sexta-feira, maio 30, 2008

Sessão festa no Teatro da Trindade promovida pela esquerda plural


Vai realizar-se 3º-feira, dia 3 de Junho, às 21h30, no Teatro da Trindade, em Lisboa, uma festa sessão, em que serão oradores Manuel Alegre, Isabel Allegro, professora universitária e antiga colaboradora de Maria de Lourdes Pintasilgo, e o deputado bloquista José Soeiro.

A festa terá como tema Aqui e Agora, 1974-2008 Abril e Maio. Apesar do lema da convocatória falar Contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade a sua mobilização está a ser feita na base de um Apelo subscrito por 85 personalidades, de algumas importantes correntes de esquerda: Manuel Alegre e alguma esquerda do PS, o Bloco de Esquerda, a Renovação Comunista e alguns independentes.

Segundo declarações do próprio Manuel Alegre, este encontro visa estabelecer um diálogo à esquerda, entre gente que tem andado desavinda. E refere-se a Abril e Maio, o primeiro como o mês da conquista da Liberdade e, o segundo, como o da luta pela igualdade social.

1 comentário:

Ana Pires disse...

Das esquerdas? Que hipocrisia, mas que tremenda HIPOCRISIA a de José Soeiro ao dizer que a força está na diversidade! É realmente indignante num encontro em que simplesmente NÃO convidaram o maior partido da esquerda portuguesa, o Partido Comunista Português. Respeito a proximidade que os bloquistas possam ter para com o PS, posso compreender que Manuel Alegre sempre dê a tão apetitosa presença mediática, mas pura e simplesmente ignorar o PCP é uma covardia, ao nível da mais baixa ética da direita.

Desapontante ter José Soeiro a dizer tal coisa, por era um deputado que até prezava. Aqui se vê que há interesses e pressões que falam mais alto, pois não acredito que seja mentor desta ideia tão pouco dignificante para o BE.

Quanto a Manuel Alegre, esse já não me surpreende. há muito que percebi que mais não uma forma de fazer acreditar alguns incrédulos que ainda não perceberam que o PS ficou definitivamente e abertamente um Partido da Direita. É suja a sua relação com o PS, ora dando no cravo, criticando pontualmente uma medida, ora na ferradura, FUGINDO a perguntas difíceis sobre o PS com já o vi fazer numa entrevista. Além do mais, apesar excelente poeta, o seu percurso político é quase nulo, apostando numa imagem bem criada de político sério e "da velha guarda" e que convenceu muita gente nas presidenciais. Basta um pouco mais de informação e percebemos que fora a imagem... não tem nada.