.
Sou de uma geração que cresceu a desconfiar das manifestações oficiais, ou públicas, de caridade.
"Vamos brincar à caridadezinha, festa, canasta e boa comidinha", cantava José Barata Moura, lembram-se?
Pois bem, hoje é quase impossível ligar a televisão ou abrir os jornais sem deparar com um colunável qualquer a "dar a cara por uma causa" maior ou menor.
Fazer bem aos outros voltou a ser um jogo de sociedade como antigamente e o exibicionismo da bondade esqueceu por completo o velho adágio "o que uma mão dá, a outra não precisa saber". Agora faz-se de tudo para que a outra mão saiba e o resto do corpo também.
As lutas por audiências nos meios de comunicação bem como as estratégias de marketing de todo o tipo de produtos usam a pobreza e o altruísmo como argumento de vendas ou mesmo de legitimação social da sua ganância.
Trata-se de uma moda que tudo invade despudoradamente. Simplesmente repugnante.
.
É DESTA? SERÁ MESMO DESTA QUE UM POEMA MEU PASSARÁ A CANÇÃO?
-
O Júlio e eu
Creio que será mesmo desta. A porta abriu-se há exactamente dois anos, mas
não se terá fechado. Sobe-o num reencontro inesperado em contexto...
Há 48 minutos



2 comentários:
Aplausos!
E depois outros há que oferecem caridadezinha (interesseira, diga-se!) e em contrapartida tratam os trabalhadores como escravos, querendo aumentar-lhes a carga horária em 4 horas diárias, mantendo-os na precariedade e "oferecendo-lhes" aumentos de 1%.
Cumptos.
Enviar um comentário