terça-feira, julho 25, 2017

Actualidade


domingo, julho 23, 2017

quinta-feira, julho 20, 2017

Governo apropria-se dos donativos destinados às vítimas dos incêndios



Governo apropria-se dos donativos destinados às vítimas dos incêndios
O ministro Pedro Marques, com a habitual desfaçatez, anunciou que os 13 milhões de euros, doados pelos portugueses para as vítimas dos incêndios, vão ser aplicados na reconstrução das casas afectadas.
Ora tal reconstrução é obrigação do Estado, com peditório ou sem peditório.
Se o dinheiro doado pelos portugueses for aplicado dessa forma as vítimas não ganham nada com o esforço dos seus concidadãos.
Por outro lado os fogos terão outros impactos na vida dessas pessoas que vão muito para além da reconstrução das respectivas casas.
O dinheiro doado pelos portugueses deve ser entregue às famílias afectadas.

segunda-feira, julho 17, 2017

sábado, julho 15, 2017

Ahahahah!



(post do Rui Rocha no Facebook)

- Ouve esta, ó Mário, tu ouve-me só esta.
- Conta, Tó, conta!
- Vou à Ana Paula Vitorino e digo: já viste que o Trump colocou a família toda em altos cargos do Estado?
- Ahahahah!
- Depois vou ao marido da Ana Paula Vitorino... ai como é que se chama o gajo?
- O Eduardo Cabrita?
- Isso. O Cabrita. Vou ao Cabrita e digo: já viste esta coisa da família do Trump?
- Ahahahah!
- Depois vou ao Vieira da Silva e digo: já viste esta história da família do Trump?
- Ahahahah!
- Depois vou à filha do Vieira da Silva... ai como é que se chama a filha do Vieira da Silva?
- A Mariana, a Secretária de Estado?
- Isso. A Mariana. Vou à Mariana e digo: já viste aquilo da família do Trump?
- Ahahahah!
- Depois vou à Ana Catarina Mendes e digo: já viste isto da família do Trump?
- Ahahahah!
- Depois vou ao irmão da Ana Catarina Mendes...
- O que foi ontem a Secretário de Estado?
- Esse! E digo: e esta coisa da família do Trump, hã?
- Ahahahah! Que sacana. E depois, Tó, e depois?
- Depois fui ao Carlos César.
- Ahahahah! 

segunda-feira, julho 10, 2017

domingo, julho 09, 2017

sábado, julho 08, 2017

1964


1964
A primeira vez que vi Paris, com 19 anos.
Imaginem o que era um puto daquela idade sair do Portugal salazarento e chegar a Paris. 
Ver casais a beijarem-se na rua, ver os filmes proibidos em Lisboa e ir ao Folies Bergére e ao Pigalle


segunda-feira, julho 03, 2017

Lista de Tancos

-1450 cartuchos de 9 mm
-22 Bobinas de fio para ativação por tração
-1 Disparador de descompressão
-24 Disparadores de tração lateral multidimensional inerte
-6 Granadas de mão de gás lacrimogéneo CS / MOD M7
-10 Granadas de mão de gás lacrimogéneo CM Anti-motim M / 968
-2 Granadas de mão de gás lacrimogéneo Triplex CS
-90 Granadas de mão ofensivas M321
-30 Granadas de mão ofensivas M962
-30 Granadas de mão ofensivas M321
-44 Granadas foguete antitanque carro 66 mm com espoleta M4112A1 com lançamento M72A3 --M/986 LAW
-264 Unidades de explosivo plástico PE4A
-30 CCD10 (Carga de corte)
-57 CCD20 (Carga de corte)
-15 CCD30 (Carga de corte)
-60 Iniciadores IKS
-30,5 Lâminas KSL (Lâmina explosiva)

domingo, junho 25, 2017

Os dois debates possíveis




A propósito de Pedrogão Grande são possíveis dois debates distintos

1. As políticas nacionais de prevenção e combate aos fogos, a questão do ordenamento da floresta, a questão da quatidade e qualidade dos meios de combate, a questão da aquisição do SIRESP e a sua vida contratual, etc.2. O que desencadeou aquele incêndio em concreto, o que é que no dia do grande incêndio podia ter sido feito nas condições atmosféricas presentes no local e com os meios técnicos e humanos existentes no país. Comparando obviamente com o que realmente se passou.
Misturar estes dois debates é quase sempre uma forma de lançar a confusão no segundo.
É verdade que aquilo que se passou no dia 17 de Junho pode vir a gerar recomendações para modificar as políticas nacionais de prevenção e combate aos fogos mas, mesmo que tal aconteça, as medidas a adoptar não vão desfazer aquilo que já aconteceu. Muitas delas até só darão resultados ao fim de vários anos.
Todos nós temos opiniões sobre tais políticas mas quem arcou com a responsabilidade de responder ao incêndio, quer a nível técnico quer a nível político, só podia fazê-lo nas circunstâncias físicas do próprio dia e com os meios existentes nesse momento.
O debate do ponto 2, destina-se portanto a determinar se houve falhas, erros ou descoordenações tomando em consideração os meios e circunstâncias existentes e disponíveis e não aqueles que poderiam idealmente existir. Não tem qualquer interesse, nesse contexto, falar das decisões que se tomaram ou deixaram de tomar nas últimas décadas. Essa é outra discussão.

sexta-feira, junho 23, 2017

quinta-feira, junho 22, 2017

quarta-feira, junho 21, 2017

Tipo Pombal




Nós precisávamos era de um Sebastião José de Carvalho e Melo, 
para não termos que chorar todos os anos novos mortos. 
É que aos mortos os abraços de Marcelo pouco valem.

domingo, junho 11, 2017

George Steiner




Trecho da entrevista feita por Luciana Leiderfarb a George Steiner. Publicada no Expresso de 3 de Junho.
Uma questão que me preocupa e continua actual, por entre fanatismos de esquerda e de direita.

quarta-feira, junho 07, 2017

terça-feira, junho 06, 2017

Assim é que é



O PS ajuda a banca e a banca ajuda o PS.
A verdadeira vocação do PS; falir e depois negociar com os credores

sábado, junho 03, 2017

Manobras de diversão



Manobras de diversão
realmente grave é os serviços de informação serem há muito controlados pelas lojas maçónicas, como é comumente sabido.
Isso talvez explique a utilização recorrente, na luta partidária, de escândalos ou questões do foro pessoal que surgem no jornais vindas não se sabe de onde.

quarta-feira, maio 31, 2017

Barbearia Moderna

Barbearia Moderna
há 45 anos o senhor Amadeu Pereira veio de Viseu e instalou-se aqui, à beira da Igreja de Marvila. 
Em Lisboa, claro. (com TM)






terça-feira, maio 30, 2017

Optimismo


sexta-feira, maio 26, 2017

A propósito de Schauble




Escreve Seixas da Costa no seu blogue “Duas ou três coisas” : 
“Só alguma saloiíce lusitana é que acha que a “teoria económica” da Geringonça é vista com admiração nos círculos preponderantes no Eurogrupo. É claro que eles podem achar curiosos os resultados obtidos, mas ninguém os convence minimamente de que tudo não decorre de um acaso pontual. Para eles, trata-se apenas de um "desenrascanço" conjuntural, fruto de alguma acalmia dos mercados, do efeito das políticas temporalmente limitadas do BCE, do salto das exportações (que entendem nada ter a ver com a ação do governo), do surto do turismo (por azares alheios e sorte nossa, como o “milagre do sol”), bem como do "pânico" de PCP e BE em poderem ver Passos & Cia de volta, desta forma “engolindo sapos” e permitindo ao PS surpreender Bruxelas com o seu seguidismo dos ditâmes dos tratado. Ah! Eles também constatam que a política de estímulo do consumo acabou por não ser o “driver” anunciado do crescimento. E que tudo o que foi feito está muito longe das imensas reformas que eles consideram indispensáveis, nomeadamente no regime laboral e nas políticas públicas mais onerosas para o OGE (Saúde, Educação, Segurança Social, Fiscalidade), por forma a promover uma redução, significativa e sustentada, da dívida. É assim uma grande e indesculpável ingenuidade estar a dar importância à "boca" do cavalheiro alemão!”


O Seixas da Costa deve estar a soldo do Schauble, tal é o rigor com que descreve a situação portuguesa

quinta-feira, maio 25, 2017

segunda-feira, maio 22, 2017

Vede


quarta-feira, maio 17, 2017

World Press Photo - 2017







Algumas das minhas preferidas

quinta-feira, maio 04, 2017

Motoretas da Indochina






Motoretas da Indochina
são a mobilidade de milhões mas também são transporte de cargas pesadas, estabelecimento comercial, assento e até cama. 
Um caos organizado que fura por todos os intervalos e cujas regras misteriosas todos parecem conhecer.
O tempo das bicicletas, neste seu habitat primordial, já ficou para trás.

 

quarta-feira, maio 03, 2017

O pesadelo são os turistas




O pesadelo são os turistas
estamos no belíssimo Templo das Caras, em Siem Reap, não muito longe de Angkor Wat. Mas podíamos estar noutro monumento qualquer.
É preciso fazer malabarismos para conseguir ver (quanto mais fotografar) as vetustas pedras.
Hordas de "orientais" insistem em se fazer fotografar à frente de tudo e mais alguma coisa. E quando não são eles que nos tapam a vista são as varas das selfies brandidas à moda de improvisados espadachins.
É a proverbial foto-recordação multiplicada por mil.



segunda-feira, maio 01, 2017

Comunismos de Outdoor





O Cambodja, o Laos e o Vietname parecem seguir caminhos paralelos, na esteira do grande irmão chinês. Isto apesar dos nacionalismos e dos ressentimentos históricos de muitos séculos.
Os partidos comunistas mandam na política mas evitam intervir na economia. Os negócios privados proliferam e basta olhar as ruas para ver que milhões sobrevivem de um pequeno comércio qualquer na beira da estrada.
Esta situação paradoxal, que não me foi dado aprofundar, parece repousar na reputação histórica dos partidos comunistas, especialmente no caso do Vietname, pelo seu papel na heróica luta de resistência contra as invasões estrangeiras.
O museu em Saigão, mesmo para quem acompanhou a guerra dia a dia nos anos 60 e 70, é um soco no estômago. Os túneis guerrilheiros de Cu Chi arrepiam.
Mas os cuidados de saúde são pagos quer nos hospitais privados quer nos públicos, embora mais baratos nestes últimos.
A educação também pode ser garantida pelo Estado ou pelos privados.
A Air Vietnam (quem diria?) é privada embora o Estado mantenha uma quota minoritária. Mas a televisão é completamente Estatal.
Perguntei pelo desemprego mas percebi imediatamente que não vigora lá o nosso conceito; lá, quem perde o emprego salta imediatamente para uma actividade qualquer por conta própria (são incontáveis os serviços de pequeno almoço, à porta dos escritórios, servidos a partir de motoretas por exemplo).
As motoretas estão por toda a parte e furam por todos os espaços disponíveis; só em Saigão estima-se que haja 9 milhões.
Não consegui perceber como é possível manter tal situação politico-social embora as taxas de crescimento altas sejam uma boa pista.
O turismo está em grande e a proximidade da China pode vir a transformar a costa de Danang numa grande Marbella.
Danang, Hanói, Hué, e muitas outras estavam em todos os noticiários da minha juventude, à mistura com B52 e toneladas de bombas.
Passei por lá um pouco aturdido com a normalidade dos Karaokes que agora se vêem por todo o lado.
Acho que temos que lhes mandar as manas Mortágua para elas meterem aquilo nos eixos.

domingo, abril 30, 2017

Estive duas semanas na Indochina.





Estive duas semanas na Indochina.
Cambodja, Laos e Vietname parecem seguir na esteira da China, apesar dos nacionalismos e dos ressentimentos milenares.

quinta-feira, abril 13, 2017

Mariscadores do Tejo



Mariscadores do Tejo
Quem passa na Ponte Vasco da Gama já viu certamente umas figurinhas minúsculas, no meio da água, palmilhando os baixios que a maré destapa. Andam à ameijoa, pelo que me disseram.
Esse exército parte da praia do Samouco, sincronizado com a maré, e entra pela água dentro numa "cerimónia" surpreendente e quase bíblica.
Para minha grande surpresa descobri que muitos deles/as são tailandeses, romenos e outros.
Aqui fica uma tailandesa com quem não me consegui entender mas que não parou de rir enquanto eu a fotografava.

Ai António


terça-feira, abril 11, 2017

Mas não me venham dizer que isto é de esquerda.



Depois, muito depois, de repôr os salários e horários de trabalho dos funcionários públicos o Dr. Costa vê-se agora forçado a, finalmente, repôr o corte nos subsídios de desemprego.
Nem lhe passa pela cabeça resolver os problemas dos trabalhadores "do privado" que, tendo perdido o emprego, tiveram que aceitar um salário muito mais baixo noutra empresa.
É tudo uma questão de prioridades.
Mas não me venham dizer que isto é de esquerda.

sábado, abril 08, 2017

Pretexto conveniente




segunda-feira, abril 03, 2017

A gaivota



A gaivota
Caminhei pela areia durante muito tempo, como faço tantas vezes.
Não era ainda a fornalha do verão e corria até uma aragem fresca apesar da crueza do sol.
O mar batia à minha esquerda, sem espalhafato, e a ravina subia os seus trinta metros do outro lado, em contorsões de arenito.
Tanto quanto os olhos viam, nem vivalma. Quilómetros desertos à minha frente.
Naquela solidão de mar e areia só somos atraídos pelas irregularidades; um barrote que veio na maré, uma pegada estranha ou os restos de uma fogueira em que se aqueceram os pescadores da noite passada.
E foi assim que eu descobri a gaivota, como uma anormalidade.
Estava pousada a uns vinte metros da linha de água. Mas não estava pousada como pousam os pássaros, sempre prontos a voar. Era como se chocasse uma ninhada.
Quando me aproximei nem sequer se agitou. A única coisa que movia era a cabeça, de um lado para o outro. E ao fazê-lo o seu bico era um aparo que escrevia na areia uma caligrafia desesperada.
Cheguei tão perto que podia ver os seus olhos aterrorizados, amarelos, e não sabia como demonstrar a minha compaixão.
(Em toda a minha vida só vi morrer um pássaro, e foi em plena cidade.
Despenhou-se de subito, estrebuchou mansamente durante algum tempo e depois enteiriçou.)
Não me atrevi a tocar na gaivota. Por um lado imaginava o terror do pobre pássaro ao ver-se agarrado, por outro receei agravar o sofrimento daquele corpo que tão pesado jazia na areia. Senti-me inútil e grotesco.
(Confesso que o sofrimento dos bichos me toca bastante pois, ao contrário dos humanos, não podem explicar o que sentem e geralmente morrem desamparados. Por causa disso já várias vezes fui tentado a contrariar essa fatalidade)
Neste caso não me parecia viável qualquer intervenção. Estava muito longe de qualquer ajuda especializada e desconhecia de todo o que levara a gaivota à desesperada situação em que se encontrava. Doença, acidente ou simplesmente velhice?
(Será que as gaivotas demasiado velhas pousam em praias desertas e ficam olhando o mar até ao último suspiro? Com que direito iria eu interferir num processo desse tipo, carregando desajeitadamente um bicho em sofrimento para o ver morrer num veterinário qualquer?)
Fiquei a olhar para ela e ela também olhava para mim. Duvido que soubesse ler no meu rosto a aflição e compaixão que eu sentia. Eu também no rosto dela não via senão os sentimentos que a minha condição humana permite imaginar.
Cheguei a pensar que a gaivota , depois do terror inicial, sentiria pelo menos o alívio de constatar que eu não lhe fazia mal.
Então comecei a recuar sem poder deixar de a olhar, até que a gaivota era apenas uma sombra como outras que resultam das irregularidades da areia.
Caminhei a bom ritmo durante a meia hora que me separava de casa.
Embrenhei-me nas rotinas caseiras com mais afinco do que é usual.
Mas quando anoiteceu a gaivota voltou a instalar-se no meu pensamento.
Pressentia-a agora na total escuridão da praia e não sob o sol violento da tarde.
O mar a rugia como sempre, mas sem se ver.
Então desejei ansiosamente que a maré subisse e que uma grande vaga cumprisse finalmente o destino da minha gaivota.

quinta-feira, março 30, 2017

Transparência



O governo, que esteve metido no negócio do Novo Banco até aos joelhos, negociando quer com o comprador quer com Bruxelas, agora faz de nós parvos e diz que não tem nada a ver com o assunto. O BE e o PCP, que sempre foram contra a "entrega a privados", num acesso de "coerência", eles que tanto criticaram o PSD aquando da TSU, fecham os olhos à manobra que mais não visa do que subtrair a trafulhice ao escrutínio do Parlamento.

quarta-feira, março 29, 2017