quinta-feira, fevereiro 04, 2016

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

A GERINGONÇA


segunda-feira, janeiro 25, 2016

O Renascido


O Renascido
não compreendo o entusiasmo pelas sagas do Império, que sempre contra-ataca, com os seus robots amaricados e a sua violência de plástico.
Vão ver este filme do Inarruti, com sangue suor e lágrimas das autênticas e um planeta belíssimo e inóspito, chamado Terra.
Verão o herói morrer às garras de um urso castanho e nascer de novo no parto de um cavalo morto.
A não perder este banho de grandiosidade que vos fará perceber quão mesquinhas são as vossas vidas.


domingo, janeiro 24, 2016

segunda-feira, janeiro 18, 2016

Palpite para Domingo




O meu palpite para Domingo
Esta semana há jackpot?

quinta-feira, janeiro 14, 2016

45



45
fui ver o filme. Conta a história de um casal, mais ou menos da minha idade, que se prepara para festejar os 45 anos do casamento e é supreendido por um facto do passado, que estivera literalmente congelado.
Não excedeu as minhas expectativas excepto num ponto: ouvir a ainda belíssima Charlotte Rampling lamentar-se por não ter fotografias que ilustrem o percurso da sua vida.
Há sempre um momento, com a idade e alguma outra crise, em que de repente as nossas memórias tremelicam e toda a nossa história nos parece inverosímil.
Devo fazer-vos uma confissão muito pessoal; eu preparei-me bem para essa eventualidade. No meu computador posso, em qualquer momento, invocar imagens de praticamente qualquer época da minha vida.
A obsessão pela fotografia que sempre me afligiu, algum sentido de organização e a maravilhosa tecnologia actual permitem-me esse luxo.
Daqui resulta um novo desafio.
É sabido que, mesmo sem querer, vamos sempre rescrevendo a nossa história de vida. No meu caso, ou em casos como o meu, a ficção em que o passado se converte acaba por ter como base não só a memória mas também umas centenas de milhares de imagens digitalizadas.

terça-feira, janeiro 12, 2016

sábado, janeiro 09, 2016

Presidenciais





Presidenciais
alguns debates falam da presidência como se fosse um sinaleiro com autoridade para mandar os carros seguir ora para Fátima ora para Alhos Vedros.

segunda-feira, janeiro 04, 2016

As causas do Banif (e dos outros)


As causas do Banif (e dos outros)
O Expresso publicou, no dia 24/12, um artigo importantíssimo para se perceber os mecanismos e as tramóias que levaram o sistema bancário ao tapete.
O quadro aqui apresentado, que faz parte do referido artigo, mostra claramente que o destino da banca estava traçado quando Sócrates foi corrido do governo.
Os bancos tinham acumulado "imparidades" que foram aparecendo à luz do dia e transformaram os lucros (e dividendos) faustosos, do tempo do sr. engenheiro, em prejuizos, necessidades de capitalização e, no limite, resoluções e custos para os contribuintes.
Há que desconfiar daqueles que querem resumir este problema aos últimos quatro anos, para fazer de Passos o bode expiatório, e que afunilam a análise nos "erros da regulação".
Coitado do regulador, foi submergido por uma avalanche de vigarices acumuladas que ninguém poderia limpar impunemente.

segunda-feira, dezembro 28, 2015

Tempo Novo


O texto é do Comendador Marques de Correia (Expresso)

domingo, dezembro 27, 2015

terça-feira, dezembro 22, 2015

O Arco



O "arco" quebrou-se mas foi lá.
Em Portugal derrubou-se (ou saltou-se) o muro.

sexta-feira, dezembro 18, 2015

quarta-feira, dezembro 16, 2015

terça-feira, dezembro 15, 2015

O Factor Fantasma


O Factor Fantasma
Lembram-se certamente do tempo em que no Metro, em Lisboa – e nessa época só existia Metro em Lisboa – um funcionário viajava dentro das carruagens? O dito funcionário, em cada estação confirmava se já tinham saído e entrado todos os passageiros e, em seguida, accionava o fecho da porta. Dir-me-ão que isso acontecia no tempo em que a dona Gertrudes Tomaz inaugurava a árvore de Natal do São Jorge. Mais ou menos. Um bocadinho para menos do que para mais: esses funcionários designados factores sobreviveram até 1995. Ou seja os factores deixaram oficialmente de existir no ano em que Ieltsin e Clinton negociavam em Moscovo, se criava o Espaço Schengen, era lançado o Internet Explorer 1, Bobby Robson era o treinador do Futebol Club do Porto.
Como se vê o mundo mudou muito nestes vinte anos, nem sempre para melhor mas mudou. Excepção feita aos factores do Metropolitano de Lisboa, que se tornaram num caso de espiritismo no mundo dito do trabalho pois se algum ingénuo pensou que extinta a função se acabavam os encargos com novos factores desiluda-se: os maquinistas do Metro passaram a receber uma remuneração extra (entre 317 euros e 475,50 euros mensais) pela abertura e fecho das portas das composições.
Mas não só. Os desaparecidos factores são sempre invocados nos acordos de empresa para explicar porque hão-de trabalhar ainda menos tempo os maquinistas. É preciso ter em conta que o horário de trabalho dos maquinistas do Metro de Lisboa está dividido em dois turnos. Mas só num deles os maquinistas dirigem as composições. Na outra metade o maquinista fica na situação de reserva, e pode, quando muito, assegurar manobras das composições nos cais terminais. O que nos leva à pergunta: porque afecta então o Metro de Lisboa tanto maquinista exclusivamente a manobras quando tem todos os dias dezenas de maquinistas parados no cumprimento do seu segundo turno?

quinta-feira, dezembro 10, 2015

A minha mãe


A minha mãe
é um filme sublime que Nanni Moretti realizou depois da sua experiência pessoal de perda da mãe.
Isso, só por si, não garantiria nada já que tal sentimento é o mais comumente sofrido por quase todos os seres humanos. 
Moretti foge ao sentimentalismo e oferece-nos uma profunda reflexão sobre a incansável busca da identidade e de sentido, busca essa que se torna mais pungente em momentos como a morte da mãe.
Ele apaga-se, enquanto personagem, e entrega à espantosa actriz Margherita Buy a tarefa de nos mostrar como é dramática a distância entre o que fazemos e o que somos.
Margherita, que interpreta uma realizadora cinematográfica, passa o tempo a pedir aos seus actores que façam o papel mantendo-se, enquanto pessoas, ao lado da personagem.
John Turturro, que encarna precisamente um actor do filme realizado por Margherita, joga também com as questões da identidade e da memória.
Grita a certo passo: "levem-me de volta para a realidade"

quarta-feira, dezembro 09, 2015

Os sete anos que mudaram quase tudo



Os sete anos que mudaram quase tudo
Cavaco está quase a passar à história mas a sua história não se resume aos dois mandatos como Presidente.
Entre 1985 e 1991 ele coincidiu com uma curva muito apertada dos tempos modernos; o fim da URSS e do sistema soviético.
Durante esse período o PCP encontrava-s entre dois fogos. 
Por um lado as denúncias e reformas pouco ortodoxas de Gorbatchev e, por outro, a dinâmica vitoriosa de Cavaco e do que ele representava. Internamente as dissidências eram causa e consequência.
Os acontecimentos na URSS dificultavam uma lógica revolucionária e, ao mesmo tempo, a prática eleitoral em Portugal revelava cada vez mais as suas próprias limitações.
Nos oito anos que medeiam entre 1983 e 1991 o PCP passou de 18,07 % e 44 deputados para 8,8 % e 17 deputados.
E as coisas nunca mais voltaram a ser como eram antes.

segunda-feira, dezembro 07, 2015

quarta-feira, dezembro 02, 2015

1982, Budapeste.


1982, Budapeste.
Eu, o Virgílio Vargas, o Albino e o Grenha.
A tirar a fotografia deve ter estado o Silva Graça, o outro compincha do grupo que não figura na chapa.
A Convenção da IBM foi em Hamburgo mas este grupo fez o percurso Lisboa, Viena, Budapeste, Viena, Hamburgo, Londres, Lisboa.
Tivemos uma estadia memorável no Hilton da colina de Buda. Ainda conservo uma pequena peça de cristal gamada de um candelabro no corredor.
O Grenha era quem conhecia melhor a cidade embora eu já lá tivesse estado em 1979. Grandes farras e grandes violinos.

terça-feira, dezembro 01, 2015

Autofagia de "esquerda"



Autofagia de "esquerda"
O caso de Garcia Pereira, e do MRPP, fácilmente se converte numa anedota.
Só que ele revela um mal-estar muito mais generalizado, à esquerda, que se traduz em sucessivas crises de identidade e de ortodoxia.
Desde que deixou de poder exibir a bandeira do "socialismo real", nas suas diferentes versões, a esquerda foi deslizando para uma sucessão de divergências, e pequenas seitas, que tornaram o efémero "acordo" com Costa uma miragem apetecível.
Mas, pior do que isso, toda a esquerda se instalou no terreno da social-democracia que não pede mais do que um "capitalismo humanizado".
A acção política oscila entre o protesto semântico contra o discurso do adversário, o policiamento politicamente correcto, as demolições de carácter e a recusa de qualquer mudança no satus quo constitucional.
Enquanto não for forjada uma nova utopia mobilizadora, uma ideia nova de futuro, a esquerda viverá de fogachos, desilusões e autofagia.
E é pena.

sexta-feira, novembro 27, 2015

Keep Calm


quinta-feira, novembro 26, 2015

É trigo limpo


domingo, novembro 22, 2015

terça-feira, novembro 17, 2015

Pelo sim, pelo não



O governo do Costa já dinamiza a economia
Publicidade no Expresso 14.11.2015

sábado, novembro 14, 2015

PENIM REDONDO - um nome exclusivo




PENIM REDONDO - um nome exclusivo

Fui ver neste banco de dados a ocorrência dos meus dois apelidos em todo o mundo.
Redondos são 87.665, quase todos em países de língua espanhola (em Portugal somos só 1164).
Penim é ainda mais raro. Em todo o mundo 443 dos quais 416 em Portugal. Tanto quanto sei com grande concentração na freguesia de Pias, Ferreira do Zêzere, terra de origem da minha mãe.
Assim sendo temos que concluir que "Penim Redondo" é um nome raríssimo, porventura exclusivo da minha família.

quarta-feira, novembro 11, 2015

OS ACORDOS



OS ACORDOS
Não garantem mais do que "reuniões bilaterais, (sobre) matérias legislativas que tenham impacto orçamental, iniciativas de outros grupos parlamentares e ainda outras que sejam consideradas fundamentais da governação."
Isto só pode ser uma brincadeira de mau gosto.
Costa anda há um mês a dizer que tem uma solução e depois apresenta isto?
Agora percebe-se por que razão a divulgação foi adiada até não poder mais.
Costa saiu-me um trapaceiro de alto coturno, e aqueles que lhe dão cobertura estão a um passo de perder totalmente a credibilidade.

sexta-feira, novembro 06, 2015

Portugal não é a Grécia, mais uma vez



Portugal não é a Grécia, mais uma vez

TSIPRAS provocou um terramoto político, fez implodir o PS grego e acabou com o arco da governação e com a sua alternância.

CATARINA salvou o PS português do colapso, in extremis, e garantiu a alternância do arco da governação amparando no poder o mais retinto partido dos negócios do regime

quarta-feira, novembro 04, 2015

O PCP e o complexo de pau-de-cabeleira



O PCP e o complexo de pau-de-cabeleira
Perante o romance PS-BE, os comunistas sentem-se cada vez mais deslocados.
E se eles resolvem sair desta Love Story ?

segunda-feira, novembro 02, 2015

terça-feira, outubro 27, 2015

O peixe miúdo na caldeirada do Costa



O peixe miúdo na caldeirada do Costa 
Muito se tem dito e escrito sobre as motivações do PS para, sem mais nem menos, resolver fazer esta caldeirada.
A mim interessa-me mais tratar da decisão do PCP e do BE de abandonar o seu posicionamento estratégico de partidos anti-sistema para se converterem em muletas de um dos pilares do "arco da governação".
O que ganham em abdicar de uma vantagem estratégica, que atrai todos os que almejam uma sociedade radicalmente diferente, para se tornarem acólitos na já gasta "alternância democrática"? Umas migalhas para os funcionários públicos e para os pensionistas.
Partidos como o PCP e o BE não existem para minorar as injustiças do sistema actual, existem para conceber e construir um sistema alternativo.
A sua incapacidade para realizar essa tarefa empurra-os para um radicalismo e imediatismo quase ridículo julgando, como D. Quixote, que derrubando os moinhos do governo de Passos Coelho estão a derrubar o sistema.
Quem já tenha lidado com o militante médio do PS, por exemplo nas empresas e sindicatos, sabe perfeitamente que a última coisa que lhe passa pela cabeça é pôr em causa o sistema. Mas é precisamente com o PS, o partido por excelência do regime e das suas negociatas, que o PCP e o BE se propõem fazer a sua "ruptura".
Já tinham demonstrado ser incompetentes como revolucionários mas podiam evitar esta imagem de quem se encanta com um prato de lentilhas.