quarta-feira, abril 06, 2016
domingo, março 27, 2016
quarta-feira, março 09, 2016
domingo, março 06, 2016
Como sobreviver?
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sexta-feira, março 04, 2016
Acho deplorável
Acho deplorável
a decisão profissional da Maria Luis Albuquerque, sejam ou não fundadas as suspeitas que suscita.
A dignidade das funções governativas deve ser protegida de todas as dúvidas e equívocos, mesmo que à custa da perda de oportunidades profissionais.
Esta decisão, ainda por cima, parece aliviar a consciência daqueles que apoiam o governo do partido do poupadíssimo Eng. Sócrates, do famoso Coelhone, do Dr. Vara dos robalos, etc, etc, etc.
quinta-feira, março 03, 2016
sexta-feira, fevereiro 26, 2016
HAIL CAESAR!
HAIL CAESAR!
Os irmãos Coen compõem uma divertidíssima sátira, que decorre durante as rodagens de mais um filme sobre a história de Cristo.
A ficção, a fé religiosa e as utopias políticas têm uma raiz comum que se perde nas mais remotas formas da sociedade humana.
Ao cruzar estas três "ilusões" o filme mostra como todas podem ser irresistivelmente delirantes.
O filme está recheado de cenas antológicas, das quais destaco a reunião de hierarcas religiosos para discutir se o filme ofende alguma das religiões comuns nos E.U.A.
terça-feira, fevereiro 16, 2016
Cuidado com a retórica
Hora da publicação: 16:57 0 comentários
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quarta-feira, fevereiro 10, 2016
quinta-feira, fevereiro 04, 2016
quarta-feira, fevereiro 03, 2016
segunda-feira, janeiro 25, 2016
O Renascido
O Renascido
não compreendo o entusiasmo pelas sagas do Império, que sempre contra-ataca, com os seus robots amaricados e a sua violência de plástico.
Vão ver este filme do Inarruti, com sangue suor e lágrimas das autênticas e um planeta belíssimo e inóspito, chamado Terra.
Verão o herói morrer às garras de um urso castanho e nascer de novo no parto de um cavalo morto.
A não perder este banho de grandiosidade que vos fará perceber quão mesquinhas são as vossas vidas.
domingo, janeiro 24, 2016
Aterrorizado
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segunda-feira, janeiro 18, 2016
Palpite para Domingo
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quinta-feira, janeiro 14, 2016
45
45
fui ver o filme. Conta a história de um casal, mais ou menos da minha idade, que se prepara para festejar os 45 anos do casamento e é supreendido por um facto do passado, que estivera literalmente congelado.
Não excedeu as minhas expectativas excepto num ponto: ouvir a ainda belíssima Charlotte Rampling lamentar-se por não ter fotografias que ilustrem o percurso da sua vida.
Há sempre um momento, com a idade e alguma outra crise, em que de repente as nossas memórias tremelicam e toda a nossa história nos parece inverosímil.
Devo fazer-vos uma confissão muito pessoal; eu preparei-me bem para essa eventualidade. No meu computador posso, em qualquer momento, invocar imagens de praticamente qualquer época da minha vida.
A obsessão pela fotografia que sempre me afligiu, algum sentido de organização e a maravilhosa tecnologia actual permitem-me esse luxo.
Daqui resulta um novo desafio.
É sabido que, mesmo sem querer, vamos sempre rescrevendo a nossa história de vida. No meu caso, ou em casos como o meu, a ficção em que o passado se converte acaba por ter como base não só a memória mas também umas centenas de milhares de imagens digitalizadas.
Hora da publicação: 18:17 0 comentários
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terça-feira, janeiro 12, 2016
sábado, janeiro 09, 2016
segunda-feira, janeiro 04, 2016
As causas do Banif (e dos outros)
As causas do Banif (e dos outros)
O Expresso publicou, no dia 24/12, um artigo importantíssimo para se perceber os mecanismos e as tramóias que levaram o sistema bancário ao tapete.
O quadro aqui apresentado, que faz parte do referido artigo, mostra claramente que o destino da banca estava traçado quando Sócrates foi corrido do governo.
Os bancos tinham acumulado "imparidades" que foram aparecendo à luz do dia e transformaram os lucros (e dividendos) faustosos, do tempo do sr. engenheiro, em prejuizos, necessidades de capitalização e, no limite, resoluções e custos para os contribuintes.
Há que desconfiar daqueles que querem resumir este problema aos últimos quatro anos, para fazer de Passos o bode expiatório, e que afunilam a análise nos "erros da regulação".
Coitado do regulador, foi submergido por uma avalanche de vigarices acumuladas que ninguém poderia limpar impunemente.
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segunda-feira, dezembro 28, 2015
domingo, dezembro 27, 2015
terça-feira, dezembro 22, 2015
sexta-feira, dezembro 18, 2015
Dêem lá o brinquedo ao puto
Hora da publicação: 18:43 0 comentários
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quarta-feira, dezembro 16, 2015
terça-feira, dezembro 15, 2015
O Factor Fantasma
http://observador.pt/opiniao/noticia-interessava-nao-feita/
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quinta-feira, dezembro 10, 2015
A minha mãe
A minha mãe
é um filme sublime que Nanni Moretti realizou depois da sua experiência pessoal de perda da mãe.
Isso, só por si, não garantiria nada já que tal sentimento é o mais comumente sofrido por quase todos os seres humanos.
Moretti foge ao sentimentalismo e oferece-nos uma profunda reflexão sobre a incansável busca da identidade e de sentido, busca essa que se torna mais pungente em momentos como a morte da mãe.
Ele apaga-se, enquanto personagem, e entrega à espantosa actriz Margherita Buy a tarefa de nos mostrar como é dramática a distância entre o que fazemos e o que somos.
Margherita, que interpreta uma realizadora cinematográfica, passa o tempo a pedir aos seus actores que façam o papel mantendo-se, enquanto pessoas, ao lado da personagem.
John Turturro, que encarna precisamente um actor do filme realizado por Margherita, joga também com as questões da identidade e da memória.
Grita a certo passo: "levem-me de volta para a realidade"
quarta-feira, dezembro 09, 2015
Os sete anos que mudaram quase tudo
Os sete anos que mudaram quase tudo
Cavaco está quase a passar à história mas a sua história não se resume aos dois mandatos como Presidente.
Entre 1985 e 1991 ele coincidiu com uma curva muito apertada dos tempos modernos; o fim da URSS e do sistema soviético.
Durante esse período o PCP encontrava-s entre dois fogos.
Por um lado as denúncias e reformas pouco ortodoxas de Gorbatchev e, por outro, a dinâmica vitoriosa de Cavaco e do que ele representava. Internamente as dissidências eram causa e consequência.
Os acontecimentos na URSS dificultavam uma lógica revolucionária e, ao mesmo tempo, a prática eleitoral em Portugal revelava cada vez mais as suas próprias limitações.
Nos oito anos que medeiam entre 1983 e 1991 o PCP passou de 18,07 % e 44 deputados para 8,8 % e 17 deputados.
E as coisas nunca mais voltaram a ser como eram antes.
Hora da publicação: 20:38 0 comentários
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segunda-feira, dezembro 07, 2015
Best Friends Forever
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quarta-feira, dezembro 02, 2015
1982, Budapeste.
1982, Budapeste.
Eu, o Virgílio Vargas, o Albino e o Grenha.
A tirar a fotografia deve ter estado o Silva Graça, o outro compincha do grupo que não figura na chapa.
A Convenção da IBM foi em Hamburgo mas este grupo fez o percurso Lisboa, Viena, Budapeste, Viena, Hamburgo, Londres, Lisboa.
Tivemos uma estadia memorável no Hilton da colina de Buda. Ainda conservo uma pequena peça de cristal gamada de um candelabro no corredor.
O Grenha era quem conhecia melhor a cidade embora eu já lá tivesse estado em 1979. Grandes farras e grandes violinos.
Hora da publicação: 11:24 0 comentários
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terça-feira, dezembro 01, 2015
Autofagia de "esquerda"
Autofagia de "esquerda"
O caso de Garcia Pereira, e do MRPP, fácilmente se converte numa anedota.
Só que ele revela um mal-estar muito mais generalizado, à esquerda, que se traduz em sucessivas crises de identidade e de ortodoxia.
Desde que deixou de poder exibir a bandeira do "socialismo real", nas suas diferentes versões, a esquerda foi deslizando para uma sucessão de divergências, e pequenas seitas, que tornaram o efémero "acordo" com Costa uma miragem apetecível.
Mas, pior do que isso, toda a esquerda se instalou no terreno da social-democracia que não pede mais do que um "capitalismo humanizado".
A acção política oscila entre o protesto semântico contra o discurso do adversário, o policiamento politicamente correcto, as demolições de carácter e a recusa de qualquer mudança no satus quo constitucional.
Enquanto não for forjada uma nova utopia mobilizadora, uma ideia nova de futuro, a esquerda viverá de fogachos, desilusões e autofagia.
E é pena.
Hora da publicação: 15:24 0 comentários
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