sexta-feira, julho 19, 2013

O impossível compromisso a quatro


 
Já se sabia que a "salvação nacional" seria difícil mas ela tornou-se quase impossível quando passou a ter que conciliar o PS-a (de TóZé Seguro) e o PS-b (de Sócrates/Soares).
Seguro queria o compromisso por duas razões:
- Evitar ser transformado no bode expiatório de um segundo resgate
- Fugir da cama que lhe está a ser preparada pelo PS-b antecipando as eleições
Claro que o PS-b está-se nas tintas para a culpabilização que cairá sobre o TóZé, que é carne para canhão, e não vê com bons olhos a antecipação das eleições pois precisa de tempo para encenar a substituição do líder. Por isso não quer qualquer compromisso, e prepara-se para impedir Seguro de o assinar.
Da maneira como as coisas estão a evoluir o TóZé, se não assinar o compromisso, está cercado por todos os lados:
- torna-se um líder a prazo pois toda a gente percebe que não manda nem no seu próprio partido
- vai assistir impotente à posse da remodelação governamental proposta por Passos Coelho
- Vê a sua grande bandeira das "eleições já" totalmente esvaziada até 2015
Cavaco dir-lhe-á para ter paciência pois a AR votou "confiança" ao governo e a esquerda mostrou, quando o PS abortou as conversações com o BE, que não tem uma alternativa de governo.

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