terça-feira, março 24, 2015

domingo, março 22, 2015

Lista VIP precisa-se



Lista VIP precisa-se
para proteger os políticos uns dos outros.
Enquanto puderem comprar informações fiscais passam o tempo a morder-se e a rebentar broncas uns aos outros, em vez de se fazerem política e resolverem os problemas do país

sexta-feira, março 20, 2015

quinta-feira, março 19, 2015

Afogados VIP




Aqueles que consideram inaceitável a existência de uma lista de cidadãos especialmente visados na bisbilhotice fiscal também devem achar horrível que só haja nadadores salvadores nas praias enquanto o alto da Serra da Estrela continua desprotegido.
Este assunto da "bolsa VIP" é uma parvoíce que todos repetem, incluindo o governo, pelo medo politicamente correcto de parecer que defendem um "privilégio".

quarta-feira, março 18, 2015

Um país de pernas para o ar



Um país de pernas para o ar
No dia seguinte à declaração, pelo Tribunal da Relação, que confirma fortes indícios de corrupção de um ex-primeiro ministro do PS, o que monopoliza a comunicação social?
As acusações do mesmo PS ao governo, com pretexto na hipotética existência de uma lista destinada a proteger contribuintes especialmente visados nas fugas de informação sobre dados fiscais.

segunda-feira, março 16, 2015

O António Costa está na lista VIP ?



O António Costa está na lista VIP ?
sucedem-se as campanhas de desinformação.
Aquela que está em vigor neste momento é a famosa lista VIP de que toda a gente fala mas ninguém viu.
Aproveita-se o pretexto para insinuar que os que constam da lista VIP são poupados aos impostos, o que é uma vergonhosa manipulação.
Uma lista de pessoas especialmente protegidas da indiscrição alheia faz todo o sentido, se forem aquelas pessoas a quem é apetecível prejudicar ou chantagear.
Eu não me importaria nada de que António Costa, ou Ferro Rodrigues, que tanto têm agitado este espantalho, constassem dessa lista.
Eles e outros agentes políticos, sindicais ou judiciais estão na primeira linha da frente para ser vítimas de inconfidências.
Não faltarão aqueles que, por militância ou por ganância, estarão disponíveis para vascular indevidamente os ficheiros da Autoridade Tributária.
Não é com o cidadão comum que esses espiões poderão ganhar dinheiro, ninguém quer saber das suas mazelas.
São as figuras públicas, ou mediáticas, que interessam nesse negócio.
Ao contrário do que se repete todos os dias eles não devem ser tratados como o vulgar cidadão pois, neste particular, eles não são iguais ao vulgar cidadão.
Tal como o juiz que tem direito a porte de arma ou a ser escoltado por forças policiais.
Em suma, se a lista VIP não existe devia existir.

sexta-feira, março 13, 2015

O meu strip-tease político



O meu strip-tease político
(dedicado a todos aqueles que continuam a chorar lágrimas de crocodilo pela “unidade de esquerda” e a sonhar com ela como panaceia para Portugal).
Soares e Otelo foram os coveiros da Revolução portuguesa e representam a antítese daquilo que desde jovem me levou a envolver-me na política.
Unidos pela megalomania distinguem-se nas motivações: um move-se pela ambição de poder e o outro pelo romantismo pateta.
Quando o fascismo foi derrubado só existia uma força política organizada e implantada no terreno; o PCP. A sua hegemonia no campo da esquerda era não só inevitável como natural. Nesse momento fundador, em vez do espírito de colaboração fraterna, quer o PS, por um lado, quer os esquerdistas, por outro, cavaram irresponsávelmente as fracturas que nunca mais se sararam na esquerda portuguesa.
O PS, capitaneado por Mário Soares, aliado com as forças mais retrógradas da sociedade portuguesa, sob a batuta do ciático Carlucci, isolou o PCP da classe média assustando-a com as tiradas extremistas dos esquerdistas.
Otelo serviu de pivot a todo esse tipo de concepções infantis e inconsequentes, nomeadamente quando se candidatou à Presidência da República, dessa forma dividindo e confundindo uma boa parte da juventude progressista. Os erros foram tantos e tais que ainda hoje não há espaço em Portugal para qualquer “Syriza” ou “Podemos”.
Por muito equivocadas que fossem as concepções do PCP nessa época elas não eram irremediáveis, como se provou ao longo das últimas décadas de integração no sistema democrático português. O seu isolamento político alienou o contributo da única força política coerente, determinada e consequente da esquerda portuguesa.
Seguiram-se longos anos de “normalização” em que o PS se converteu numa espécie de partido do regime, totalmente envolvido no “bloco central de interesses” e abandonando todas as suas referências ideológicas.
Os esquerdistas, por sua vez, passaram o tempo a cindir-se e a “reinventar-se”, sempre prontos para ir atrás de qualquer foguete de ocasião (Chavez ou Obama, Hollande ou Tsipras, etc,etc), incapazes de aprender com as sucessivas “desilusões”. Fico espantado com a perseverança com que esses velhos “revolucionários”, que eu tive que aturar durante a campanha do Otelo em 1980, continuam a cultivar hoje os seus radicalismos de café.
O PCP, por sua vez, não conseguiu ficar imune ao que se passava na esquerda à sua volta. Assimilou acriticamente a patranha do “Estado Social”, pactuou com muitas das bandeiras “fracturantes” dos esquerdistas e, lamentávelmente, deixou de cultivar a sua vocação chave para uma nova sociedade.
É hoje apenas uma espécie de super central sindical, e autárquica, de todas queixas e queixosos, sem cuidar sequer de prevenir incompatibilidades.
Dito isto, que vivi ao longo de décadas e acompanhei com empenhamento desinteressado, o que é que eu espero?
Espero uma regeneração do PCP, o meu partido de sempre, que eu abandonei por desilusão.
Continuo a acreditar num dia futuro em que a coragem de re-equacionar os princípios, e modernizar a teoria, gerem uma nova dinâmica de transformação social para o século XXI.
Os principios básicos de seriedade, dedicação e disciplina continuam lá. Só falta adicionar o racionalismo e a visão de futuro.

quinta-feira, março 12, 2015

terça-feira, março 10, 2015

A bomba-relógio



O entusiasmo mediático com as dívidas do Passos Coelho, e o prolongamento artificial do tema no espaço público, têm tudo a ver com uma bomba-relógio chamada Sócrates.
A dramatização das dívidas é a última chance dos que querem desesperadamente antecipar as eleições para que elas aconteçam antes da bomba Sócrates rebentar.
É muito difícil defender com seriedade que as eleições legislativas de 2015 se façam sem que os portugueses saibam se o maior partido da oposição criou, manteve e apoiou até ao fim um governo onde a corrupção se praticava ao mais alto nível.
Por isso tenta-se criar artificialmente um clima de gravidade excepcional que justifique a antecipação das eleições e bombardeia-se Cavaco com sugestões e reprimendas.
Adicionalmente o caso das dívidas, e a ideia subjacente de que são todos iguais, ajuda a relativizar as culpas do próprio PS mesmo antes de elas virem a tornar-se o tema das próximas eleições.

domingo, março 08, 2015

Assino por baixo




Assino por baixo
DN 08.03.2015



A Santa Madre Igreja, 
em toda a sua sapiência, 
recomenda esta nova fórmula.

sexta-feira, março 06, 2015

Michio Kaku



Mais um cientista que se pronuncia sobre o futuro. 
Michio Kaku comete um erro comum nos seus pares; apesar das enormes transformações que imagina e preconiza não consegue conceber um quadro socio-económico de novo tipo. Fala de "Capitalismo Perfeito" como se as transformações tecnológicas em catadupa não tivesse que resultar em novas relações sociais e de produção

quinta-feira, março 05, 2015

quarta-feira, março 04, 2015

Foi o Costa que safou o Passos ?




O que eu acho espantoso é que ninguém questione o governo Sócrates/Costa que, pela sua inépcia, deixou escapar milhares de faltosos nos descontos para a Segurança Social.
Em 2007, quando o problema foi identificado e tratado, o Costa era ministro de Estado, nº 2 de Sócrates, e foi então que ao enviar uma notificação em correio normal para 107.000 faltosos se inviabilizou uma futura penhora. O assunto foi pura e simplesmente arquivado. 
Ainda gostava de saber quem estava na lista dos faltosos para perceber se houve apenas incompetência do "Costa & Cia" ou se o objectivo foi safar amigos entalados. Talvez os jornais ou a AR possam pedir a lista dos notificados para se perceber a quem serviu o erro.
Não esquecer que nessa época o Passos era até uma figura simpática ao PS pois, como candidato à liderança do PSD, servia para lançar a confusão no terreno dos adversários. Por isso nunca seria denunciado nessa época pelo facto de estar na tal lista.
Mas eu pergunto: qual das actuações em 2007 é mais grave, a do Costa ou a do Passos?

terça-feira, março 03, 2015

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

A justificação não pega.



A justificação não pega.
Costa grita todos os dias que o país está uma desgraça sem se preocupar com as repercussões que isso pode ter na imprensa internacional, que o escuta com curiosidade por ele ser o putativo próximo primeiro ministro.
Agora quer convencer-nos de que foi numa remota e recôndita sessão para chineses que resolveu preocupar-se com a má fama do país. Mais depressa acredito que, naquele ambiente pouco mediático, Costa pensou que podia dizer impunemente o que qualquer pessoa sabe (mesmo que evite dizê-lo)

terça-feira, fevereiro 24, 2015

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

terça-feira, fevereiro 17, 2015

Leninista involuntário







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O equivoco grego





O equivoco grego

a questão não é escolher entre ser um mendigo que faz pena ou um mendigo que mete medo. 
A questão é como deixar de ser mendigo.

domingo, fevereiro 15, 2015

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Austeridade fazem os alemães



Austeridade fazem os alemães
só se dá ao luxo de ser austero quem, podendo gastar mais, gasta menos.
É portanto uma escolha. A moderação dos gastos que constatei espantado nas ruas de Berlim ou de Oslo.
Os países pobres não vivem em austeridade mas sim na penúria ou, em certos casos, na miséria extrema. No fundo precisam de tomar medidas no plano económico, social e cultural para um dia poderem, se quiserem, decidir ser austeros.
O "engenheiro" José Sócrates acaba de contribuir, involuntáriamente, para a demonstração da incompreensão social desta abordagem.
Instado sobre a sua vida sumptuosa em Paris, sem meios para tal, achou que seria uma boa resposta dizer que o fazia com empréstimos de um amigo.
Mesmo admitindo que tal seja verdade é revelador que ele exiba essa falta de austeridade na presunção de que será compreendida e bem recebida pelos portugueses.

Requiem de Campra



Requiem de Campra

há muitos anos decidi que, a haver música no meu velório, gostaria que fosse esta. 
Ainda não mudei de ideias.

sexta-feira, fevereiro 06, 2015

Audições

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Durante umas arrumações fui dar com os cadernos onde registava as audições.
Aqui ficam três páginas do ano 1989.

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

A Democracia é o caminho



os gregos deram o exemplo e fizeram umas eleições baseadas na pergunta "quem quer deixar a austeridade?".
Os europeus todos devem fazer um referendo com a pergunta "quem quer continuar a mandar dinheiro para a Grécia?".
É preciso acabar com o défice democrático em que a Europa tem vivido.

terça-feira, fevereiro 03, 2015

A Jihad Helénica




A Jihad Helénica
Pobre Europa. Luta desesperadamente para não se afundar na globalização, sob a ameaça da China e dos países produtores de petróleo. Com Putin à ilharga.
No momento em que era imprescindível unir forças e manter a disciplina, para adoptar as medidas necessárias à competitividade global, a Europa está a ser varrida por todo o tipo de populismos irracionais e nacionalismos anacrónicos.
O último episódio desta decadência, que demonstra a falta de instituições com autoridade para gerir a crise, é a chantagem da Grécia.
Exige novos "fundos" para alimentar o mesmo buraco onde já foram despejados mais de 400 mil milhões de euros (que se esfumaram sem deixar rasto). Para isso Tsipras e Varufakis não hesitam em ameaçar com a detonação da bancarrota e a implosão do Euro.

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

sábado, janeiro 31, 2015

O berço da civilização de volta à barbarie


A Grécia recebeu um primeiro empréstimo da troika de 110 mil milhões, depois teve um perdão de cerca de metade da sua dívida, seguiu-se um segundo empréstimo de 130 mil milhões. 
Todos esses empréstimos já foram revistos em condições muito mais vantajosas do que os concedidos a Portugal a quem só foram emprestados 78.000 milhões.
Apesar de tudo isto na Grécia um desempregado perde o direito de recorrer ao serviço nacional de saúde três meses depois de ter caído no desemprego.
Uma tal selvajaria só pode ter lugar num país de irresponsáveis governado por uma cleptocracia.

quinta-feira, janeiro 29, 2015

SNIPER AMERICANO




prepare-se para uma experiência emocionalmente dolorosa. E também para se sentir culpado por viver o seu dia a dia como se estas coisas não estivessem a acontecer.
Mergulhamos na retórica do Charlie Hebdo mas, ao mesmo tempo, omitimos os dramas e as amputações dos que metem a mão na massa. Quer pensemos que nos estão a defender ou que são apenas o braço do imperialismo. Mas lá longe.
Desde que o filme acabou não parei de pensar sobre qual das coisas é mais penosa; lutar contra um inimigo que se compreende e respeita, como fizemos na Guiné, ou contra um inimigo que repugna e se odeia.
Não consigo decidir.