terça-feira, novembro 29, 2016
sexta-feira, novembro 25, 2016
Documento delicioso
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F. Penim Redondo
Documento delicioso
Trata-se de um relatório, feito por "agentes fiscais", que descreve o famoso "Primeiro Encontro da Canção Portuguesa" que teve lugar no Coliseu a 29 de Março de 1974. A preocupação parecia ser a de verificar se os artistas cantavam algo que não tivesse sido aprovado pela censura.
Eu, como milhares de outros portugueses, estive no Coliseu nesta noite fantástica que, sem dúvida, prenunciava a Revolução de Abril.
Trata-se de um relatório, feito por "agentes fiscais", que descreve o famoso "Primeiro Encontro da Canção Portuguesa" que teve lugar no Coliseu a 29 de Março de 1974. A preocupação parecia ser a de verificar se os artistas cantavam algo que não tivesse sido aprovado pela censura.
Eu, como milhares de outros portugueses, estive no Coliseu nesta noite fantástica que, sem dúvida, prenunciava a Revolução de Abril.
Hora da publicação: 18:36 0 comentários
Etiquetas: anos 70, datas-lutas, ditadura-nazismo-fascismo, espectáculos, Fernando Penim Redondo
quarta-feira, novembro 23, 2016
O produto interclassista e universal
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F. Penim Redondo
O produto interclassista e universal
Na estrada que leva de S. João dos Angolares até à cidade de S. Tomé fotografei estes dois jovens. Um deles empunha um telemóvel.
Por todo o lado, mesmo em rudimentares aldeias de pescadores, encontrei publicidade e lojas de produtos destinados às "comunicações móveis".
Convenci-me então de que o telemóvel é, na história da humanidade, o produto que maior sedução exerceu em todas as geografias e em todas as classes sociais.
terça-feira, novembro 22, 2016
sábado, novembro 12, 2016
Na estação de Khajurao
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F. Penim Redondo
Na estação de Khajurao
A cidade é famosa pelos seus templos decorados com esculturas eróticas, um rococó de nus e de fornicação impensável no ocidente cristão.
Quando a visita acabou fui tomar o combóio na direcção de Agra. Tudo isto aconteceu em 2008.
Mas o que eu vos quero dizer é mais geral.
Quando caio inadvertidamente num destes directórios de imagens colhidas durante as viagens eu tenho a sensação de iniciar uma nova jornada. Não ao local então visitado mas a um local sem nome em que o ficheiro do computador se tornou.
E nesta nova viagem eu detecto pormenores que não podia ter visto na correria dos percursos e dos horários.
Detenho-me finalmente sobre os rostos e sobre as formas, com uma exaltante sensação de descoberta.
Aqueles que ridicularizam os viajantes fotógrafos, por andarem sempre a disparar, nunca terão esse prazer de visitar terras inexistentes, construídas com as nossas fotografias, pelas nossas próprias mãos.
Hora da publicação: 11:57 0 comentários
Etiquetas: Fernando Penim Redondo, fotografia-imagem, teses-textos, viagens2008
Habilidades
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F. Penim Redondo
Costa, com a habilidade habitual, faz tudo para disfarçar a sua conivência com o génio que contratou.
Se Costa tivesse ideias firmes sobre a obrigação do doutor Domingues se submeter às leis da República não precisava de se esconder atrás do Tribunal Constitucional; ordenava ao seu subordinado que entregasse a devida declaração e, caso ele não obedecesse, procedia à sua exoneração.
quinta-feira, novembro 10, 2016
OEDIPUS REX
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F. Penim Redondo
Hora da publicação: 22:28 0 comentários
Etiquetas: Fernando Penim Redondo, musica-dança, teatro-opera
segunda-feira, novembro 07, 2016
sexta-feira, novembro 04, 2016
O Estado a que isto chegou
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F. Penim Redondo
O Estado a que isto chegou
A esquerda tem no seu ADN o sonho de criar um tipo de sociedade radicalmente novo. Quando eu cheguei à política, há mais de 50 anos, a utopia estava ainda bem viva.
Se considerarmos as brutais transformações tecnológicas das últimas décadas tal ideia em vez de utópica pode até ser vista como necessária.
No entanto a ressaca do desmoronamento da URSS produziu uma evolução noutro sentido.
Os partidos anteriormente revolucionários foram-se submetendo à lógica social-democrata e aos encantos do "estado social".
Hoje já ninguém fala de uma nova sociedade.
Isso foi substituído pela invasão dos centros do poder político em troca da manutenção da sociedade capitalista tal como ela é.
Imbuídos de um espírito pretensamente vanguardista os partidos de esquerda tratam de gerir o sistema tomando medidas para que ele, apesar de anacrónico, não seja demasiado insuportável.
De caminho engordam as estruturas do Estado, quantas vezes com amigos e colegas do partido, sugando a sociedade com impostos.
Gera-se então uma contradição fatal; a economia nem é verdadeiramente capitalista nem é outra coisa qualquer.
Por essas e por outras a economia estagna e ninguém sabe muito bem como pô-la a crescer.
O Estado mete o bedelho em tudo e atabafa com os seus milhares de regulamentos grande parte das iniciativas e empreendimentos.
Meio dúzia de génios, inventados nas juventudes partidárias, sentam-se nas cadeiras do poder como se pudessem e soubessem manipular as alavancas de uma economia cada vez mais complexa.
É no Estado que se cruzam os grandes negócios e, com a desculpa da retórica republicana, põe-se os cidadãos a pagar rendas às corporações, falências dos bancos, e todo o tipo de fraudes que diáriamente aparecem nos jornais (hoje é na Força Aérea mas também no SNS às dezenas, na Segurança Social, etc).
Vende-se aos cidadãos a ilusão de que o Estado, e o que é do Estado (por ex. a CGD) garante por natureza a prossecução do interesse público. Apesar de a realidade andar há décadas a mostrar o contrário.
Se considerarmos as brutais transformações tecnológicas das últimas décadas tal ideia em vez de utópica pode até ser vista como necessária.
No entanto a ressaca do desmoronamento da URSS produziu uma evolução noutro sentido.
Os partidos anteriormente revolucionários foram-se submetendo à lógica social-democrata e aos encantos do "estado social".
Hoje já ninguém fala de uma nova sociedade.
Isso foi substituído pela invasão dos centros do poder político em troca da manutenção da sociedade capitalista tal como ela é.
Imbuídos de um espírito pretensamente vanguardista os partidos de esquerda tratam de gerir o sistema tomando medidas para que ele, apesar de anacrónico, não seja demasiado insuportável.
De caminho engordam as estruturas do Estado, quantas vezes com amigos e colegas do partido, sugando a sociedade com impostos.
Gera-se então uma contradição fatal; a economia nem é verdadeiramente capitalista nem é outra coisa qualquer.
Por essas e por outras a economia estagna e ninguém sabe muito bem como pô-la a crescer.
O Estado mete o bedelho em tudo e atabafa com os seus milhares de regulamentos grande parte das iniciativas e empreendimentos.
Meio dúzia de génios, inventados nas juventudes partidárias, sentam-se nas cadeiras do poder como se pudessem e soubessem manipular as alavancas de uma economia cada vez mais complexa.
É no Estado que se cruzam os grandes negócios e, com a desculpa da retórica republicana, põe-se os cidadãos a pagar rendas às corporações, falências dos bancos, e todo o tipo de fraudes que diáriamente aparecem nos jornais (hoje é na Força Aérea mas também no SNS às dezenas, na Segurança Social, etc).
Vende-se aos cidadãos a ilusão de que o Estado, e o que é do Estado (por ex. a CGD) garante por natureza a prossecução do interesse público. Apesar de a realidade andar há décadas a mostrar o contrário.
Hora da publicação: 15:59 0 comentários
Etiquetas: digitalismo-pós_capitalismo, Fernando Penim Redondo, prospectiva-utopia, publico-privado, teses-textos
quarta-feira, novembro 02, 2016
"Comparar o que é comparável"
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F. Penim Redondo
"Comparar o que é comparável"
Anda por aí uma algazarra que pretende convencer-nos de que aquilo que se gastou num ano não tem nada a ver com o orçamento de gastos para o ano seguinte.
O quadro anexo, e a mais básica experiência pessoal, mostram precisamente que o valor que gastámos é uma das melhores bases para a previsão daquilo que gastaremos.
Há realmente uma tradição, deplorável, de orçamentar valores que se sabe à partida serem impossíveis por insuficientes. Mas o facto de esse erro ser antigo não nos deve impedir de criticar quem nele persiste.
O objectivo parece ser óbvio; fazer passar um orçamento que de outra forma apresentaria défices inaceitáveis.
Nota curiosa: o governo socialista gastou menos com a Educação, em 2016, do que os governos neoliberais no auge da crise em 2012, 2013 e 2014.
Hora da publicação: 22:32 0 comentários
Etiquetas: educação-jovens-professores, estatística-números, Fernando Penim Redondo, governo Costa
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