quinta-feira, junho 05, 2008

Que viva Obama ?

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É com enorme prudência que recebo a notícia da vitória do Senador Obama nas primárias democráticas. Não sei se me devo regozijar ou se me devo lamentar.

Sempre que o vejo na televisão sinto que não alcanço a profundidade do seu discurso e o mesmo acontece com a Hillary; como estou viciado nos nossos debates não consigo perceber qual dos dois está à esquerda (ou à direita) do outro e isso deixa-me deprimido. Ainda por cima se um é negro, e constituiria uma novidade na presidência dos states, a outra é mulher o que não fica atrás em ineditismo.

Estou certo de que os americanos, calhados que estão com os meandros da mais perfeita democracia do planeta, não têm as dúvidas que eu tenho. Aqueles cartazes levantados na ponta de uma ripa, os gestos e poses dos candidatos, os trejeitos dos fans que se amontoam em segundo plano e a forma engenhosa como as palavras "mudança", "novo horizonte" e "política alternativa" são sequenciadas nos discursos já lhes mostraram claramente as diferenças e vantagens de cada candidato. Isto para não falar nas majorettes...


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2 comentários:

Anónimo disse...

Não te interrogues mais! Toda esta "desgarrada" entre a Hilary e o Obama vai redundar na vitória do McCann....

Miguel Gaspar disse...

Pode um homem mudar uma nação com uma palavra? Repetir todos os dias a palavra "mudança" pode funcionar como uma senha mágica, uma profecia que se realiza a si mesma? A pergunta acompanha Barack Obama desde a noite em que ganhou o caucus do Iowa, a 3 de Janeiro. Mas terá outro peso agora que o senador do Illinois se tornou o primeiro afro-americano nomeado como candidato à Casa Branca. O teste da realidade espera essa promessa, vaga e indefinida, mas que atingiu em cheio as expectativas de uma nação inquieta e desiludida.