Não, não se trata de anunciar as próximas eleições. Nem o "Pézão" Ricardo Oliveira, nem o Xande Macaco, nem o Carlão concorrem para a presidência da CML.
Qualquer semelhança com a campanha em curso é pura coincidência...
.
Hora da publicação: 11:14 1 comentários
Etiquetas: Fernando Penim Redondo, livros-revistas, memorias-biografias, partidos

Acabo de assistir ao debate promovido pela RTP com os 12 candidatos à presidência da CML. Parece-me que este debate não deve ter sossegado os lisboetas.
A lei em vigor vai proporcionar um executivo camarário onde estarão 6 ou 7 dos 12 que hoje se digladiaram. Mesmo ignorando as alfinetadas ridículas entre os candidatos foi patente a inexistência de um processo de convergência dos discursos. Dir-se-ia que quanto mais o debate se prolongava mais longe se ia ficando de qualquer conclusão. Desta discussão parece que não nasce a luz.
Dir-me-ão que isto é próprio dos debates de campanha mas eu respondo com uma pergunta: conseguem imaginar aquelas mesmas pessoas, à volta de uma mesa de trabalho, a convergir em tempo útil para uma decisão relevante ? Eu não.
Apetece dizer: chamem o Marquês !
P.S. Ninguém sentiu a obrigação de referir o demolidor estudo de João Seixas publicado há dias no Público. É a famigerada táctica do avestruz...
.
Hora da publicação: 00:27 3 comentários
Etiquetas: CML 2007, Fernando Penim Redondo, media-jornalismo

Encontrámo-nos ontem, graças ao Geraldes Lino, na primeira reunião da "Tertúlia Lisboa de Blogues" (ver mais).
No Bar Estádio, atendidos por uns rapazes da minha idade que já tiveram portanto melhores dias, pelo meio da fumarada, fizemos o que é suposto: demos à língua.
Nestas coisas nunca devemos perguntar "para quê" pois "o futuro a Deus pertence" e só os alienados pensam que tudo na vida tem que servir para qualquer coisa.
Lá para o fim da noite a casa encheu, com a fauna que preparava o assalto ao Bairro Alto, e a Tertúlia começou a ter dificuldade em se fazer ouvir.
Ou serei eu que estou a ficar mouco ?...
.
A despedida da temporada no S. Carlos foi feita com a "Maria de Buenos Aires" de Piazzola, uma «operita» de 1968 com música de Astor Piazzolla e textos de Horacio Ferrer que se apresenta como um dos mo(nu)mentos mais expressivos do «Nuevo Tango.
Confesso que não sou sensível ao charme do tango e, menos ainda, às inenarráveis desgraças que os seus textos repetem infatigavelmente (como acontece com o "nosso" fado). A música de Piazzolla sim, considero-a uma aventura que vale a pena.
Não sei qual terá sido a razão para apresentar este espectáculo, neste momento, neste lugar e para este público (vários velhotes ressonavam à minha volta).
Também não percebo o que poderia Mísia acrescentar. É verdade que, ao contrário de Eduardo Prado Coelho, não lhe devo nenhum jantar com a Fanny Ardant mas confesso que se trata de um artista que não me provoca qualquer arrepio.
A verdade é que não funcionou.
.
Hora da publicação: 11:05 0 comentários
Etiquetas: crítica, espectáculos, Fernando Penim Redondo, teatro-opera
O Público de hoje apresenta dados sobre a escandalosa gestão da Câmara de Lisboa nos últimos decénios. O que dizem os candidatos ? Quem assume a responsabilidade ? Como se propõem estirpar este verdadeiro cancro da cidade ?
Câmara de Lisboa é recordista no número de funcionários per capita
A média de antiguidade no cargo dos quadros dirigentes da autarquia ultrapassa os 20 anos.Há elevados índices de absentismo entre os trabalhadores da Câmara de Lisboa, que se estendem até às envelhecidas chefias da autarquia. As faltas não justificadas atingiam em 2004 uma média de 9,6 por cento. No caso dos dirigentes da autarquia, subiu até aos 8,7 por cento.
Estes dados fazem parte da tese de doutoramento em Geografia Urbana e Sociologia do Território que João Seixas apresentou em Abril na Universidade Autónoma de Barcelona. A governação de Lisboa é o tema e o investigador está especialmente habilitado para o desenvolver: foi consultor da autarquia cerca de dois anos e nesta qualidade coordenou um abrangente diagnóstico da cidade, no qual participaram nomes como o do economista Augusto Mateus.
João Seixas explica como 12 mil trabalhadores, três centenas de departamentos e divisões e 53 freguesias compõem uma estrutura autárquica praticamente ingovernável.
A câmara tem dez trabalhadores por cada mil habitantes. Em Madrid e Barcelona, esse ratio é de cerca de metade, e mesmo municípios onde os índices de satisfação dos habitantes são altos, como Oeiras, não chega a oito trabalhadores por mil habitantes. No Porto há 6,86 funcionários por cada mil habitantes. O problema é tanto mais complexo quanto esta quantidade espantosa de funcionários de Lisboa não é sinónimo de serviços bem prestados. Os espaços verdes de Lisboa estão impecáveis? Não, constata o investigador, que entrevistou dezenas de pessoas para o trabalho - vereadores, peritos das áreas em questão e chefias camarárias, entre outros. Mas são mais de 3500 os funcionários da direcção municipal que cuida dos jardins.
Quase metade dos trabalhadores da câmara tem níveis de escolaridade "baixos ou mesmo muito baixos", o que ajuda a explicar o recurso à contratação de pessoal fora da autarquia. A média de antiguidade nos quadros dirigentes ultrapassa os 20 anos - "sendo este o grupo com a estrutura etária mais envelhecida, onde a média de idades se situa nos 50 anos."
Apesar de todo o cenário apontar para uma "deficiente cultura de responsabilidade e de serviço público", isso não impediu que, em 2004, "um em cada quatro funcionários tivesse progredido na carreira ou sido promovido". A tese fala dos "pequenos poderes arbitrários" nos serviços e da repartição dos cargos de chefia negociada "entre os aparelhos partidários com expressão eleitoral." A estes não interessa a profunda reforma que o investigador pensa que se impõe, de modo a aproximar a autarquia do quotidiano da cidade. "A organização executiva da câmara demonstra deficiente capacidade de responsabilização decisória", analisa.
A mudança passa também pela alteração da divisão "completamente obsoleta" da cidade em freguesias minúsculas e sem poderes para fazer coisa alguma. A proximidade ao cidadão implicaria a substituição das freguesias pelos chamados distritos urbanos, como noutras cidades europeias. São minicâmaras que podem ajudar a administração da cidade a sair do autismo e a acompanhar no terreno os novos problemas e dinâmicas da vida urbana, sejam o auxílio aos idosos, a criação de creches onde são precisas ou o apoio ao comércio de proximidade. Muito prometida nas campanhas eleitorais, esta reorganização nunca se efectuou, até por causa das alterações que geraria nos equilíbrios partidários.
Aqueles que têm governado a cidade preferem concentrar esforços em projectos de grande envergadura, nem sempre mobilizadores da população. É a "festivalização" ou a "mobilização do espectáculo" ("e financeira de determinados sectores da economia"), patente em empreendimentos como o da reconversão do Parque Mayer.

Hora da publicação: 16:49 0 comentários
Etiquetas: burocracia-estatismo, cidade-autarquias, CML 2007, Fernando Penim Redondo, queixas-petições

De certa forma o destino tinha-me preparado para a tarde que se seguiu. Na livraria, após o almoço, dera por mim a folhear um livrinho com o título "Pergunte a Buda" de Franz Metcaff. Aqui vai a sinopse:
Pergunte a Buda foi escrito para todos aqueles que desejam atingir a iluminação espiritual – mas que em vez de partilharem o seu quotidiano com mestres zen e monges tibetanos, se vêem rodeados de empregados de café maldispostos, colegas «engraçadinhos» e outras irritações da vida fora do Nirvana. Este livro revela-lhe como pôr em prática os preceitos budistas nas situações mais difíceis do dia-a-dia. Contém indicações simples e soluções para dilemas específicos, que lhe permitem fortalecer-se espiritualmente face ao desgaste proveniente do stresse na vida diária.
Descobri que já pratico intuitivamente muitos dos conselhos dados no livro como, por exemplo, ceder aos mais absurdos devaneios enquanto estou nos engarrafamentos ou na sala de espera do dentista para não dar pelo tempo. Assim sendo resolvi poupar os 15 euros.
Iniciei então a via sacra das repartições de finanças, das conservatórias e dos departamentos de gestão urbanística. Não vou dar conta do muito que experimentei a não ser o que segue.
Colado com fita gomada, na ilharga de um armário, um pensamento profundo atingiu-me, ainda mais por se encontrar em tão áridas paragens. Rezava assim:
Os grandes espíritos discutem ideias. Os medíocres discutem factos. Os mentecaptos discutem pessoas.
Ainda tive que aguentar mais meia hora antes que resolvessem o meu problema. Gostava de perceber o porquê desse facto mas não faço a menor ideia...
.
Hora da publicação: 17:21 0 comentários
Etiquetas: burocracia-estatismo, crenças-religiões, Fernando Penim Redondo, queixas-petições

Hora da publicação: 22:01 2 comentários
Etiquetas: china, continente asiático, Fernando Penim Redondo, fotografia-imagem, teses-textos
Hora da publicação: 00:14 1 comentários
Etiquetas: Fernando Penim Redondo, fotografia-imagem, viagens2007

Eduardo Prado Coelho, no Público de hoje, informa:
...
António Negri publicou em 2006, na Feltrinelli, um livro a que deu o provocador título de Goodbye, mister socialism. Trata-se uma longa entrevista feita por Ralf Valvola Scelci, onde Negri expõe, de um modo sucinto mas incisivo, o seu actual pensamento político.
...
Porquê este adeus ao socialismo? Porque segundo Negri as esquerdas tradicionais têm uma concepção muito simplificada das suas tarefas: aceitam o liberalismo capitalista mas procuram dar-lhe enquadramento social. E defendem acima de tudo os interesses sindicais dos que têm emprego.
Pode-se dizer que a sua grande obsessão é o emprego. Falta-lhe uma ideia de conjunto que integre as profundas transformações da sociedade contemporânea.
"Os socialistas perderam as referências colectivas."
E é aqui que os movimentos sociais (que são capazes da violência pontual, mas não sonham com a tomada de poder) entram em cena em nome de uma ideia inovadora do "comum". Hoje mobilizar a sociedade significa "entrar profundamente nas consciências".
...
_____________________________________________
Noto, modestamente, a semelhança entre estas ideias e aquelas que tenho defendido nos últimos anos, quer em livro quer neste blog.
Fiquei muito interessado em ler o livro, o que farei em breve, para depois comentar.
Creio que a defesa deste tipo de teses explicará o súbito eclipse de Negri que ainda recentemente andava nas "bocas do mundo" (de certa esquerda).
.
Hora da publicação: 22:13 3 comentários
Etiquetas: Fernando Penim Redondo, livros-revistas, politica2007, teses-textos
Hora da publicação: 09:47 0 comentários
Etiquetas: artes plásticas, cartoons2007, desporto-clubismo, Fernando Penim Redondo

Eu gostei bastante da versão de Macbeth apresentada recentemente no Teatro de S. Carlos.
Fui descobrir uma crítica ao espectáculo no site italiano OPERACLICK (site que recomendo a quem queira estar a par do mundo da ópera a nível internacional).
.
Hora da publicação: 09:48 0 comentários
Etiquetas: crítica, espectáculos, Fernando Penim Redondo, sugestões, teatro-opera
O Vaticano divulgou recentemente o Decálogo dos Condutores, uma versão dos dez mandamentos para aplicação rodoviária, tentando contribuir dessa forma para o combate aos acidentes na estrada.
No sentido de acelerar os efeitos práticos desta medida foi nomeado um nuncio especial, o Cardeal Guido Ferrari, que iniciou em Lisboa um périplo europeu.
O cardeal, num gesto inédito, fez questão de usar um boné da Brigada de Trânsito, durante a bênção, para mostrar o seu desígnio de estabelecer uma cooperação intensa com a GNR.
Mais tarde reuniu com as Estradas de Portugal E.P.E. cuja denominação, segundo o cardeal, deveria nas novas circunstâncias ser modificada para Caminhos do Senhor E.P.E.
A proposta foi recebida no gabinete do ministro Mário Lino e vai ser estudada para averiguar do eventual impacto sobre a localização do novo aeroporto.
Para se deslocar até ao local das suas várias reuniões o embaixador do Vaticano não hesitou em montar um motociclo da BT, mitra ao vento, com o intuito de avaliar a potência dos meios usados pelas forças de segurança.
Antes de deixar o nosso país Monsenhor Guido Ferrari tem ainda agendada uma reunião na Direcção Geral de Viação por forma a harmonizar a punição das contra-ordenações que, para além das coimas e da inibição de conduzir, deverá também vir a contemplar a penitência do terço.
Em complemento será apresentado um projecto inovador: o “Rodofessionário”.
O projecto do “Rodofessionário”, que ainda procura fontes de financiamento, prevê a colocação de um confessionário em todas as Operações STOP da GNR, para ser usado nos mesmos moldes que o balão da alcoolemia embora com carácter facultativo.
.
Hora da publicação: 00:04 0 comentários
Etiquetas: cartoons2007, crenças-religiões, Fernando Penim Redondo

O espantoso filme que se segue mostra um pas-de-deux apresentado pelo Circo de Ballet Chinês (Guangdong) no Festival de Circo de Mónaco.
A bailarina Wu Zhengdan dança em pontas sobre os ombros e a cabeça do bailarino, o seu marido Wei-Baohua.
Hora da publicação: 00:18 0 comentários
Etiquetas: china, continente asiático, espectáculos, Fernando Penim Redondo, musica-dança, videos

A confusão autárquica em Lisboa e a convocação de eleições, com Carmona e parte da vereação arguidos num processo, foi apenas o culminar de um longo estertor de acções e omissões em que quase todos os partidos estão comprometidos.
Quando as principais forças políticas tomaram finalmente a decisão de derrubar o executivo insistiram num mote de belo efeito: “devolver a palavra ao povo”. Não como uma inevitabilidade para a qual tinham contribuído mas sim como uma receita infalível para a resolução do imbróglio.
Cabe então perguntar se as eleições que se aproximam nos permitem, ao menos, ter a esperança de que os problemas de Lisboa se resolvam ?
Infelizmente, à luz das primeiras sondagens, a resposta a esta pergunta parece ser NÃO. Vejamos porquê:
- Tínhamos uma câmara apoiada por uma maioria na Assembleia Municipal. Agora parece que vamos ter guerra entre as duas instituições.
- Tínhamos uma maioria possível, na Câmara, pela simples aliança de dois partidos da mesma área política. Agora não se vislumbra o contorno de uma nova maioria.
- Tínhamos cinco partidos que se digladiavam na Câmara. Agora teremos quatro ou cinco partidos e mais dois independentes que o são em conflito com os partidos. Não parece mais fácil de conciliar.
- Tínhamos um Presidente independente embora eleito nas listas de um partido. Agora teremos um Presidente que é um alto dirigente partidário, ex-ministro, autor de leis autárquicas controversas e favorável à Ota.
Parece assim provável a invasão da Câmara pelas guerras contra o Governo do PS e portanto as convergências na Câmara, dadas as divergências a nível nacional, serão ainda mais difíceis.
São dados como certos no executivo camarário António Costa, Negrão, Carmona, Roseta, Ruben e Sá Fernandes. Eis então o que falta decidir :
- O Ruben levará com ele algum camarada ?
- O “Zé” terá a companhia de algum bloquista ?
- O Telmo entra ou não entra ?
- O Negrão fica à frente do Carmona ?
- A Roseta fica à frente do “Zé” ?
- O Carmona e a Roseta elegem quantos acólitos ?
- O Costa terá maioria se se aliar ao Negrão ?
Se esta última hipótese acontecer voltam a mandar em Lisboa os dois partidos que votaram tudo o que foi decidido nos últimos anos.
“Devolve-se a palavra ao povo” para isto ?
.
Hora da publicação: 00:25 0 comentários
Etiquetas: CML 2007, Fernando Penim Redondo, partidos, votações
Hora da publicação: 00:20 0 comentários
Etiquetas: cartoons2007, estado-governo, Fernando Penim Redondo

Hora da publicação: 16:27 2 comentários
Etiquetas: artes plásticas, exposições, Fernando Penim Redondo, sugestões
Hora da publicação: 16:24 0 comentários
Etiquetas: curiosidades, etno-antropologia, Fernando Penim Redondo
Hora da publicação: 00:30 0 comentários
Etiquetas: continente europeu, Fernando Penim Redondo, politica2007, votações

Certos autarcas surgem nas eleições, de forma oportunista, brandindo a famigerada obra feita. "Embarga Cá" Fernandes foi o único que conseguiu fazer da obra desfeita um trunfo político.
Quem o quer ver é rodeado de projectos.
.
Hora da publicação: 00:24 0 comentários
Etiquetas: cartoons2007, CML 2007, Fernando Penim Redondo, votações

Quer se trate dos fogos florestais, das morosidades da justiça ou da confusão das forças de segurança é ele o homem certo. Agora também para salvar a capital não se sabe bem de quê.
Remédio tão geral, para a calvície e para os calos e também para a comichão, era nos meus tempos baptizado como “banha da cobra”. Hoje é o “Panaceia” Costa.
.
Hora da publicação: 00:00 0 comentários
Etiquetas: cartoons2007, CML 2007, Fernando Penim Redondo, votações

Aproveito também esta oportunidade para desmentir, formalmente, que o Paulo tenha tido que impor, à força, a minha candidatura. E muito menos ao Doutor Nobre Guedes.
.
Hora da publicação: 00:08 0 comentários
Etiquetas: cartoons2007, CML 2007, Fernando Penim Redondo, votações

Ser candidato independente é, hoje em dia, um grande problema.
"Arquitecta Independente" facilmente se confunde com "Arquitecta pela Independente" e refutar esta última interpretação pode ser visto como um ataque ao Senhor Primeiro Ministro.
Pelo sim pelo não é melhor Roseta apresentar-se como "não dependente".
.
Hora da publicação: 00:03 0 comentários
Etiquetas: cartoons2007, CML 2007, Fernando Penim Redondo, votações

Tem estampada no rosto a felicidade das certezas.
"Navegar é preciso" mesmo quando não se sabe muito bem para onde.
Parece que não mas é um navegador cada vez mais solitário.
.
Hora da publicação: 00:20 0 comentários
Etiquetas: cartoons2007, CML 2007, Fernando Penim Redondo, votações

Na escola punha sempre o dedo no ar para ir ao quadro e continuou assim pela vida fora.
Uma coisa temos que reconhecer: é um cavalheiro que nunca perde a compostura mesmo quando tem que fazer um frete a pedido do chefe.
Infelizmente para ele esta atitude é muitas vezes interpretada como subserviência.
.
Hora da publicação: 00:03 0 comentários
Etiquetas: cartoons2007, CML 2007, Fernando Penim Redondo, votações

Foi ele quem disse “Não serei eu o primeiro a abandonar o barco, nem permitirei que me atirem pela borda fora”. No entanto, acabou por ir.
A política tem razões que os técnicos, os realmente engenheiros e os arguidos desconhecem. Carmona foi apenas a consequência, mal tolerada, de um erro chamado Carrilho.
Regressa ao mundo dos vivos para assombrar os candidatos e os partidos que tentaram descarregar sobre ele todos os erros que em Lisboa se cometeram desde o Senhor D. Afonso Henriques.
.
Hora da publicação: 00:56 1 comentários
Etiquetas: cartoons2007, CML 2007, Fernando Penim Redondo, votações
Hora da publicação: 23:40 0 comentários
Etiquetas: cidadania-civismo, Jorge Nascimento Fernandes, media-jornalismo
.
Zhang Yue, vigésimo quinto na lista dos cem mais ricos da China segundo a Forbes, nasceu em Hunan há 41 anos. Foi o primeiro chinês a possuir um jacto privado.
A sua fortuna resultou da invenção e desenvolvimento, com o irmão Zhang Jian, de um novo tipo de ar condicionado. A sua empresa Broad Air Conditioning tornou-se uma enorme firma exportadora.
As instalações da Broad, uma cidade dentro da cidade de Changsha, também incluem uma piramide com 40 metros de altura e um palácio à moda de Versalhes, na opinião de uns, ou de Buckingham, segundo outros. 
Os operários moram dentro do recinto da "Broad Town" e funcionam de forma surpreendente mesmo para quem, como eu, já tudo espera da gigantesca China.
É melhor ver o “filme” AQUI
.
Hora da publicação: 09:24 1 comentários
Etiquetas: china, continente asiático, curiosidades, Fernando Penim Redondo
A Greve Geral de 30 de Maio tem sido objecto nos últimos dias de grandes discussões, acima de tudo sobre o alcance e o êxito obtidos. Para o Governo foi um fracasso, o que justifica a continuação da sua política, para o PCP, tal como para a corrente maioritária da INTER, foi "um poderoso aviso ao Governo", segundo noticia o Avante na primeira página de hoje (1/6/07).
Sobre estas duas perspectivas tem-se vindo a desenrolar toda a argumentação, que, como era de prever, encontra nos números que o Governo forneceu e os parciais que a INTER foi revelando a sua principal fonte de confrontação. Resumindo, o Governo afirma que a greve não foi geral mas sim parcialíssima e a CGTP a garantir que não era esse o seu objectivo, visto que pretendia mostrar unicamente o grande descontentamento dos trabalhadores.
Quanto a mim, sendo a apreciação do seu êxito ou fracasso um aspecto importante, e os números, pelo menos em termos mediáticos, um tema não despiciendo, penso que a principal conclusão política que se pode tirar desta greve é a excessiva intervenção do Governo, que parece ser um facto novo e de extrema importância.
Noutras ocasiões, já durante a maioria absoluta do PS, o Governo tem ignorado com olímpico desdém as greves da Função Pública, avançando com números facilmente contraditados ou afirmando mesmo que não se mete nessa discussão. Neste caso foi diferente. O Governo teve a preocupação, em todos os campos, de afrontar a greve e de a transformar, com dados reais ou fictícios, com conferências de imprensa à hora do almoço e do jantar e ainda com o Silva Pereira, à noite, na SIC Notícias, num fracasso para a CGTP e por tabela para o PCP e para o Bloco, o primeiro porque a marcou e o segundo por se sentir obrigado a apoiá-la. Segundo António Filipe no “Debate da Nação”, na RTP I, houve mesmo sete membros do Governo envolvidos nesta operação.
Nesta contra-ofensiva governamental houve de tudo. Os serviços públicos de transportes ameaçaram os trabalhadores e deturparam os serviços mínimos, na Função Pública houve alguns organismos que queriam elaborar listas nominais de grevistas, anuladas pela Comissão Nacional de Protecção de Dados, e um Secretário de Estado fez de porta-voz das entidades patronais anunciando o resultado da greve nos privados. Para terminar, e sem descrever exaustivamente todas as ameaças que foram feitas, gostaria de chamar a atenção para um facto gravíssimo, que transforma os jornalistas em cães de guarda do Governo, ao interromperem uma conferência de imprensa de Carvalho da Silva para lhe pedirem números sobre a greve, quando momentos antes tinham ouvido com todo o respeito, como é prática corrente em todas as conferências de imprensa, os Secretários de Estado a darem a sua opinião sobre a greve.
Num momento de grande desgaste governativo, como sejam os casos, primeiro da licenciatura do Primeiro-Ministro e mais recentemente das declarações de Mário Lino ou da suspensão do professor Charrua, da DREN, em que Governo se tem limitado a resistir ou a fingir que não percebe, verificamos que, neste caso, este passou à ofensiva, tentou humilhar os sindicatos e ainda recorreu à UGT, que fez no dia a seguir à greve declarações perfeitamente provocatórias – "foi a menos participada de sempre das convocadas pela CGTP e demonstrou a arrogância daquela central sindical" –, para atacar a CGTP. Ou seja, o Governo preparou a ofensiva e está a explorar o sucesso da mesma.
Podemos dizer que o PCP, e a INTER por tabela, levado pelo seu desvio esquerdista e sectário, não foi capaz de compreender na ratoeira em que se meteu e transformou os êxitos, por todos reconhecidos, das últimas manifestações dos professores e dos trabalhadores em geral, numa jornada de luta de contornos e conteúdo mal compreendidos no conjunto da sociedade, facilitando de algum modo os ataques do governo e da imprensa alinhada.
Podemos concluir que o Governo escolheu a Greve Geral e a contestação dos trabalhadores como os seus inimigos principais e pretendeu, combatendo no terreno a paralisação e no campo ideológico promovendo a sua desvalorização e realçando o suposto apoio que tem da população para empreender as reformas de direita, acabar de vez com a contestação laboral. Estamos neste caso perante um velho problema do movimento operário em que a social-democracia, utilizando aqui a sua denominação histórica, aparece como a guarda avançada dos interesses económicos e do patronato, no fundo da direita, e a esquerda da social-democracia, obcecada com este inimigo, se deixa arrastar para o esquerdismo e o sectarismo. Temos pois que romper com este velho dilema.
Hora da publicação: 22:46 0 comentários
Etiquetas: datas-lutas, Jorge Nascimento Fernandes, partidos