sábado, fevereiro 23, 2013

Os sound bites da esquerda

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Quando se olha para a política, tal como ela é feita nos nossos dias, tem-se a sensação de estar perante uma sucessão de "casos mediáticos" oportunamente construídos e logo abandonados. De "garotadas" inconsequentes, mais ou menos cantadas.
Já ninguém pensa ? Já ninguém tem ideias e utopias ?
A esquerda, apesar do seu riquíssimo passado de reflexão e teorização, está reduzida às reacções epidérmicas e conjunturais. Já não tem referências nem líderes históricos, tudo se sumiu nas mãos dos "inorgânicos".
Já nada promete para o futuro e não concebe outra alegria que não seja a de infernizar a vida dos Relvas.

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sexta-feira, fevereiro 22, 2013

O Mentor

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é um filme abracadabrante, sobre o encontro de dois homens.
Freddie Quell é um ex-combatente com o espírito retorcido num corpo retorcido, Lancaster Dodd é um improvavelmente sanguíneo e telúrico guia espiritual.
Os dois polos atraem-se e repelem-se durante duas horas em que o espectador procura desesperadamente um sentido. 
No fim resta fazer o balanço das consequências desta terapia mútua que não devemos menosprezar. 
O filme de Paul Thomas Anderson é uma experiência marcante servida por duas interpretações brutais (Joaquin Phoenix como Freddie e Philip Seymour Hoffman como Dodd)

A saga das rendas

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Deve haver poucos "lobbys" mais eficazes do que o dos inquilinos: conseguiram boicotar todas as tentativas de normalizar o arrendamento, desde o tempo de Durão Barroso. 
Não são por certo os velhinhos com reformas baixíssimas a morar em casas degradadas que fazem tal pressão. A maior parte da classe política e dos grupos socio profissionais mais bem instalados (advogado, médicos, etc) mora, ou tem familiares que moram, ou tem escritórios situados em zonas como Avenidas Novas, Bairro Azul , Alvalade, Guerra Junqueiro, etc. etc. a pagar rendas antigas por casas excelentes. E a esses sim, a nova Lei vai tocar a doer. Porque os inquilinos de facto necessitados estão protegidos: idosos e deficientes não podem ser despejados; com carência económica têm os aumentos condicionados pelo rendimento o que significa que podem não sofrem aumento nenhum. 
Os que hipócritamente clamam no PS são os mesmos que quando toca às casas municipais sabem bem aumentar as rendas e pôr na rua quem não justificar com o seu rendimento aquilo que paga.


PS quer que seja dado apoio jurídico aos inquilinos


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quarta-feira, fevereiro 20, 2013

ENTRE(as)VISTAS


É já no próximo sábado o lançamento do livro do meu amigo Pereira Bastos.
 Está à venda na Barata ou no sítio do "Sítio do livro"

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Pegando de cernelha boicotes a Relvas



Um grupo de rapazes marcou uma sessão num clube de Gaia para cantar Grândola. Cantaram mal. Não gostei mas guardei a viola no saco: os rapazes estavam no seu clube, organizaram aquela sessão. Tinham direito a desafinar à sombra de uma azinheira ou na sua sala de Gaia. Mas Miguel Relvas apareceu e boicotou a reunião, cantando maviosamente. Repudio, claro, a atitude do ministro: os rapazes cantadores da Grândola têm direito a desafinar, no dia e local que marcaram para o fazer. Cito a canção: "Em cada rosto igualdade." Com rosto, o Zeca referia-se mais a garganta. "Em cada garganta igualdade" (bela ideia). Os gargarejos dos rapazes não podem ser abafados pelo ministro, lá porque ele canta melhor. Digo-o com a convicção de quem, se um dia a voz do ministro for calada, será o primeiro a defendê-lo. Cito outra vez: "Terra da fraternidade." Quer isto dizer, ninguém cala ninguém. Ora, isso não entende Miguel Relvas, que, no dia seguinte, ontem, voltou à carga no ISCTE. Aqui, outro grupo de rapazes marcou uma sessão para mostrar cartazes e gritar palavras de ordem. Contumaz, Relvas apareceu e boicotou, com o seu silêncio, a liberdade de expressão dos gritadores. Volto a dizer, a liberdade de expressão de Relvas acaba onde começa a dos outros. E volto a repetir: fossem de Relvas as sessões em Gaia e no ISCTE, e delas ele tivesse sido expulso por intrusos, eu estaria aqui a defendê-lo. Aliás, é o que dizem as palavras de Grândola.
Ferreira Fernandes no DN de hoje

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terça-feira, fevereiro 19, 2013

Patético

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De uma penada consegue-se achincalhar o "Grândola Vila Morena" e dar a Relvas uma oportunidade para brilhar.

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domingo, fevereiro 17, 2013

A CRUZADA DO BEM






há muito que considero suspeita esta avalanche de pessoas e instituições que se precipitam sobre os "pobrezinhos" para lhes aplicar mais umas doses de caridade.
O meu conhecimento da humanidade, obtido durante os últimos 67 anos, torna tal facto improvável e incompreensível.
Mas há um velho ditado que diz "a caridade começa por nós". Segundo parece as instituições do ramo, vi numa estatística qualquer, têm quase tantos empregados como "carenciados" a cargo.
Esta epidemia de fazer caridade com o dinheiro dos outros é, porém, muito mais vasta.
Os governos da República andaram décadas a pagar um vistoso "estado social" com o dinheiro dos credores internacionais.


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sábado, fevereiro 16, 2013

O gigantismo da GOOGLE

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A Google, empresa fundada por Larry Page e Sergey Brin, os google guys, em 27 de setembro de  1998, teve desde o início a singela missão de “organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil”. Modesta, não?
Ao que parece, contudo, é cada vez mais isso que ela realmente faz. O buscador Google é executado por meio de um número espantoso de servidores – já supera espantosos 1 milhão — em data centers espalhados pelos Estados Unidos, sede da empresa, e ao redor do mundo, e processa, diariamente, mais de um bilhão de solicitações de pesquisa e vinte petabytes (um número quase inimaginável de bytes, já que um petabyte equivale a 1024 terabytes, e um terabyte equivale a 1024 gigas) de dados gerados por usuários.

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sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Previsões só no fim do jogo

Estes dois extractos de "A Bola" de 27 Outubro 2011 mostram que afinal o BE se enganou mais do que o governo relativamente à queda do PIB em 2012, que acabou por ser 3,2%.
 

O Orçamento do Estado para 2012 entregue esta segunda-feira pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, prevê uma recessão de 2,8 por cento para o próximo ano, a maior desde 1981, último ano em que há dados comparáveis.
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O BE considera que o Orçamento do Estado para 2012 confirma o «terrorismo social» das medidas anunciadas pelo primeiro-ministro que vão lançar o País numa recessão de «pelo menos quatro por cento». 



Pintar sempre o quadro mais negro do que ele é acaba por não resultar.

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quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Arrendamento, uma vergonha do regime democrático

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A demagogia mais abjecta está à solta a propósito da "Lei das Rendas" que recentemente entrou em vigor.
Mentiras descaradas vão sendo ditas e escritas, fingindo ignorar as salvaguardas incluídas na lei, e chorando lágrimas de crocodilo pelos "velhinhos".
Mas quem tal diz, para obter dividendos políticos, nunca se preocupou em saber se os senhorios, que andam a ser expoliados há décadas, são velhos ou pobres.


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sábado, fevereiro 09, 2013

Odisseia

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O episódio de hoje da série ODISSEIA, na RTP, foi sensacional. Surpreendente até ao limite proporcionou-me um dos maiores gozos televisivos dos últimos anos. Para além dos excelentes actores habituais contou com uma participação espectacular da Rita Blanco.
Vou tentar não perder os próximos episódios.
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quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Franquelim, a manobra de diversão

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Bárbara

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BÁRBARA (Christian Petzold, 2012)
é um filme interessante, quase intimista, sobre uma vida insubmissa na Alemanha de Leste antes da queda do muro.
Nada que se compare com a força de "Adeus Lenine" (Wolfgang Becker, 2003) ou de "As vidas dos outros" (Florian Henckel von Donnersmarck, 2006).


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segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Ulrich & Fraquelim







As televisões martelam incessantemente estes dois folhetins.
Alguém estará convencido de que isto interessa ao Zé Povinho?
Enquanto o povo miúdo tenta sobreviver à crise os partidos entretêm-se com estes jogos florais. 
Parecem não ter qualquer ideia útil para apresentar.


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HISTÓRIA POUCO EDIFICANTE (de um edifício)

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Em Janeiro passado eu tinha tropeçado neste edifício, da antiga Escola Afonso Domingues, e tinha-me interrogado acerca do seu estado ruinoso.
Hoje o DN explica tudo. É mais uma história pouco edificante de como, por inépcia e falta de planeamento, os governantes deitam o nosso dinheiro à rua.
Em 2008 e 2009, durante o consulado de Sócrates, teve o seu momento de glória e foram lá enterrados muitos milhões de euros em avançadíssimas tecnologias. Um ano mais tarde, a pretexto da nova ponte sobre o Tejo, o mesmo governo decretou o seu encerramento. A ponte não se fez e, desde então, o edifício tem vindo a ser esvaziado do seu conteúdo e caminha, aceleradamente, para a ruína.
Vale a pena ler.






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sábado, fevereiro 02, 2013

SE ELES AGUENTAM...

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Todos os anos, milhões de chineses que trabalham nas grandes cidades regressam às suas terras de origem para comemorarem a passagem do ano, uma quadra conhecida no país como a Festa da Primavera. O fotógrafo Carlos Barria documentou a viagem de Li Anhua e da sua mulher Shi Huaiu, que passaram 50 horas em comboios e autocarros até chegarem à província de Sichuan, onde os esperavam os seus dois filhos e a avó que cuida deles. Li e Shi trabalham como vendedores de comida nas ruas de Xangai, uma das cidades mais caras da China. Com o dinheiro que ganham na grande cidade, o casal consegue sustentar-se e garantir que não falta comida aos seus filhos. Mas o preço que têm de pagar é elevado: a semana em que se comemora a Festa da Primavera é a única oportunidade que têm para estar com eles durante todo o ano.

http://www.publico.pt/multimedia/fotogaleria/titulo-para-china-316016#/0


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quinta-feira, janeiro 31, 2013

O MEU NACIONALISMO





Concordo com quase tudo o que Ferreira Fernandes diz hoje no DN.
Mas o meu nacionalismo não me permite usar a nossa gloriosa história para pedir favores. O nosso orgulho deve servir-nos, isso sim, para aguentar todos os sacrifícios que forem necessários para não depender seja de quem for.
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Garret McNamara é só o último de uma linhagem secular: as ondas de Portugal tornam os homens grandes. Ontem, a capa do Times de Londres tinha uma imensa pincelada de verde. Dentro, falava-se do surfista e do recorde, mas o essencial estava na foto da capa: a nossa onda. Amanhã virão mais McNamaras para o nosso Himalaia em movimento, homens que passam. Mas as ondas ficam e repetem-se. O mais importante é que as nossas ondas não são daquelas atrações exóticas, como gôndolas em Las Vegas, compradas por fundos. Elas são autenticamente nossas, fundaram o Portugal que interessou ao mundo. Qualquer exposição sobre Portugal deveria abrir com uma parede larga e alta de 30 metros, a onda. E vendia-se, saindo de conchas ou headphones, os sons da onda de Portugal. A onda é o nosso ADN, o nosso destino e a nossa Mensagem. Pensávamos que era relação acabada, coisa antiga, mas ei-la que volta. Como que a reivindicar o que o outro queria para o pastel de nata, ser nossa bandeira, mas com muito mais substância. Peguemos no povo que é tudo o que não somos, os finlandeses das contas certas e da Nokia que nos atiram à cara. Mostremos-lhes a onda. Com eles perplexos, expliquemos: os clássicos tinham a palavra norte como sinónimo de longínquo e extremo. Eles eram o norte, isto é, remotos. Foi com as viagens dos portugueses, aumentando o mundo, que eles se aproximaram. No fundo, nós metemo-los na Europa. Quanto vale a nossa onda em royalties?

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terça-feira, janeiro 29, 2013

ODEIO A PALAVRA RECANDIDATO




mas o tipo, sem dúvida, um ar bonacheirão (e de bom garfo o que, por cá, é uma grande qualidade)

segunda-feira, janeiro 28, 2013

Opus 1500



Conhecida como 'maçonaria branca', o Opus Dei tem mais de 1500 membros em Portugal. Apesar de negar a existência de uma estratégia de poder, conta com figuras de destaque na banca e na política. Há mais de dez anos que um governo não tinha um elemento ligado à obra, mas a última minirremodelação pôs no Executivo um cooperador que até há três meses geria a financeira da Escola de Negócios da obra.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, colocou recentemente uma das mais importantes áreas da governação nas mãos de um cooperador do Opus Dei: o secretário de Estado Manuel Rodrigues. O novo homem-sombra de Vítor Gaspar nas Finanças junta assim duas áreas às quais a obra é constantemente associada: a política e a banca, nas quais sempre teve membros influentes.

DN 27.01.2013


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Estes, e os do avental, à vez ou em parceria, usam o país como se fosse deles.
Nós pagamos.


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domingo, janeiro 27, 2013

Porcos suicidas

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Em vez de bombistas suicidas nós temos porcos suicidas anti-manif. Seriam porcos pretos, ou apenas escurinhos ? o movimento sindical, pela mão do sr. Nogueira (da mesma escola do sr. Arménio) cobre-se de ridículo.
Estes senhores são um retrocesso brutal na qualidade dos dirigentes que o PCP históricamente gerou.
O panorama dos dirigentes da esquerda é assustador, a começar pelo sr. Seguro e a acabar na Catarina Martins. Esta é uma questão de fundo. Dizem que o mal é geral mas, se tal acontece também à direita, isso é-me indiferente.
Eu sempre fui de esquerda mas não me identifico com esta gente, isto já nada tem a ver com os ideais que me levaram, aos 19 anos, a aderir ao PCP, e a militar durante mais de 25 anos.

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sábado, janeiro 26, 2013

O PREÇO DOS MEDICAMENTOS

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exemplo de tratamento da tiróide, durante dois meses, para duas pessoas: 3,12 euros. 
É caro ?

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sexta-feira, janeiro 25, 2013

Portugal e Grécia

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Nos últimos dias, na tentativa patética de desvalorizar o "regresso aos mercados", foi muitas vezes dito que os juros na Grécia também baixaram 
Esqueceram-se foi de dizer que o nível dos juros da Grécia torna inviável, para a Grécia, fazer aquilo que Portugal fez.
Mais um desgosto para aqueles que insistem em dizer que Portugal será igual à Grécia daqui a um ano. Pelo contrário, a Grécia é que será igual a Portugal daqui a uns anos (se tiver juizo).


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DJANGO, overdose de justiça

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Não há injustiça mais injusta do que aquela que recai sobre quem nasceu negro, ou mulher, ou outra coisa qualquer.
Django é uma overdose de justiça, não no sentido jurídico do termo mas porque os justos vencem em toda a linha contra todas as probabilidades.
Recupera descaradamente o velho aforismo, tão fora de moda, que diz que ser bom acaba sempre por compensar.
Os diálogos são do melhor e o Dr. Schulz, dentista reconvertido em caçador de cabeças, é uma figura inesquecível.
O filme, quebrando regras, assumindo exageros, recusa-se a ser uma história de racismo para se dar ao luxo de ser um libelo contra todos os racismos.


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quarta-feira, janeiro 23, 2013

As dívidas que temos para pagar

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Estas OTs, emitidas antes da vinda Troika, representam uma dívida da ordem dos 95.000 milhões de euros.
São empréstimos contraídos entre 1998 e 2011, que têm que ser pagos entre 2013 e 2037.
É interessante ver a percentagem do juro que se paga por cada um deles.
Se conseguirmos substituí-los por outros, com taxas inferiores, vamos aliviar os nossos orçamentos.
Convém notar que o empréstimo de 5.829 milhões que temos para pagar em 2013 tinha juros de 5,45 % enquanto que a emissão feita hoje pelo estado português pagará juros da ordem dos 4,891 %.

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VOODOO



é muito triste constatar que há tanta gente a desejar mal ao país para poder atacar o governo.


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terça-feira, janeiro 22, 2013

DEMOCRACIA GOURMET ? será isto verdade ?




DEMOCRACIA GOURMET ?
será isto verdade ?

Perdiz, porco preto alimentado a bolota e lebre, são alguns dos produtos exigidos peloCaderno de Encargos do Concurso Público para fornecer refeições, e explorar as cafetarias do Parlamento.


Das exigências para a confecção das ementas de deputados e funcionários constam ainda pratos com bacalhau

do Atlântico, pombo torcaz e rola, de acordo com o documento a que o CM teve ontem acesso.

O café a fornecer deverá ser de "1ª qualidade" e os candidatos ao concurso têm ainda de oferecer quatro opções de

whisky de 20 anos e oito de licores. No vinho, são exigidas 12 variedades de Verde, e 15 de tintos alentejanos e do Douro.

É também especificado que o mesmo prato não deve ser repetido num prazo de duas semanas.

O Caderno de Encargos do concurso, que termina em Junho, estabelece que a qualidade dos produtos vale 50%, o preço 30% e a manutenção 20%.


Regulamento de Acesso ao Serviço de Refeitório da Assembleia da República

Publicado no Diário da Assembleia da República, II Série C, n.º 15, de 9 de Fevereiro de 2002 com a actualização introduzida pela

Circular de 31 de Março de 2009 do Gabinete da Secretária-Geral da Assembleia da Republica III



Têm acesso aos serviços do refeitório as seguintes pessoas

a) Deputados;

b) Funcionários e agentes parlamentares e funcionários parlamentares aposentados;

c) Pessoal dos Gabinetes do Presidente, Vice-Presidentes, Secretários da Mesa e Secretário-Geral;

d) Pessoal da dotação dos grupos parlamentares;

e) Cônjuges e filhos das pessoas referidas nas alíneas anteriores;

f) Pessoal requisitado e contratado nos serviços da Assembleia da República;

g) Pessoal que presta assessoria de forma transitória nos grupos parlamentares e nas comissões;

h) Convidados das pessoas referidas nas alíneas a) a d), desde que acompanhados destes, com o limite de dois convidados por utente;

i) Membros e funcionários dos órgãos autónomos que funcionem junto da Assembleia da República;

j) Pessoal que presta serviço na residência oficial do Primeiro-Ministro e no Gabinete do membro do Governo responsável pelos assuntos parlamentares, abrangido pelo acordo entre a Assembleia da
República e os serviços sociais da Presidência do Conselho de Ministros;

k) Pessoal da Guarda Nacional Republicana que presta serviço na sala de segurança e no parque de estacionamento subterrâneo e pessoal da Polícia de Segurança Pública que presta serviço na esquadra da Assembleia da República;

l) Pessoal da agência da Caixa Geral de Depósitos e dos CTT;

m) Jornalistas acreditados na Assembleia da República;

n) Outras pessoas expressamente autorizadas pelo Secretário-Geral da Assembleia da República.

VI

Os preços de venda das refeições são fixados anualmente e para o presente ano são os que se

seguem:

1. Funcionários e agentes parlamentares e funcionários parlamentares aposentados, pessoal dos Gabinetes e da dotação dos Grupos Parlamentares e ainda requisitado e contratado que na Assembleia da República preste serviço - 3,80 €;

2. Pessoal da GNR que presta serviço na Sala de Segurança e no parque de estacionamento subterrâneo e pessoal da PSP que presta serviço na esquadra da Assembleia da República - 4,00 €;

3. Deputados e pessoal que presta assessoria transitoriamente aos Grupos Parlamentares - 4,90 €;

4. Filhos dos Deputados e do pessoal referido no n.º 1 que tenham direito ao subsídio familiar, respectivamente - 2,40 € e 2,05 €;

5. Filhos dos Deputados e do pessoal referido no n.º 1 sem direito ao subsídio familiar, respectivamente - 4,90 € e € 4,10 €;

6. Restantes utentes - 6,50 €.

domingo, janeiro 20, 2013

Basta dar-lhe uma oportunidade

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sábado, janeiro 19, 2013

O Memorando

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Parafraseando uma velha anedota sobre as vicissitudes dos projectos.

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sexta-feira, janeiro 18, 2013

Pimby


2250-1175=1075



1075 euros é a diferença entre as pensões de dois trabalhadores, um da função pública e outro do sector privado.
Com a mesma carreira contributiva no privado obtem-se uma pensão que é cerca de metade da pensão na administração pública.
Pode ler-se hoje no Jornal de Negócios:

"As simulações solicitadas pelo Negócios ao professor Jorge Bravo, especialista em Segurança Social da Universidade de Évora, têm como referência um funcionário público e um trabalhador do privado com carreiras contributivas idênticas: entrada no mercado de trabalho em 1970 e saída para a reforma em 2005, com 36 anos de serviço e um salário de 2.500 euros. No caso analisado, a taxa de substituição (que traduz a relação entre o valor da pensão e o último salário bruto) é de 47% na Segurança Social, subindo para 90% no regime dos funcionários públicos admitidos até 2006.
Esta diferença é em grande parte explicada pela existência de diferentes idades de reforma nos dois regimes: 65 anos no privado e 60 no público, até há poucos anos. Se o pensionista do sector privado tivesse trabalhado mais cinco anos para compensar essa diferença, reformando-se à idade legal de 65 anos, a sua taxa de substituição subiria para 75% – teria uma diferença de quinze pontos percentuais em relação ao aposentado da Função Pública, mas teria que trabalhar mais cinco anos."