quinta-feira, maio 25, 2017

segunda-feira, maio 22, 2017

Vede


quarta-feira, maio 17, 2017

World Press Photo - 2017







Algumas das minhas preferidas

quinta-feira, maio 04, 2017

Motoretas da Indochina






Motoretas da Indochina
são a mobilidade de milhões mas também são transporte de cargas pesadas, estabelecimento comercial, assento e até cama. 
Um caos organizado que fura por todos os intervalos e cujas regras misteriosas todos parecem conhecer.
O tempo das bicicletas, neste seu habitat primordial, já ficou para trás.

 

quarta-feira, maio 03, 2017

O pesadelo são os turistas




O pesadelo são os turistas
estamos no belíssimo Templo das Caras, em Siem Reap, não muito longe de Angkor Wat. Mas podíamos estar noutro monumento qualquer.
É preciso fazer malabarismos para conseguir ver (quanto mais fotografar) as vetustas pedras.
Hordas de "orientais" insistem em se fazer fotografar à frente de tudo e mais alguma coisa. E quando não são eles que nos tapam a vista são as varas das selfies brandidas à moda de improvisados espadachins.
É a proverbial foto-recordação multiplicada por mil.



segunda-feira, maio 01, 2017

Comunismos de Outdoor





O Cambodja, o Laos e o Vietname parecem seguir caminhos paralelos, na esteira do grande irmão chinês. Isto apesar dos nacionalismos e dos ressentimentos históricos de muitos séculos.
Os partidos comunistas mandam na política mas evitam intervir na economia. Os negócios privados proliferam e basta olhar as ruas para ver que milhões sobrevivem de um pequeno comércio qualquer na beira da estrada.
Esta situação paradoxal, que não me foi dado aprofundar, parece repousar na reputação histórica dos partidos comunistas, especialmente no caso do Vietname, pelo seu papel na heróica luta de resistência contra as invasões estrangeiras.
O museu em Saigão, mesmo para quem acompanhou a guerra dia a dia nos anos 60 e 70, é um soco no estômago. Os túneis guerrilheiros de Cu Chi arrepiam.
Mas os cuidados de saúde são pagos quer nos hospitais privados quer nos públicos, embora mais baratos nestes últimos.
A educação também pode ser garantida pelo Estado ou pelos privados.
A Air Vietnam (quem diria?) é privada embora o Estado mantenha uma quota minoritária. Mas a televisão é completamente Estatal.
Perguntei pelo desemprego mas percebi imediatamente que não vigora lá o nosso conceito; lá, quem perde o emprego salta imediatamente para uma actividade qualquer por conta própria (são incontáveis os serviços de pequeno almoço, à porta dos escritórios, servidos a partir de motoretas por exemplo).
As motoretas estão por toda a parte e furam por todos os espaços disponíveis; só em Saigão estima-se que haja 9 milhões.
Não consegui perceber como é possível manter tal situação politico-social embora as taxas de crescimento altas sejam uma boa pista.
O turismo está em grande e a proximidade da China pode vir a transformar a costa de Danang numa grande Marbella.
Danang, Hanói, Hué, e muitas outras estavam em todos os noticiários da minha juventude, à mistura com B52 e toneladas de bombas.
Passei por lá um pouco aturdido com a normalidade dos Karaokes que agora se vêem por todo o lado.
Acho que temos que lhes mandar as manas Mortágua para elas meterem aquilo nos eixos.

domingo, abril 30, 2017

Estive duas semanas na Indochina.





Estive duas semanas na Indochina.
Cambodja, Laos e Vietname parecem seguir na esteira da China, apesar dos nacionalismos e dos ressentimentos milenares.

quinta-feira, abril 13, 2017

Mariscadores do Tejo



Mariscadores do Tejo
Quem passa na Ponte Vasco da Gama já viu certamente umas figurinhas minúsculas, no meio da água, palmilhando os baixios que a maré destapa. Andam à ameijoa, pelo que me disseram.
Esse exército parte da praia do Samouco, sincronizado com a maré, e entra pela água dentro numa "cerimónia" surpreendente e quase bíblica.
Para minha grande surpresa descobri que muitos deles/as são tailandeses, romenos e outros.
Aqui fica uma tailandesa com quem não me consegui entender mas que não parou de rir enquanto eu a fotografava.

Ai António


terça-feira, abril 11, 2017

Mas não me venham dizer que isto é de esquerda.



Depois, muito depois, de repôr os salários e horários de trabalho dos funcionários públicos o Dr. Costa vê-se agora forçado a, finalmente, repôr o corte nos subsídios de desemprego.
Nem lhe passa pela cabeça resolver os problemas dos trabalhadores "do privado" que, tendo perdido o emprego, tiveram que aceitar um salário muito mais baixo noutra empresa.
É tudo uma questão de prioridades.
Mas não me venham dizer que isto é de esquerda.

sábado, abril 08, 2017

Pretexto conveniente




segunda-feira, abril 03, 2017

A gaivota



A gaivota
Caminhei pela areia durante muito tempo, como faço tantas vezes.
Não era ainda a fornalha do verão e corria até uma aragem fresca apesar da crueza do sol.
O mar batia à minha esquerda, sem espalhafato, e a ravina subia os seus trinta metros do outro lado, em contorsões de arenito.
Tanto quanto os olhos viam, nem vivalma. Quilómetros desertos à minha frente.
Naquela solidão de mar e areia só somos atraídos pelas irregularidades; um barrote que veio na maré, uma pegada estranha ou os restos de uma fogueira em que se aqueceram os pescadores da noite passada.
E foi assim que eu descobri a gaivota, como uma anormalidade.
Estava pousada a uns vinte metros da linha de água. Mas não estava pousada como pousam os pássaros, sempre prontos a voar. Era como se chocasse uma ninhada.
Quando me aproximei nem sequer se agitou. A única coisa que movia era a cabeça, de um lado para o outro. E ao fazê-lo o seu bico era um aparo que escrevia na areia uma caligrafia desesperada.
Cheguei tão perto que podia ver os seus olhos aterrorizados, amarelos, e não sabia como demonstrar a minha compaixão.
(Em toda a minha vida só vi morrer um pássaro, e foi em plena cidade.
Despenhou-se de subito, estrebuchou mansamente durante algum tempo e depois enteiriçou.)
Não me atrevi a tocar na gaivota. Por um lado imaginava o terror do pobre pássaro ao ver-se agarrado, por outro receei agravar o sofrimento daquele corpo que tão pesado jazia na areia. Senti-me inútil e grotesco.
(Confesso que o sofrimento dos bichos me toca bastante pois, ao contrário dos humanos, não podem explicar o que sentem e geralmente morrem desamparados. Por causa disso já várias vezes fui tentado a contrariar essa fatalidade)
Neste caso não me parecia viável qualquer intervenção. Estava muito longe de qualquer ajuda especializada e desconhecia de todo o que levara a gaivota à desesperada situação em que se encontrava. Doença, acidente ou simplesmente velhice?
(Será que as gaivotas demasiado velhas pousam em praias desertas e ficam olhando o mar até ao último suspiro? Com que direito iria eu interferir num processo desse tipo, carregando desajeitadamente um bicho em sofrimento para o ver morrer num veterinário qualquer?)
Fiquei a olhar para ela e ela também olhava para mim. Duvido que soubesse ler no meu rosto a aflição e compaixão que eu sentia. Eu também no rosto dela não via senão os sentimentos que a minha condição humana permite imaginar.
Cheguei a pensar que a gaivota , depois do terror inicial, sentiria pelo menos o alívio de constatar que eu não lhe fazia mal.
Então comecei a recuar sem poder deixar de a olhar, até que a gaivota era apenas uma sombra como outras que resultam das irregularidades da areia.
Caminhei a bom ritmo durante a meia hora que me separava de casa.
Embrenhei-me nas rotinas caseiras com mais afinco do que é usual.
Mas quando anoiteceu a gaivota voltou a instalar-se no meu pensamento.
Pressentia-a agora na total escuridão da praia e não sob o sol violento da tarde.
O mar a rugia como sempre, mas sem se ver.
Então desejei ansiosamente que a maré subisse e que uma grande vaga cumprisse finalmente o destino da minha gaivota.

quinta-feira, março 30, 2017

Transparência



O governo, que esteve metido no negócio do Novo Banco até aos joelhos, negociando quer com o comprador quer com Bruxelas, agora faz de nós parvos e diz que não tem nada a ver com o assunto. O BE e o PCP, que sempre foram contra a "entrega a privados", num acesso de "coerência", eles que tanto criticaram o PSD aquando da TSU, fecham os olhos à manobra que mais não visa do que subtrair a trafulhice ao escrutínio do Parlamento.

quarta-feira, março 29, 2017

terça-feira, março 28, 2017

O amor é lindo


segunda-feira, março 27, 2017

Nós somos assim


sexta-feira, março 24, 2017

Meu caro Jeroen


quinta-feira, março 23, 2017

Terrorismo mediático



O Daesh executa os homicídios, as televisões transformam os homicídios em terrorismo pela forma como os tratam.
Os crimes como espectáculo, repisados durante horas, sob todos os ângulos, projectam na opinião pública um dimensão desmesurada que alarma e aterroriza.
Alguém devia acabar com isto. 
Para evitar que os terroristas sintam que vale a pena.

quarta-feira, março 22, 2017

As prioridades do Medina



As prioridades do Medina
Enquanto Lisboa desmorona na Graça, abre buracões na Av. de Ceuta e desaba em Alcântara, o Medina faz ciclovias e obras de fachada.
É que suster as terras, prevenir os desabamentos e cuidar das estruturas não são obras que encham o olho.

terça-feira, março 21, 2017

Dijsselbloem


sábado, março 18, 2017

Fermentelos


terça-feira, março 14, 2017

São Jorge



O filme de Marco Martins é muito bem feito e mostra-nos o trabalho do grande actor que é Nuno Lopes.
É uma história neo-neo-realista que nos meus tempos de cineclubista talvez considerasse um tanto esquemática.
Mas os ambientes estão muito bem criados e tudo respira autenticidade. 
Duas legendas, no princípio e no fim do filme, remetem para os tempos da Troika. Esse tique conjuntural e panfletário não beneficia o filme de maneira nenhuma.
Um desempregado em situação desesperante não difere muito por viver no tempo do "engenheiro", da troika ou da geringonça. E é essa intemporalidade da miséria que enobrece o filme.

sexta-feira, março 10, 2017

Mais uma grande vitória no melhor dos mundos




Mais uma grande vitória no melhor dos mundos
António "Pangloss" Costa regozija-se com o facto de Bruxelas 
nos deixar enterrar uns milhares de milhões de euros na CGD.
Assim se cumpre o nosso fado; pagar os prejuízos causados 
por empréstimos sem cobertura feitos a amigos e correligionários.

quarta-feira, março 08, 2017

Os factos alternativos do Dr. Costa


Os factos alternativos do Dr. Costa 
Confronte-se os termos inflamados com que Costa lançou a questão dos off-shores na AR, a 22 de Fevereiro, com o quadro dos movimentos que não foram objecto de tratamento pelo fisco.
18 das 20 declarações foram submetidas a partir de Junho de 2015 o que torna, na prática, impossível a sua publicação ou tratamento durante a vigência do governo de Passos Coelho.
Este caso, como tantos outros, mostra a estatura e seriedade do actual primeiro ministro.









segunda-feira, março 06, 2017

domingo, março 05, 2017

Silêncio



Perante a grandiosidade deste filme 
a retórica das palavras seria quase um sacrilégio. 
SILÊNCIO.

sexta-feira, março 03, 2017

Anatomia de uma golpada mediática


Tudo o que vou dizer a seguir não tem como intuito nem minimizar a importância do “caso dos off-shores”, nem desmotivar a investigação das causas e culpados do que aconteceu.

O objectivo deste texto é mostrar, a quem ainda não se tenha apercebido, as manobras e golpadas partidárias a que temos estado sujeitos.





1.
A notícia do Público sobre a “fuga dos 10.000 milhões” foi dada mesmo a tempo da ida de António Costa à Assembleia da República, que aconteceu no dia 22 de Janeiro. Mera coincidência? Talvez. Mas a verdade é que a tal “fuga” era conhecida pelo menos desde Outubro de 2016 e a “não publicação” das estatísticas era do domínio publico desde 2011. Por outro lado António Costa encontrava-se sob uma enorme pressão por causa dos SMS de Centeno e precisava de desviar as atenções.
2.
Desde o início, a questão da “fuga dos 10.000 milhões” foi associada nos textos do jornal, sem razão aparente, à não publicação das estatísticas. Sem o afirmar claramente levou-se os leitores a pensar que a falta de tratamento das saídas de dinheiro resultava da não publicação das famosas estatísticas.
Esta foi uma jogada de mestre pois permitiu culpabilizar os adversários politicos pela “fuga” sem qualquer fundamento.




3.
António Costa, no dia 22 de Janeiro, durante o debate quinzenal, usou o artigo do Público para, sem apresentar qualquer informação factual, acusar o governo anterior de “ter deixado fugir 10.000 milhões de euros”. Durante vários dias multiplicaram-se nos meios de comunicação as mais variadas especulações, sem qualquer base factual com excepção da não publicação das estatísticas. Que dessa forma surgiam numa implícita relação de causa efeito.




4.
Só no dia 25 de Fevereiro, vários dias depois, surgiu publicamente a informação de que nem todos os movimentos declarados pelos bancos teriam chegado à base de dados em que se baseia a actividade inspectiva da AT. Depois de terem deixado que se instalasse na opinião pública a ideia de que os movimentos não inspeccionados eram aqueles que não tinham sido publicados. Afinal, admitia-se, a AT tinha tratado todos os movimentos que conhecia apesar de não os ter publicado.
5.
Esta nova situação obrigou o Secretário de Estado a esboçar algumas hipóteses de explicação para o "desaparecimento" das 14 declarações dos bancos. Fez umas vagas referências a erros informáticos e disse também que não há qualquer indício de interferência política no assunto.
Atendendo a que o Secretário de Estado conhece esta situação desde, pelo menos, 31 de Outubro de 2016 seria de esperar um conhecimento muito mais profundo das causas e consequências do que se passou.






6.
Finalmente, como se não bastassem já as manobras anteriores, com claros intuitos partidários, hoje dia 3 de Março, o caso deu uma nova curva. Ficou a saber-se que as declarações bancárias na AT sobre movimentos para off-shores não são feitas sempre nos anos em que ocorrem. Falou-se, por exemplo, do caso do BES em que foi a administração do Novo Banco, depois da resolução em finais de 2014, que comunicou ao fisco saídas de capitais ocorridas nos anos anteriores.
7.
Estas últimas revelações permitem-nos supor que afinal as lacunas da informação tanto podem resultar de deficiências informáticas como de meros atrasos na comunicação da informação pelos bancos.
Passámos vários dias a ouvir falar de publicação de estatísticas mas continuamos sem saber quais os montantes de imposto que deveriam ter sido cobrados, se tudo tivesse corrido normalmente, e se tais montantes devidos, a existirem, ainda podem ser recuperados pelo fisco.


Em suma, o Ministério das Finanças tem vindo a manipular sistematicamente o timing das revelações que faz, com o objectivo de passar culpas para os adversários políticos e também de disfarçar a sua própria inépcia.

quinta-feira, março 02, 2017

Almada



Almada
hoje descobri uma grande parte da sua obra, na Gulbenkian.
Para além da admiração descobri também uma especial cumplicidade com o grande artista.
Partilho com ele, há muito, sem saber, esta importância fulcral dada à visão e ao poder da imagem que é "anterior às palavras".


Há poucos dias, por coincidência, tinha escrito isto:


quarta-feira, março 01, 2017

segunda-feira, fevereiro 27, 2017

Um facto simbólico



O convite de Louçã para o Banco de Portugal está carregado de simbolismo.
Tem-se discutido a competência, oportunidade e adequação da nomeação para o cargo mas, mais importante do que isso, é o que lhe está subjacente.
A Geringonça, com todos os seus equívocos, está a gerar um novo quadro político em Portugal em que desaparecem os partidos "fora do sistema" e mesmo "anti-sistema".
Penso que a existência de tais partidos explicava por que razão os populismos bacocos nunca tinham vingado em Portugal. O PCP e o BE serviam, entre outras coisas, para absorver uma parte dos desiludidos com o regime.
Um dos preços a pagar pela submissão do PCP e do BE aos desígnios do PS é o desaparecimento dessa válvula de segurança.