segunda-feira, janeiro 19, 2009

Rendeu-se à democracia clientelar


"A moção do líder do PS, hoje apresentada, define como meta nas legislativas a maioria absoluta, promete reforçar os direitos dos imigrantes, defende o "casamento civil" homossexual e prevê voltar a referendar a regionalização."
Na próxima semana será o "Estatuto da Carreira Docente" e, nos próximos meses, todos os estatutos de todas as corporações que jurou combater. Do povo nem cheiro.
Rendeu-se à democracia clientelar e portanto já não terá o voto que eu lhe prometera há uns tempos.
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domingo, janeiro 18, 2009

A impunidade da prepotência

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O filme conta a história de Christine Collins (Angelina Jolie), supervisora de uma agência telefónica, cujo filho desaparece.
Após 3 meses de buscas o menino é supostamente encontrado, mas finalmente descobre-se que não é Walter, o filho de Christine.
Apesar disso ela é forçada pelo capitão Jones (Jeffrey Donovan), que não quer reconhecer o seu erro, a ficar com a criança.
Juntamente com o reverendo Gustav (John Malkovich) ela resolve enfrentar a polícia de Los Angeles e é atirada para um manicómio.
Só com uma luta titânica acaba por ser libertada e vê esclarecido o crime horrendo por trás do desaparecimento do seu filho.
Este novo filme de Clint Eastwood é um ensaio sobre a prepotência das "autoridades" e sobre a enorme coragem que é necessária para a combater.
A prepotência é frequentemente inverosímil e cria nas próprias vítimas uma espécie de vergonha que as impede de a denunciar.
Uma questão que continua na ordem do dia.
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sábado, janeiro 17, 2009

Puro Shakespeare na Figueira

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Um homem de 67 anos estava há dias em frente a uma juíza, num gabinete dentro do Tribunal da Figueira da Foz, quando sacou de um cutelo que guardava numa pasta e amputou parte do dedo indicador esquerdo em cima da secretária. Foi a forma encontrada pelo empresário Orico Santos para demonstrar o seu descontentamento durante uma diligência no âmbito de um processo executivo.
De seguida, deixando na mesa pequenas partes do dedo, abandonou o gabinete aos gritos e a protestar. As pessoas que estavam junto à sala de audiências, para serem ouvidas noutros processos, apanharam um grande susto com mais este caso de insegurança nos tribunais. "Apareceu do interior do tribunal com o cutelo na mão, a pingar sangue e só gritava: Ladrões! Ladrões!", descreveu um homem. A diligência que motivou a reacção decorreu ao início da tarde, numa sala em que estariam mais pessoas, além da juíza e do empresário.
Em causa estava a abertura de propostas de venda de bens penhorados, uma função por norma atribuída ao juiz – que adjudica os bens pelo valor mais elevado.
O resultado não agradou a Orico Santos, que deixou um rasto de sangue por onde passou, ficando três pequenos pedaços do dedo no gabinete. Foi levado ao Hospital da Figueira da Foz para ser tratado.
E ainda há quem diga que não acontece nada nos tribunais portugueses... Pelo contrário os tribunais estão em vias de se tornar ferozes concorrentes dos nossos teatros.
Este caso do cutelo em tribunal é Shakespeare e do melhor, com sangue e tudo. Em "O mercador de Veneza" figura apenas uma tentativa de cortar uma libra de carne para resgatar uma dívida. Na Figueira da Foz saltou realmente um dedo para contestar uma penhora o que, mesmo que o dedo não pese uma libra, acaba por ter mais impacto.

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China: A hora dos sociólogos

Sede da Televisão Central da China em Pequim
Lusa
16.01.2009

Pequim, 16 Jan (Lusa) – Considerada até há pouco tempo uma “disciplina burguesa”, a sociologia parece desempenhar hoje um papel central na vida académica e politica da China, proporcionando aos seus investigadores uma liberdade surpreendente.
“Nos próximos trinta anos devemos libertar a sociedade das mãos do Estado, como fizemos com a economia durante os últimos trinta anos de reforma e abertura”, diz Shen Yuan, vice-director do Centro de Estudos da China Contemporânea da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Qinghua, em Pequim.
Trata-se de uma das mais prestigiadas universidades chinesas, onde se formaram importantes membros da actual liderança chinesa, incluindo o secretário-geral do Partido Comunista e presidente da Republica, Hu Jintao, e o vice-presidente, Xi Jinping, apontado como o seu provável sucessor.
O sociólogo francês Jean-Louis Rocca, professor na Qinghua, é peremptório: “A liberdade de tom utilizada pelos sociólogos chineses põe em causa o que habitualmente se pensa no Ocidente acerca de liberdade de expressão na China”.
“No domínio académico, há uma grande liberdade. Os sociólogos chineses não se opõem politicamente ao governo, mas são muito críticos”, acrescentou.
Jean-Louis Rocca falava a propósito da obra colectiva “A sociedade chinesa vista pelos seus sociólogos”, que Rocca e Shen Yuan apresentaram esta semana em Pequim.
Após a fundação da Republica Popular, em 1949, a China “seguiu o exemplo da União Soviética” e baniu o ensino da sociologia, considerada “uma disciplina burguesa” e que “o materialismo histórico podia facilmente substituir”, recordou Shen Yuan.
“1953 foi o ano da morte da sociologia”, disse.
Morreu, mas ressuscitaria 25 anos mais tarde, depois da direcção do Partido Comunista adoptar a politica de “Reforma Económica e Abertura ao Exterior” e de Deng Xiaoping, “o arquitecto-chefe das reformas”, ter defendido que “a sociologia devia recuperar o seu atraso”.
Hoje, a China tem cerca de 300 instituições dedicadas à sociologia e “entre 6.000 e 10.000 investigadores”, referiu Shen Yuan. “Temos uma grande equipa”, afirmou.
Assumido admirador do sociólogo francês Alain Touraine, Shen Yuan acredita que “a sociologia vai desempenhar um papel importante na reconstrução da sociedade chinesa”.
“O próprio governo, que desde 2005 fala na construção de uma ‘sociedade harmoniosa’, já nos deu sinais disso”, disse.
Na opinião de Rocca, “os sociólogos na China são mais ouvidos do que em França e também mais contestatários”.
Toda a China é, alias, “um verdadeiro laboratório de investigação” e “um terreno de experimentação que não se compara a nenhum outro pais”, sustenta aquele sociólogo francês.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Novo Aeroporto de Lisboa

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"A Presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, voltou hoje a criticar os grandes investimentos públicos do Governo de José Sócrates por aumentarem a dívida do país, o que considera especialmente grave no actual contexto de crise financeira. “Sendo Governo riscarei imediatamente o TGV”, assegurou a social-democrata, em entrevista à RTP, acrescentando que o projecto “tem custos presentes e futuros que não são compatíveis com o nosso nível de endividamento”.

Público, 15.01.2009

Quanto ao aeroporto em Alcochete está provado que é perfeitamente dispensável dada a extensão do "mar da palha". Como a imagem mostra há outras possibilidades muito menos onerosas.

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Economia de circo

Depois da famigerada "economia de casino", que tanto atormenta o nosso Mário Soares, só nos faltava agora a economia de circo, que nos é proposta pela publicidade de uma grande instituição financeira. Cuidado com as escorregadelas.
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Acho que nunca mais nos sentiremos sós

PEQUIM (Reuters) - O número de internautas na China em 2008 saltou cerca de 42 por cento, para 298 milhões. Esses números solidificam a posição do país como a maior população na Internet do mundo, informou o Centro de Informações de Rede e Internet da China (CNNIC, na sigla em inglês). O número de usuários da Internet que usam acesso móvel decolou 113 por cento, para 117,6 milhões em 2008, e a Internet móvel deve crescer explosivamente nos próximos anos, após a emissão recente de licenças de terceira geração (3G) -- informou a agência estatal. GLOBO.com

Tenho a sensação de que, por enquanto, estão num mundo aparte. Se, e quando, o mundo deles e o nosso confluirem vai haver uma enorme inundação.
Lá vai o Cardeal ter que se preocupar com os casamentos dos nossos jovens com as orientais...
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quarta-feira, janeiro 14, 2009

A teoria da chaleira

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"Realizar uma pesquisa no Google é tão natural para um utilizador de Internet como respirar. Contudo, esse gesto esconde um preço medido em emissões de carbono até agora desconhecido, diz a BBC. Alex Wissner-Gross, físico da Universidade de Harvard, fez as contas: duas pesquisas produzem tanto dióxido de carbono como uma chaleira a ferver. “Uma pesquisa no Google tem definitivamente um impacto ambiental.”Wissner-Gross afirma que a sua investigação o levou a concluir que cada pesquisa normal no Google produz 7 gramas de CO2 para a atmosfera, sendo que o dobro desde valor equivale sensivelmente ao ferver de uma chaleira. "

Gostava de saber qual foi a quantidade de dióxido de carbono produzida pela difusão desta "descoberta" no mundo inteiro (incluindo este post). Assim se prova, mais uma vez, que a carreira científica não está vedada aos imbecis o que constitui uma oportunidade para muitos de nós.

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O Mundo Espera

terça-feira, janeiro 13, 2009

Conhecimento descartável

"A Pfizer, a maior companhia farmacêutica do mundo, vai despedir 800 cientistas durante este ano, o que representa cerca de oito por cento dos seus funcionários ligados à investigação científica, noticia "The Wall Street Journal". Em Setembro, a empresa já tinha anunciado a intenção de centrar a sua investigação científica em seis áreas - Alzheimer, cancro, esquizofrenia, dor, inflamação e diabetes -, abandonando todas as outras, incluindo a área cardiovascular. Desde Janeiro de 2007, na sequência de uma reestruturação, a Pfizer já eliminou 13.500 postos de trabalho e fechou oito fábricas. "
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Aqui está o que parecia ser uma excelente oportunidade. Alguém podia contratar todos estes cientistas e fazer, com eles, uma grande empresa farmacêutica. Ou um departamento de investigação do Ministério da Saúde. Por que não o fazem ?
Esta é uma boa ilustração da contradição entre o trabalho assalariado e a rentabilização do conhecimento.
Tudo o que estes milhares de cérebros ajudaram a criar lá ficou, na Pfizer, agarrado às patentes da empresa e à rede comercial que ela estendeu pelo mundo.
Todo o know-how contido nestes cérebros podia valer uma fortuna se fossem capazes de inventar uma nova forma de se organizarem para produzir e distribuir.
O mesmo se aplica, claro, a todos nós.
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segunda-feira, janeiro 12, 2009

Endividar-se a alta velocidade

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"A dívida total de 20 empresas do sector público empresarial, que integraram uma amostra feita pelo Tribunal de Contas para a realização de uma “auditoria aos débitos e ao prazo médio de pagamento das Empresas Públicas” atingia em 31 de Dezembro de 2007, cerca de 17.500 milhões de euros, o que significa 17 por cento por cento do total do Orçamento do Estado aprovado para aquele ano.Num relatório divulgado hoje, o Tribunal de Contas demonstra que 84 por cento deste montante se concentrava em apenas seis empresas, dos sectores de gestão de infra-estruturas, dos transportes e da comunicação social. A Refer, o Metro de Lisboa e a CP surgem nos primeiros lugares deste ranking, que é ainda intergrado pelo Metro do Porto, pela TAP e pela RTP. "
Bem me parecia que nesta coisa do endividamento ninguém se salvava; nem o Estado, nem as empresas públicas, nem as empresas privadas, nem o zé da esquina. Não nos salvamos nem com mais nem com menos Estado. É inerente ao sistema.
Quem é que está preparado para viver sem isso (ou sem o sistema) ?
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Quem responde ?

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Os últimos meses abalaram a economia de mercado e em especial o capitalismo financeiro. A crise levou à entrada em força do Estado nos mercados, nos bancos e nas empresas, muitas vezes a pedido dos próprios empresários. Os que agora se queixam é de não receberem ajuda do Estado. Acabou o ciclo durante o qual o mercado foi sacralizado
....Embora festeje a oportunidade que a crise supostamente lhe oferece, a esquerda não está a aproveitá-la. Quase só pode exibir Obama, que não é socialista. E Obama veio estragar uma bandeira tradicional da esquerda, o antiamericanismo. Na Europa, a esquerda não beneficia politicamente com a crise do chamado neoliberalismo. Limita-se a defender, apenas, uma maior intervenção do Estado.
...Claro que os esquerdistas "de protesto" se agitam. Mas como podem o estalinismo, o trotskysmo e o maoísmo reciclados apresentar algo de novo e positivo? O mesmo se diga dos adversários da globalização, que se especializaram em manifestações e violências de rua. Pouco mais trouxeram ao debate do que uma velha proposta (de 1971), aliás repudiada pelo seu autor para os efeitos pretendidos pelos "alter-mundialistas" (a taxa Tobin, sobre transacções cambiais).
...Com a direita na defensiva, a esquerda deveria agarrar estas questões e propor políticas inovadoras. Até agora não o fez em escala que se visse.

"Sugestões para a esquerda", Francisco Sarsfield Cabral
Público 12.01.2009


Já toda a gente dá conselhos à esquerda mas dizem que é a direita "está de pantanas".

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Vamos mudá-lo ?

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"Somos um grupo aleatório de cidadãos que não se revê nos partidos políticos actuais. Governam segundo a sua vontade e não segundo a vontade dos cidadãos. Criticar quem governa ou votar em branco não basta. Temos de fazer a nossa parte, por mais pequena que seja, para tentar ajudar a construir um futuro melhor. Para tentar mudar este estado de coisas, estamos a tentar criar um Movimento em que as Medidas defendidas sejam propostas pelos cidadãos e aprovadas pelos cidadãos. Ao mesmo tempo lutamos por uma sociedade mais justa, simples, humilde e solidária."
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"Todas as rebeliões começam por uma recusa. Para justificar a tirania, virão pedir-nos o nosso voto.
OLHOS NOS OLHOS, DIR-LHES-EMOS QUE NÃO!"
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Em tempo de crise sucedem-se os curandeiros, os oficiais e os espontâneos.
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domingo, janeiro 11, 2009

Divórcio gay

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"Saíram defraudadas as expectativas do Bloco de Esquerda em ter o apoio do PS para aprovar no Parlamento uma resolução recomendando ao Governo medidas suplementares para acabar com a discriminação dos homossexuais e dos bisexuais na doação de sangue.
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Maria Antónia Almeida Santos, deputada do PS, disse ao DN que o PS chumbará o articulado bloquista porque, neste aspecto, a luta contra a discriminação dos homossexuais não precisa de mais normas nem regulamentos, "que já existem". "Uma coisa são más práticas de um serviço ou outro. Outra coisa é uma prática generalizada de discriminação, que não existe", afirmou a deputada ao DN, que desafiou o deputado João Semedo a denunciar casos concretos que conheça, para depois o ministério da Saúde poder actuar. "Não há discriminação, há apenas precaução. Há regras para avaliar os comportamentos de risco dos dadores, regras internacionais aliás", acrescentou a deputada. As reservas colocadas pelo PS terão sido também semelhante às colocadas pelo CDS. A resolução só deverá, assim, merecer o voto favorável dos proponentes e da CDU. No PSD mantém-se a incógnita sobre o sentido de voto.Já não é a primeira que PS e Bloco de Esquerda se colocam em barricadas diferentes por causa das questões "gays". O Bloco e o PEV propuseram há poucos meses a legalização do casamento "gay" (proibido no Código Civil). A maioria PS chumbou os projectos por considerá-los inoportunos no tempo, além de responderem a nenhuma urgência social. "
DN 11.01.2009
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O Ano do Búfalo


No dia 26 de Janeiro inicia-se um novo ano na tradição chinesa.
O signo do Boi ou do Búfalo (niú) simboliza a prosperidade atingida graças à força de espírito e ao trabalho duro. Vem a calhar neste ano de crise.


PEQUIM - A China está planejando um pacote de ajuda no valor total de 9 bilhões de yuan (US$ 1,32 bilhão) para dar assistência aos mais afetados pela crise econômica global, informou a mídia estatal hoje. Cerca de 74 milhões de pessoas mais afetadas pela desaceleração econômica vão receber um bônus no valor de 100 yuan para aqueles que vivem no campo e de 150 yuan para os moradores de áreas urbanas.
Os pagamentos serão feitos antes do Ano-Novo Lunar no dia 26 de janeiro, disse o ministro de Assuntos Civis, Jiang Li, citado pela mídia chinesa. "O pagamento deste bônus excepcional tem como objetivo melhorar a vida de grupos em desvantagem nas cidades e no campo e ajudar aqueles com baixa renda a terem um feliz Ano-Novo", disse o ministro.
Em dezembro, o governo chinês decidiu mover o limite anual de renda familiar que caracteriza aqueles vivem na pobreza de 785 yuan para 1.100 yuan, segundo informou o China Daily. Como resultado, 43,2 milhões de pessoas agora são consideradas como oficialmente pobres, ao invés dos 14,8 milhões sob o limite anterior. A renda líquida anual média para os trabalhadores rurais em 2007 foi de 4.140 yuan, contra 24.932 yuan nas cidades.
As autoridades chinesas estão preocupadas com a possibilidade de a desaceleração econômica levar a um aumento na miséria em certas categorias da população, tais como trabalhadores migrantes dispensados pelas fábricas falidas no sul e leste da China. O governo também quer evitar um aumento no mal-estar social.

Estadão.com.br, 10.01.2009

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sábado, janeiro 10, 2009

Futuros tecnológicos e científicos

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Se gosta de espreitar o futuro tecnológico e científico tem que visitar TechCast Project, uma base de dados on-line onde 100 peritos prevêem a data da concretização das inovações.
O endereço é a http://www.techcast.org/.

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sexta-feira, janeiro 09, 2009

Aquecimento Global

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Neve cobriu o Norte de Portugal.
A massa de ar polar que ontem atingiu Portugal trouxe primeiro o frio e depois a neve. Esta manhã o Norte do país foi palco de um intenso nevão que cobriu de branco também o Minho, onde na cidade de Braga não nevava há mais de vinte anos. Público 09.01.2009

"Somos campeões da Europa"



De 2007 para 2008, o número de mortos baixou de 854 para 772.
"Somos os campeões da Europa na redução da sinistralidade", afirmou ontem o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Paulo Marques, após apresentar os números das vítimas dos acidentes de viação de 2008. Morreram nas estradas 772 pessoas, valores que, comparando com as 854 vítimas de 2007, representam uma redução de 9,6%.
Entre 2007 e 2008, o número de feridos graves desceu de 3116 para 2587, tendo reduzido também os feridos ligeiros, de 43202 para 40745.
Referindo-se aos números globais, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, considerou que, "em termos de sinistralidade rodoviária, o ano de 2008 foi excepcional a todos os títulos. Registámos o valor mais baixo de sempre nos números de mortos, feridos graves e ligeiros". Recordou que, nas últimas duas décadas, "chegaram a registar-se números superiores a 2600 mortos anuais".

Finalmente um discurso realista sobre a situação em vez dos habituais exageros que pretendem fazer dos acidentes de viação uma hecatombe ou, como dizem os mais fanáticos, "uma guerra civil".
Está portanto na altura de acabar com os odiosos anuncios "de caixão à cova" na televisão.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Quem "cata ventos" colhe tempestades

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"O PS chumbou hoje os projectos do PSD, Bloco de Esquerda e “Os Verdes” para suspender a avaliação dos professores, com os votos favoráveis de todos os partidos da oposição parlamentar. O documento social-democrata contou com a abstenção dos socialistas Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré, Eugénia Alho e da independente socialista Matilde Sousa Franco.
No que diz respeito aos projectos do BE e do PEV, Matilde Sousa Franco também se absteve. Os deputados Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré e Eugénia Alho votaram a favor.
A votação de hoje, que contou com o secretário-geral da Fenprof (Federação Nacional dos Professores), Mário Nogueira, na assistência, aconteceu apenas às 18h00 e não a seguir ao debate iniciado às 15h00 devido ao funeral do pai de um deputado social-democrata. "

Público, 08.01.2009

Esta tentativa de remediar as faltas dadas numa votação anterior deveria envergonhar quem a promoveu. Além do mais estas propostas de "suspensão da avaliação" são oportunistas, destinadas a ganhar "de borla" a simpatia dos professores, e revelam total falta de sentido de Estado.

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Nova versão "La Fida Ninfa"

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Já em tempos expliquei aqui a minha particular relação com esta ópera de Vivaldi tão pouco conhecida. Apraz-me portanto informar que saíu recentemente (Nov. 2008) uma nova gravação desta obra que recomendo vivamente.

Edição Naïve, do Ensemble Matheus dirigido por Jean-Christophe Spinosi e cantores como Mingardo, Piau e Jaroussky.

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quarta-feira, janeiro 07, 2009

Mais anedotas no Telejornal

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O Telejornal abriu com o tema da "vaga de frio" e da campanha montada pela CML para proteger a população e os "sem abrigo". Na tenda armada para o efeito três, repito três, pessoas estão a ser atendidas e mostram-se muito mais descontraídas do que as dez ou doze que os apaparicam e anseiam por mais aflitos que teimam em não surgir.

José Rodrigues dos Santos comunica, gravemente: a Protecção Civil recomenda que, em caso de frio, se vista várias peças de roupa em vez de só uma.
Eu pergunto-me: que ideia terá esta gente acerca do povo ? consideram-nos a todos tão imbecis que nos aconselham o instintivo e o óbvio ?

Algo está errado, alguém está a tentar governar-se promovendo toda esta agitação como se estivessemos na Bulgária ou na Roménia onde faz 30 graus negativos.

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Liberdade e insulto

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"Há quem pense que é possível conciliar a liberdade de expressão e a proibição do insulto. Mas isto é falso; como escreveu Orwell, "se a liberdade significa realmente alguma coisa, significa o direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir".
O conceito de insulto é demasiado escorregadio para se poder determinar o que é um insulto ou não. Nem todas as falsidades que se afirmam de alguém o insultam: se as pessoas disserem que o Papa é espanhol, estarão a dizer uma falsidade que não insulta os católicos. Mas algumas verdades são sentidas como insultuosas: afirmar que o Papa é um homem que usa roupas que parecem saias e que acredita que o vinho se transforma em sangue de Cristo é afirmar verdades, mas poderão ser sentidas como insultuosas por alguns católicos.


Assim, um insulto é seja o que for que alguém afirma e que outra pessoa qualquer não gosta, por este ou aquele motivo. Donde se segue que se aceitarmos a proibição do insulto colocamos uma mordaça ubíqua na liberdade de expressão, pois seja o que for que alguém diz pode ser entendido como insultuoso por outra pessoa qualquer.

Hoje é moda na vida pública virem várias pessoas a público defendendo o direito de silenciar os outros porque se sentiram ofendidos. Não se pode por isso dizer mal da homossexualidade, ou da religião, da democracia ou da liberdade. Pode parecer paradoxal, mas este estado de coisas é uma ameaça à liberdade dos homossexuais, à liberdade religiosa, à democracia e à própria liberdade. Pois se as pessoas forem policiadas por dentro, evitando dizer o que realmente pensam, vão continuar a pensar tolices que ameaçam a democracia e a liberdade , mas não as vão exprimir e, como tal, torna-se impossível explicar-lhes o erro em que caíram."

Desidério Murcho, Público 06.01.2009

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terça-feira, janeiro 06, 2009

O melhor e o pior da entrevista

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Goste-se ou não, Sócrates "deu baile" aos entrevistadores da SIC. Perante as críticas "teóricas" coseguiu quase sempre argumentar, sem ser contraditado, que as medidas tomadas pelo governo, mesmo quando não acabaram com os problemas, eram apesar de tudo melhores do que as alternativas.

O melhor: A demonstração de que, perante as agruras da crise, é essencial haver uma maioria absoluta e que o PS é o único partido que a pode obter.

O pior: A tentativa de justificação do Estatuto dos Açores numa base meramente formal e a calinada "...eu não raciociono...".

(atenção: não sou militante nem votante do PS)

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segunda-feira, janeiro 05, 2009

Nós somos (mesmo) assim ?

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Quando vejo o Telejornal começo a ter a sensação de estar a enlouquecer. Pais biológicos para cá, pais afectivos para lá. E eu a pensar: o que tenho eu a ver com o assunto? Depois, pela quinta vez numa semana, mostram-me o padre da igreja de S. António a distribuir dois pães a cada crente após a missa. Agora até juntou aos pães uma notinha de cinco euros que não resolve mas ajuda.
Como se isto não bastasse hoje, com ar sério, José Rodrigues dos Santos falou do combate à corrupção no futebol. Vejam lá que um tipo da Associação Desportiva “A Colmeia” tentou comprar, por 150 euros, os favores do árbitro no desafio galáctico contra o Régua B.
Tudo aconteceu numa bomba de gasolina em Montalegre, estão a ver o charme ?
Estará tudo embrutecido? insensível ao ridículo?
Um Telejornal nacional é isto? foi nisto que nós nos tornámos?
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Pensões mínimas

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Público, 05.01.2008

Cerca de três quartos dos 2,5 milhões de reformados por velhice e invalidez em Portugal, incluindo os da função pública, recebem uma pensão de valor até um salário mínimo nacional, estima a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP). O outro quarto reparte-se entre aqueles que têm pensões entre um e dois salários mínimos e os que recebem mais do que dois salários mínimos. Os dados compilados revelam, segundo o estudo, uma distribuição de pensões "profundamente desequilibrada".
No sector privado, o grupo de pensionistas com pensões abaixo de um salário mínimo nacional (SMN, 426 euros em 2008) abrange 1,9 milhões de pessoas, num total de 2,1 milhões de pensionistas por velhice e invalidez. Destes, um quinto são pessoas que pouco descontaram ao longo da sua vida activa - agricultores e outros regimes fracamente contributivos. Mas três quartos, ou seja, cerca de 1,4 milhões de pessoas, vêm do regime geral da Segurança Social. Efectuaram os devidos descontos sociais, mas recebiam salários tão baixos que se traduziram em pensões baixas. A este grupo juntam-se ainda 94 mil ex-funcionários públicos.

No segundo grupo de reformados - com pensões entre um e dois SMN - encontram-se 200 mil reformados do sector privado e 80 mil ex-funcionários públicos.

Finalmente, vem o terceiro grupo com pensões mais elevadas (acima de 2 SMN). São mais de 300 mil portugueses, dois terços dos quais vindos da Função Pública, a que se juntam entre 100 mil e 120 mil pessoas do sector privado. Este total não inclui os bancários que têm - ainda - um esquema de protecção social à parte. Em Dezembro de 2007, as pensões acima de 750 euros abrangiam 239 mil ex-funcionários públicos, ou seja, cerca de 60 por cento do total de pensionistas da função pública. Desses, 80 mil recebiam pensões acima dos dois mil euros mensais.

Na base desta distribuição estão diversas situações. É o caso da diferente fórmula de cálculo das pensões entre o sector privado e o público (diferença atenuada desde 1993); os baixos salários no sector privado e os salários mais elevados na Função Pública relativos a profissões com maiores habilitações médias (saúde, educação, etc); a omissão de rendimentos à Segurança Social, a relativa juventude do sistema de protecção social que se traduz em pequenas carreiras contributivas e, consequentemente, em baixas pensões.
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As pensões mínimas do regime geral estão actualmente fixadas em quatro escalões. Variam entre 220,99 euros (para quem tenha entre cinco e 12 anos de descontos) e 388,19 euros (mais de 30 anos de descontos). E, em muitos casos, o Estado tem de complementar com dinheiro dos impostos para que os pensionistas recebam a respectiva pensão mínima que, de outra forma, ficaria abaixo desse limite mínimo. Em Dezembro de 2007, havia 906 pensionistas de velhice e invalidez do regime geral com pensões mínimas. E destes 382,9 mil tinham feito menos de 15 anos de descontos e 216,5 mil entre 15 e 20 anos. Na Função Pública, apenas uma minoria recebia pensões mínimas.





(clicar nos quadros para ampliar)
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domingo, janeiro 04, 2009

O Estatudo


"O que é grave e preocupante, no caso actual, não é a luta em si, mas os problemas em causa. A forma é emocionante, mas o conteúdo é sério e as consequências inquietantes. O Estatuto dos Açores, uma questão menor, foi aproveitado para pretexto de afrontamento. A deslealdade governamental e parlamentar é um facto grave e, nas suas consequências, irreparável. Foi feita, legal e furtivamente, uma espécie de revisão constitucional, como é apanágio dos países ditatoriais. Alteraram-se equilíbrios fundamentais de poderes e competências sem respeitar as formas adequadas. O partido maioritário manipulou o Parlamento. Os partidos parlamentares usaram o Parlamento para funções menos nobres. O exame sucessivo da constitucionalidade é a única maneira possível de evitar que esta ilegitimidade sirva de precedente para o futuro.
A posição do Presidente da República, por definição o garante da unidade nacional e do Estado, deveria ter prevalecido sobre a decisão do Parlamento, por natureza o representante da diversidade do Estado. Neste caso, em que estavam em discussão as relações entre partes do Estado, ou antes, entre o todo e uma das suas partes, ainda mais se justificaria que a posição do Presidente fosse respeitada e que o equilíbrio existente não fosse alterado. O Parlamento e o Governo entenderam sobrepor-se. A normalidade constitucional e a clareza dos processos políticos ficaram a perder.
Os órgãos de poder regional passam a ter uma posição política, processual e protocolar capaz de condicionar os órgãos de poder nacional. Merecem uma deferência e uma consideração (e aqui trata-se de poder político, não de cerimónia) que a Assembleia da República não merece. Adquiriram, a partir de agora, uma força única na República: nenhum órgão nacional, presidente, parlamento ou governo, pode legislar livremente sobre a região dos Açores (imagina-se que a Madeira virá a seguir).
É de lamentar o comportamento do Governo. Não se sabe por que razão Sócrates e o PS quiseram alterar o estatuto naqueles pontos controversos. As razões óbvias parecem evidentes. Por um lado, os socialistas pretendem delimitar os seus territórios pré-eleitorais e acham que lhes convém um confronto com o Presidente. Por outro, nada mais fizeram do que manter a tradição: são reféns das regiões autónomas e dos seus dirigentes, no que, aliás, são acompanhados por todos os restantes partidos. Mas estas razões, por demasiado óbvias e mesquinhas, não chegam para perceber os seus pontos de vista. O primeiro-ministro e o Parlamento devem aos cidadãos uma explicação. Não basta dizer que têm pontos de vista diferentes do Presidente, como afirmam os seus porta-vozes subalternos, têm de explicar os fundamentos da sua decisão e as vantagens de tão tosco estatuto.
Confrangedor, neste processo, foi o Parlamento. E, com ele, evidentemente, os grupos parlamentares e os partidos. Foram incompetentes e fizeram tolices. Foi possível, por exemplo, aprovar uma lei que continha oito disposições inconstitucionais! Mostraram um comportamento contraditório e arrogante: vários partidos diziam uma coisa na televisão e votavam de modo diferente. Foram covardes e cederam à chantagem regionalista. Finalmente, cometeram acto impensável: automutilaram-se, isto é, abdicaram de competências e desistiram de funções de Estado."

António Barreto, Público 04.01.2009


No comments (não precisa)
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sábado, janeiro 03, 2009

Where is wallet ?

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Hoje precisei de ir ao IKEA. Acabei por desistir pois a situação nos parques de estacionamento era caótica em resultado de uma afluência desmesurada de clientes.

Há dias também assisti, no Colombo, a uma situação idêntica. Lojas "de marca" estavam atafulhadas de clientes que disparavam o cartão de crédito sobre tudo e mais alguma coisa.

O que é que eu não estou a perceber ? Onde está a crise ?

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sexta-feira, janeiro 02, 2009

O tempo das partilhas

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O senhor Presidente da República faleceu ?
É que, desde o discurso de Ano Novo, todos os partidos dizem que partilham as suas preocupações...
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quinta-feira, janeiro 01, 2009

A frieza

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Quem tem meios para fazer isto





Não precisa de fazer isto


Não é legítimo usar o pretexto dos "rockets" do Hamas, que parecem nunca acertar no alvo, para justificar uma destruição maciça em Gaza. A desproporção de meios e tecnologias torna o argumento ridículo.
Para se proteger, se fosse esse realmente o caso, Israel teria à sua disposição os meios suficientes para destruir os soldados e as armas que o tentassem atacar.
A frieza com que Israel destrói e mata inocentes constitui um fenómeno aterrador.
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À procura da nova Dona Branca


Mais um ano, penosamente, se inicia. Desta vez está toda a gente à procura de uma nova Dona Branca. O sistema não pode passar sem elas.

Nós por cá tivemos uma, senhora de idade, que alimentou a mitologia nacional durante alguns anos. Nos States têm agora o Madoff . Ele parece um Robin dos Bosques que depois de roubar aos ricos se tivesse esquecido de dar aos pobres.

Mas estes casos são folclore para enganar os ingénuos, as pontas visíveis do iceberg. Não são aberrações. Não constituem um "capitalismo de casino", como alguns dizem, insinuando que o capitalismo podia ser de outra maneira.

A "nudez crua da verdade" é demasiado deprimente pelo que vamos preferindo todos, mesmo os que dizem o contrário, o "manto diáfano da fantasia".

O sistema não pode dispensar os funcionamentos piramidais. A "Bolsa de Valores", a instituição mais sistémica do sistema, funciona precisamente desse modo. Enquanto há novos compradores de acções a chegar ao mercado ela vai inchando e atraindo novos compradores que a fazem inchar ainda mais. Um dia alguém grita, sabe-se lá porquê, "o rei vai nu" e vem tudo por aí abaixo. Logo depois inicia-se um novo ciclo.

Não tenhamos portanto ilusões mas sim fé. Para voltarmos em 2009 à placidez em que vivíamos antes da crise actual, cujo harmonioso equilíbrio foi posto em causa por um irresponsável não identificado, só nos resta encontrar uma nova Dona Branca. E deixá-la engordar, sem complexos, para que gere empregos, rendimentos e consumos.

É esse o nome da felicidade geral. Até um dia...


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