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terça-feira, junho 28, 2011

Il dit n'importe quoi




"A Europa é uma vergonha, porque não tem líder à altura da situação. O que estão a fazer à Grécia é uma vergonha, porque a Grécia é a pátria e a inventora da democracia, da ciência e da cultura", considerou o ex-Presidente da República Mário Soares. 


Uma vergonha intelectual é equiparar a Grécia nascida no século XIX, e os seus actuais desmandos e trambiques, com a Grécia clássica de há 2.500 anos que foi o berço da nossa civilização. Não tem nada a ver uma coisa com a outra, excepto o território.
Se Soares com este seu rigor é o pai da nossa democracia então podemos dizer, dado o estado em que ela se encontra, "quem sai aos seus não degenera".
Como bem dizia em tempos "son ami Mitterrand", Soares "dit n'importe quoi".



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segunda-feira, agosto 02, 2010

Saldos de fim de estação ?



Bilionário chinês oferece 285 milhões para comprar Liverpool

Kenneth Huang fez uma oferta directa ao Royal Bank da Escócia para comprar a dívida de 237 milhões de libras (285 milhões de euros) dos “reds”. E expulsar os actuais donos George Gillett e Tom Hicks.
Num esforço para atrasar o RBS em aceitar a oferta de Huang, Gillett apresentou como alternativa o empresário sírio Yahya Kirdi como um credor viável para o Liverpool, conta esta segunda-feira o jornal inglês on-line “Daily Telegraph”.
Gillett informou a semana passada que estaria em negociações avançadas com Kirdi, o antigo futebolista internacional sírio, antes de Huang ter entrado em negociações com o banco. O negócio do chinês atiraria para fora do Liverpool os empresários americanos Gillett e Hicks sem qualquer lucro.
Huang é um corretor de acções em Wall Street e presidente da empresa desportiva QSL, sedeada em Hong Kong, e conta com o apoio de um fundo de investimento bastante forte. A sua determinação é grande e já terá pedido ao avançado espanhol do Liverpool para adiar a sua decisão quanto ao seu futuro.
O amor de Huang pelos "reds" não é novo, há dois anos, o empresário já havia demonstrado interesse em adquirir o clube, mas sem sucesso.
Segundo uma fonte ouvida pela BBC, espera-se que um acordo entre Huang e o Liverpool seja fechado até o início da temporada.
Público, 02.08.2010

Parece impossível que ninguém mencione uma golden share.
Um grande clube britânico, europeu, já pertence a dois americanos e agora vê-se alvo da disputa entre um chinês e um sírio.

A Europa, a sua economia e os seus símbolos, já estão realmente em saldos de fim de estação ?

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segunda-feira, julho 05, 2010

Na Alemanha nem a austeridade é recessiva

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A senhora Merkel presenciou, com entusiasmo, a cabazada que os seus futebolistas deram a uma Argentina onde abundam os fenómenos da bola. O resultado de quatro a zero roça o inverosímil.

Mais inverosímeis serão talvez as notícias que referem um crescimento superior ao esperado no preciso momento em que a Alemanha está a executar um programa de austeridade bastante violento.
Desmentindo os teóricos de ocasião na Alemanha nem a austeridade é recessiva. Parece portanto ser possível fazer crescer a economia sem ser pela injecção de dinheiro obtido através do endividamento.
Precisávamos era de perceber como se executa tal milagre.


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terça-feira, junho 29, 2010

Le vénérable professeur Kuing Yamang

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O declínio da Europa, a que todos nós estamos a assistir, explicado pelo venerável professor Kuing Yamang.
Trata-se de uma paródia, construída sobre uma legendagem que nada tem a ver com as verdadeiras declarações do entrevistado.
Um bom desafio às nossas mentes, quer se trate de concordar ou de rejeitar as teses expostas.

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quarta-feira, junho 16, 2010

Vender os anéis para tentar preservar os dedos


A crise que se vive actualmente na Grécia está a chamar a atenção dos investidores chineses. Uma delegação oficial de Pequim vai estar pela segunda vez, em quatro semanas, em terras gregas à procura de projectos na área marítima, logística e aérea. Na bagagem levam milhões e milhões de euros para investir.
Durante o dia de hoje, uma delegação liderada por Zhang Dejiang, vice primeiro-ministro chinês, vai fechar diversos acordos com empresas locais, revelou fonte oficial do governo grego, citada pelo "Financial Times".
"Estes acordos estão relacionados com a área marítima, telecomunicações e um projecto de renovação do farol do porto de Piraeus em Atenas", revelou a mesma fonte. De acordo com o "Financial Times", os dois países vão assinar acordos no valor de 500 milhões de euros no sector marítimo.
Nos últimos meses, a Grécia tem tentado atrair países com elevados fundos soberanos para ajudar a reanimar a economia do país, afectada por uma grave crise das finanças públicas.
A empresa marítima estatal chinesa Cosco já controla o terminal de contentores de Piraeus segundo um contrato de concessão de longo prazo no valor de 3,4 mil milhões de euros. O objectivo da empresa chinesa é construir, em parceria com empresa estatal de portos grega, um centro logístico perto de Atenas para distribuir bens da China para os Balcãs. Este centro está avaliado entre 150 milhões e 200 milhões de euros e o acordo deverá ser fechado no final deste ano.
Jornal de Negócios, 15.06.2010
 
Há tempos alguém disse, provocando enorme escândalo, que a Grécia podia endireitar as contas vendendo uma parte das numerosas ilhas que possui.
Ainda lá não chegámos. Por enquanto são os portos e as linhas de navegação.
 
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terça-feira, junho 08, 2010

Berlim Weekend

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A minha ida à Alemanha coincidiu com o anúncio das medidas de austeridade feito pela Merkel. De um momento para o outro a Alemanha tornou-se o centro de todas as atenções.
Aproveito para publicar estas duas imagens de fim de semana em Berlim. A de cima foi obtida na excelente Gemalde Galerie no Kultur Forum. A de baixo mostra um "parzinho", ao fim da tarde, na animadíssima Alexander Platz.


segunda-feira, junho 07, 2010

Os alemães são poupados

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Regressei de Berlim onde fiquei acomodado num colorido e modesto hotel (embora ainda não conhecesse as recomendações de Cavaco), perto de Alexander Platz, ainda com um cheirinho muito forte a RDA.



Venho convencido de que a prosperidade alemã se deve à frugalidade com que se vive naquele país.
Regressei, por saudosismo, à estação de metro de Friedrichtrasse onde em 1986 fui atentamente fiscalizado para poder passar de Berlim Ocidental para Berlim Leste.
Como se pode ver pelas imagens esta estação (e muitas outras por onde passei) não tem nada a ver com o "desparrame estético" do nosso Metro.
As estações de caminho de ferro em que estive também eram bastante sóbrias.
A sobriedade, ou a frugalidade, são o que me ocorre para descrever os trajes e comportamentos no espaço público.




Entretanto, e a propósito, li no jornal que a senhora Merkel vai travar uma série de "grandes obras" e fazer baixar a despesa do estado por forma a atingir em 2016 um défice da ordem dos 0,35% !!!
A taxa de poupança dos alemães é de 15%.
Para nós, que somos mais "lúdicos" tudo isto parece irreal.

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quarta-feira, junho 02, 2010

Sobre a decadência da Europa



Porque é que a Europa é uma região decadente ?

Tomemos como sinais de saúde económica e social a capacidade de:

- criar empregos estáveis e bem pagos para os seus cidadãos
- ter trocas comerciais equilibradas com o exterior
- gerar receitas do Estado em quantidade suficiente para que cumpra as suas funções sociais e de soberania.

Estes critérios mostram-se cada vez mais irrealizáveis na Europa pelas seguintes ordens de razões:

1. A revolução tecnológica faz continuamente desaparecer empregos, quer pelo aumento da produtividade quer pelo simples desaparecimento de certas profissões.
Embora este efeito se sinta em todo o planeta há regiões onde tem menor impacto (por exemplo onde a industria pode recorrer a mão de obra muito barata dispensando a automatização e onde os serviços têm menor peso).
Também há regiões onde a produção de bens tecnológicos cria muitos empregos compensando desse modo as perdas noutros sectores.

2. O aumento do peso dos serviços na economia provoca uma transformação nas relações laborais que é adversa ao assalariamento estável. As profissões têm cada vez mais um caracter intelectual e criativo e tendem cada vez mais para a descontinuidade e a subcontratação.
Há porém algumas regiões do globo onde embora predominem os serviços a proporção dos serviços exportáveis é muito importante.

3. A evolução demográfica afecta brutalmente a Europa pela redução da população activa e pelo aumento da despesa do Estado. Há outras regiões onde o envelhecimento da população também acontece mas onde as responsabilidades do Estado na saúde e no apoio social são muito menos intensas.

4. O longo processo do fim do colonialismo está agora a mostrar os seus resultados.
Os países dominados tornaram-se ciosos das suas matérias primas, os povos bárbaros e incultos acederam à educação e às tecnologias.
Os trabalhadores não sindicalizados atraem as empresas e estas arrastam consigo o know-how. Multidões gigantescas convertem-se em mercados onde as empresas autóctones obtêm crescimentos brutais.
É verdade que as empresas europeias também beneficiam destes gigantescos mercados, mas quem lá vende em geral não cria emprego na Europa e provavelmente também não paga na Europa impostos sobre os enormes lucros.
Empresas desses países outrora colonizados tornam-se credores das tradicionais superpotências e compram empresas e marcas por todo o planeta, incluindo na Europa.


É neste quadro que importa perceber a precária situação de Portugal e o que podemos esperar do futuro económico da Europa.

Se não forem tomadas decisões estratégicas, que transcendam as proverbiais declarações de superioridade moral, o nosso destino comum é a decadência lenta mas inexorável.

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quinta-feira, maio 13, 2010

PEC 1, PEC 2, PEC 3 - Mentiras persistentes

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Europa, de Ludmila 100 x 80 cm, óleo sobre tábua (via LEITURASFAVRE)

Os portugueses têm vindo a ser sucessivamente enganados quanto à real situação económica do país e quanto ao que se pode esperar no futuro, se não houver mudança radical de atitude.
Ainda em Setembro passado, na campanha eleitoral, houve quem omitisse pura e simplesmente a amplitude do endividamento público e privado. Depois disso tem-se vindo a reconhecer as dificuldades e a tomar medidas, sempre a reboque dos acontecimentos.

Agora mesmo, ao anunciar o pacote que de novo revê o famoso PEC, tenta-se fazer crer que se trata de medidas muito duras e insinua-se que, com elas, teremos ultrapassado finalmente os nossos problemas. Nada mais falso. Aquilo que hoje foi anunciado é uma ponta do iceberg de dificuldades e de renuncias a que seremos submetidos nos próximos anos.
Não é por acaso que não tem surgido, por entre as polémicas técnicas sobre as medidas anunciadas, a discussão essencial sobre as causas e os processos da decadência europeia. Mesmo que consigamos debelar a crise actual, se nada for feito, continuaremos a ver definhar as nossas economias e empobrecer as nossas empresas e as nossas famílias. Essa é que é a nossa verdadeira doença, o resto são sintomas.

Há tempos um professor chinês, a viver em Portugal, disse-me que a mais notável diferença que encontrava entre a nossa sociedade e a dele residia no facto de entre nós toda a gente viver a pensar nas próximas férias e/ou a falar das férias passadas. Coisa que a um chinês médio, segundo ele, parece muito estranho.
Criámos na Europa uma sociedade de direitos adquiridos sem dúvida notável mas quiçá inconsciente de que nasceu de um estatuto europeu e ocidental que beneficiou do colonialismo, ainda que indirectamente, ou pelo menos do seu lastro económico.
Recursos naturais baratos e a vantagem do avanço, ou exclusividade, cultural e técnica permitiram aos europeus, no século XX, um desafogo económico ímpar.
As atrapalhações económicas actuais eram impensáveis na Europa dos anos noventa.

O problema é que o mundo muda. Os países dominados tornam-se ciosos das suas matérias primas, os povos bárbaros e incultos acedem à educação e às tecnologias, os trabalhadores sem exigências atraem as empresas e estas arrastam consigo o know-how, multidões gigantescas convertem-se em mercados onde as empresas autóctones obtêm crescimentos brutais, países outrora dependentes tornam-se credores das superpotências e compram empresas e marcas por todo o planeta. Nestas condições de turbulência nenhuma forma de riqueza pode garantir, sem luta, a sua própria imunidade.

A Europa tarda em admitir que está em muito maus lençóis. Os políticos europeus continuam a funcionar como se o mundo não estivesse em revolução. Os aparelhos burocráticos dos Estados e da UE pululam de funcionários, institutos e organizações que não acrescentam qualquer valor e que custam uma fortuna aos cidadãos, não só em ordenados mas também em confusões.
Se não tiver a coragem de responder ao desafio económico global a Europa, ou seja nós, iremos de cedência em cedência perdendo todos os direitos que nos foram garantidos tão irresponsavelmente, até ficarmos na mais apagada e vil pobreza.

A esta luz, meus amigos, o aumento de 1,5% do IRS, ou o ridículo corte de 5% nos ordenados sibaríticos dos gestores públicos, são apenas episódios anedóticos que veremos repetirem-se uma e outra vez.

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sábado, maio 08, 2010

A eficiência britânica

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A Inglaterra, no escasso prazo de um mês, elegeu um novo Parlamento e um novo primeiro-ministro, David Cameron. Uma eficiência notável mas não isenta de fragilidades.

O sistema eleitoral inglês, baseado no tão incensado método dos círculos uninominais, produziu mais uma vez uma chocante disparidade entre o número de votos obtido por cada partido e o número de deputados conseguido.

Mas há um outro problema que é quase sempre omitido.
Os círculos uninominais, tal como as nossas eleições municipais, deslocam as escolhas do terreno das ideias para o das "personalidades". Desequilibram a relação entre as questões nacionais e os temas locais.

Temo que a ligação dos eleitos aos votantes, que costuma ser apresentada como a grande vantagem dos círculos uninominais, acabe por redundar numa subordinação das questões nacionais às lógicas do interesse local.
Por isso não me parece que seja essa a panaceia com que podemos salvar a nossa debilitada democracia.

domingo, maio 02, 2010

E a Grécia aqui tão perto


No dia 4 de Outubro, o PASOK (social-democrata), de Papandreou, venceu as legislativas antecipadas, tomou posse e descobriu que o défice público era de 12,7 por cento do PIB - e não seis, como tinha anunciado o governo conservador da Nova Democracia, de Kostas Karamanlis. A Grécia entrou na espiral da crise.
Entre gregos - e não só - não é com discursos de Cassandra que se ganham eleições. Karamanlis convocara eleições antecipadas para responder à contestação social, avisando que a crise financeira colocava a Grécia em situação difícil. Propunha uma "austeridade temporária", com o congelamento dos salários e das pensões por um ano. Estava sob forte pressão da UE para reduzir o défice e a mais elevada dívida pública da zona euro.
Inversamente, Papandreou fez um discurso optimista, apostando no "crescimento verde" e num ambicioso plano de investimento nas energias renováveis. Prometeu subir salários e pensões. Era a música que os eleitores queriam ouvir.
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De quem é a culpa? Há uma teoria da conspiração: os especuladores estrangeiros e as agências de notação têm o euro como alvo e atacam a Grécia como elo mais fraco. Nos últimos 30 anos, todos os partidos gregos abusaram da retórica "anti-imperialista" para explicar os desastres da Grécia pelas "maquinações neoliberais" ou dos "americanos", escreve o Eleftherotypia (próximo do PASOK).
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Papandreou reconhece agora que é preciso refazer tudo "de alto a baixo". Após o "milagre económico" que se seguiu à entrada no euro e culminou nos triunfais (e ruinosos) Jogos Olímpicos de 2004, o problema vai muito para lá do défice.
A economia grega deixou de ser competitiva e pouco exporta, o que agrava a pressão sobre a dívida. A questão fiscal é aguda. Por tradição histórica, as receitas do Estado sempre assentaram nos impostos indirectos. A fuga ao fisco é generalizada. A corrupção política, patente nos anteriores governos do PASOK, subiu exponencialmente com Karamanlis. A economia subterrânea vale de 30 a 40 por cento do PIB. Serve de amortecedor social, mas à custa das finanças públicas. Os armadores gregos têm a primeira frota mundial, ganham fortunas com as mercadorias chinesas, mas a sua sede fiscal não é em Atenas.

Jorge Almeida Fernandes, Público, 01.05.2010

Estas histórias soam assustadoramente familiares. Onde é que eu já ouvi isto ?

domingo, novembro 23, 2008

EURO piano, piano...


"A Europa lança sua biblioteca virtual e, impulsionada pela França, quer acabar com a supremacia da Google na Internet. Nesta quinta-feira, 20, Bruxelas colocou no ar seu site que pretende ter, em dois anos, mais de 10 milhões de obras digitalizadas e disponíveis a todos de forma gratuita. O projeto tem uma ambiciosa meta de ser o que a biblioteca de Alexandria foi no passado: o maior acervo de obras de todo o mundo."
Afinal parece que a popularidade foi fatal para a EUROPEANA, o nome do ambicioso projecto.
Uns meros dez milhões de acessos por hora deram cabo do site.
Assim não vamos lá. Enfim, uma anedota.
Lá para as bandas do GOOGLE foi concerteza uma barrigada de riso...

Vá ver para crer em: http://www.europeana.eu/portal/
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segunda-feira, julho 07, 2008

A miragem do terramoto

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Boaventura Sousa Santos, na Visão de 03 de Julho, brinda-nos com texto apocalíptico intitulado "Terramoto de longa duração". Quando eu pensava que ele tratava do "socialismo do século XXI", do seu amigo Chavez, eis que o descubro atormentado pela derrocada do "modelo social europeu".

"Um terramoto está a assolar a Europa. Não é detectável nos sismógrafos convencionais porque tem um tempo de desenvolvimento atípico. Não ocorre em segundos se não em anos ou talvez décadas. Consiste na convulsão social e política que vai decorrer da destruição progressiva do chamado modelo social europeu – uma forma de capitalismo muito diferente da que domina os EUA..."

Pensei então que a qualidade académica do autor nos iria brindar com uma tese explicativa, debruçando-se sobre as causas do desastre e sobre a sua imbricada arquitectura. Nem pensar, é tudo muito mais simples do que poderia supor-se.

"A destruição deste modelo é crescentemente comandada pelas instituições da União Europeia e pelas orientações da OCDE. "
"A miragem das elites tecno-políticas europeias – muitas delas formadas em universidades norte-americanas – é que a Europa só poderá competir globalmente com os EUA na medida em que se aproximar do modelo de capitalismo que garantiu a hegemonia mundial deste país durante o século XX. "

Ao arrepio de quem sustenta teorias sobre a complexidade do mundo, BSS revela (demonstrar para quê ?) que a derrocada resulta apenas, e só, de uma miragem das elites. Uma miragem, como todos sabem, basta para torcer irremediavelmente um continente inteiro.

Para este cientista do CES (Centro de Estudos Sociais) o resto do mundo não interessa, será que constitui também uma miragem ? Nem uma palavra sobre a evolução económica da China ou a Índia, sobre a vertiginosa perda de importância da Europa (e dos EUA) no concerto do mundo. Embora estudos recentes indiquem a supremacia económica da China, ultrapassando os EUA, já em 2025 (ver também este texto).

Ele acha que o "modelo social europeu", nascido nos tempos em que grande parte do planeta vivia sob o colonialismo europeu ou sob a drenagem impune dos recursos naturais, não tem nada a ver com o assunto (talvez devesse consultar o seu amigo Chavez sobre esta matéria).

"Vão surgir novas formas de protesto social, muitas delas desconhecidas no século XX. A vulnerabilidade do Estado será visível em muitas delas, tal como aconteceu com a greve de camionistas ..."
"A quem beneficiará o fim de um sindicalismo independente e agravamento caótico do protesto social? Exclusivamente ao Clube dos Bilionários, os 1125 indivíduos cuja riqueza é igual ao produto interno bruto dos países onde vive 59% da população mundial."

E assim termina o texto, com a originalidade e profundidade próprias de um panfleto. Em defesa de uma variante benigna do capitalismo

"...assente na combinação virtuosa... entre uma burguesia comedidamente rica e uma classe média comedidamente média ou remediada...

sábado, junho 14, 2008

Quanto custa comer ? quanto custa pensar ?

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1 - Germany: The Melander family of Bargteheide
Food expenditure for one week: 375.39 Euros or $500.07

2 - United States: The Revis family of North Carolina
Food expenditure for one week $341.98

3 - Italy: The Manzo family of Sicily
Food expenditure for one week: 214.36 Euros or $260.11

4 - Mexico: The Casales family of Cuernavaca
Food expenditure for one week: 1,862.78 Mexican Pesos or $189.09

5 - Poland: The Sobczynscy family of Konstancin-Jeziorna
Food expenditure for one week: 582.48 Zlotys or $151.27

6 - Egypt: The Ahmed family of Cairo
Food expenditure for one week: 387.85 Egyptian Pounds or $68.53

7 - Ecuador: The Ayme family of Tingo
Food expenditure for one week: $31.55

8 - Bhutan: The Namgay family of ShingkheyVillage
Food expenditure for one week: 224.93 ngultrum or $5.03

9 - Chad: The Aboubakar family of Breidjing Camp
Food expenditure for one week: 685 CFA Francs or $1.23

sexta-feira, junho 13, 2008

A miragem do referendo

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Apesar dos apelos que tanto apoiantes do "Sim" como do "Não" fizeram aos irlandeses a abstenção no referendo ao Tratado de Lisboa foi elevada. Os resultados oficiais só são conhecidos hoje, mas a taxa de participação não terá ultrapassado os 40%, de acordo com a imprensa irlandesa. A contagem dos votos começa hoje às nove da manhã e, a julgar pelo que admitem os dois lados da corrida, a luta será renhida até ao fim.

Eu bem dizia que o verdadeiro problema não é o Tratado mas o desinteresse dos cidadãos relativamente à Europa. Insistir no referendo é uma "habilidade" política que só convence os que já estão convencidos.
(ver mais informações no Público)

quarta-feira, abril 30, 2008

A Nova Queda de Roma


segunda-feira, abril 14, 2008

Mais uma queda do Império Americano

O Courrier Internacional dá conta, em Abril, do livro publicado recentemente nos Estados Unidos por um tal Parag Khanna e intitulado "The Second World - Empires and Influence in the New Global Order".
O autor, dizem, é "investigador superior do American Strategy Program da New America Foundation", especialista em Geopolítica e nas questões da globalização. Na fotografia parece demasiado jovem para tantos saberes mas quem sou eu para duvidar.
Como não existe ainda tradução do livro o Courrier brinda-nos com um resumo, feito pelo autor, das suas principais teses.
O primeiro comentário que me ocorre fazer é que se trata de uma obra claramente destinada aos americanos e que se insere na categoria a que eu chamaria "assustar para convencer".
O resumo publicado pelo Courrier intitula-se "A queda do Império Americano" o que não podia ser mais apropriado.
O enredo é o seguinte: os americanos vão ter que partilhar o poder global com a Europa (UE) e com a China. Um triângulo cuja geometria o senhor Parag acaba por não esclarecer; escaleno, isósceles ou equilátero ?
Mas porque é que acontece uma "desgraça" destas ? o senhor Parag responde:

"A exibição unipolar dos Estados Unidos provocou contramovimentações diplomáticas e financeiras para impedir os EUA de construirem uma ordem mundial alternativa"

Como todos sabemos, e agora se confirma, não se pode dar muito nas vistas.
Parece-me que o autor trata a Europa com demasiada benevolência e optimismo, o que se compreende como uma liberalidade de argumentista, atribuindo-lhe virtualidades mas omitindo os óbvios emperramentos e círculos viciosos.

A Europa, acho eu, até está no enredo só para enfeitar pois a verdadeira chatice é a China e o seu expansionismo económico. Mesmo assim, e para assustar mais os americanos, o senhor Parag esquece-se de referir algumas desvantagens óbvias dos chineses. A língua, por exemplo, impede a China de se converter numa potência geradora de modelos de comportamento ao nível global.

Para dar uma achega ao senhor Parag aqui deixo a minha antevisão, humildemente e sem custos, já que não pertenço a nenhuma "America Foundation":

- A China converte-se na fábrica do mundo e, juntamente com os outros populosos países asiáticos, desloca não só a produção como os mercados para o Pacífico. As principais indústrias, tecnologias, serviços às empresas e bolsas de valores desenvolver-se-ão nas margens do mar da China e serão responsáveis pelo grosso da actividade económica do planeta.

- Os States, que passarão a designar-se VegasLand tornar-se-ão uma "potência de nicho", imbatíveis no entertenimento e na indústria do "life style". Os seu habitantes serão na sua maioria croupiers, actores, cantores, empregados da hotelaria e motoristas.





- Quanto ao continente europeu, que em cimeira dos 45 adoptará o nome "MusEuropa", especializar-se-á na cultura e no ambiente. Será aqui na MusEuropa que os chineses poderão experimentar sensações exóticas como frequentar o SNS à borla e fingir que têm pensões de reforma do tipo Caixa Geral de Aposentações. Também haverá excursões centradas em experiências radicais como passear e respirar sem máscara e tomar banho num rio sem vestir fato de mergulhador.



O resto do mundo será uma grande quinta de onde virão as couves e os bifes.

E viveremos felizes enquanto o aquecimento global permitir.

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terça-feira, fevereiro 19, 2008

Mais uma vez

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sexta-feira, fevereiro 08, 2008

É viciante...

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quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Ils sont fous ces romans! ...




A Assembléia Nacional (Parlamento) autorizou nesta quinta-feira a França a ratificar o Tratado europeu de Lisboa, penúltima etapa antes da aprovação definitiva desse texto pelo país que havia rejeitado o projeto de Constituição européia durante um referendo em maio de 2005.
O projeto de lei foi aprovado por 336 votos contra 52. O partido de direita no poder UMP votou a favor, assim como seus aliados do Novo Centro (NC). A maioria dos deputados socialistas presentes também votaram a favor, depois de ter pedido, em vão, um referendo.

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Apesar de serem maioritariamente favoráveis à adopção do oficialmente designado Tratado Reformador da União Europeia, assinado a 13 de Dezembro em Lisboa, os deputados da oposição checa recusaram pela terceira vez participar na votação, que foi adiada 'sine die'.
Para votar o Tratado, a oposição exige uma versão «mais democrática» do projecto de uma nova lei de imprensa, o que é rejeitado pelo partido maioritário, o Partido SMER (social-democrata), do primeiro-ministro Robert Fico.



Foi você que pediu um referendo ?...


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