quarta-feira, junho 18, 2008

A Europa deprime

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Europa não pode cair de novo em depressão, diz Durão Barroso, no Público.
Depois de mais este episódio na Irlanda não é a Europa mas os europeus quem descamba para a depressão. Estamos quase a concluir que o "projecto europeu" é não só inviável como indesejável.

Meter no mesmo saco tanta incompetência, burocracia, interesses mesquinhos, nacionalismos disfarçados, negociatas, subsídio-dependências , ASAE e tantas coisas mais só pode resultar numa grande desilusão. Não estamos preparados para um projecto tão avançado, não somos suficientemente crescidos e somos demasiado tacanhos, há que assumi-lo com frontalidade.

EU, por mim, começava já a tratar do divórcio a 27...

1 comentário:

Rosa Redondo disse...

Na crise do petróleo que atravessamos, a UE demonstrou mais uma vez que não passa de um "paquiderme burocrático", fonte de gordos subsídios para alguns poucos e de chorudos empregos para outros ainda menos, que se entretêm a elaborar regras detalhadas sobre assuntos de interesse mundial como o calibre das maçãs ou as condições vitais das galinhas poedeiras.
Já se sabia que não tinha uma politica unificada sobre as grandes questões internacionais (nem meios para a fazer valer, se ela existisse), limitando-se nos casos extremos a concordar com Bush para não ser desfeiteada pelos factos consumados.
Ficou agora também visível que a UE não tem (ou não quer ter) peso económico e politico para defender uma das principais bases do seu sistema produtivo, o petróleo, perante a ofensiva dos especuladores e dos produtores.
E depois disso, acalmada que foi temporáriamente a erupção social da crise, em vez de estar activamente a trabalhar na construção de soluções tecnológicas e de organização da produção que nos levem a sair da actual dependência energética, está é preocupada com "o futuro do Tratado de Lisboa", ou seja com a sobrevivência dos euroburocratas...
De facto, a UE é deprimente. Não se pode liquidá-la?