sábado, dezembro 30, 2006

Buenos Aires, querida ?



Estou desde o dia 29 em Buenos Aires.
A cidade é imensa e a mais europeia da América do Sul.
A sua grande especialidade sao os fantásticos bifes e o omnipresente tango e está tudo dito.

No bairro marginal de La Boca, com o seu estádio Bombonera e as casas de cores berrantes, percebi finalmente o fenómeno Maradona.

Há um "cheiro" no ar, uma mistura de Espanha e de Itália, com travo a emigrantes pobres que depois enriqueceram.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Amadeo



Um "Diálogo de Vanguardas" a não perder.




Na Fundação Calouste Gulbenkian




Até 14 de Janeiro 2007

terça-feira, dezembro 26, 2006

Pollicino (O Pequeno Polegar)



Escrita a pensar nas crianças, Pollicino é uma adaptação do conto tradicional, popularizado por Joseph Jacobs, Perrault, Irmãos Grimm ou Hans Christian Andersen . "Na verdade, a história do Polegarzinho nunca me atraiu muito", confessa o encenador. "Mas a versão de Henze é de um grande optimismo. Exalta-se a renovação da natureza e das gerações, a cumplicidade e a solidariedade. Neste mundo de pessimismo, de terrorismo e de velhos do Restelo sempre a dizer que as novas gerações não prestam, faz falta uma obra assim."

Na verdade, em O Pequeno Polegar o mau da fita não é só o Ogre (interpretação pouco cantada mas muito divertida de Luís Miguel Cintra), mas são todos os adultos, "incapazes de lidar com os seus problemas", como explica Eugénio Sena. Os pais de Polegarzinho (Ana Brandão e Mário Redondo) não têm dinheiro nem comida e preferem abandonar os filhos na floresta a procurar outra solução; e a mulher do Ogre (Sílvia Filipe) sofre calada a violência do marido.

Todo o restante elenco é composto por crianças, quase 50 divididas por dois elencos, e que representam o lado bom desta história: Polegarzinho e seus irmãos, as filhas do Ogre, os animais do bosque. Todos juntos, numa lição de entre-ajuda, os mais pequenos vão conseguir atravessar o rio e sobreviver à maldade dos "grandes". Quem sabe eles, com as suas vozes afinadas, consigam também contrariar a profecia enunciada pelo pai, logo no início, de que "quem é rico continua sempre mais rico, quem é pobre continuará sempre a pagar".

Ficha Técnica
Estreia em Portugal da única ópera infantil de Hans Werner Henze
em co-produção com o Teatro Nacional de São Carlos.
Direcção Musical João Paulo Santos
Versão portuguesa e Encenação Eugénio Sena
Cenografia e Figurinos Pedro Proença
Desenho de luz Horácio Fernandes
Interpretação Ana Brandão (Mãe de Pollicino), Luis Miguel Cintra (Ogre), Sílvia Filipe (Mulher do Ogre), Mário Redondo (Pai de Pollicino) e cerca de 40 crianças e jovens
Elementos da Orquestra Sinfónica Portuguesa


Na Culturgeste
até 28 de Dezembro

sábado, dezembro 23, 2006

O outro lado do Natal


Quando o Natal se torna ganancioso e perverso...

.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

A raíz dos problemas

O Século XIX português, tantas vezes esquecido, foi sem dúvida a raíz de muitos dos nossos problemas actuais.

A Maria da Fonte, por Bordalo Pinheiro



"O século XIX inaugura, em Portugal, um ciclo extraordinariamente rico de vicissitudes políticas.
Dois regimes jurídico-constitucionais, absoluto e liberal.
Três leis fundamentais, com vigência diferida por diferentes estratos históricos.
Nove reinados curtos e atribulados.
Um governo estrangeiro (ainda que em nome de Rei português), uma abdicação (a primeira desde a fundação da monarquia), uma usurpação (a única, pelo menos sem sucesso, desde o domínio filipino) e cinco períodos de regência.
Dezenas de governos, em especial no período que medeia a fuga da Corte para o Brasil e o início das invasões francesas (1807-08) e a última intervenção do Marechal de Saldanha na vida pública (1870), com a estabilização do esquema partidário e a institucionalização da rotina do rotativismo.
Duas guerras civis sangrentas e extenuantes, repetidas revoluções, golpes de Estado, pronunciamentos militares e movimentos palacianos (especialmente até à «acalmação» propiciada pela viragem regeneradora de 1851) sucedendo-se a um ritmo vertiginoso.
Na envolvência externa, a experiência vexatória das invasões francesas, da prolongada tutela inglesa, das repetidas interferências internacionais nos assuntos domésticos, culminando no humilhante ultimato britânico.
No panorama ultramarino, de tanta ressonância político-económica como imaginária e simbólica, o trauma que se abate sobre o império, com a perda da jóia da Coroa, precedida pela elevação do Brasil a reino associado, e a posterior viragem para África.
Enfim, na dinâmica interna, a rápida degradação da imagem da monarquia e dos seus representantes dinásticos, assumindo foros de grande brutalidade e virulência a partir da organização dos primeiros círculos republicanos.
Todos estes sucessos e perturbações têm, naturalmente, um impacto ao nível do pensamento político.
Com efeito, talvez em nenhuma outra época histórica, com excepção da primeira República, que é em muitos aspectos semelhante ao período a que nos reportamos e constitui em grande medida o seu prolongamento, os contributos e polémicas políticas floresceram de modo mais vivo, alargado, intenso e participado, mas também marcados por um mais intenso circunstancialismo.
Não é em tratados, manuais ou ensaios técnicos que os encontramos vertidos, mas sim em proclamações e manifestos, preâmbulos de decretos ou de projectos de lei, discursos parlamentares, panfletos, artigos de jornal, etc. Em consequência, os debates e exercícios doutrinais, que existem e em grande número, são mais conjunturais do que científicos, sendo rara e de fraca qualidade a reflexão especulativa de fôlego independente de imediatos propósitos panfletários, jornalísticos, tribunícios ou outros."

in "Liberalismo, Democracia e o Contrário"
de António Pedro Mesquita

VER "O Portal da História"

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Diccionário de Mulheres Rebeldes

Por cada dez homens, há uma mulher representada nas enciclopédias. Onde estão as outras nove?



O critério fundamental do livro foi o intuito de celebrar o desejo de revolta, o espírito pioneiro, os feitos inéditos e criativos, a dinâmica subversiva, a fuga à norma, enquadrando essas mulheres o mais possível num contexto epocal, para tornar mais transparentes as causas, as motivações e os efeitos de atitudes quase sempre assumidas à custa de enormes doses de coragem. Mais do que o coleccionar de histórias passadas, servirá talvez de inspiração para percursos de vidas futuras...



Cafexperimental

Rua Frei Agostinho da Cruz, 34, Setúbal,

15 de Dezembro, 6ª feira, 21 horas

Apresentação de Helena Freitas, jornalista da Lusa

terça-feira, dezembro 12, 2006

IntiMadeira



O PSD/M e o Governo da Madeira "declaram-se aliados de todas as forças políticas, sociais ou de qualquer natureza que, em Portugal, estejam empenhados em fazer cair o Governo socialista", afirmou Jardim aos jornalistas.

DN, 10/12/2006

sexta-feira, dezembro 08, 2006

A prairie home companion



Não percam, se ainda conseguirem, esta bela despedida de Robert Altman (morreu em Novembro).

Uma dissertação sobre o fim que vem sempre mas que nunca realmente acontece.

Ternura, humanismo e musica. "The show must go on" ou, melhor ainda, o espectáculo continua sempre de uma forma ou de outra.

A função dos artistas como paradigma da condição humana.

Não há melhor sítio para ver este filme do que o Quarteto com o seu ar moribundo...

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Terras Sem Sombra



Assisti no passado dia 2, na igreja matriz de Sines, a um maravilhoso recital pelas "LES FIN’AMOUREUSES" denominado "Marions les Roses - O Encontro Oriente-Ocidente na Bacia do Mediterrâneo".

Recomendo vivamente este festival das TERRAS SEM SOMBRA (ver mais informação)

Aqui fica o programa:

15 de Novembro de 2006, 19h00
Lisboa, Palácio Fronteira, Conferência de Abertura
O Canto e os Instrumentos
Cumplicidades e Contradições na Música Antiga
RUI VIEIRA NERY
(UNIVERSIDADE DE ÉVORA)

25 de Novembro de 2006, 21h30
Castro Verde, Basílica Real de Nossa Senhora da Conceição
Motetos de Pero de Gamboa (1563?-1638) e Vilancicos Negros do Manuscrito 50 de Santa Cruz de Coimbra (sec. XVIII)
CORO GULBENKIAN
JORGE MATTA, MAESTRO

2 de Dezembro de 2006, 21h30
Sines, Igreja Matriz de São Salvador
Marions les Roses
O Encontro Oriente-Ocidente na Bacia do Mediterrâneo
LES FIN’AMOUREUSES
(AVIGNON, FRANÇA)

20 de Janeiro de 2007, 21h30
Beja, Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres
Recital de Cravo e Clavicórdio
Imagens da Música de Tecla Ibérica do Maneirismo ao Pós-Barroco
JOÃO PAULO JANEIRO

3 Fevereiro 2007, 16h00
Santa Cruz (Almodôvar), Igreja Matriz de Santa Cruz
O Consort Português Mal Temperado
Música do Manuscrito 964 da Biblioteca Pública de Braga
A IMAGEM DA MELANCOLIA,
CONSORT DE FLAUTAS

3 de Março de 2007, 21h30
Alvito, Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção
Canções Sacras e Seculares dos séculos XVII e XVIII.
Recital de Alaúde Barroco
MIGUEL SERDOURA

24 de Março de 2007, 21h30
Santiago do Cacém, Igreja Matriz de Santiago Maior
As Vozes e as Lágrimas Humanas
Música de Marais, Schütz, Corelli, Martini e Couperin
SETE LÁGRIMAS CONSORT

domingo, dezembro 03, 2006

O último pacto em Lisboa



Com a devida vénia ao Jumento...

sábado, dezembro 02, 2006

A precisar de vassourada



Sempre achei as vassouras objectos encantadores apesar do abastardamento dos plásticos.
Fiquei chocado quando percebi que no recinto da Expo foram adoptadas umas geringonças sopradoras em substituição das vassouras.
As maquinetas, movidas a gasolina e carregadas às costas do "operador", despejam ar por um tubo que lá vai enxotando as folhas de Outono.

Esta aberração do novo-riquismo faz barulho e lança gases para a atmosfera tornando a vida dos passeantes um verdadeiro inferno sem que se detecte qualquer vantagem prática que o justifique.

Os "gestores" da Expo gastam dinheiro no combustível das vassouras mas não têm dinheiro para manter as casas de banho a funcionar.

Tragam de volta as poéticas vassouras naturais...

segunda-feira, novembro 27, 2006

Pássaros



Estes maravilhosos abelharucos foram fotografados por Joaquim Coelho e fazem parte de uma coleção mostrada por ele no FLICKR (ver).

Fico fascinado com a possibilidade que me é dada de reconhecer a passarada que vou vendo pelos campos do Alentejo e que não sou capaz de identificar.

segunda-feira, novembro 20, 2006

The Kid



Jerónimo de Sousa dirigiu-se também ao PSD, afirmando que, para o líder social-democrata Marques Mendes, «deve ser muito difícil ser prior nesta freguesia»: «Se faz propostas mandam-no estar calado, se não faz dizem que não faz oposição».

«O problema não está em Marques Mendes, está em quem manda no PSD e quem manda no PSD é o poder económico que acha que Sócrates não só serve como não deve ser estorvado», disse.

Portugal Diário, 18 Novembro 2006

quarta-feira, novembro 15, 2006

"Os Filhos do Homem" e a decadência



O filme de Alfonso Cuarón constitui essencialmente uma parábola destinada a iluminar o mundo actual.

A acção situa-se em 2027 mas penso que isso tem como objectivo facilitar a acentuação dos problemas e desafios que já hoje vivemos (a falta de confiança no futuro, o esbatimento dos “valores” e o consequente surgimento de reacções defensivas sob a forma de cerceamento das liberdades, violência, xenofobia, etc) .
Pode dizer-se que o caos e a violência social presentes no filme já existem no mundo actual, de uma forma ou de outra, ainda que ocorram por enquanto predominantemente em determinadas zonas geográficas.

A infertilidade que se abate sobre todas as mulheres do planeta constitui aparentemente o tema do filme mas, numa segunda observação, constatamos que é apenas um estratagema para mostrar o velhíssimo problema das pseudo-soluções para as crises da humanidade.
Em “Os Filhos do Homem” toda a sociedade se encontra focada na captura e expulsão dos “emigras” apesar de isso não resolver de maneira alguma o problema da sua sobrevivência. É sobre isso que o filme propõe a reflexão.
Os “emigras”, tal como ao longo da história os judeus, os negros e as “bruxas”, são apenas bodes expiatórios.

Aconteceu-me ver o filme numa sala onde os espectadores eram maioritariamente jovens e adolescentes em idade escolar.
Como muitas vezes acontece nos cinemas actuais houve conversas em voz alta que perduraram ao longo da sessão, múltiplas saídas e entradas durante a exibição do filme, mastigação ruidosa de pipocas e o mais que se sabe.

Eu detesto ter que assistir aos filmes neste tipo de ambiente mas, desta vez, para além de sofrer o incómodo fui levado a perguntar-me se estes comportamentos não serão já formas embrionárias da decadência mostrada no filme.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Revitalização da Baixa-Chiado



Discuta os planos para a Baixa de Lisboa em

http://dn-lisboa.blogs.sapo.pt/

Preocupe-se com a sua cidade.

Ontem passei no Rossio, com vagar, e fiquei espantado com as tralhas que existem nas coberturas dos edifícios (aparelhos de ar condicionado, antenas parabólicas e outras, chaminés de recurso em tubo de folha, etc).
Parece que não há ninguém que olhe para os lugares nobres da cidade e ponha cobro aos desmandos do desleixo.

segunda-feira, novembro 06, 2006

A China no GUM Art Café



34 fotografias em formato 30X40, feitas por mim na China em Abril de 2006, podem ser vistas a partir de hoje no GUM Art Café.



O GUM Art Café fica na Expo, em frente ao Casino de Lisboa, do outro lado da rua. Fica muito perto do Parque de Estacionamento da Doca.
O café está aberto das 8 às 20, aos dias de semana, e das 12 às 20 no fim-de-semana.

sábado, novembro 04, 2006

Maria Antonieta



Gostei muito deste filme de Sofia Coppola.
Mostra-nos, de forma chocante, que a verdadeira marca do poder é a "distância", o poder é viver num mundo imune à ralé, ao povo, ao proletariado, aos pobres ou mesmo às "pessoas normais". A Cidade Proibida em Pequim, rodeada por um fosso inundado, constitui um exemplo claro de como o poder sempre voltou as costas ao mundo.

Sofia Coppola usa música actual na banda sonora para nos dizer que os mesmos tiques do poder continuam a existir no mundo actual. Não é por acaso que os políticos durante as campanhas eleitorais percorrem as feiras tentando criar a ilusão de que esse mundo à parte afinal não existe.

Custa-me ver a crítica desancar este filme com base em preconceitos.
Pensam que Sofia Coppola tem o intuito de "salvar" Maria Antonieta da má imagem que a história lhe criou.

Mesmo que tenham razão nesse aspecto particular deviam perceber que o significado histórico da monarquia absoluta do século XVIII não está dependente do carácter, da estatura moral ou das preferências sexuais de Maria Antonieta.
Do mesmo modo o capitalismo imperial dos Estados Unidos não se caracteriza por Bush ser beato, ou usar ceroulas e dizer dislates...

Infelizmente, como ensina a lei do menor esforço, ainda há quem prefira "motivar as massas para a luta" com base no acessório e no anedótico...

sexta-feira, outubro 27, 2006

Darwin online



O espólio completo do cientista britânico Charles Darwin está a ser compilado e disponibilizado gratuitamente na Internet. O projecto da Universidade de Cambridge conta já com vários manuscritos e diários nunca antes publicados ou recentemente transcritos, assim como imagens e arquivos de áudio, que relatam as ideias do naturalista que desenvolveu, ao longo de décadas, a teoria da evolução através da selecção natural.

Veja em:

http://darwin-online.org.uk

quarta-feira, outubro 25, 2006

Para levantar "o moral"



Parece que está na moda lembrar aos portugueses que vivem num país "do caraças" (toma, vai buscar...). Por acaso eu até concordo mas não pelas razões que são invocadas ultimamente...

Começou com um texto do Nicolau Santos, "Eu conheço um país..." (ver), que circulou na net e ocorreu no meu mail uma data de vezes.

AQUI fica mais um exemplo, um Power Point que nos mostra facetas desconhecidas "do nosso querido Portugal". Se não tem banda larga é capaz de esperar um bom bocado.

quarta-feira, outubro 18, 2006

As 7 Maravilhas do Mundo


Está em curso uma votação mundial para determinar a versão actualizada das "7 maravilhas do mundo". A cerimónia final terá lugar em Lisboa a 7 de Julho de 2007.
Vote AQUI

segunda-feira, outubro 16, 2006

Valha-nos S. António



A propósito da estranha existência e manutenção de um estranho Instituto Português de Santo António em Roma (IPSAR), a associação cívica República e Laicidade remeteu ao Sr. Ministro das Finanças a seguinte carta:

Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado e das Finanças,

Sr. Professor Doutor Fernando Teixeira dos Santos,

Na Associação Cívica República e Laicidade, tomámos conhecimento, há algum tempo, da existência de um Instituto Português de Santo António em Roma (IPSAR), entidade pública directamente tutelada pelo Ministério das Finanças do Governo da República Portuguesa.

Constatámos ainda que o referido instituto promove, como suas actividades principais, o «exercício de actos do culto católico» e a realização de «actividades culturais», onde, frequentemente, também se pode constatar um idêntico e forte cariz religioso.

Desse modo,

Considerando o princípio constitucional de separação entre Estado e Igrejas e o entendimento daí decorrente de que a República Portuguesa – aparte as excepções, em nosso entender lamentáveis, também legalmente consignadas na Lei (nomeadamente as capelanias) – não deve sustentar o culto religioso, seja de que religião for, nem remunerar membros do clero, nessa sua qualidade, pelo exercício de actividades de culto;

Constatando que o IPSAR não tem a sua contabilidade facilmente acessível à consulta pública e uma vez que, a partir de 2004, o Ministério das Finanças deixou de disponibilizar, designadamente nos mapas «Receitas Globais dos Serviços e Fundos Autónomos» do Orçamento do Estado, o quantitativo dos dispêndios que a manutenção daquele estabelecimento acarreta para o erário público nacional;

Considerando que, em deliberação recentemente tomada pelo Conselho de Ministros da República Portuguesa (resolução 39/2006, DR, I-B, de 21 de Abril), no âmbito do «Programa para a Modernização da Administração Central do Estado» (PRACE), o IPSAR não só é mantido – em confronto com uma inexorável extinção de outros institutos –, como ainda, no processo de redefinição organizacional de estruturas e recursos da administração central, é feito transitar para a dependência do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE);

Considerando ainda que estamos em véspera da entrega na Assembleia da República, para análise e debate pelos Deputados da República, da proposta de Orçamento de Estado para 2007;

Vimos solicitar a Vossa Excelência, Senhor Ministro das Finanças, que nos esclareça detalhadamente sobre as seguintes matérias:

O volume das verbas públicas que, nos últimos anos, têm sido dispendidas para sustentar a existência daquele Instituto Português de Santo António em Roma, bem como a discriminação das diferentes rubricas e actividades em que elas têm sido aplicadas;
As razões que serviram de fundamento, quer à opção da manutenção em funcionamento do referido Instituto Português de Santo António em Roma, quer à da sua transferência para a tutela do MNE;
O volume das verbas públicas que o actual Orçamento de Estado consigna ao referido Instituto Português de Santo António em Roma, bem como a discriminação das diferentes rubricas e actividades em que elas serão aplicadas.

Sem outro assunto, subscrevemo-nos

a bem da República

Luis Mateus (presidente), Ricardo Alves (secretário)

sexta-feira, outubro 13, 2006

Museu da Tapeçaria de Portalegre


A propósito de um texto publicado pelo DoteCome acerca do Museu da Tapeçaria de Portalegre recebemos a seguinte mensagem que passamos a divulgar:

A vossa notícia sobre o Museu da Tapeçaria de Portalegre dá a entender que o museu é uma coisa morta "ficou como depositário de grande parte do espólio da empresa".
A manufactura de tapeçarias de Portalegre não acabou. Continua a laborar e a tecer novas obras de pintores contemporâneos, portugueses e estrangeiros.
A exposição de tapeçarias do museu é uma exposição viva em constante mudança de acordo com as necessidades do museu e as disponibilidades da manufactura.
quem visitar o museu várias vezes de cada uma encontrará sempre novos motivos de interesse.

Cumprimentos

Vera Fino
Directora da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre

terça-feira, outubro 10, 2006

Memórias das Bodas



AQUI ficam as memórias fotográficas de "As Bodas de Fígaro" levadas à cena, no Teatro da Trindade, em Setembro de 2006. As fotografias são de Clementina Cabral.

sábado, outubro 07, 2006

Fogo sem fumo



A imprensa publicou, há meia dúzia de anos, alguns artigos alertando para a importação, involuntária, de um infestante dos pinheiros oriundo da América do Norte de seu nome "nemátodo do pinheiro bravo".

Na altura tinham sido encontradas árvores afectadas no distrito de Setúbal e, correctamente, alertava-se para o perigo de disseminação da doença.

O nemátodo fura o tronco até ao interior e, uma vez instalado, perturba a circulação de nutrientes e as árvores vão amarelecendo e ao fim de alguns meses acabam por morrer.

Quem como eu percorre regularmente a costa alentejana, por exemplo entre a Comporta e Medides, não pode deixar de constatar o aumento cada vez mais acelerado do número de pinheiros doentes ao longo das estradas. Diria mesmo que nesta região o nemátodo terá já destruído muito mais árvores do que os fogos florestais, sem abalar a passividade das autarquias, o que parece ser contraditório com os mega-projectos turísticos de que tanto se tem falado.

O ataque a esta "praga", que consiste no corte e remoção dos pinheiros doentes antes que o bicho salte para outra árvore, é da responsabilidade da Direcção Geral dos Recursos Florestais. Aparentemente as burocracias necessárias para a adjudicação dos abates impedem que o ataque ao nemátodo se desenvolva a um ritmo superior ao do avanço da praga e os resultados estão à vista. Conheço casos em que mais de um ano transcorreu entre a detecção da doença e o abate da árvore.

Gostava de perceber porque é que esta questão foi totalmente esquecida pelos jornais e outros meios de comunicação enquanto que os fogos, que só destroem no Verão, gozam de enorme projecção.

Se é verdade que não há fumo sem fogo também é verdade que o nemátodo é, para a floresta, uma espécie de fogo sem fumo.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Uma vítima da publicidade


Após o interrogatório do homem que procedeu a um sequestro numa dependência do Banco Espírito Santo, em Setúbal, a polícia concluiu que se trata de mais uma vítima da publicidade:


Não tem pais ricos
Não ganhou a lotaria
Foi ao BES

segunda-feira, outubro 02, 2006

UMA VERDADE INCONVENIENTE


É uma chamada de atenção para o grande publico, tem fotografias impressionantes e gráficos que fazem pensar.

Pessoalmente, gostava de ter visto os aspectos científicos tratados com mais profundidade, até porque algumas vezes tenho sido tentada pela posição dos cépticos: “O planeta tem passado por períodos de aquecimento e arrefecimento globais, isto é mais do mesmo, etc. etc.”
Por exemplo, achei muito interessante o gráfico que mostrava a coincidência das curvas de nível de CO2 e dos períodos glaciares e inter glaciares; mas gostaria que me explicassem de onde, nessas épocas sem a influência nefasta do Homem, poderia ter vindo esse anidrido carbónico em tal quantidade e tão concentrado no tempo.

De qualquer modo, acho que o filme deve ser divulgado: Al Gore é um bom comunicador, e tem estatuto para se fazer ouvir. Não nos fará mal nenhum reflectir sobre estas questões, e embora não acredite que o mundo se muda por iniciativas individuais sei que as grandes medidas não vingam se não forem acompanhadas de mudanças de atitude de cada um e da sociedade.
Foi pena que um homem familiarizado com a politica internacional não tenha referido a responsabilidade do mundo desenvolvido em relação ao tipo de “ajudas” dadas ao terceiro mundo e ao modelo de vida apresentado aos países em desenvolvimento.
Se uma fracção da população do globo já causa tais estragos, o que acontecerá se todos os milhões de asiáticos, africanos, etc tiverem um automóvel à porta?!!!!

Bom, recomendo o filme. E para terem uma ideia do que lá se vê, “jast luke ete de treila” em www.climatecrisis.net.

quinta-feira, setembro 21, 2006

O Paraíso, Agora!


Parti para este filme de Hany Abu-Assad , como a maior parte dos espectadores, numa atitude de voyeur.

Aquilo que mais me intriga no fenómeno dos bombistas suicidas não é o facto de tantos estarem dispostos a perder a vida mas sim a pobre “administração” do seu sacrifício.
Quando alguém está disposto a morrer dispõe de um poder enorme o que, em minha opinião, não se reflecte nos resultados dos atentados que muitas vezes se limitam a matar meia dúzia de pessoas sem qualquer valor “estratégico”.

Nesse aspecto o filme ajudou-me muito pois fornece um quadro em que nos é proposta uma reflexão sem maniqueísmos.

O ritual suicida, tal como é mostrado, constitui um acto de “libertação” individual ancorado na religiosidade em vez de constituir uma assumida forma de luta com objectivos claros e perpectivas de futuro. Os atentados são fundamentalmente uma saída para o insuportvel individual e não o sacrifício de alguns para uma libertação colectiva.

Constituem uma atitude emocional servida “a quente” (as horas cruciais que precedem as acções são milimetricamente controladas e encenadas) em vez de uma pensada e maquiavélica construção com vista a provocar efeitos desvastadores ao inimigo.
Em contrapartida a acção do exército israelita parece muito mais “fria” (no filme é referido um episódio em que o exército israelita invade uma casa e pergunta ao propritário qual das pernas quer que lhe partam).

Dos dois candidatos a suicidas aquele que revela firmeza até ao fim não é aquele que se quer vingar da violência dos israelitas mas sim aquele que não pode mais suportar o fardo de ter tido um pai colaboracionista.

A exploração desta faceta emocional pelos “responsáveis” políticos, que recorrem complementarmente à manipulação das crenças religiosas, acaba afinal por se revelar uma fraqueza, uma forma fácil mas limitada de manter as aparências de resistência.

Como fica patente no filme, esta estratégia inviabiliza qualquer tentativa de usar a inteligência para combater um inimigo tenaz e muito mais poderoso.

Um grande e corajoso filme.

segunda-feira, setembro 18, 2006

quarta-feira, setembro 13, 2006

"As Bodas de Fígaro" em português

Estreia na próxima sexta-feira dia 15, no Teatro da Trindade, a ópera "As Bodas de Fígaro" numa versão em português.
O espectáculo será levado ao Porto e a várias outras cidades até ao fim de 2006.



música
Wolfgang A. Mozart
libreto
Lorenzo da Ponte
direcção musical
Cesário Costa
encenação
Maria Emília Correia
cenografia
Rui Francisco
desenho de luz
João Paulo Xavier
figurinos
Rafaela Mapril
adaptação musical
Nuno Côrte-Real
fotografia e design gráfico
Clementina Cabral
Interpretação
José Corvelo, Lara Martins, Mário Redondo, Teresa Gardner,
Sónia Alcobaça, Bruno Pereira, João Sebastião, Eduarda Melo,
Raquel Camarinha, Job Tomé
orquestras Metropolitana de Lisboa | Clássica de Espinho
coro de Câmara de Lisboa Cantat
produção
Teatro da Trindade/INATEL | Coliseu do Porto
co-produção
Orquestra Metropolitana de Lisboa
com o Apoio do Ministério da Cultura | Instituto das Artes

quarta-feira, setembro 06, 2006

O "sucesso" de Israel no Líbano


Há quem diga que Israel não teve sucesso na guerra do Líbano mas eu penso essa é uma abordagem simplista já que não existe vitória militar definitiva de Israel que possa ser sériamente equacionada.

Como já disse neste blog (ver) penso que a destruição do estado de Israel pelos seus inimigos é apenas uma questão de tempo mas, no curto prazo, penso que Israel conseguiu algo importante:
pôs os cidadãos europeus a pagar um exército de interposição que, no essencial, assegurará o patrulhamento da fronteira norte de Israel.

Claro que esta é uma medida que visa apenas adiar o agravamento intolerável da situação militar de Israel mas, em contrapartida, pode vir a acelerar os anti-corpos da opinião pública europeia.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Ao que isto chegou...



"A visita do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, à Festa do Avante! resultou num dos momentos mais originais de um dia que também foi aproveitado por Marcelo Rebelo de Sousa para a sua segunda visita de sempre à festa comunista. Trazido à presença de Jerónimo de Sousa, secretário-geral do "partido de todos os trabalhadores", Vieira fez logo questão de sublinhar que se sentia em casa. "É a festa do povo e eu também sou do povo. Eu não sou o homem de gravata que as pessoas pensam", afirmou o presidente benfiquista, que ontem surgiu sem gravata, com uma t-shirt e sapatos de vela sem meia. Ao seu lado, o outro homem do povo, o líder comunista, explicava que a presença de Vieira era um exemplo de que a Festa estava aberta a todos e dizia que o responsável desportivo era recebido "com grande satisfação".
Público, 3 de Setembro de 2006
_________________________________________

Com o futebol português no lamaçal esta recepção toscamente oportunista do sr. Vieira, um dos dirigentes desportivos ao mais baixo nível, é verdadeiramente inconcebível num partido com a história do PCP.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Antonioni 75 - já não se fazem filmes assim


Não percam "Profissão: Reporter" de Michelangelo Antonioni, uma obra prima de 1975. Enquanto nós vivíamos o "verão quente" Antonioni filmava esta história de desistência e fuga.
Tenho a sensação (passe o saudosismo) de que já não há filmes assim. A textura dos lugares e das coisas, a densidade das "histórias" e o enigma do desenlace impressionaram-me profundamente.

A ver enquanto é tempo.
Se não for possível pode sempre visitar o site do filme



terça-feira, agosto 22, 2006

«Sonhar com Xangai»


Mais uma sugestão para quem optou por um Agosto lisboeta.
Não sei se será um grande filme, mas é, com certeza, mais uma achega para continuar a tentar perceber o percurso dos chineses.

Ainda "O Nariz"


Em Julho 2006 o Teatro Nacional de S. Carlos levou à cena, com assinalável sucesso, a ópera "O Nariz" de Chostakovitch.

Aqui ficam dez fotografias dessa produção.

terça-feira, agosto 15, 2006

Colecção Rau

Retrato de uma jovem, B. Luini, 1525


Nestes dias em que Lisboa está deliciosamente deserta aproveite para ir ao Museu Nacional de Arte Antiga ver, antes que termine, a belíssima Colecção Rau.
Gustav Rau, médico que dedicou a sua vida a acções humanitárias, legou esta valiosíssima colecção à UNICEF e nós, ao visitá-la, estamos também a contribuir para os meritórios fins dessa organização.


S. Domingos em oração, El Greco, 1600-1610

sexta-feira, agosto 11, 2006

Silly Season



Em plena "silly season" aqui vai um link para encontrar boas sugestões de...


domingo, agosto 06, 2006

Costa Rica: um país pintado de verde


Ao sétimo dia, antes de descansar, Deus pegou numa paleta, só com tons de verde, e divertiu-se a pintar um pedaço de terra entalado entre o Atlântico e o Pacífico. Isto podia ser uma lenda sobre a origem de um país que foi baptizado por Cristóvão Colombo e onde passei agora alguns dias.

O olhar do turista sofre sempre de um certo estigmatismo, mas não deixa por isso de ser legítimo. E foi com ele que gostei de ver a Costa Rica. Passei por cinco das suas sete províncias e parece que fiz cerca de 1.300 km por terra e por rio, o que já dá para ter algumas opiniões.

O país tem quatro milhões de habitantes, é pouco maior do que metade de Portugal e cerca de um terço da sua área é protegida ecologicamente. Está na moda como destino turístico (mas ainda se circula sem multidões) e diz-se que é a Suiça da América Latina – talvez porque tem montes e não tem exército, mas não há neve nem relógios de cuco e, sobretudo e felizmente, não há suíços.

Voltando ao verde. Com um clima tropical e subtropical, tem uma selva luxuriante, com uma flora variadíssima. Atinge-se facilmente quase 100% de humidade – aliada garantida de mosquitos devoradores e inimiga de máquinas fotográficas digitais (que deixam rapidamente de funcionar, provisória ou definitivamente).
Gostei especialmente de um dos parques naturais em que estive: Tortuguero, na costa atlântica. Por razões ecológicas, não é acessível por estrada. Tem um aeroporto minúsculo, mas o meio habitual de se chegar é por rio, numa viagem de quase duas horas. É então que se mergulha no verde. Por vezes, caminha-se por trilhos com vegetação tão cerrada que se ouve chover sem que a chuva chegue ao chão. É-se acordado a meio da noite por trovões e chuvadas monumentais e, às cinco da manhã, por simpáticos macacos roncadores. Foi lá que vi a cabeçada de Zidane na final do Mundial – estranha e única imagem de um outro mundo. Bem mais saudável foi ver as tartarugas – também verdes — que vieram desovar na praia em noite de lua cheia. Tudo verde? Nem por isso: vi rãs encarnadas. Confesso que fiquei rendida, eu que nem sequer sou muito dada a expedições ecológicas.

Há muitos outros parques, vulcões, termas paradisíacas em cascatas a várias temperaturas, borboletas azuis, etc., etc. Levaria horas a contar histórias.


Além disso, há um país para tentar perceber minimamente.
A Costa Rica é considerada um caso de sucesso e percebe-se porquê: além do Atlântico e do Pacífico, «entalam-na» o Panamá e a Nicarágua, vizinhos não muito desejáveis. Entre guerrilhas sandinistas de um lado e Noriegas do outro, a Costa Rica mantém uma sólida democracia desde 1949. Entrou nesse ano em vigor uma constituição que atribuiu direito de voto universal aos dezoito anos (inclusive às mulheres e aos negros) e que aboliu as forças armadas. Iniciou-se assim um historial de pacifismo, especialmente significativo no contexto geoestratégico em que o país se insere.
O sistema político é presidencialista, com a presidência da república e a chefia do governo asseguradas pela mesma pessoa. Foi este ano reeleito para o cargo Oscar Arias Sánchez que já o ocupara entre 1986 e 1990. Datam de então a sua firme oposição a que os Estados Unidos utilizassem a Costa Rica como base para atacarem a guerrilha nicaraguense e um Prémio Nobel da Paz que lhe foi concedido, em 1987, por ter conseguido que alguns países da América Central (Nicarágua, Guatemala, El Salvador e Honduras) chegassem a acordo sobre um plano de paz que ele próprio elaborou. O presidente é assessorado por dois vice-presidentes, cargos que, no actual governo, são ocupados por mulheres.

Vários indicadores revelam o sucesso de que se fala. Apenas um e dos mais significativos: o grau de literacia é muito superior ao dos vizinhos mais próximos e ultrapassa também o de Portugal: 96% versus 93,3%, com os mesmos critérios, devido a uma diferença de 5%, no caso das mulheres, a favor da Costa Rica!... Aliás, a aposta na educação desde 1949 é apontada como uma das causas do referido sucesso e faz com que, a par do turismo e da agricultura, a indústria de «microchips» e o desenvolvimento de «software» estejam já entre as principais fontes de receita. As telecomunicações são excelentes (tive cobertura de rede de telemóvel e «roaming» mesmo no meio da selva) e, num dos hotéis em que estive, paguei $12 por uma sopa mas a utilização da Internet era gratuita e ilimitada. A estabilidade política, os elevados níveis de qualificação das pessoas e o turismo atraem cada vez mais investimentos estrangeiros. O índice de pobreza terá diminuído significativamente nos últimos quinze anos e a taxa de desemprego é inferior à portuguesa.

Dito isto, a Costa Rica é um país modesto. As estradas são más (péssimas, por vezes), a arquitectura de luxo não passou por ali, as povoações são aglomerados feiosos, as pessoas têm um ar muito simples. Visto a distância, Portugal parece um país de milionários, Lisboa é Paris quando recordada em S. José. Qualquer coisa está errada: ou uns vivem abaixo do que podem, ou os outros acima. De que lado estará o erro? Daqui a alguns anos, alguém verá. Eu tenho a minha opinião – oxalá me engane.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Provença via Barcelona



Memórias visuais de uma viagem à Provença, feita em Junho, via Barcelona. Pode ver aqui

.

terça-feira, agosto 01, 2006

Para um inventário dos males do mundo



Basta abrir a caixa do correio...

sábado, julho 29, 2006

Lopes Graça

Tendo em vista a comemoração do centenário do nascimento de Fernando Lopes-Graça, e correspondendo, aliás, a solicitações de várias entidades, constituiu-se no Ministério da Cultura uma comissão técnica de apoio e coordenação das iniciativas culturais que se encontram em preparação para assinalar o seu centenário. Graças ao empenho do Ministério dos Assuntos Parlamentares, foi possível promover a articulação deste trabalho de coordenação com as actividades a realizar pela Rádio e Televisão de Portugal, que se associa às comemorações.

Veja aqui o site das comemorações

quarta-feira, julho 26, 2006

Hemeroteca Digital

Apresentamos aqui um primeiro esboço deste projecto, que visa a construção duma biblioteca digital de publicações periódicas. Isto é, uma nova ferramenta para entrar no universo fascinante da imprensa periódica portuguesa, desde os seus primórdios até à actualidade.

Disponibilizaremos assim, através da Internet, um vasto conjunto de conteúdos digitais, com destaque para o fundo local, histórico e fontes documentais da maior importância para o estudo e consulta do acervo bibliográfico da Hemeroteca Municipal de Lisboa.

Disponibilizaremos ainda outros recursos informativos, resultantes da actividade cultural e científica da biblioteca, bem como o acesso a serviços electrónicos, que simplificarão sobremaneira o contacto do utilizador com a Hemeroteca.

Visite-nos, dê-nos sugestões, navegue por esta página, ajude-nos a construir e a desconstruir a Hemeroteca Digital. Os dados estão lançados…

________________________

Vale a pena visitar a Hemeroteca Digital em
http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/index.htm

sábado, julho 22, 2006

porosidade etérea


Eis "um Pessoa" fotografado no Chiado pela Inês Ramos em 2005.
Vem isto a propósito do lançamento recente, pela Inês, do seu blog "porosidade etérea"


http://porosidade-eterea.blogspot.com/

inteiramente dedicado aos poetas e à poesia.