quinta-feira, julho 18, 2019

Nem racismo nem o seu aproveitamento partidário


O meu filho mais novo, no seu quarto de dormir, há mais de 40 anos.
Quando hoje vejo os garotos brancos e os garotos negros do infantário, ou do básico, de mão dada, não consigo deixar de me emocionar.
Acho que esse convívio infantil, sem preconceitos, faz mais contra o racismo do que mil discursos retóricos de eleitoralismo partidário.

domingo, julho 14, 2019

quarta-feira, julho 10, 2019

segunda-feira, julho 08, 2019

domingo, junho 30, 2019

Loures Arte Pública


Loures Arte Pública
Quinta do Mocho, 28.06.2019

segunda-feira, junho 24, 2019

S. João no Sobrado


Uma complicada guerra entre os Bugios (cristãos) e os Mourisqueiros, por causa de uma imagem de S. João.

terça-feira, junho 18, 2019

Palácio de Diocleciano


Palácio de Diocleciano em Split
Croácia, 2019

domingo, junho 09, 2019







Este Blog
existe há 15 anos





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sábado, junho 08, 2019

Crónicas de um Tenente





Lançamento das "Crónicas de um Tenente"
Na mesa contei com a presença dos amigos (da esquerda para a direita), Daniel Maymone, Osvaldo Cordeiro, Mário de Carvalho e Fernando Mão de Ferro.





sábado, junho 01, 2019

Máquina de meditar


terça-feira, maio 28, 2019

O resto é conversa


Em 2014 o PS ganhou com 3,5 pontos percentuais 
sobre PSD+CDS, era poucochinho. 
Em 2019 o PS ganhou com 3,5 pontos percentuais 
sobre PSD+CDS+Aliança, agora é uma grande vitória.
O resto é conversa.

sábado, maio 18, 2019

CONFISSÕES DE UM COLECCIONADOR



CONFISSÕES DE UM COLECCIONADOR

A colecção de câmaras fotográficas antigas é uma espécie de lar da terceira idade, uma Babel de olhares desmemoriados.
As máquinas foram chegando dos quatro cantos do mundo, com seus achaques, deixando para trás, sabe-se lá onde, as suas memórias de celulóide.
Umas têm as lentes toldadas pelas cataratas do vidro, outras disparam devagar na dolorosa artrite dos seus obturadores e outras ainda sofrem da incontinência luminosa causada pelos orifícios nos foles.

Mas todos aqueles olhos que tanto viram ao longo do século XX, nos mais desvairados locais e situações, parecem agora pasmados pelo vazio dos seus interiores negros de onde os homens, invejosos e cansados das imagens fátuas do cérebro, arrancaram as películas em que o tempo se suspendera.
Este Alzheimer fotográfico do já visto só pode ser revertido fotografando outra vez.

A cada nova velha máquina que desperto do seu sono, qual bela adormecida, sinto-me um príncipe encantado.
Excita-me imaginar o que elas sentem quando abrem os seus olhos há tanto tempo cerrados. Quase tudo o que eu lhes possa mostrar, quando as disparo, deve ser para elas uma espantosa novidade.
Umas, posso imaginá-las na Chicago elegante dos anos vinte e tento perceber o seu choque quando abrem a lente para a arquitectura vanguardista da Expo.
Outras, podem muito bem ter servido para um fazendeiro boer fotografar as suas orgulhosas plantações, ou para um nababo do Pundjab eternizar o palácio e os seus adornos femininos; mas agora piscam o seu obturador em remotas aldeias transmontanas.
Elas viajaram no tempo e no espaço para, nos meus braços, sair da sua prolongada letargia.

É ao fotógrafo que cabe levar as máquinas a olhar e registar de novo, num reviver de mecanismos e gestos. Reter as suas memórias num enrolar de filme e depois pô-las frente a frente com as suas próprias obras.
Ao fazer isso, o fotógrafo reinventa a sua própria biografia. Repetindo os modos que há muito esquecera ou descobrindo os gestos que nunca tinha feito.

O visor à altura do olho ou da cintura, o avanço da película com alavanca ou com rotação da lente, a focagem por estimativa ou por sobreposição, a medição da luz pelo selénio ou pelo cádmio, o empunhar da câmara com dois dedos ou com as duas mãos, o disparo espontâneo ou encenado, um olho que pisca ou então um olho que arregala, são determinantes do que se pode fotografar e de como se fotografa.

Os desenvolvimentos tecnológicos e ergonómicos que percorreram o século XX não constituem apenas uma parada de tentativas e de abandonos, de sucessos e de fracassos; cada nova realização da técnica e do design transformou o gesto de fotografar de forma irremediável.
Ao reconstituir essa caminhada desvendamos as razões que tornaram incontornável o acto de fotografar.

segunda-feira, maio 13, 2019

Berardo, explicado aos ingénuos


Boneco do Rui Rocha

segunda-feira, abril 29, 2019

Viva


segunda-feira, abril 22, 2019

Os muçulmanos na Europa.




Os muçulmanos na Europa.
Não somos atractivos.

quarta-feira, abril 10, 2019

Terror e Miséria no Terceiro Reich




Terror e Miséria no Terceiro Reich
Bertolt Brecht/António Pires
O texto do Brecht, excelente, propunha-se denunciar a ascensão nazismo a partir do exílio na Dinamarca. Foi escrito entre 1935 e 1938, antes da guerra, e mostra o medo e a cobardia a fazerem o seu caminho na própria intimidade das famílias.
Trazer de novo esta peça aos palcos, neste momento, tem um significado. Retrata a compreensível preocupação com o crescimento dos movimentos populistas por toda a parte.
No entanto eu creio que a demonstração, mais uma vez, da irracionalidade do nazismo e da sua ferocidade talvez não seja a ferramenta ideal para o prevenir. Nem creio que tal demonstração tenha faltado desde que a guerra acabou.
Também duvido da eficácia de uma linha de argumentação baseada na implicita culpabilização do povo anónimo da Alemanha.
O que nós precisamos de estudar e compreender são os erros que os partidos tradicionais cometeram na Alemanha dos anos vinte e trinta. E também o contexto social e económico em que tais erros ocorreram.
O resto foram apenas consequências.
Mas se alguma coisa se pode aprender com este conseguido espectáculo é o valor da tolerância.
Quando assistimos aos jogos de palavras, à medrosa escolha das palavras, às insinuações baseadas em palavras ditas em público, não podemos deixar de nos lembrar do que se passa actualmente nas redes sociais.
Os linchamentos baseados em terminologia e a inquisição semântica em vigor nem sempre são praticados por nazis, nem sequer por pessoas de direita.
Ficha técnica:
Bertolt Brecht, texto; António Pires, encenação; Adriano Luz, Inês Castel-Branco, João Barbosa, Mário Sousa, Rafael Fonseca, Francisco Vistas, João Maria, Sandra Santos, Carolina Serrão, Jaime Baeta, Manuel Encarnação ou Tomás Andrade e Nicholas MacNair (músico), interpretação.

sexta-feira, abril 05, 2019

segunda-feira, abril 01, 2019

domingo, março 24, 2019

domingo, março 17, 2019

Já fui




JÁ FUI
Já fui criança, adolescente, adulto, maduro, cota e velho.
Já fui caixeiro, e fiz inquéritos a domicílio.
Já fui empresário, tecnólogo, dos sistemas engenheiro,
analista, programador e sindicalista.
Já fui poeta, marinheiro, combatente, tenente e fuzileiro.
Fui repetente, caminheiro, doente, paciente, mal da vista,
atleta, maratonista.
Já fui director, articulista, melómano, coralista, professor,
cineclubista, fotógrafo e artista.
Já fui amigo, inimigo, traído, embarretado e vivaço.
Já fui pobre, remediado, e abastado.
Já fui empregado, patrão, cliente, fornecedor, accionista,
reformado e distribuidor.
Já fui clandestino, fanático, militante, orador e talvez Irritante.
Já fui prisioneiro, conspirador, clubista, por mundo distante.
Já fui viajante, turista e navegante.
Já fui escritor, filatelista e coleccionador.
Já fui vizinho, proprietário, senhorio, condómino e arrendatário.
Já fui filho e neto, irmão e primo, tio e sobrinho, padrinho e afilhado.
Já fui marido, namorado e apaixonado.
Já fui avô.
Ainda me falta ser defunto, mas o tempo
resolverá também esse assunto.
Poderei então dizer, em todos os sentidos, e definitivamente
JÁ FUI

sábado, março 16, 2019

CAMERALIKE


CAMERALIKE
Um novo blog para mostrar a colecção
http://cameralike.blogspot.com/

domingo, março 10, 2019

domingo, março 03, 2019

quinta-feira, fevereiro 28, 2019

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Capitalismo de casino



Capitalismo de casino

segunda-feira, fevereiro 18, 2019

Guiné


Faz hoje um ano que regressei da Guiné

terça-feira, fevereiro 05, 2019

Correio da Droga (The mule)



Correio da Droga (The mule)
Mais um grande filme de Clint Eastwood, aos 88 anos, baseado numa história que realmente aconteceu.
Um veterano de guerra que se deixou envolver com um cartel de droga mexicano.
Clint, ele próprio, interpreta um velho engelhado e seco que atingiu o ponto em que a única coisa importante é dar sentido ao passado, redimir os erros de uma vida.
Ele já está para lá das convenções e das leis e, com a fragilidade e a sabedoria próprias da velhice, perseguirá o seu objectivo sem olhar a consequências.
Mas não aceita misericórdia, não quer ficar a dever nada a ninguém.

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

Paradoxo



Os lucros do banco liderado por Paulo Macedo quase multiplicaram por dez face aos 52 milhões de euros que registou no mesmo período do ano passado.
Foi preciso um gestor privado, "neoliberal", ex-ministro do Passos, para o "banco público" dar lucro

segunda-feira, janeiro 28, 2019

Jamaica



O Bairro da Jamaica só aparece nas TVs a propósito da "violência policial" e no quadro da habitual instrumentalização partidária.
O problema do Bairro da Jamaica não é a "violência policial" mas sim a "violência social" que finge que tais situações extremas não existem.
Câmaras Municipais e Governo cultivam mesmo a retórica da "abertura aos migrantes" ao mesmo tempo que nada fazem por aqueles que já cá estão.
A Geringonça que tantos "males" reverteu, e que tanto se preocupa com as agruras dos funcionários públicos, não encontrou umas migalhas para minimizar a miséria do Bairro da Jamaica.
Mas aparecem na televisão indignados com a "violência policial". Para caçar mais uns votos.