sexta-feira, março 27, 2020

O COVID deu-nos dois meses de avanço


O COVID deu-nos dois meses de avanço
O primeiro caso na China foi em 31/12/2019 e em 4/1/2020 já tinham 44 infectados.
A 13 de Janeiro o COVID saltou a fronteira e apareceu na Tailândia e no Japão.
A 21 de Janeiro apareceu na Coreia do Sul e nos Estados Unidos. A 24 de Janeiro surgiu em França.
O primeiro caso em Portugal ocorreu a 2 de Março, com pessoas chegadas de Itália e de Valência.
É pena que todos estes epidemiologistas que aparecem agora nas televisões com ar magistral não tenham, em tempo útil, insistido com o governo para adquirir ventiladores e máscaras, aprovisionar testes, criar procedimentos de segurança nos lares de idosos e controlar nas fronteiras quem chegava de países onde a pandemia já grassava.
Esperavam que, por milagre, o vírus nos poupasse?

segunda-feira, março 16, 2020

Da janela


Da janela

segunda-feira, março 09, 2020

Avó e neta



Avó e neta
07.03.2020 (com TM)

quinta-feira, fevereiro 27, 2020

Um Carnaval sustentável ?


Um Carnaval sustentável ?
Resolvi ir ver o corso a Torres Vedras, de combóio.
No total esperei por cinco combóios e o percurso tomou-me mais de quatro horas.
Se tivesse ido de carro gastaria cerca de uma hora e meia, quando muito.

terça-feira, fevereiro 18, 2020

Chegou o tempo da geração Wannabe




Chegou o tempo da geração Wannabe

A geração Wannabe nasceu apenas demasiado tarde, quando as grandes narrativas e as grandes utopias já eram anacronismos.

Vive, por causa desse atraso fatal, no frenesim de regressar ao passado e ao mundo dos Beatles e do PREC.

Não teve oportunidade de combater o fascismo? então desata a gritar que vem aí o lobo, mal desponta um ditador anedótico na TV Correio da Manhã.

Não estava lá quando se lutou contra a guerra colonial? então pretende ver racismo, e racistas, em todo o lado e tenta expurgar os livros de história

Não conseguiu participar nas grandes lutas operárias e nas nacionalizações?
então faz discursos inflamados contra qualquer actividade privada, por mais ridícula que seja.

Falhou o momento das grandes utopias? então empenha-se nas "formas de luta" arcaicas como manifestações e abaixo assinados, apesar de os patrões antigos há muito se terem dissimulado nos refegos da internet e da globalização.

Estas e outras infantilidades têm proliferado, com a conivência de muitos cuja experiência de vida justificaria outro critério.

Como estão obcecados em tentar viver a vida dos seus pais descuram totalmente uma visão, nova, do futuro. Refugiam-se em temas fracturantes que, as mais das vezes, não pretendem senão irritar os preconceitos de um povo que "não está à sua altura".

A sua aparente modernidade deriva apenas dos gadgets que exibem, numa incoerência inadmissível, e cedência aos potentados da tecnologia.

À falta de grandes ideais, de grandes dramas e tragédias, pintam com exagero qualquer incidente minúsculo e perseguem com fatwas qualquer deslize de linguagem.

A pouco e pouco este radicalismo oco vai ocupando todo o espaço, meios de comunicação e mesmo os centros de poder, com danos provávelmente irreversíveis.

De absurdo em absurdo criarão tantos anticorpos que, esses sim, serão a antecâmara de novos totalitarismos.

quinta-feira, fevereiro 13, 2020

Um trafulha





Duas notícias publicadas no mesmo dia.
António Costa adia, pela segunda vez, a entrada em vigor da legislação (já aprovada em 2012) que prevê a ajuda do Estado aos inquilinos pobres para que as rendas antigas possam ser actualizadas.
Este repetido desprezo pelos justos direitos dos senhorios, esta insegurança quanto à legislação do arrendamento, explica por que razão não há mais casas para arrendar.
E depois esbanjam retórica sobre a falta de casas para os jovens.

O trafulha acha inviável congelar as rendas altas actuais mas mantém congeladas as rendas baixas, de contratos anteriores a 1990.

domingo, fevereiro 09, 2020

Maria Rosa


Maria Rosa
Guiné, 1968

quinta-feira, fevereiro 06, 2020

sábado, fevereiro 01, 2020

Fora de brincadeiras


Fora de brincadeiras
Será que a Joacine alguma vez visitou o Museu Etnográfico do seu país de origem? Será que tem noção das limitações com que vive? Será que faz ideia da extensão e riqueza insubstituível da "colecção guineense" depositada no MNE, em Lisboa, para não mencionar outros? Será que Joacine percebe que esse património, se os colonialistas não o tivessem trazido, teria já sido destruído numa das várias confrontações politico-militares que infelizmente têm ocorrido no seu país (o que aliás aconteceu com muito do que lá ficou)? A um deputado da nação temos que exigir mais conhecimento de causa e ponderação nas propostas.

(a propósito de uma proposta de devolução de património às ex-colónias feita no parlamento)

quinta-feira, janeiro 23, 2020

Reabertura dos Tribunais


Reabertura dos Tribunais e Monty Python, um duo hilariante.
My God, e tanta demagogia que se fez à volta disto no tempo do Passos.

domingo, janeiro 19, 2020

Castelo Rodrigo


Amanhecer em Castelo Rodrigo
19.01.2020 (com TM)

domingo, janeiro 05, 2020

Prontos para 2020


sexta-feira, dezembro 20, 2019

Fotógrafos


Uma tarde bem passada em casa do José Carlos Nascimento.
Com o Fidalgo Pedrosa, José Carlos Nascimento, Jorge Alves, António Guerra, 
Carlos Almeida e António Homem Cardoso.
(da esquerda para a direita e de cima para baixo)

terça-feira, dezembro 10, 2019

Dia de limpezas




Retido em casa por uma forte constipação resolvi dedicar-me à limpeza do material. Este é o contingente de uma das muitas prateleiras. Apetece fugir

terça-feira, dezembro 03, 2019

Amanhecer


sexta-feira, novembro 29, 2019

terça-feira, novembro 26, 2019

segunda-feira, novembro 18, 2019

JOKER



JOKER
Joaquin Phoenix num grande filme de Todd Phillips.
Já muito foi dito, a favor e contra, acerca deste filme.
Eu gostei. É especialmente interessante a ligação do caso individual, com a sua triste história de vida, à frustração de grandes grupos sociais perante uma sociedade vista como injusta e, principalmente, caótica e incompreensível.
O populismo e os motins nas cidades alimentam-se desse sentimento de invisibilidade que afecta muita gente.
A sociedade do espectáculo, muito bem mostrada no filme, é a cereja em cima do bolo.

terça-feira, novembro 12, 2019

Rua do Benformoso



Rua do Benformoso
ontem percorri esta paralela à Almirante Reis, em Lisboa, desde o Martim Moniz até ao Intendente.
Assim tomei contacto com uma realidade pouco visível para quem anda nas ruas principais. Lojas, oficinas e habitações parecem estar quase todas ocupadas por imigrantes maioritáriamente asiáticos.
Temos a sensação de voltar a uma sociedade medieval, de pequenos artesãos e comerciantes, que "empregam" na maior parte dos casos membros da própria família.
Mesmo quando aparece a tecnologia moderna ela é aparentemente resultado de circuitos industriais e comerciais alternativos, baseados em trabalho manual e em clonagem do design.
Aqui está um tema interessante para estudos sociológicos; as comunidades de imigrantes a criar "modos de produção" arcaicos, bolsas alternativas aos grandes potentados do capitalismo.

sábado, novembro 02, 2019

Dia de chuva em Nova York



Dia de chuva em Nova York
a frase chave do novo filme de Woody Allen é:
"Reality is for those who cant do better"
O velho Woody mostra, com mestria, que na ficção, como no mundo dos ricos, tudo é possível. Possibilidades infinitas mas cheias de alçapões.

quarta-feira, outubro 23, 2019

A Herdade



A Herdade
é um dos melhores filmes portugueses dos últimos anos. Uma interligação muito interessante de factos históricos e de relações pessoais e familiares ao longo do tempo (décadas). O protagonista é excelente e a fotografia também (atenção fotógrafos). Tudo tem um ar credível e autêntico. O mundo rural do Sul e as vicissitudes da Revolução, primeiro, e das mutações económicas do capitalismo, depois. Sem concessões ao romantismo e ao panfleto.

Novos sinais de trânsito



Um dos novos sinais de trânsito
assinala "zona com forte influência do Chega"

quarta-feira, outubro 16, 2019

AC25A de Toronto fez 25 anos

AC25A de Toronto fez 25 anos e nós fomos convidados para a festa

sábado, outubro 12, 2019

É justo


quinta-feira, setembro 26, 2019

Azeredo


segunda-feira, setembro 23, 2019

sexta-feira, setembro 13, 2019

Dor e Glória


Há artistas cujas obras são sempre, de alguma forma, autobiográficas. 
Em "Dor e Glória" Almodôvar encara esse touro de frente e faz uma chicuelina

quinta-feira, setembro 12, 2019

segunda-feira, setembro 02, 2019

Foi este o "petróleo" que salvou a Geringonça



Foi este o "petróleo" que salvou a Geringonça

segunda-feira, agosto 19, 2019

Dia Mundial da Fotografia



Em vez de balas

No dia 1 de Maio de 1968, o Tenente largou do Tejo, rumo à Guiné, a bordo da fragata Corte Real. Era então um jovem fuzileiro, de 22 anos, recém casado, que interrompera os estudos de Economia na Universidade de Lisboa. 
Subiu e desceu os principais rios da Guiné comandando as missões a partir das lanchas da Armada. Navegou no Cacheu até Farim, no Mansoa, no Geba e no Rio Grande de Buba. Ligou por mar a foz desses grandes rios e também foi a Catió, a Bolama e aos Bijagós.
A guerra era uma realidade penosa para quem como ele, jovem militante comunista, se opunha ao domínio colonial e defendia a independência das colónias. Partilhou esse drama pessoal com a sua mulher, que trabalhou como professora de História no então Liceu Honório Barreto.
A fotografia constituiu um paliativo. Ao fotografar a dignidade do povo guineense, a beleza das suas mulheres, o porte dos seus homens e o encanto das suas crianças, ele tinha a impressão de estar a fazer um gesto de amizade no contexto da guerra.
Quase não fotografou a guerra e os aparatos militares.
Dedicava-se a registar as gentes da tabanca, dos campos do arroz, os pescadores, e a garotada negra.
Felupes com os seu cachimbos, balantas em trajes de fanado, mandingas com as suas longas vestes. Rostos, corpos e gestos impressos a preto e branco.
No contexto da guerra estas eram coisas preciosas, que corriam perigo, mas que um disparo da câmara fotográfica dava a ilusão de resgatar para sempre.
Fotografias em vez de balas.
A fotografia, para o Tenente, ficaria definitivamente marcada por aquele momento inicial na Guiné. A fotografia como forma de viver, ou de sobreviver. Afirmação íntima contra a inevitabilidade do tempo e contra as inevitabilidades de cada tempo.
A fotografia não mais o abandonou. E aos setenta anos, como aos vinte, continua a desempenhar o seu papel de argamassa interior, lingando os tijolos da memória.

(Extractos do livro "Crónicas de um Tenente", 2019)
(a fotografia de cima foi feita pelo meu amigo José Carlos Alves Almeida)