
Sempre me fascinou a obsessão pelo tempo que tinha o malogrado Presidente Américo Tomás!
Ora vejam:
“Decorreu célere, como os que o precederam, o ano que acabou de sumir-se na voragem insaciável do tempo. Outro o substituiu, para uma vida igualmente efémera. Nesta mutação constante, afigura-se haver agora um fenómeno de visível incongruência, pois, quando tudo se processa a ritmo que se acelera constantemente, pareceria lógico que de tal circunstância resultasse um aparente alongamento do tempo e não precisamente o inverso. Mas a verdade é que, quanto mais aumentam as velocidades e o ritmo da vida, mais rapidamente, também, o tempo parece correr, donde se sempre o presente, mal o é, se torna logo em passado, nunca, como nos nossos dias, tão evidente verdade parece mais evidente.”
(Mensagem de Ano Novo, 1/1/1966)
É DESTA? SERÁ MESMO DESTA QUE UM POEMA MEU PASSARÁ A CANÇÃO?
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O Júlio e eu
Creio que será mesmo desta. A porta abriu-se há exactamente dois anos, mas
não se terá fechado. Sobe-o num reencontro inesperado em contexto...
Há 48 minutos



1 comentário:
Também Soares, que não é XéXé, parece estar a ter dificuldades com o conceito "tempo"...
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