quinta-feira, agosto 25, 2016
segunda-feira, agosto 22, 2016
Tarde de Verão no cinema
Tarde de Verão no cinema
o filme escolhido foi "Regresso a Ítaca" de Laurent Cantet (o excelente realizador de "O Emprego do Tempo" e "Recursos Humanos").
Um grupo de amigos reencontra-se ao fim de muitos anos num telhado de Havana.
O tema da fuga do país está sempre presente. Assim como as ilusões políticas desfeitas e a sua influência nos destinos pessoais.
Num percurso sinuoso sucedem-se as recriminações, as revelações e as perplexidades.
Pode dizer-se que uma cena parecida podia, relativizada, ter lugar num café de Lisboa entre velhos militantes.
No fim da noite a única coisa que resta é uma amizade dolorosa que não se pode perder.
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quarta-feira, agosto 17, 2016
terça-feira, agosto 16, 2016
terça-feira, agosto 09, 2016
O fim do desemprego, e não só
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quarta-feira, agosto 03, 2016
quinta-feira, julho 28, 2016
A estratégia de Costa vai-se revelando
A estratégia de Costa vai-se revelando
Seja o que for que venha a acontecer, nos cortes e nos impostos, será apresentado como uma "imposição europeia".
Costa chegou ao poder com base em promessas de forte crescimento do PIB e do emprego. Nada disso aconteceu.
Em consequência as "reposições de rendimento" e as reversões avulsas deixaram de ter sustentação e, Costa sabe-o bem, mais tarde ou mais cedo farão derrapar o défice.
A austeridade que aí vem será pois atribuída ao inimigo externo, que além do mais inflama o patrioteirismo.
quarta-feira, julho 27, 2016
segunda-feira, julho 18, 2016
domingo, julho 17, 2016
Texto importante
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terça-feira, julho 12, 2016
domingo, julho 10, 2016
A arma secreta
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sábado, julho 09, 2016
SIBERÍADA - Andrei Konchalovsky (1978)
SIBERÍADA - Andrei Konchalovsky (1978)
Há muitos anos que queria ver este filme, por causa das mútiplas referências que lhe são feitas.
Trata-se de uma bela (e longa) saga de famílias que desbravam a Sibéria ao longo do século XX, e do impacto das transformações políticas na longínqua região.
Mistura poesia e militância. A famosa "alma russa" sempre em conflito com uma realidade e natureza brutais.
Eu estive na Sibéria em 1980- Irkutsk, lago Baikal e Bratsk- apenas dois anos depois de este filme ter sido feito.
Não vi o filme quando saíu mas consigo imaginar a comoção que ele provocava quando a derrocada da URSS não era sequer pensável.
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terça-feira, julho 05, 2016
O referendo da Catarina (e não só)
A Geringonça na sua luta pela sobrevivência está a praticar uma temerária política de terra queimada. Adoptou um discurso anti-europeu e em particular anti-germânico que, como se viu na Grécia, não tem qualquer saída airosa.
O povo português está a ser arrastado para uma deriva irracional pela qual podemos vir a pagar um preço elevado.
No dia em que a Europa se desmoronar, ou deixar de ter condições para prestar ajudas de emergência, Portugal atingirá finalmente o défice zero. Então perceberemos quão penoso é viver só com o que produzimos e sem os empréstimos dos execrandos europeus.
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terça-feira, junho 28, 2016
quinta-feira, junho 23, 2016
domingo, junho 19, 2016
quinta-feira, junho 09, 2016
segunda-feira, junho 06, 2016
Cinderela no São Carlos
Cinderela
Música e libreto: Pauline Viardot {1821-1910}
Ópera cómica de salão em 3 atos, baseada no conto Cendrillon,
de Charles Perrault
Versão portuguesa Luís Rodrigues
Piano e direção musical João Paulo Santos
Encenação Mário Redondo
Direção circo Chapitô
Cenografia e figurinos Miguel Costa Cabral
Desenho de luz Paulo Sabino
Barão de Pic'torcido João Oliveira
Maria (Cinderela) Ana Franco
Magalona Sónia Alcobaça
Armelinda Ana Ferro
A Fada Bárbara Barradas
O Príncipe Encantado João Cipriano Martins
O Conde Miscarudo Marco Alves dos Santos
Interpretação circense Alunos do 1.º ano do Curso de Interpretação
e Animação Circenses da Escola Profissional de Artes e Ofícios do
Espetáculo do Chapitô
Nova Produção
Co-produção TNSC/Chapitô
Num animado salão juntam-se artistas, intelectuais, boémios.
Em que época? É difícil dizer. Vai contar-se, ou viver-se, ou "brincar-se", uma história: Cinderela. Um clássico.
Todos contam, todos observam. Aqui três Cinderelas, ali dois Príncipes. Uma Irmã Má agora, que mais adiante é uma Fada Madrinha. Cada um mostra a sua particular visão de cada momento, de cada emoção, de cada peripécia. Uns cantam, outros falam, outros ainda exprimem-se com o corpo. As personagens desdobram-se, as cenas sobrepõem-se, os objectos transformam-se. Todo o palco é cenário e também plateia. No fim, mais que o enredo — já tão conhecido — ficará o prazer do jogo.
Hora da publicação: 18:01 0 comentários
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terça-feira, maio 31, 2016
sexta-feira, maio 27, 2016
quinta-feira, maio 26, 2016
A árvore dos desentupidores
A árvore dos desentupidores
Hoje passei no lote 14. As janelas do segundo direito continuam fechadas e os estores corridos até abaixo.
Foi quase sempre assim desde que ele morreu há seis anos. Com pequeno interregno em que lá morou uma simpatica família cheia de miúdos.
Cá em baixo, no jardim entre os prédios, os arbustos florescem apesar da incerteza primaveril e, entre eles, sobresaem as flores vermelhas da “árvore dos desentupidores”.
Foi ele que a plantou. Trazida de uma viagem, a ver a filha e os netos, à Califórnia.
O pequeno ajardinado adjacente à praceta era o seu feudo, onde reinava desde que trespassara a loja ainda rijo. Era um regresso à agricultura que nunca chegara a praticar. Ele que fugira da casa nas beiras, para a cidade, com meros 13 anos.
Creio que ele nunca chegou a saber que chamam califemo, àqueles arbustos cuja flor parece um escovilhão pronto a entrar pelo gargalo de uma qualquer garrafa a precisar de limpeza.
Tivemos alguns desacordos por causa disso; eu realmente não apreciava aquele exotismo. Ele, pelo contrário, deliciava-se com os elogios dos passantes e foi fazendo oferecimentos à vizinhança.
Ao fim de algum tempo já se viam, aqui e ali, novas “árvores dos desentupidores”, como eu lhes chamava, que descendiam da matriz importada, às escondidas, das costas do oceano Pacífico.
Então fui levado a olhar para aquele jardim como um legado do meu pai, uma coisa viva que ele deixou e que lhe vai sobreviver sabe-se lá quanto tempo.
Ele não era dado a especulações metafísicas mas eu gostava que ele, esteja onde estiver, pudesse ver as abelhas girando à volta das flores que plantou.
Fui o resto do caminho a olhar para os arbustos de uma outra maneira, com outra consideração. Cada um deles é afinal uma herança.
Que o pai de alguém deixou ali para aqueles que, como eu, agora passam.
Hora da publicação: 19:10 0 comentários
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terça-feira, maio 24, 2016
segunda-feira, maio 16, 2016
Os donos disto tudo
Desde ontem, a propósito e a despropósito, em cenas de rua e em cerimónias oficiais, em diferido e em directo, todos os portugueses são obrigados a participar dos festejos do Benfica durante horas a fio.
Muito do anti-benfiquismo, que realmente existe, nasce desta prepotência despropositada de quem se sente dono disto tudo.
sexta-feira, maio 13, 2016
E o mentiroso era o outro...
Quem ouvir com atenção as sucessivas intervenções de A. Costa sobre o Plano B não pode deixar de ficar incomodado; as omissões, os devios, as meias palavras e os descarados malabarismos revelam uma mente vocacionada para a manipulação.
Quer no parlamento, quer nas entrevistas como a de ontem na SIC, Costa salta com agilidade do documento que entregou à "Europa" com medidas para 2016 (que ninguém conhece) para um outro quadro relativo ao plano de estabilidade nos próximos anos (este já conhecido).
A manobra é tão incrível que os interlocutores ficam como que desorientados e sem perceber o que lhes está a acontecer.
Revejam a forma como Costa respondeu ontem na SIC a esta questão e vão perceber o artista que nos tocou pela porta.
E o mentiroso era o outro...
terça-feira, maio 10, 2016
Ribeira dos Caldeirões
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sexta-feira, maio 06, 2016
Cavalo na Gorreana
Hora da publicação: 09:37 0 comentários
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segunda-feira, abril 18, 2016
Perto de Serpa
Hora da publicação: 08:47 0 comentários
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