quarta-feira, março 03, 2010

Há que chamar os boys pelos nomes

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1. O Conselho Superior do Ministério Público reuniu, por convocação do Procurador-Geral da República, para ser por este informado da sua intervenção no dossier respeitante às certidões extraídas do inquérito n.º 362/08.1JAAVR da Comarca do Baixo Vouga.

2. O Procurador-Geral da República esclareceu o Conselho sobre o que este entendeu perguntar-lhe.

3. O Conselho considera, por unanimidade, que estão em causa intervenções de magistrados no legítimo exercício das suas competências funcionais, com observância das metodologias e dos procedimentos característicos da actividade judiciária.

4. O Conselho Superior do Ministério Público reafirma a sua determinação em impedir a contaminação do Ministério Público por considerações de índole política, em cumprir e preservar os procedimentos decisórios próprios e em não admitir que se insinuem motivações extra-jurídicas para as posições processuais que o Procurador-Geral da República ou cada magistrado entenda tomar de acordo com a Constituição e a lei.

Lisboa, 2 de Março de 2010

Neste comunicado do Conselho Superior do Ministério Público sobre o caso a Face Oculta não se percebe se aprova ou desaprova o que se passou e não se percebe a quem os recados se destinam.Tanto podem ter por alvo o PGR, como Sócrates, como as comissões parlamentares de inquérito ou os jornalistas.

Aquilo de que não precisávamos era de mais um comunicado sibilino, corporativo, hermético e que não chama os boys pelos nomes. Um justiça por hieróglifos.

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1 comentário:

Rogério G.V. Pereira disse...

Como chamar os boys pelos nomes? Não sendo NNB (No Name Boys)eu já lhes chamo P (ver pedra P no puzzle do Abel Manta, éditado lá no meu blog)