segunda-feira, fevereiro 04, 2019
Paradoxo
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segunda-feira, janeiro 28, 2019
Jamaica
O Bairro da Jamaica só aparece nas TVs a propósito da "violência policial" e no quadro da habitual instrumentalização partidária.
O problema do Bairro da Jamaica não é a "violência policial" mas sim a "violência social" que finge que tais situações extremas não existem.
Câmaras Municipais e Governo cultivam mesmo a retórica da "abertura aos migrantes" ao mesmo tempo que nada fazem por aqueles que já cá estão.
A Geringonça que tantos "males" reverteu, e que tanto se preocupa com as agruras dos funcionários públicos, não encontrou umas migalhas para minimizar a miséria do Bairro da Jamaica.
Mas aparecem na televisão indignados com a "violência policial". Para caçar mais uns votos.
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terça-feira, janeiro 22, 2019
Público = Privado
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quarta-feira, janeiro 16, 2019
Acontecimento improvável e simbólico
Como muitas vezes acontece a condenação faz-se com base em crimes que não serão, provávelmente, os mais graves que praticou.
Pela primeira vez temos uma condenação deste tipo levada às últimas consequências (que venham outras mais para acabar com as tradicionais impunidades) .
Demorou muito mas acabou por acontecer.
Hora da publicação: 17:12 0 comentários
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sexta-feira, janeiro 11, 2019
OS DEZ ERROS DE COSTA por Rui Rocha
2º A colagem ao velho PS, representante dos piores vícios do Bloco Central, com Carlos César e Ferro Rodrigues, que Costa não só afastou mas promoveu a cargos de grande visibilidade, como figuras que os personificam;
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segunda-feira, dezembro 31, 2018
2018
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sexta-feira, dezembro 28, 2018
“Photo Ark”
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quarta-feira, dezembro 26, 2018
Contra panaceias e paranóias
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sábado, dezembro 22, 2018
Endividamento continua a subir
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segunda-feira, dezembro 17, 2018
Fake Universities
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quinta-feira, dezembro 13, 2018
A greve dos enfermeiros - a grande viragem
- a grande viragem
É verdade que o sector da saúde se presta facilmente a este tipo de manobra mas, ao longo das últimas décadas, já houve outras greves no sector que não foram sujeitas a uma reacção tão violenta.
Por outro lado, embora mais difusas, não são menos importantes as greves nos transportes, no sistema de justiça, no sistema escolar, etc.
O que explica as inéditas tomadas de posição do governo Costa é o facto de esta greve pôr em causa a redução do horário para as 35 horas e chamar a atenção para o calcanhar de Aquiles das cativações orçamentais.
Por outro lado ela é possível porque o BE e o PCP estão, enquanto membros da maioria, impossibilitados de a contestar plenamente.
Aberta esta porta, da bondade inquestionável das greves, um tabu da esquerda desde o 25 de Abril, é altura de voltar a olhar para a lei da greve nomeadamente quando praticada por servidores do Estado.
Será legítimo fazer greve para obter direitos ou regalias da entidade patronal prejudicando essencialmente entidades terceiras, que são alheias ao conflito?
Não deviam esses terceiros ter pelo menos o direito a ser ressarcidos dos prejuízos?
Será legítimo usar um cargo na prestação de serviços essenciais ou críticos para obter uma capacidade reivindicativa anormalmente elevada e muito superior à dos comuns trabalhadores?
Como se podem admitir tal disparidade nos direitos cívicos?
Não seria finalmente este o momento para criar um tribunal especializado para o direito à greve?
Esse tribunal deveria ter poderes para determinar se, considerando os direitos e regalias pretendidos com a greve, estava garantida uma razoável proporcionalidade relativamente aos danos causados aos utentes bem como à sociedade em geral.
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sexta-feira, dezembro 07, 2018
Enchem toda a tlevisão
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quarta-feira, novembro 28, 2018
Amanhã
Hora da publicação: 21:37 0 comentários
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terça-feira, novembro 20, 2018
Quinta da Fonte
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terça-feira, novembro 13, 2018
Fundação Eugénio de Almeida
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quinta-feira, novembro 08, 2018
Rua Zaire
Rua Zaire
Era eu ainda garoto, há cerca de 65 anos, o meu pai estabeleceu-se na Rua Zaire. Com negócio de móveis "importados" de Paços de Ferreira e polidos, à força de brochas, em oficina própria na cave.
No fim dos anos setenta o negócio acabou, com o advento dos prensados e das Moviflores.
Passei por lá hoje, ao acaso.
A loja está fechada, debruada a azul. Em frente a mercearia do Ramiro é agora a Tasca do Junior, onde pontifica um simático jovem brasileiro.
O restaurante/tasca (essa sim) virou indiano e, na esquina, o café tem ao balcão uma nora do senhor Monteiro que Deus tenha.
Os fantasmas esvoaçavam por todo o lado nesta pacata paralela da Almirante Reis. E eu fora do tempo.
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segunda-feira, novembro 05, 2018
Kubrik e a Web saloiice
Kubrik e a Web saloiice
Fui ontem ao CCB ver novamente "2001 Odisseia no Espaço", o filme do Kubrik.
Quando ele foi estreado em Portugal eu estava na guerra, na Guiné, por isso só pude vê-lo mais tarde, quando em 1970 entrei para a IBM.
As pessoas de hoje devem ter dificuldade em imaginar o impacto do filme naquela época, ao mostrar um computador que conversava com os astronautas e que acaba por "tomar o freio nos dentes".
Para se ter uma ideia desse impacto basta dizer que na IBM em Lisboa, na maior empresa do ramo das TIC, os computadores com que eu trabalhava eram alimentados com cartões perfurados, faziam (lentamente) uma tarefa de cada vez e comunicavam com o operador escrevendo na impressora (não havia qualquer terminal com écran).
O filme era assumidamente especulativo e, pelo que li, científicamente credível.
Quis o acaso que esta nova projecção do filme ontem no CCB coincidisse com o Web Summit, que os nossos tecnológicamente iletrados governantes cavalgam como "a última Coca-Cola no deserto".
Será que fazem ideia do número de coisas do género, muito em voga nos anos 80 e 90 do século passado, que já aconteceram por esse mundo fora?
Eu próprio frequentei alguns em Berlin, Nova York , São Paulo e São Francisco (por exemplo), o que era aliás comum para todas as pessoas profissionalmente envolvidas nas questões da computação.
A memória é curta embora a dos computadores não pare de embaratecer e expandir-se.
Algumas das buzzwords actuais têm barbas. Há décadas que se anuncia para breve a explosão da "inteligência artificial" e dos robots em casa a limpar o pó. Hoje a IA voltou a estar na moda embora, em muitos casos, não passe da mera exploração de gigantescos bancos de dados.
O mal destas coisas é o sensacionalismo com que são apresentadas não só pelos jornais, o que seria compreensível, mas até por pessoas com cargos importantes nas empresas de tecnologia e na política.
Fogem, uns e outros, do debate sério e fundamentado que nos faça compreender as consequências laborais e sociais da revolução tecnológica iniciada com a invenção da representação binária da informação.
Essa raiz digital da gigantesca árvore tecnológica que hoje presenciamos não é convenientemente explicada nas escolas, para que se perceba de onde surgiu tudo o que hoje nos maravilha.
Uma das coisas que mais me divertiu no filme do Kubrik foi ver como os objectos de uso comum em 2001 era imaginados em 1968.
Lá estava a video-chamada, mas não ao nível do telemóvel como hoje temos. A máquina fotográfica usada numa das cenas não tinha nada a ver com as que usamos desde o princípio do século XXI.
Isso não é de espantar num filme de ficção. A verdade é que ninguém previu alguns dos desenvolvimentos mais marcantes da nossa época; as redes sociais, o mapeamento do mundo conjugado com GPS e até o advento da maior fonte de automação actual os "utilizadores/
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terça-feira, outubro 30, 2018
Fábrica de Bolsonaros
Hora da publicação: 08:32 0 comentários
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quarta-feira, outubro 24, 2018
Avô 73 - Rafa 11
Hora da publicação: 07:24 0 comentários
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domingo, outubro 21, 2018
Em Vez de Balas
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terça-feira, outubro 16, 2018
Citação
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terça-feira, outubro 09, 2018
A mesma luta
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segunda-feira, outubro 01, 2018
Em vez de Balas - no Mocho
Fizemos anteontem um convívio à volta das memórias da Guiné, de há 50 anos, na Casa da Cultura de Sacavém.
Foi com enorme prazer que recebemos, com apoio da Câmara de Loures, amigos da Quinta do Mocho e não só.
Como tínhamos previsto houve um diálogo muito rico de culturas e gerações. Nunca esquecerei.
As fotografias publicadas neste post foram feitas pelo Carlos Almeida e pela Sonia Figueiredo, que deram uma ajuda inestimável à concretização deste projecto. O Kally Meru e a Emanuela Kalemba, como sempre, foram incansáveis. Quero também agradecer à Elsa Arruda e ao restante pessoal da CMLoures pelo apoio prestado.
Hora da publicação: 00:08 0 comentários
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domingo, setembro 23, 2018
Fim do Verão
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sábado, setembro 15, 2018
Em defesa das selfies
Ao longo de milénios os seres humanos viveram sob o jugo de uma impossibilidade; mostrar aos outros aquilo que tinham visto. Claro que podiam fazer uns rabiscos, como nas pinturas rupestres, ou então fazer longas descrições orais, ou escritas, que ficariam sempre a léguas do original.
Em meados do século dezanove, apenas há 170 anos, a fotografia irrompeu como uma esperança. Finalmente podia pegar-se numa folha de papel e mostrar ao vizinho do lado a praia do último verão.
Mas o processo era complicado e oneroso. E de qualquer forma a exibição da imagem abrangia sempre um número muito pequeno de pessoas.
A representação digital das imagens, que em termos práticos não terá mais do que 30 anos, acelerou sem dúvida a produção de réplicas. Uma vez "scanadas" as fotografias obtidas em película podiam ser replicadas sem esforço de maior.
O problema é que ainda há 20 anos a transmissão electrónica das imagens, em rede, só era exequível para imagens de baixa resolução e com tamanhos muito limitados.
Todos nos lembramos daqueles "sites", um pouco mais carregados de fotografias, que demoravam dez minutos a abrir.
Nessa altura surgiram as câmaras digitais que dispensavam o processo de scanning, o que era muito mais prático mas que obrigava à tarefa de descarregar as fotos da câmara para o computador.
As redes evoluíram e tornaram-se mais rápidas. Os telemóveis foram dotados de câmaras e, em anos recentes, foi finalmente possível captar uma imagem e divulgá-la na rede instantâneamente.
Se a história da humanidade fosse o equivalente de 100 anos, esta fase em que estamos corresponderia aos últimos 10 segundos.
Digam lá se não é caso para ficar eufórico e passar a vida a dizer "vejam onde eu estou", "vejam quem me está a dar beijinhos" e outras infantilidades.
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quinta-feira, setembro 13, 2018
Assim não vamos longe
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quarta-feira, setembro 12, 2018
Os mitos dos eucaliptos
Os mitos dos eucaliptos
Hoje estive no interior do país, na zona dos Passadiços do Paiva. Ao longo do caminho vi constantemente cabeços, colinas e serras cobertas de eucaliptos de alto a baixo.
Apesar de toda a retórica da "limpeza das matas" do Cabrita, um cretino alçado a ministro, há eucaliptos e outras árvores ao longo das estradas. Em certos sítios os eucaliptos jovens, nas bermas, só faltava entrarem pela janela do carro.
Só alguém que vive num ministério em Lisboa pode falar do "ordenamento da floresta" como uma coisa económicamente viável. Milhares de hectares ocupados pelos eucaliptos, em encostas íngremes e pedregosas, dificilmente terão a sua ocupação modificada, até porque o eucalipto é uma árvore que depois de cortada, ou ardida, renasce a breve trecho de forma ainda mais caótica. Vêem-se vastas zonas ardidas há um ou dois anos em que os eucaliptos já crescem de novo sem qualquer intervenção humana.
O eucalitpto veio tornar produtivos muitos territórios que nada rendiam e, ainda por cima, reconstitui-se depois das catástrofes sem onerar os proprietários.
Para o bem e para o mal o eucalipto está para ficar, e todo o planeamento estratégico terá de partir desta realidade.
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terça-feira, setembro 04, 2018
Nova York, Agosto de 1974
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domingo, setembro 02, 2018
Fauna afectuosa
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segunda-feira, agosto 27, 2018
Feira de Grândola
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