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sexta-feira, janeiro 09, 2009
Aquecimento Global
Hora da publicação: 14:53 1 comentários
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"Somos campeões da Europa"
De 2007 para 2008, o número de mortos baixou de 854 para 772.
"Somos os campeões da Europa na redução da sinistralidade", afirmou ontem o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Paulo Marques, após apresentar os números das vítimas dos acidentes de viação de 2008. Morreram nas estradas 772 pessoas, valores que, comparando com as 854 vítimas de 2007, representam uma redução de 9,6%.
Entre 2007 e 2008, o número de feridos graves desceu de 3116 para 2587, tendo reduzido também os feridos ligeiros, de 43202 para 40745.
Referindo-se aos números globais, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, considerou que, "em termos de sinistralidade rodoviária, o ano de 2008 foi excepcional a todos os títulos. Registámos o valor mais baixo de sempre nos números de mortos, feridos graves e ligeiros". Recordou que, nas últimas duas décadas, "chegaram a registar-se números superiores a 2600 mortos anuais".
Finalmente um discurso realista sobre a situação em vez dos habituais exageros que pretendem fazer dos acidentes de viação uma hecatombe ou, como dizem os mais fanáticos, "uma guerra civil".
Está portanto na altura de acabar com os odiosos anuncios "de caixão à cova" na televisão.
Hora da publicação: 09:39 4 comentários
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quinta-feira, janeiro 08, 2009
Quem "cata ventos" colhe tempestades
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"O PS chumbou hoje os projectos do PSD, Bloco de Esquerda e “Os Verdes” para suspender a avaliação dos professores, com os votos favoráveis de todos os partidos da oposição parlamentar. O documento social-democrata contou com a abstenção dos socialistas Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré, Eugénia Alho e da independente socialista Matilde Sousa Franco.
No que diz respeito aos projectos do BE e do PEV, Matilde Sousa Franco também se absteve. Os deputados Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré e Eugénia Alho votaram a favor.
A votação de hoje, que contou com o secretário-geral da Fenprof (Federação Nacional dos Professores), Mário Nogueira, na assistência, aconteceu apenas às 18h00 e não a seguir ao debate iniciado às 15h00 devido ao funeral do pai de um deputado social-democrata. "
Público, 08.01.2009
Esta tentativa de remediar as faltas dadas numa votação anterior deveria envergonhar quem a promoveu. Além do mais estas propostas de "suspensão da avaliação" são oportunistas, destinadas a ganhar "de borla" a simpatia dos professores, e revelam total falta de sentido de Estado.
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Hora da publicação: 18:44 0 comentários
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Nova versão "La Fida Ninfa"
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Já em tempos expliquei aqui a minha particular relação com esta ópera de Vivaldi tão pouco conhecida. Apraz-me portanto informar que saíu recentemente (Nov. 2008) uma nova gravação desta obra que recomendo vivamente.
Edição Naïve, do Ensemble Matheus dirigido por Jean-Christophe Spinosi e cantores como Mingardo, Piau e Jaroussky.
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Hora da publicação: 13:09 0 comentários
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quarta-feira, janeiro 07, 2009
Mais anedotas no Telejornal
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O Telejornal abriu com o tema da "vaga de frio" e da campanha montada pela CML para proteger a população e os "sem abrigo". Na tenda armada para o efeito três, repito três, pessoas estão a ser atendidas e mostram-se muito mais descontraídas do que as dez ou doze que os apaparicam e anseiam por mais aflitos que teimam em não surgir.
José Rodrigues dos Santos comunica, gravemente: a Protecção Civil recomenda que, em caso de frio, se vista várias peças de roupa em vez de só uma.
Eu pergunto-me: que ideia terá esta gente acerca do povo ? consideram-nos a todos tão imbecis que nos aconselham o instintivo e o óbvio ?
Algo está errado, alguém está a tentar governar-se promovendo toda esta agitação como se estivessemos na Bulgária ou na Roménia onde faz 30 graus negativos.
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Hora da publicação: 20:13 1 comentários
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Liberdade e insulto
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"Há quem pense que é possível conciliar a liberdade de expressão e a proibição do insulto. Mas isto é falso; como escreveu Orwell, "se a liberdade significa realmente alguma coisa, significa o direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir".
O conceito de insulto é demasiado escorregadio para se poder determinar o que é um insulto ou não. Nem todas as falsidades que se afirmam de alguém o insultam: se as pessoas disserem que o Papa é espanhol, estarão a dizer uma falsidade que não insulta os católicos. Mas algumas verdades são sentidas como insultuosas: afirmar que o Papa é um homem que usa roupas que parecem saias e que acredita que o vinho se transforma em sangue de Cristo é afirmar verdades, mas poderão ser sentidas como insultuosas por alguns católicos.
Assim, um insulto é seja o que for que alguém afirma e que outra pessoa qualquer não gosta, por este ou aquele motivo. Donde se segue que se aceitarmos a proibição do insulto colocamos uma mordaça ubíqua na liberdade de expressão, pois seja o que for que alguém diz pode ser entendido como insultuoso por outra pessoa qualquer.
Hoje é moda na vida pública virem várias pessoas a público defendendo o direito de silenciar os outros porque se sentiram ofendidos. Não se pode por isso dizer mal da homossexualidade, ou da religião, da democracia ou da liberdade. Pode parecer paradoxal, mas este estado de coisas é uma ameaça à liberdade dos homossexuais, à liberdade religiosa, à democracia e à própria liberdade. Pois se as pessoas forem policiadas por dentro, evitando dizer o que realmente pensam, vão continuar a pensar tolices que ameaçam a democracia e a liberdade , mas não as vão exprimir e, como tal, torna-se impossível explicar-lhes o erro em que caíram."
Desidério Murcho, Público 06.01.2009
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Hora da publicação: 08:30 0 comentários
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terça-feira, janeiro 06, 2009
O melhor e o pior da entrevista
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Goste-se ou não, Sócrates "deu baile" aos entrevistadores da SIC. Perante as críticas "teóricas" coseguiu quase sempre argumentar, sem ser contraditado, que as medidas tomadas pelo governo, mesmo quando não acabaram com os problemas, eram apesar de tudo melhores do que as alternativas.
O melhor: A demonstração de que, perante as agruras da crise, é essencial haver uma maioria absoluta e que o PS é o único partido que a pode obter.
O pior: A tentativa de justificação do Estatuto dos Açores numa base meramente formal e a calinada "...eu não raciociono...".
(atenção: não sou militante nem votante do PS)
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Hora da publicação: 14:18 6 comentários
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segunda-feira, janeiro 05, 2009
Nós somos (mesmo) assim ?
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Quando vejo o Telejornal começo a ter a sensação de estar a enlouquecer. Pais biológicos para cá, pais afectivos para lá. E eu a pensar: o que tenho eu a ver com o assunto? Depois, pela quinta vez numa semana, mostram-me o padre da igreja de S. António a distribuir dois pães a cada crente após a missa. Agora até juntou aos pães uma notinha de cinco euros que não resolve mas ajuda.
Como se isto não bastasse hoje, com ar sério, José Rodrigues dos Santos falou do combate à corrupção no futebol. Vejam lá que um tipo da Associação Desportiva “A Colmeia” tentou comprar, por 150 euros, os favores do árbitro no desafio galáctico contra o Régua B.
Tudo aconteceu numa bomba de gasolina em Montalegre, estão a ver o charme ?
Estará tudo embrutecido? insensível ao ridículo?
Um Telejornal nacional é isto? foi nisto que nós nos tornámos?
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Hora da publicação: 21:44 0 comentários
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Pensões mínimas
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Público, 05.01.2008
Cerca de três quartos dos 2,5 milhões de reformados por velhice e invalidez em Portugal, incluindo os da função pública, recebem uma pensão de valor até um salário mínimo nacional, estima a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP). O outro quarto reparte-se entre aqueles que têm pensões entre um e dois salários mínimos e os que recebem mais do que dois salários mínimos. Os dados compilados revelam, segundo o estudo, uma distribuição de pensões "profundamente desequilibrada".
No sector privado, o grupo de pensionistas com pensões abaixo de um salário mínimo nacional (SMN, 426 euros em 2008) abrange 1,9 milhões de pessoas, num total de 2,1 milhões de pensionistas por velhice e invalidez. Destes, um quinto são pessoas que pouco descontaram ao longo da sua vida activa - agricultores e outros regimes fracamente contributivos. Mas três quartos, ou seja, cerca de 1,4 milhões de pessoas, vêm do regime geral da Segurança Social. Efectuaram os devidos descontos sociais, mas recebiam salários tão baixos que se traduziram em pensões baixas. A este grupo juntam-se ainda 94 mil ex-funcionários públicos.
No segundo grupo de reformados - com pensões entre um e dois SMN - encontram-se 200 mil reformados do sector privado e 80 mil ex-funcionários públicos.
Finalmente, vem o terceiro grupo com pensões mais elevadas (acima de 2 SMN). São mais de 300 mil portugueses, dois terços dos quais vindos da Função Pública, a que se juntam entre 100 mil e 120 mil pessoas do sector privado. Este total não inclui os bancários que têm - ainda - um esquema de protecção social à parte. Em Dezembro de 2007, as pensões acima de 750 euros abrangiam 239 mil ex-funcionários públicos, ou seja, cerca de 60 por cento do total de pensionistas da função pública. Desses, 80 mil recebiam pensões acima dos dois mil euros mensais.
Na base desta distribuição estão diversas situações. É o caso da diferente fórmula de cálculo das pensões entre o sector privado e o público (diferença atenuada desde 1993); os baixos salários no sector privado e os salários mais elevados na Função Pública relativos a profissões com maiores habilitações médias (saúde, educação, etc); a omissão de rendimentos à Segurança Social, a relativa juventude do sistema de protecção social que se traduz em pequenas carreiras contributivas e, consequentemente, em baixas pensões.
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As pensões mínimas do regime geral estão actualmente fixadas em quatro escalões. Variam entre 220,99 euros (para quem tenha entre cinco e 12 anos de descontos) e 388,19 euros (mais de 30 anos de descontos). E, em muitos casos, o Estado tem de complementar com dinheiro dos impostos para que os pensionistas recebam a respectiva pensão mínima que, de outra forma, ficaria abaixo desse limite mínimo. Em Dezembro de 2007, havia 906 pensionistas de velhice e invalidez do regime geral com pensões mínimas. E destes 382,9 mil tinham feito menos de 15 anos de descontos e 216,5 mil entre 15 e 20 anos. Na Função Pública, apenas uma minoria recebia pensões mínimas. 
Hora da publicação: 08:58 10 comentários
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domingo, janeiro 04, 2009
O Estatudo

"O que é grave e preocupante, no caso actual, não é a luta em si, mas os problemas em causa. A forma é emocionante, mas o conteúdo é sério e as consequências inquietantes. O Estatuto dos Açores, uma questão menor, foi aproveitado para pretexto de afrontamento. A deslealdade governamental e parlamentar é um facto grave e, nas suas consequências, irreparável. Foi feita, legal e furtivamente, uma espécie de revisão constitucional, como é apanágio dos países ditatoriais. Alteraram-se equilíbrios fundamentais de poderes e competências sem respeitar as formas adequadas. O partido maioritário manipulou o Parlamento. Os partidos parlamentares usaram o Parlamento para funções menos nobres. O exame sucessivo da constitucionalidade é a única maneira possível de evitar que esta ilegitimidade sirva de precedente para o futuro.
A posição do Presidente da República, por definição o garante da unidade nacional e do Estado, deveria ter prevalecido sobre a decisão do Parlamento, por natureza o representante da diversidade do Estado. Neste caso, em que estavam em discussão as relações entre partes do Estado, ou antes, entre o todo e uma das suas partes, ainda mais se justificaria que a posição do Presidente fosse respeitada e que o equilíbrio existente não fosse alterado. O Parlamento e o Governo entenderam sobrepor-se. A normalidade constitucional e a clareza dos processos políticos ficaram a perder.
Os órgãos de poder regional passam a ter uma posição política, processual e protocolar capaz de condicionar os órgãos de poder nacional. Merecem uma deferência e uma consideração (e aqui trata-se de poder político, não de cerimónia) que a Assembleia da República não merece. Adquiriram, a partir de agora, uma força única na República: nenhum órgão nacional, presidente, parlamento ou governo, pode legislar livremente sobre a região dos Açores (imagina-se que a Madeira virá a seguir).
É de lamentar o comportamento do Governo. Não se sabe por que razão Sócrates e o PS quiseram alterar o estatuto naqueles pontos controversos. As razões óbvias parecem evidentes. Por um lado, os socialistas pretendem delimitar os seus territórios pré-eleitorais e acham que lhes convém um confronto com o Presidente. Por outro, nada mais fizeram do que manter a tradição: são reféns das regiões autónomas e dos seus dirigentes, no que, aliás, são acompanhados por todos os restantes partidos. Mas estas razões, por demasiado óbvias e mesquinhas, não chegam para perceber os seus pontos de vista. O primeiro-ministro e o Parlamento devem aos cidadãos uma explicação. Não basta dizer que têm pontos de vista diferentes do Presidente, como afirmam os seus porta-vozes subalternos, têm de explicar os fundamentos da sua decisão e as vantagens de tão tosco estatuto.
Confrangedor, neste processo, foi o Parlamento. E, com ele, evidentemente, os grupos parlamentares e os partidos. Foram incompetentes e fizeram tolices. Foi possível, por exemplo, aprovar uma lei que continha oito disposições inconstitucionais! Mostraram um comportamento contraditório e arrogante: vários partidos diziam uma coisa na televisão e votavam de modo diferente. Foram covardes e cederam à chantagem regionalista. Finalmente, cometeram acto impensável: automutilaram-se, isto é, abdicaram de competências e desistiram de funções de Estado."
António Barreto, Público 04.01.2009
No comments (não precisa)
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Hora da publicação: 19:11 1 comentários
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sábado, janeiro 03, 2009
Where is wallet ?
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Hoje precisei de ir ao IKEA. Acabei por desistir pois a situação nos parques de estacionamento era caótica em resultado de uma afluência desmesurada de clientes.
Há dias também assisti, no Colombo, a uma situação idêntica. Lojas "de marca" estavam atafulhadas de clientes que disparavam o cartão de crédito sobre tudo e mais alguma coisa.
O que é que eu não estou a perceber ? Onde está a crise ?
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Hora da publicação: 18:26 2 comentários
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sexta-feira, janeiro 02, 2009
O tempo das partilhas
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O senhor Presidente da República faleceu ?
É que, desde o discurso de Ano Novo, todos os partidos dizem que partilham as suas preocupações...
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Hora da publicação: 19:13 2 comentários
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quinta-feira, janeiro 01, 2009
A frieza
Quem tem meios para fazer isto
Não precisa de fazer isto

Não é legítimo usar o pretexto dos "rockets" do Hamas, que parecem nunca acertar no alvo, para justificar uma destruição maciça em Gaza. A desproporção de meios e tecnologias torna o argumento ridículo.
Para se proteger, se fosse esse realmente o caso, Israel teria à sua disposição os meios suficientes para destruir os soldados e as armas que o tentassem atacar.
A frieza com que Israel destrói e mata inocentes constitui um fenómeno aterrador.
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Hora da publicação: 16:37 1 comentários
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À procura da nova Dona Branca
Mais um ano, penosamente, se inicia. Desta vez está toda a gente à procura de uma nova Dona Branca. O sistema não pode passar sem elas.
Nós por cá tivemos uma, senhora de idade, que alimentou a mitologia nacional durante alguns anos. Nos States têm agora o Madoff . Ele parece um Robin dos Bosques que depois de roubar aos ricos se tivesse esquecido de dar aos pobres.
Mas estes casos são folclore para enganar os ingénuos, as pontas visíveis do iceberg. Não são aberrações. Não constituem um "capitalismo de casino", como alguns dizem, insinuando que o capitalismo podia ser de outra maneira.
A "nudez crua da verdade" é demasiado deprimente pelo que vamos preferindo todos, mesmo os que dizem o contrário, o "manto diáfano da fantasia".
O sistema não pode dispensar os funcionamentos piramidais. A "Bolsa de Valores", a instituição mais sistémica do sistema, funciona precisamente desse modo. Enquanto há novos compradores de acções a chegar ao mercado ela vai inchando e atraindo novos compradores que a fazem inchar ainda mais. Um dia alguém grita, sabe-se lá porquê, "o rei vai nu" e vem tudo por aí abaixo. Logo depois inicia-se um novo ciclo.
Não tenhamos portanto ilusões mas sim fé. Para voltarmos em 2009 à placidez em que vivíamos antes da crise actual, cujo harmonioso equilíbrio foi posto em causa por um irresponsável não identificado, só nos resta encontrar uma nova Dona Branca. E deixá-la engordar, sem complexos, para que gere empregos, rendimentos e consumos.
É esse o nome da felicidade geral. Até um dia...
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Hora da publicação: 09:07 0 comentários
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quarta-feira, dezembro 31, 2008
2008 acaba em grande, que venha 2009
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"Os portugueses gastaram 4,28 mil milhões de euros entre 1 e 25 de Dezembro deste ano. Este é o valor resultante dos levantamentos feitos nas Caixas Automáticas Multibanco (CAM) e dos pagamentos feitos nos Terminais de Pagamento Automático.
De acordo com os dados da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), o número de operações subiu 4% face ao mesmo período do ano passado, mas o seu valor aumentou apenas 1%. O valor médio gasto por operação foi de 54 euros.
Os levantamentos no Multibanco atingiram os 29,4 milhões, mais 3% que no homólogo, sendo que o valor levantado pelos portugueses ultrapassou os dois mil milhões de euros, também mais 3%. O valor médio dos levantamentos foi de 69 euros.
Já os pagamentos nos terminais chegaram quase aos 50 milhões de unidades, mais 4% que no homólogo, com o valor a passar dos 2,2 mil milhões de euros, sensivelmente o mesmo que no ano passado."
Agência Financeira, 30.12.2008
Onde está afinal a crise ?
Foi empurrada para 2009 ?
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terça-feira, dezembro 30, 2008
Automobilistas ou criminosos ?

"Nos primeiros 28 dias da Operação Natal em Segurança, a PSP já deteve 634 pessoas.
Segundo as autoridades, dois terços por crimes praticados nas estradas, em especial a condução sob o efeito de álcool, mas também por tráfico de droga, posse de armas, furtos e agressões a agentes.
Desde o dia 1 de Dezembro, a PSP já fiscalizou 53 mil viaturas, cerca de 250 seguranças privados em Centros Comerciais e casas nocturnas e já apanhou mais de 2400 excessos de velocidade nos radares.
Esta operação vai prolongar-se até 8 de Janeiro. "
Rádio Renascença, 29.12.2008
Andar a 140 na autoestrada, traficar droga e agredir agentes; para a PSP são tudo criminosos que na sua mente se confundem. Assim vai o civismo das nossas "autoridades".
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Hora da publicação: 18:37 0 comentários
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Para quem não viu...
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Quando chegámos, aquilo que tinham para nos contar era uma história incompreensível que metia guerras coloniais, Salazares, emigrações em massa e outras tragédias escolhidas com exemplar mau gosto. Além disso, havia também os vinte e cincos de Abril e os primeiros de Maio, que vocês insistiam em rodear de monossílabos e interjeições. Então, para explicar o que tinham para nos oferecer, fizeram livros chatos, filmes ainda mais chatos e pouco mais. Depois, acusaram-nos de não entender. A culpa não era vossa. Não, nada disso. Vocês explicaram-nos tudo muito bem. A culpa era nossa, por aparecermos nos inquéritos de rua do telejornal a gaguejar, ou a dizer que o Marcello Caetano era um cantor brasileiro.
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Há assuntos acerca dos quais não podemos falar, são interditos. Nós não estávamos lá, não sabemos nada e, por isso, temos de nos calar. Até porque, afinal, nós somos uns privilegiados. Não passámos por aquilo que vocês passaram. Vivemos neste mundo confortável que vocês construíram para nós. Sim, porque foram vocês que nos trouxeram pela mão a este lugar onde, com uma licenciatura, dezasseis anos de escola, podemos aspirar a dobrar camisolas na Zara, a arrumar livros na Fnac ou, fardados, a fugir dos clientes que procuram informações no Ikea. Com sorte, um contrato de seis meses. Com sorte, um estágio não remunerado.
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José Luís Peixoto
VISÃO 25.12.2008
(para leitura integral clicar na imagem)
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Hora da publicação: 10:23 3 comentários
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segunda-feira, dezembro 29, 2008
Sócrates bipolar ?
Hora da publicação: 19:02 0 comentários
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domingo, dezembro 28, 2008
Estou farto, farto !
Hora da publicação: 12:58 3 comentários
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A CRISE
Hora da publicação: 10:03 0 comentários
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sábado, dezembro 27, 2008
Imperialismo sem canhoneiras
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"Pela primeira vez desde o século XV, a Marinha chinesa envolve-se numa missão militar fora do Pacífico, ao ter enviado ontem dois destroyers para as águas do golfo de Áden para combater os piratas da Somália. As duas embarcações, acompanhadas por um navio de abastecimento, concretizam uma longa ambição política. Uma "oportunidade caída do céu", diz um analista: a China consegue, ao mesmo tempo, afirmar o seu papel de potência mundial e não ameaçar os seus vizinhos.
Os navios de guerra que partiram ontem de Hainan, no Sul, estavam decorados com balões e flores; os 800 membros da tripulação (que inclui 70 soldados de uma força especial da Marinha) acenaram a uma multidão que foi ao cais despedir-se, antes de partirem para a missão. Têm pela frente dez dias de viagem até se juntarem a uma patrulha internacional que vigia uma das regiões marítimas mais movimentadas do mundo, e também uma das mais instáveis, com piratas a pôr em risco o comércio global."
Público, 27.12.2008
No texto diz-se que, com esta manobra naval, os chineses "concretizam uma longa ambição política". Se esperaram 600 anos por esta ambição ela foi realmente longa. Um imperialismo como este só com paciência de chinês.
Caricato é quem durante esses 600 anos colonizou e depredou o planeta acusar agora os chineses de imperialismo no Tibete. Será porque ao Tibete não se chega de barco ?
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Hora da publicação: 19:00 2 comentários
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sexta-feira, dezembro 26, 2008
E nós ?
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"A previsão confirmou-se, o ano ainda não chegou ao fim e só nos Estados Unidos já foram feitos mais de mil milhões de downloads legais de músicas. Até ao final de Dezembro, estima-se que o número ascenda aos 1040 milhões.A Nielsen SoundScan, um sistema de informação que segue as vendas de música e vídeos nos EUA e no Canadá, já tinha previsto em Abril deste ano que 2008 ia ver ultrapassada a barreira psicológica dos mil milhões de downloads (o billion inglês).A cada ano que passa, o formato físico de venda de músicas – o Compact Disc (CD) –, vai sendo cada vez menos comprado. Entre 2000 e 2007 a venda de CDs caiu 45 por cento, e prevê-se que a queda vá continuar ao ritmo de oito por cento a cada ano. Ao mesmo tempo o negócio virtual de música aumenta sete por cento anualmente.Segundo o El País, em 2007 as vendas de música digital nos Estados Unidos alcançaram 1275,5 milhões de dólares (892 milhões de euros) de um negócio total de 10.370 milhões de dólares (7250 milhões de euros), apenas 12,3 por cento das vendas. Mas, de acordo com as tendências, estima-se que em 2011 esta percentagem passe para metade."
Público 19.12.2008
Aqui está mais um exemplo da galopante desmaterialização das mercadorias. Com ela vem também a infinita replicação sem necessidade de trabalho humano vivo adicional.
Em tempo de retorno a Marx há que convir que isto nunca lhe passou pela cabeça (que era sem dúvida brilhante).
E nós ? e as novas esquerdas ? que consequência teóricas extraímos destes novos factos ? Eis uma questão para respondermos em 2009.
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Hora da publicação: 09:21 1 comentários
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quarta-feira, dezembro 24, 2008
Natal Global ?
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Agora, que até os chineses brincam ao Natal porque é giro, ainda faz algum sentido desejar Bom Natal?
Mal não há-de fazer... BOM NATAL !
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terça-feira, dezembro 23, 2008
To Kill a Mocking Bird
Hora da publicação: 14:17 0 comentários
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Três dias, três músicas
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Por dificuldades de progamação da minha disponibilidade tive que ver em dias consecutivos, neste fim de semana, três espectáculos musicais. Não resisto a deixar registadas (para a posteridade?) as minhas impressões :
Sexta - CABARET, no Teatro Maria Matos, com encenação de Diogo Infante. A protagonista Sally, Ana Lúcia Palminha, foi escolhida de um grande lote de concorrentes, num programa que a TV transmitiu e que grangeou desde logo muitas atenções.
O musical é muito conhecido e tão forte no seu carácter que é difícil abordá-lo com originalidade. Devo confessar que, apesar disso, esperava outro rasgo de Diogo Infante.
Faltam neste espectáculo soluções mais inventivas para quebrar o gigantismo do palco do Maria Matos quando se representa um bar por definição íntimo e recôndito.
Mesmo trabalhos notáveis como Henrique Feist no "mestre de cerimónias", e noutra escala a própria Sally de Palminha, têm que lutar contra a desmesura do palco.
Os "velhos" Isabel Ruth (Fraulein Schneider) e Fernando Gomes (Herr Schultz), grandes artistas que já não têm que provar nada, ficam aquém de todo o seu potencial em virtude da inadequada abordagem musical que lhes foi pedida.
Sábado - "FIDÉLIO" de Beethoven em versão de concerto no grande auditório do CCB. O elenco constava de:
Anja Kampe como Leonore,
Simon O'Neil como Florestan,
Greer Grimsley como Don Pizzaro,
e também Mathias Hoelle, Chelsey Schill, Musa Nkuna e Mário Redondo.
Direcção musical e condução da Orquestra Sinfónica Portuguesa a cargo de Julia Jones.
Um belíssimo serão com esta ópera muito "sinfónica", tanto nos instrumentos como no canto, que foi bem servida e, de alguma forma, teatralmente interpretada apesar da inexistência de guarda-roupa e de cenografia.
Os cantores que mais me impressionaram foram a Anja Kampe e Greer Grimsley. Do púlpito, Julia Jones, com o seu ar atlético, puxou pela orquestra e conseguiu um excelente espectáculo.
Domingo - "Outro Fim" uma nova Ópera de Pinho Vargas e Vieira Mendes na Culturgest.
Não sei quantas pessoas estão "preparadas" para este tipo de música e para um enredo, aparentemente esquemático, que sofre da compressão no tempo de uma ópera curta.
Os intérpretes cantores (Larissa Savchenko, Sónia Alcobaça, Paula Morna Dória, Luís Rodrigues e Mário Alves) são excelentes embora Larissa revele algumas (naturais?) dificuldades com a dicção. A direcção musical de Cesário Costa, como sempre, está "acima de qualquer suspeita".
Confesso que, no meu caso, a experiência como espectador embora interessante se situou quase exclusivamente no plano do intelecto (e pouco na fruição dos sentidos).
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Hora da publicação: 00:05 0 comentários
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segunda-feira, dezembro 22, 2008
Marx e os seus retornados
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Na verdade, aquilo que é o conteúdo do "regresso a Marx" resume-se ao facto de o Estado estar a intervir para tentar remendar os efeitos da crise financeira e minimizar os efeitos dessa crise na chamada "economia real", como se a outra fosse "irreal", ou seja, Bush quando decide injectar no sistema financeiro uns milhões de dólares, ou Obama quando quer salvar a General Motors, Sócrates quando reforça o capital da CGD com fundos públicos, ou os governos quando avançam com variantes nacionais de programas como o Tennessee Valley Authority de Roosevelt para combater o desemprego estão a propor uma solução "marxista" para os problemas da crise. Mais intervenção do Estado, menos "mão invisível", menos mercado livre, logo mais Marx. Para quem conheça Marx esta ilação é completamente absurda.
..."Só por ignorância de Marx, e de Engels como intérprete "legítimo" de Marx, é que se pode considerar que o reforço do papel do Estado na economia, através quer de nacionalizações, quer de "regulação", correspondem ao programa político marxista. Quer Marx, quer Engels, quando confrontados com as primeiras formulações de um programa "mínimo" por aqueles que hoje conhecemos como os fundadores do Partido Socialista Alemão, nos chamados "programas de Gotha e Erfurt", não fizeram outra coisa senão mostrar como a ilusão da intervenção do Estado era mais uma adaptação do capitalismo do que um passo na sua destruição, mais uma extensão do Estado prussiano e da política de Bismarck do que algo que revolucionários pudessem aceitar. Apesar de algumas ambiguidades dos "programas mínimos", mais presentes em Engels do que em Marx, a rejeição das ideias de Lassalle é radical, perguntando-se Engels na crítica ao Programa de Erfurt se a reivindicação de serviços públicos estatais (justiça, saúde, etc.) era compatível com "a rejeição do socialismo do Estado". E, por fim, a cereja no bolo marxista: é criticando o Programa de Gotha que Marx se refere a que entre "a sociedade capitalista e a sociedade comunista" está a "ditadura do proletariado".
..."Depois, nada há de menos marxista do que confundir a "luta de classes" com o discurso genérico e ambíguo dos ricos e dos pobres, o que faria Marx tremer de raiva. Na verdade, um dos grandes combates políticos de Marx como "marxista", depois de ser hegeliano, foi insistir que o papel do proletariado não vinha da vontade nem do irredentismo operário (bem menor em muitos países do que o da pequena-burguesia ou do campesinato), mas da condição proletária, ou seja, de um dado "científico" inscrito na relação de exploração."
Pacheco Pereira no "Abrupto"
É pena ter que ser um militante do PSD a vir dizer estas coisas.
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O estado é um predador, preda tão completamente...
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"A turbulência financeira que atravessou o mundo e está longe de se dissipar já provocou a mais completa série de verdades definitivas e sobretudo contraditórias. Têm de comum o disparate e a inabalável certeza dos seus autores. "Marx tinha razão"; "É o fim do capitalismo"; "Acabou a hegemonia americana"; "Nada será como dantes"; "O Estado tem de tomar conta da economia"; "Vão mudar os padrões de consumo"... Em sentido contrário, também temos: "O capitalismo vai recuperar"; "A iniciativa privada vai ultrapassar a crise"; "Vamos refundar o capitalismo"; "A crise gera novas oportunidades de negócio"; "A União Europeia vai liderar a recuperação das economias"... Sem comentários.
Mais uma vez, anuncia-se um "novo paradigma". Não se sabe o que quer dizer, mas é "chique". E misterioso. Mais poder político? Mais supervisão e regulação? Mais justiça? Mais ética? Novos padrões de consumo? Mais Estado? As únicas certezas são o menor crescimento, o desemprego e a redução do conforto. O resto é uma incógnita. Até porque as mudanças de comportamentos demoram décadas. E as mudanças de leis e de instituições exigem políticos e legisladores à altura, com autoridade e legitimidade - o que também é uma incógnita.
A regulação falhou. É o que todos dizem, menos os reguladores. Convinha saber por que falhou a regulação. Os vigaristas têm meios mais sofisticados. Os reguladores, a justiça e as polícias estão atrasados. Estas são as razões superficiais. Mas há outras. Os reguladores e os políticos conhecem intimamente os especuladores e os predadores. Não só se conhecem, como se estimam e convivem. Têm mesmo, simultânea ou sucessivamente, interesses comuns. O triângulo formado pelos políticos, os reguladores e os especuladores constitui um percurso pessoal que muitos fazem airosamente nas suas carreiras. Muitos políticos e muitos reguladores consideram que os predadores e os especuladores têm o direito de se entregar às suas actividades, de operar no mercado livre, de ter sucesso e de vencer nos negócios. Se é verdade que houve Estado a menos, também é certo que Estado a mais não é a resposta. Pois o Estado é... os políticos!
Por uma vez, os políticos deste mundo não parecem ser os principais responsáveis. Mas não estão isentos. Falharam na regulação, na fiscalização e na inspecção. Falharam na justiça, na investigação e na penalização. São, frequentemente, parceiros, cúmplices e amigos dos bilionários e dos predadores. "
António Barreto, Público 21.12.2008
Eu já tinha falado sobre este "Mito da Regulação". Nem mais nem menos estado, talvez outro estado.
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Hora da publicação: 17:46 0 comentários
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PUCCINI
Luciano Pavarotti canta em Janeiro 1980 com a NY Philharmonic e Zubin Mehta.
Hora da publicação: 08:59 0 comentários
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