao longe o Joel, ou o diabo por ele. O tenente gritou com o motorista mas, quando alcançaram, não conseguiram mais do que ver o Joel, todo nu, com a farda enrolada debaixo do braço, atravessar a avenida a correr e meter-se, tal e qual, pelo escuro da tabanca.
E quem é que se atrevia a entrar por ali dentro atrás dele?
O tenente deu ordem de retirada. No livro de ocorrências escreveu "um fuzileiro não identificado causou burburinho na esplanada do café Império e depois fugiu antes que a guarda chegasse".
Nunca se chegou a saber quando, e em que preparos, o Joel regressou à unidade.
Hora da publicação: 16:59 0 comentários
Etiquetas: Fernando Penim Redondo, ficções-figuras, Guiné, teses-textos
quarta-feira, maio 09, 2018
terça-feira, maio 08, 2018
Ri de quê?
Hora da publicação: 16:45 0 comentários
Etiquetas: cartoons2018, Fernando Penim Redondo, governo Costa
quinta-feira, maio 03, 2018
terça-feira, maio 01, 2018
Sementes de Cravo
Há precisamente cinquenta anos, a 1 de Maio, o tenente zarpou para a Guiné.
A fragata NRP Corte Real saiu a barra do Tejo ao cair de um dia que se mativera cinzento desde a manhã.
O tenente, recém-casado, passara um par de horas a ver a maré deslizar para montante, com Lisboa a estibordo. Só quem viveu os anos 60 em Portugal pode imaginar a desolação que se apoderara do seu espírito.
Na sala dos oficiais liam, jogavam e também escreviam cartas às suas jovens esposas que tinham ficado em Lisboa.
Já lá se encontrava um "transporte de tropas" do exército, com centenas de homens vestidos de verde, empoleirados como podiam, almejando perceber onde tinham vindo parar.
Muitos deles eram originários de vilas e aldeias do interior de Portugal, provavelmente na sua primeira viagem digna desse nome.
O tenente veio a saber mais tarde que os veteranos, que aguardavam a rendição em terra, designavam esses recém-chegados que os vinham substituir, carinhosamente, por "periquitos".
Todos os oficiais acabados de chegar eram obsequiados, na messe do quartel, com um jantar de boas-vindas.
Todos os oficiais (é da tradição) têm que, a um jantar, pagar espumante aos que já cá se encontram. E há sempre muitos discursos.
Todos foram unânimes em que a minha festa tinha sido a mais marcante desde há bastante tempo.
Quando o espumante começou a correr lembraram-se de cantar e descobriram que eu cantava bem. Foi o meu sucesso, cantei várias.
Desde o "Canta camarada canta" aos "Vampiros", passando pelo "Fui-te ver estavas lavando...
Mas não podes imaginar como as coisas aqui se precipitam
Em certo momento o champanhe e o brandy já eram excessivos e já toda a gente gritava em pé em cima das cadeiras"
canta que ninguém te afronta
que esta minha espada corta
dos copos até à ponta
Ou duma faca de ponta
Se hei-de morrer amanhã
morra hoje tanto conta
na ponta de uma navalha
Toda a vida hei-de dizer
Morra o homem na batalha
Aqui ninguém arredou
nem há-de tremer na Guerra
Sendo um homem como eu sou
Hora da publicação: 18:38 0 comentários
Etiquetas: Fernando Penim Redondo, ficções-figuras, Guiné, teses-textos
terça-feira, abril 24, 2018
quarta-feira, abril 18, 2018
Um país doente
Um país doente
Acabe como acabar a novela do "engenheiro" Sócrates, ela veio mostrar que somos um país profundamente doente. Para além do proverbial fanatismo futebolístico padecemos, em alto grau, do fanatismo partidário.
Os factos conhecidos na operação Marquês, que nem os arguidos negam, e a forma como Sócrates responde às mais do que justificadas suspeitas, seriam suficientes num país saudável para um coro de protestos e de consequências no sistema político e partidário.
Infelizmente vivemos num país em que, por mero fanatismo, há clubes, seitas e partidos a quem tudo é permitido.
Hora da publicação: 11:31 0 comentários
Etiquetas: criminalidade-bandos, estado-governo, fanatismo-sectarismo, Fernando Penim Redondo
quarta-feira, abril 11, 2018
1968-2018
Hora da publicação: 20:46 0 comentários
Etiquetas: anos 60, Fernando Penim Redondo, memorias-biografias
sexta-feira, abril 06, 2018
Um Artista com "A" grande
Hora da publicação: 23:15 1 comentários
Etiquetas: cartoons2018, Fernando Penim Redondo, governo Costa
domingo, abril 01, 2018
Exposição em Bissau
Reportagem da RTP Africa
durante a inauguração da Exposição
no Centro Cultural Português de Bissau
Hora da publicação: 22:17 2 comentários
Etiquetas: Fernando Penim Redondo, fotografia-imagem, Guiné, videos


































