quinta-feira, maio 10, 2007

CML - Um novo enfoque

Como a nossa realidade política é um pouco surreal, e o clubismo se parece e confunde cada vez mais com a militância política, podemos também olhar para a crise na CML no contexto da luta dos "benfiquistas" para impedir o Sporting de ver o seu projecto de loteamento aprovado.


Depois de ter sido conhecida a notícia do adiamento da votação do loteamento dos terrenos do Sporting por parte executivo municipal, com o pretexto da queda da câmara, são inúmeras as mensagens de apoio ao Conselho Directivo que têm chegado ao Sporting.

A grande maioria das mensagens surge de munícipes de Lisboa, Núcleos e Filiais, que se mostram solidários com o Sporting e exprimem total indignação pela decisão do executivo camarário.

Muitas das mensagens apelam à mobilização dos sportinguistas de forma organizada para mostrar aos munícipes de Lisboa a injustiça criada.

Após a reunião entre Filipe Soares Franco e os vereadores do Partido Socialista, que se realizou no dia 27 de Abril, Dias Baptista salientou que “o que me parece importante é que os três vereadores do PS presentes nesta reunião ficaram cientes de que a proposta tem condições para ser aprovada.”

“Esta reunião foi útil para todos, porque permitiu esclarecer algumas coisas que não estavam bem apresentadas na proposta que foi à sessão de Câmara.”

“O Sporting apresentou os seus pontos de vista e apresentou as garantias que tem contratualizadas com a Câmara Municipal de Lisboa. Nessas garantias existe um contrato programa que clarifica os direitos concedidos ao Sporting da edificabilidade de 109 mil metros quadrados, mais 29 mil metros quadrados. O Sporting demonstrou que tem direito a eles.”

A proposta de loteamento apenas será discutida após as novas eleições para o executivo camarário, que deverão acontecer num prazo máximo de 60 dias. O PCP apresentou a ideia de adiamento, que mereceu a aprovação de todos os partidos, excepto do PSD.

“É muito mau para a cidade que haja processos por decidir desde 1982, com constantes tomadas de decisão da câmara, existindo decisões de 1999, 2002 e 2004. É um processo que tem evoluído num contínuo que devia prosseguir. Não fazia sentido estar a provocar mais um adiamento”, afirmou a vice-presidente da CM Lisboa, Marina Ferreira.

Já tudo me parce possível...

AFINAL QUEM SÃO OS "BENFIQUISTAS" ???

2 comentários:

Anónimo disse...

Ex-vereador da Câmara de Lisboa reconhece: «Sporting não teve o mesmo tratamento dado ao Benfica»
Fontão de Carvalho, ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, considerou hoje «uma irresponsabilidade aquilo que fizeram ao Sporting», lembrando que o clube leonino não teve o mesmo tratamento dado pela autarquia da capital ao Benfica.

«A Câmara Municipal de Lisboa apoiaria sempre os dois maiores clubes da capital em pé de igualdade. Aquilo que daria ao Benfica seria exactamente o que seria dado ao Sporting. Neste momento, verifica-se que a Câmara cumpriu com todas as suas obrigações em relação ao Benfica e, agora, pelos vistos, mais uma vez está a prejudicar o Sporting. A autarquia lisboeta não está a dar ao Sporting o mesmo tratamento que deu ao Benfica», declaração de Fontão de Carvalho aos jornalistas, sustentando que «isto tem a ver com interesses dos partidos e penso que a uma grande falta de responsabilidade por parte dos partidos que assumiram a oposição até agora».

RENATO SANTOS disse...

O Benfica quer que as Finanças autorizem o não pagamento de imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (IMT), imposto de selo e emolumentos, no valor de cerca de dez milhões de euros. A isenção já foi pedida em 2004 e é o mote para que o clube avance com a fusão entre a SAD e a Benfica Estádio, uma operação que duplicará o capital social da SAD - resolve a insuficiência de capitais próprios -, sem que para isso seja necessário pedir mais dinheiro aos accionistas. Mas há mais. Após a fusão, o Benfica ficaria com uma participação directa e indirecta de quase 70%, da SAD mais 30% do que tem hoje, o que permitirá no futuro vender essa participação através da bolsa sem perder o controlo da SAD.

"Estamos à espera que o secretário de Estado das Finanças dê luz verde à isenção. Fizemos o pedido de isenção de IMT [representa 6,5% do valor do estádio, que é de 150 milhões de euros], imposto de selo e emolumentos, dado trata-se de apenas de uma operação de rearranjo de participações", revelou Teresa Claudino, administradora da SAD, num dia em que o clube abriu as portas à imprensa de toda a área empresarial e da formação.

Dados relativos ao último exercício (terminado a 31 de Julho de 2006) mostram que 75% do capital da Benfica SAD que é de 75 milhões de euros já foi "destruído" pelos prejuízos registados em anos anteriores. Assim, a fusão das duas empresas colocaria o capital da SAD nos 137,5 milhões de euros e reforçaria os capitais próprios para 83 milhões (hoje é de apenas 11 milhões), valor que é mais de metade do capital social.

Acções em bolsa

Enquanto a fusão não avança, os accionistas vão hoje, pela primeira vez, poder vender ou comprar acções da SAD através da Bolsa. A promessa foi feita há seis anos, mas administração liderada Luís Filipe Vieira preferiu só cotar a empresa depois de atingido o equilíbrio financeiro.

"Esta administração acredita que deve ser o mercado a julgar todo o nosso trabalho, acredita que tem sido capaz de criar valor para os seus accionistas, e que o futuro da SAD será de sucesso, tanto desportivo como empresarial", disse o presidente.

Quanto à cotação, fonte do clube admite que a forte pressão vendedora atire o preço para baixo dos cinco euros (valor de venda inicial), porque os investidores têm o dinheiro parado há seis anos e ter acções tem custos. Em comparação, as acções do Sporting valia ontem 2,58 euros (caíram 3,7%) e as do Porto 2,48 euros (-1,98%).