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quarta-feira, abril 21, 2021

Incontornável


 

sexta-feira, setembro 25, 2020

Política no futebol


 

terça-feira, janeiro 22, 2019

Público = Privado


O "Banco Público" que afinal é só de alguns
Público = Privado

quarta-feira, janeiro 16, 2019

Acontecimento improvável e simbólico


Acontecimento improvável e simbólico.
Como muitas vezes acontece a condenação faz-se com base em crimes que não serão, provávelmente, os mais graves que praticou.
Pela primeira vez temos uma condenação deste tipo levada às últimas consequências (que venham outras mais para acabar com as tradicionais impunidades) .
Demorou muito mas acabou por acontecer.

domingo, março 06, 2016

terça-feira, março 10, 2015

A bomba-relógio



O entusiasmo mediático com as dívidas do Passos Coelho, e o prolongamento artificial do tema no espaço público, têm tudo a ver com uma bomba-relógio chamada Sócrates.
A dramatização das dívidas é a última chance dos que querem desesperadamente antecipar as eleições para que elas aconteçam antes da bomba Sócrates rebentar.
É muito difícil defender com seriedade que as eleições legislativas de 2015 se façam sem que os portugueses saibam se o maior partido da oposição criou, manteve e apoiou até ao fim um governo onde a corrupção se praticava ao mais alto nível.
Por isso tenta-se criar artificialmente um clima de gravidade excepcional que justifique a antecipação das eleições e bombardeia-se Cavaco com sugestões e reprimendas.
Adicionalmente o caso das dívidas, e a ideia subjacente de que são todos iguais, ajuda a relativizar as culpas do próprio PS mesmo antes de elas virem a tornar-se o tema das próximas eleições.

quinta-feira, janeiro 22, 2015

Retrato pungente da Grécia.




Retrato pungente da Grécia.

País que alguns oportunistas insistem em arvorar como modelo (DN 22.01.2015).

quarta-feira, dezembro 31, 2014

"Aquilo que acredita ser a sua verdade"

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Á saída do Estabelecimento Prisional de Évora, António Costa referiu aos jornalistas que encontrou José Sócrates como já todos o conhecemos: com o espírito lutador de "quem vai lutar por aquilo que acredita ser a sua verdade".

"Aquilo que acredita ser a sua verdade" (disse António Costa), é difícil inventar uma frase mais assassina a fingir-se solidária.
O cinismo campeia no mundo da política e o PS assobia para o lado como se não tivesse inventado Sócrates e não o tivesse "vendido" aos eleitores e não se tivesse servido dele durante vários anos.
Como é possível que o PS agora fique passivamente à espera das conclusões da justiça, sem ter opinião e sem mexer uma palha para perceber se durante um governo seu, um primeiro ministro seu praticou a corrupção.
E os outros partidos também se fazem desentendidos.
O juiz Alexandre atacou os "vistos gold" e logo a AR se movimentou e toda a gente assumiu a culpa dos visados. O juiz Alexandre atacou o Salgado e logo a AR criou uma Comissão Parlamentar para esgravatar no bas-fond capitalista assumindo-se como uma espécie de "Casa dos Segredos".
Mas quando o juiz Alexandre atacou Sócrates, por indícios de ilícitos praticados em funções públicas que a AR deveria ter fiscalizado, toda a gente falou de outra coisa.
Não deveria o Parlamento estar a investigar que decisões do governo anterior podem ter tido motivações corruptas e que prejuizos foram causados ao país por tais eventuais desmandos?

segunda-feira, dezembro 15, 2014

Eu prendia era este

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Eu prendia era este
enquanto que o "senhor engenheiro" é bem apessoado e janota o seu advogado tem ar de labrego.
Eu sei que há quem tenha tido azar com o aspecto físico que lhe coube em sorte mas a verdade é que este advogado tem, a julgar pela postura, um assinalável ar mafioso.
O "senhor engenheiro", pelo contrário, para usar um dito popular, "ninguém o leva preso".


(Isto é uma dissertação acerca da influência do aspecto físico, da forma de falar e da atitude em geral no modo como avaliamos as pessoas que não conhecemos. No caso de alguém que é acusado de corrupção parece-me um erro de casting contratar um advogado com esta pinta. Mas o "engenheiro" é que sabe.)

terça-feira, novembro 25, 2014

O incomparável José Sócrates



O incomparável José Sócrates
João Miguel Tavares no Público

Durante muitos anos, eu fiz parte do grupo dos “obcecados”. De cada vez que falava em José Sócrates num texto – e falei muitas vezes –, as pessoas suspiravam, os leitores criticavam, os amigos gozavam, os colegas bocejavam.

Diziam: lá vem ele outra vez, mas porquê esta obsessão?, Sócrates já nem sequer está no governo, este tipo nunca lhe perdoou tê-lo processado, a fulanização em política é uma forma de populismo.
E durante muitos anos, eu tentei explicar pacientemente, persistentemente, teimosamente, que José Sócrates era diferente, que era único, que não se podia comparar a ninguém, que ele era a pior coisa que nos tinha acontecido desde o PREC. Porque se é certo que o ex-primeiro-ministro teve muitos opositores, boa parte deles, de Daniel Oliveira a Pacheco Pereira, sempre se recusaram a ver em Sócrates o que não se via em nenhum outro – por muitas falhas que lhe fossem apontadas, ele era tratado como mais um, os problemas eram menos dele do que do “sistema”, os seus erros e as suas mentiras, diziam os grandes intelectuais anti-fulanização, eram partilhados por muitos mais.
Com o correr do tempo, os “obcecados” foram diminuindo. Após o fim da era socrática, as televisões afastaram-se, os jornais respeitáveis viraram costas, e os colunistas sérios puseram ar de enjoado. Restou o Correio da Manhã, o Sol, em parte a Sábado, recorrentemente acusados de obsessão persecutória, quando qualquer pessoa que soubesse fazer contas de somar sabia não haver qualquer justificação possível para a vida que José Sócrates levava em Paris. Mas parece que neste respeitoso Portugal insistir em fazer perguntas óbvias passa por má educação. Perguntava-se uma vez e Sócrates não respondia. Perguntava-se duas vezes e Sócrates não respondia. E quando se perguntava a terceira vez já se estava a criticar o jornal por insistir na pergunta em vez de se criticar Sócrates por recusar a resposta.

Nem agora, após José Sócrates ter sido detido para interrogatório, essa sede de generalização parece saciada. Ele é preso e avançam de imediato as profecias apocalípticas: é o fim do regime que se aproxima; é a política, como um todo, que é atingida. Não, senhores, não. O regime tem imensas falhas e a política infindáveis problemas, mas Passos Coelho tem toda a razão quando afirma que nem toda a gente é igual. E José Sócrates, graças a Deus, não é igual a ninguém. Ele é o special one da indistinção entre verdade e mentira, pela simples razão de que nunca viu diferença entre uma e outra. A sua detenção não é o fim do regime. Pelo contrário: foi durante o seu consulado que o regime esteve quase morto. O que está agora a acontecer é o oposto disso: é o regime a funcionar outra vez.

E a funcionar apesar de todas aqueles que, confundindo mais uma vez as prioridades, estão muito preocupados com a detenção de Sócrates ao sair de um avião ou por a SIC ter filmado um carro a ir-se embora do aeroporto. Ai, meu Deus, que os jornalistas foram informados! Eu, de facto, preferia que os jornalistas não tivessem sido informados. Mas preferia muito mais que José Sócrates não tivesse sido – e a verdade é que ele foi escandalosamente informado e protegido pela justiça durante anos a fio. Num país onde quase não há busca sensível que seja feita sem que os visados estejam prevenidos, eu diria que há fugas de informação bem mais perniciosas do que aquelas que beneficiam a comunicação social. Andaram dez anos a fazer-nos passar por parvos. Se calhar já chega.

segunda-feira, novembro 24, 2014

CURRICULO IMPRESSIONANTE

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(compilado pelo jornal Expresso 23.11.4014)
As sombras de Sócrates
O nome do ex-primeiro-ministro esteve envolto durante muitos anos em processos de corrupção, mas nunca foi oficialmente suspeito de nada. Até agora.
A primeira vez que José Sócrates foi denunciado por corrupção foi em 1997, há 17 anos. Longe ainda de se tornar líder do Partido Socialista e ganhar as eleições legislativas, o político estreara-se num governo socialista em 1995, assumindo o cargo de secretário de Estado do Ambiente no executivo de António Guterres. Só muito mais tarde surgiram os casos mais conhecidos e polémicos: o Freeport em 2005, que coincidiu com sua ascensão a primeiro-ministro, e, em 2007, o processo da conclusão da sua licenciatura em engenharia civil na Universidade Independente. Em nenhum deles, no entanto, foi constituído arguido.
Cova da Beira. É a história mais antiga a envolver o nome de José Sócrates num alegado esquema de corrupção e está relacionada com a Covilhã, a terra onde cresceu e começou a sua vida profissional. As quatro cartas enviadas à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Judiciária entre 1997 e 1998 eram bastante detalhadas. Diziam que Sócrates teria recebido 150 mil contos (750 mil euros) em "luvas" por causa do concurso público para a construção do aterro sanitário promovido pela associação de municípios da Cova da Beira (de que faz parte a Covilhã). Teria sido ele, segundo as denúncias, a nomear a equipa técnica que escolheu o vencedor.
A investigação demorou dois anos a arrancar e, uma década depois, em 2007, acabaram por ser acusadas três pessoas: Horácio Luís de Carvalho, dono da empresa, a HLC, que ganhou o concurso público, pelo crime de corrupção ativa; António José Morais, engenheiro e professor universitário, dono da empresa AS&M, responsável pela análise das propostas a concurso, pelo crime de corrupção passiva; Ana Simões, sócia de Morais e sua mulher à data dos factos, pelo mesmo crime. Os três foram absolvidos em Janeiro de 2013, apesar de o Ministério Público ter recolhido provas de transferências de 58 mil euros de uma conta offshore de Horácio Luís de Carvalho para uma offshore do casal, ambas na ilha de Jersey. A Polícia Judiciária ainda tentou fazer buscas, no início da investigação, à casa de Sócrates, mas o procurador titular do caso achou que eram descabidas.
O ex-primeiro foi, de qualquer forma, ouvido por escrito como testemunha durante a fase de julgamento, negando qualquer envolvimento no concurso. Embora não tivesse sido acusado, Carlos Santos Silva, amigo de longa data de Sócrates e detido esta semana por crimes em que estão os dois implicados, esteve também ligado ao caso Cova da Beira. O seu nome surgia nas denúncias como uma pessoa muito próxima do então secretário de Estado do Ambiente, sendo que era sócio de Horácio Luís de Carvalho numa empresa chamada Conegil, que por sua vez fazia parte do consórcio da HLC que ganhou a adjudicação do aterro.
Licenciatura. Um blogue esteve na origem da divulgação do caso, em março de 2007. Aparentemente, José Sócrates teria obtido o grau de engenheiro civil concluindo a licenciatura na Universidade Independente de forma irregular, em 1996. Quatro das cinco cadeiras feitas naquela instituição tinham sido ministradas por António José Morais, o engenheiro acusado de corrupção no caso Cova da Beira. E os monitores das cadeiras estavam todos eles igualmente envolvidos no concurso público da Cova da Beira, trabalhando como consultores para a empresa de Morais e ajudando-o a escolher tecnicamente qual a melhor proposta.
Nesse mesmo ano, Morais foi nomeado diretor do Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações do Ministério da Administração Interna por Armando Vara, amigo e colega de governo de José Sócrates. E viria a atribuir uma série de trabalhos de fiscalização de obras ao arquitecto Fernando Pinto de Sousa, pai de Sócrates.
Quanto à quinta cadeira, de Inglês Técnico, foi dada pelo próprio reitor da universidade, Luís Arouca, com o exame a ser realizado a um domingo, à mesa de um restaurante. O Ministério Público abriu um inquérito-crime mas arquivou-o logo a seguir, passado dias, alegando que não se provava o eventual crime em causa: falsificação de documento (neste caso, do certificado de habilitações).
Ainda assim, um conjunto de 16 escutas que constavam de um processo-crime relacionado com a gestão da Universidade Independente acabaram por ser divulgadas mais tarde pelo Correio da Manhã. Eram conversas entre Arouca e José Sócrates, gravadas em março de 2007, em que o então primeiro-ministro pedia ao reitor para que não revelasse a um jornalista do Público os nomes dos seus professores.
Freeport. Foi o mais mediático dos processos que envolveram Sócrates. Tornou-se do conhecimento público mal o inquérito-crime foi aberto, em plena campanha eleitoral, quando José Sócrates concorreu pela primeira vez a primeiro-ministro, em 2005, contra Santana Lopes. O enredo envolvia a aprovação ambiental do projecto de outlet Freeport, em Alcochete, numa zona de proteção especial, em 2002, no final do segundo governo de Guterres, quando Sócrates ainda era ministro do Ambiente.
Numa primeira fase, até 2007, o que saiu na imprensa foi contraditório. Sócrates aparecia como suspeito, mas soube-se que a denúncia envolveu um assessor de Santana Lopes, Miguel Almeida, o que retirou credibilidade à tese de que o então ministro teria recebido 500 mil contos em ´luvas'. O caso seria relançado nos media em 2009, quando a TVI divulgou um vídeo clandestino que constava de um processo paralelo em Londres e em que uma das figuras-chave na aprovação ambiental do outlet, o consultor inglês Charles Smith, admitia terem sido pagas luvas ao político, explicando que isso teria sido feito através de um primo.
Apesar de não poder ser admitido como prova em Portugal, o vídeo catapultou a investigação ao caso. A Procuradoria-Geral da República resolveu transferir o processo do Ministério Público do Montijo para o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e destacou dois procuradores para trabalharem a tempo inteiro com a Polícia Judiciária de Setúbal.
Mas no fim o que veio a dominar o processo foi a forma intempestiva como terminou o inquérito, no verão de 2010, com um despacho que incluía 27 perguntas que ficaram por fazer a Sócrates, por falta de tempo. O então ainda primeiro-ministro, já no seu segundo mandato, constara sempre como suspeito não oficial, mas nunca foi constituído arguido ou ouvido sequer como testemunha. Dois consultores, Charles Smith (o homem do vídeo) e Manuel Pedro, foram acusados do crime de extorsão. A tese oficial passou a considerar que, afinal, não tinha havido corrupção. A história teria sido inventada pelos intermediários para poderem receber mais dinheiro do grupo Freeport. Os dois foram a julgamento e o tribunal absolveu-os em 2012, dez anos depois dos acontecimentos.

Face Oculta. Foi o seu último escândalo e rebentou depois de ter sido reeleito em 2009. Alegadamente, José Sócrates terá tentado controlar a TVI, uma estação de televisão que lhe era bastante crítica, e esse controlo passava por a Portugal Telecom comprar a posição dominante no capital social detida pelo grupo espanhol Prisa (dono do jornal El País). Isso não chegou a concretizar-se, mas aconteceram alguns movimentos de bastidores e o Ministério Público chegou a propor um inquérito-crime para apurar se tinha ocorrido um crime de atentado contra o direito de Estado.
O caso surgiu de forma fortuita. A investigação a uma rede de corrupção e tráfico de influência com epicentro em Aveiro, tendo como protagonista um industrial de sucata, Manuel Godinho, envolveu escutas a Armando Vara (amigo de Sócrates e então vice-presidente do Millennium BCP) e a Paulo Penedos, consultor jurídico da Portugal Telecom. Essas escutas, que incluíam conversas entre Vara e Sócrates, levaram o coordenador da PJ Teófilo Santiago e os procuradores João Marques Vidal e Carlos Filipe, em Aveiro, a extrair uma certidão em Junho de 2009 para abrir um processo-crime autónomo. O que se seguiu foi uma sucessão controversa de decisões. O procurador-geral da República, na altura Fernando Pinto Monteiro, enviou as escutas entre Vara e Sócrates para o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, mas Noronha do Nascimento não as validou, mandando-as destruir. O PGR optou por não abrir um inquérito-crime e, para evitar a consulta dos factos por terceiros, fez um arquivamento administrativo, uma figura até então desconhecida e cuja legalidade foi posta em causa por muitos juristas.
No fim, e depois de fazer correr muita tinta nos jornais, o assunto já tinha deixado de ser sobre se Sócrates tinha ou não cometido um crime, mas sobre a forma como a Justiça se comporta perante alguém como um primeiro-ministro.

terça-feira, novembro 18, 2014

Grau zero da credibilidade ?



Em 2007 o "escândalo" do Parque Mayer, também muito mediático como este dos vistos gold, derrubou Carmona Rodrigues e abriu caminho a António Costa para a Câmara de Lisboa.
Só em 2014 os tribunais demonstraram que não havia fundamento nas acusações de corrupção e agora é a Braga Parques que exige ao município de Lisboa, e ao mesmo António Costa, uma enorme indemnização para ressarcir os prejuizos sofridos.
Por estas e por outras é que eu desconfio por sistema (do sistema).

sábado, outubro 18, 2014

sexta-feira, novembro 01, 2013

O BPN como arma de arremesso paga por nós


O BPN como arma de arremesso paga por nós
Continuo convencido de que Sócrates nacionalizou o BPN, transformando uma falcatrua privada num enorme buraco público, por razões partidárias.
Ao mandar os seus homens de mão vasculhar a documentação reservada do BPN, Sócrates esperava recolher, e em certa medida recolheu, material comprometedor para os seus inimigos políticos (nomeadamente o PSD e o Cavaco).
Por isso o BPN teve, e continua a ter, impacto politico-partidário, mas nunca teve consequências relevantes, financeiras, nos tribunais.
E nós pagámos, e continuamos a pagar, estas guerras de alecrim e manjerona.

quinta-feira, outubro 03, 2013

O bas-fond do regime.

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O bas-fond do regime.
Deram cabo da primeira República 
e preparam-se para fazer o mesmo a esta.

sábado, janeiro 14, 2012

COMO É POSSÍVEL ?




Como é possível o PS fazer uma campanha contra a nomeação de Catroga para um orgão consultivo da empresa privada EDP apenas meses depois do escândalo de Rui Pedro Soares na Administração da PT, por inequívoca indicação do governo de Sócrates ? Palavras para quê ? É preciso não ter vergonha na cara e querer fazer do povo estúpido.

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Tudo bons rapazes

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António Neto da Silva, um dos fundadores da loja maçónica Mozart, afirma, em entrevista exclusiva ao PÚBLICO, que a loja e Jorge Silva Carvalho são alvos colaterais de uma ofensiva contra a Ongoing.
O antigo secretário de Estado de Cavaco Silva entende que o “ataque contra a Mozart” e as “suspeitas” lançadas sobre um dos seus membros, Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), servem um único propósito: “Destruir um determinado grupo económico.” 

O empresário e militante do PSD nota ainda que as recentes notícias sobre as ligações entre a Maçonaria, o poder político e os serviços de informação, traduzem uma “tentativa de dizer que a Maçonaria é toda boa, mas a Mozart é um conjunto de bandidos”.

Sublinhando que Jorge Silva Carvalho “não está acusado de nada”, Neto da Silva garante que não existem “irregularidades” na loja Mozart e que os seus elementos são “homens de bem”. Admite, contudo, que “na Maçonaria, como em qualquer organização humana, há sempre desvios”. 

“Há sempre pessoas que vão para lá com intenções que não eram as que nos convenceram a convidá-las”, afirma, assumindo que isso já aconteceu na Mozart. Mas esses membros, acrescentou, acabaram por participar em apenas uma ou duas reuniões e depois “adormeceram”. 



Público online, 13.01.2012 

terça-feira, janeiro 18, 2011

Portugal é uma enorme Aldeia da Coelha

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O Diário de Notícias tem vindo há semanas a descrever, número a número, organismo a organismo, o enorme atoleiro de despesa em que se transformou o Estado. 
Ao longo dos anos, décadas, surgiram instituições que ninguém sabe para que servem, nem quem é que controla, nem se alguém controla. Foram empresas e institutos, obras de fachada, fundações, uma infindável maquia de estudos e às vezes estudos sobre estudos que alguém apropriadamente encomendou e claro: cargos, muitos cargos públicos.
Não vale a pena exprimir o embaraço que sempre se comunica nestas alturas em que o conhecimento da realidade surge ã superfície. Nem continuar a lamentar o atropelo ao contribuinte, tratado em Portugal como uma criatura de inesgotável paciência. As coisas são como são, ou como se imaginava que fossem. Não surpreende ninguém que os limites do Estado formem um continente oculto que ainda ninguém desbravou como devia, ou que ainda ninguém escrutinou como devia. O mais importante é perguntar como isto foi possível, como tem sido possível ou, além disso, como é que o país o tolera tranquilamente.
Vejam. Quando o Estado cria, por exemplo, uma empresa pública, ou quando um dos municípios-maravilha da nossa democracia dá à luz uma empresa pública municipal, alguém se deu conta de que tudo isto é feito e decidido livremente sem qualquer controlo sobre essa decisão? Basta que um político decida que o país, ou a sua circunscrição de interesses, precisa de uma nova empresa pública, para que esteja justificado mais um caso de natalidade empresarial.
Não admira que pululem por aí, entre as 1182 entidades do sector empresarial público, empresas sem objectivos claros, criadas sabe-se lá porquê e livres de qualquer controlo e racionalidade que expliquem sequer a sua própria existência. E quem diz empresas, diz também fundações e institutos. Não admira que, como também revelou o DN, essas empresas acabassem naquilo que hoje são: um pousio conveniente para a gula dos partidos.
Pedro Lomba no Público de 18.01.2011


Durante as campanhas eleitorais descobre-se infalívelmente uma Casa da Gaivota Azul, ou Amarela, ou Vermelha.
Isso é óptimo para esquecermos os milhares de casas que o desleixo e o compadrio terão entretanto pago aos amigos deles com o nosso dinheiro.
Concentramo-nos infantilmente na árvore para evitar ver a floresta.

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segunda-feira, janeiro 10, 2011

Democracias com vergonha na cara

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O antigo deputado Trabalhista David Chaytor foi hoje condenado a 18 meses de prisão por ter reclamado o reembolso de despesas falsas no valor de 22 mil euros.
O antigo político, de 61 anos, torna-se assim no primeiro político a ser condenado na sequência do escândalo das despesas dos deputados que surgiu em maio de 2009. A sentença foi hoje anunciada no tribunal de Southwark, em Londres, por um juiz, que considerou os actos do político "um desrespeito da confiança" atribuída pelos eleitores.
Chaytor já se tinha declarado culpado de três acusações de contabilidade falsa, no valor de 18. 350 libras (22 mil euros). Uma das acusações refere-se às despesas de 5425 libras (6,45 mil euros) que teria feito entre Setembro de 2007 e Janeiro de 2008 pelo arrendamento de uma casa que se descobriu mais tarde ser propriedade da mãe.
O ex-deputado acabou por confessar que não tinha pago à mãe, que vivia numa casa de repouso e entretanto morreu, e reconheceu que arrendar uma casa de um familiar não era permitido. David Chaytor também reclamou de forma irregular quase 13 mil euros (15,4 mil euros) pelo arrendamento de um apartamento perto do Parlamento, em Westminster, que afinal era propriedade dele. Finalmente, reclamou 1950 libras (2,3 mil euros) com faturas falsas por serviços de apoio informático que nunca chegou a receber.

O escândalo rebentou no Verão de 2009, quando o jornal "Daily Telegraph" teve acesso a um CD onde estavam listadas todas as despesas dos deputados com a segunda residência, aquela que usam no exercício das suas funções, seja em Londres ou no círculo pelo qual foram eleitos. Os deputados podiam pedir o reembolso por despesas directamente relacionadas com trabalho político, mas soube-se então que o Parlamento pagava frequentemente trabalhos de jardinagem e decoração, mobílias cara e outras extravagâncias.
Alguns deputados venderam com lucro casas que recuperaram com dinheiros públicos e as investigações concluíram que seis parlamentares cometeram ilícitos criminais. Chaytor, entretanto expulso do Labour, tornou-se o primeiro a ser condenado.
Extractos das notícias do DN e do Público

Felizmente há democracias em que basta pouco mais de um ano para se punir quem, apesar de ocupar cargos políticos de relevo, deita indevidamente a mão a recursos que pertencem a todos os cidadãos. Felizmente há partidos e parlamentos que, em prazo ainda mais curto, expulsam tal tipo de prevaricadores.

Infelizmente há outras democracias em que este tipo de desfecho, mesmo ao fim de muitos anos, nunca acontecerá (e nunca aconteceu). Basta lembrar, a título de exemplo, o famoso caso das viagens dos deputados que, como todos os outros, se esvaiu e acabou por eclipsar.

Nestas democracias, quando alguém levanta questões sobre eventuais falcatruas é apenas para animar campanhas eleitorais descrentes da vitória.
Não lhes passa pela cabeça, deus nos livre, punir seja quem for.
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sábado, dezembro 25, 2010

Brain Wash

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Foto de Matthieu G.

O candidato presidencial Cavaco Silva afirmou-se quinta-feira à noite alvo de uma "campanha suja" a propósito do Banco Português de Negócios (BPN), em resposta ao seu adversário Defensor Moura, que o acusou de "pactuar com negócios ilícitos".

Ao insistir no tema que dominou o confronto de meia hora com o seu opositor, Cavaco admitiu que entre os seus adversários existirão pessoas sérias, “mas terão de nascer duas vezes para ser mais sérios do que eu”, antes de sublinhar que a sua vida foi analisada “ao pormenor” desde 1980.

Público 24.12.2010

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