Mostrar mensagens com a etiqueta dar-que-pensar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dar-que-pensar. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, outubro 25, 2011

CHARADA

.
































CHARADA:

-95 % das empresas portuguesas empregam menos de 10 pessoas
- 0,08 % das empresas portuguesas empregam mais de 250 pessoas
- 44 % das empresas portuguesas apresenta prejuizos
- 70 % das empresas portuguesas opera no sector dos serviços (produzindo bens não exportáveis ou até a vendendo produtos importados no nosso mercado)

Com uma economia assim como é que se pode equilibrar as contas com o exterior e gerar riqueza suficiente para amortizar a gigantesca dívida?

domingo, outubro 23, 2011

Caminhos para lado nenhum?

.




Concorde-se ou não, goste-se ou não, há neste texto hoje publicado no Expresso  muito em que reflectir.

sábado, setembro 24, 2011

Regresso impossível

.



O capitalismo, o sistema em que sempre vivemos, o modelo económico que se espalhou pelo mundo, debate-se com uma crise imensa que transforma o futuro de milhares de milhões numa incógnita aterradora.
É revelador que, mesmo nestas circunstâncias, ninguém se atreva a propor novas regras para o jogo, novos modos de funcionar em sociedade. O máximo que ambicionam, mesmo as contestações mais radicais, é um regresso ao mundo de ilusões que existia antes de a crise começar.

.

terça-feira, agosto 30, 2011

Sair de casa dos pais



A esquerda actual mantém com o capitalismo uma relação de adolescente. Faz lembrar aqueles trintões que vivem em casa dos pais, sempre a bramar contra as ingerências e limitações, mas que não estão dispostos a fazer os sacrifícios e correr os riscos de uma vida independente.

.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Volta Catroga, estás perdoado

.

Via Henricartoons

O mundo vê espantado o presidente Obama a equilibrar-se num fino arame financeiro e a Europa desorientada a lamber  as feridas que os "mercados" lhe provocam. Todos tememos que sobre nós se abata a maior hecatombe económica e social de que há memória.

E o que fazem os nossos deputados? decretam uma economia de guerra? distribuem capacetes e máscaras de gás? tentam preparar o país e os cidadãos do tsunami que se perfila no horizonte?
Não.

Preferem perder o seu tempo a discorrer sobre o súbito eclipse do Bairrão, ou sobre o buraco BPN agora que já não tem remédio possível, ou sobre os titulares convocados pelo treinador para a equipa da Caixa, ou sobre uma determinada chamada telefónica que foi feita para o INEM.
Em suma, pintelhos.

Volta Catroga, estás perdoado.

sexta-feira, julho 29, 2011

Para dançar el tango son precisos dos



Ontem à noite tive uma experiência perturbante.
Resolvi ir ver uma exposição de fotografia em Lisboa.
Dirigi-me ao local, por sinal muito pouco frequentado, e procurei a sala que me interessava.
Dei com a porta fechada mas ouviam-se cá fora, distintamente, os acordes de um tango.
Depois de hesitar durante algum tempo, dado que àquela hora a exposição deveria estar aberta ao público, acabei por rodar a maçaneta e espreitar para o interior.
Acorreu uma mulher, que depois concluí ser a professora, e  informou-me do encerramento por estar uma aula em curso.
Realmente encontrava-se na espaçosa sala, onde o tango continuava a ecoar, uma outra pessoa que só poderia ser o aluno de uma aula individual.
Apesar de me parecer bizarra esta situação de encerrar uma exposição para usar a sala como pista de dança, tal estranheza passou de imediato para segundo plano. É que o aluno, com ar esfalfado e em mangas de camisa, era nem mais nem menos do que um dos principais banqueiros portugueses.
Voltei para casa a magicar acerca das motivações que podem levar uma pessoa daquelas, com todos os problemas que neste momento afectam os bancos portugueses, a receber aulas de tango.
É verdade que a Argentina é um case study por ter entrado em incumprimento das suas dívidas e, em consequência, ter passado por terríveis apertos. Mas aprender a dançar o tango parece-me uma via demasiado retorcida para exorcizar o mesmo destino.
Também é verdade que ainda há pouco tempo tínhamos um primeiro ministro que explicou a uma plateia madrilena, em castelhano técnico, que "para dançar el tango son precisos dos".
Só não consigo atinar com quem é que um banqueiro de meia idade, com problemas de liquidez, precisa de saber dançar.

quinta-feira, abril 14, 2011

A democracia inconveniente




Comecemos em 2009 embora o problema já venha de trás:

- Sócrates enviou sinais totalmente errados sobre a crise quando aumentou os funcionários públicos e anunciou várias obras faraónicas durante a campanha eleitoral das últimas legislativas. Porquê? Porque queria ganhar as eleições.

- Cavaco não devia ter dado posse a um governo que todos os partidos, excepto o PS, detestavam.  O PS tinha ganho com base num logro e um governo minoritário era, sem dúvida, a pior solução neste momento difícil. Não o fez porquê? Porque queria evitar confusões antes de ganhar as eleições presidenciais.

- Passos Coelho não devia ter andado a pactuar com um governo em que não acredita, aprovando os sucessivos PECs com que foram sendo alimentadas as ilusões dos portugueses. Não o fez porquê? Porque sabia que a nova direcção do PSD ainda não estava preparada para ganhar as eleições se o governo fosse derrubado.

- Sócrates não podia, e não devia, ter ido para Bruxelas negociar um novo PEC sem passar cavaco ao Cavaco e provocando toda a oposição com uma chantagem. Fê-lo porquê? Porque percebeu que a ajuda externa era inevitável e que a vitimização era a melhor forma de tentar ganhar as próximas eleições.

A democracia, praticada desta forma, parece estar a tornar-se um impecilho à boa governação do país.
As consequências não são difíceis de imaginar.

domingo, fevereiro 13, 2011

Esqueletos no armário

.



Um homem de 80 anos foi encontrado morto no sábado, em sua casa, em S. Mamede Infesta, Matosinhos, tendo sido o alerta dado por um vizinho que já "não o avistava há alguns dias", disse fonte da PSP/Porto.

Um reformado do Exército, de 71 anos, foi encontrado morto na casa onde vivia sozinho, em Balsas, Febres, no concelho de Cantanhede. Um vizinho comunicou à GNR que não o via há três meses. É o segundo caso numa semana.
Segundo o "Jornal de Notícia", o cão terse-á alimentado do dono, cujo corpo estava em estado de decomposição.

Um grupo de "amigos e admiradores" de Carlos Castro, entre os quais Filipe La Féria, Vítor de Sousa e Eládio Clímaco, vai propor à Câmara de Lisboa que seja dado o nome do cronista social a uma rua da cidade.

Três casos num único dia, num único jornal (o DN). Surgem depois da mulher que esteve morta em sua casa durante nove anos e só foi descoberta por não pagar os impostos.
Estamos a transformar-nos num país que tem esqueletos no armário.
Isto tem que ter um significado qualquer mas não consigo perceber qual.
.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

BINGO

.



Nos últimos anos tenho frequentado uma consulta num hospital público do SNS.
Ontem mesmo, dirigi-me ao local às 15:30 apesar de a minha consulta estar marcada para as 16:00.
A sala que se pode ver na fotografia anterior, feita pouco antes de eu ser atendido, estava então a abarrotar de gente.




Para ninguém poder dizer que não sabe ao que vem as paredes ostentam garbosos cartazes que nos garantem que vamos ter que esperar. E eu esperei.
Passaram as quatro, depois passaram as cinco e depois passaram as seis horas, e nada.




Depois de ler vários jornais passei a concentrar-me, obsessivamente, nos visores "de plasma" espalhados pela sala e em que, como num sorteio vão aparecendo os números dos felizes contemplados com o início de uma consulta.
O que mais me afectava nem era a demora mas o facto de não conseguir perceber a lógica com que os números se sucediam no ecran.
No meio da sonolência comecei a ter ideias delirantes mas, quem sabe, com enorme futuro.
Por que não instalar um bingo neste local? Quem mais depressa preenchesse o cartão do bingo mais depressa seria atendido.
Teríamos mais transparência quanto à ordem dos atendimentos e adicionalmente proporcionaríamos a quem padece, enquanto espera pela consulta, um passatempo bem divertido.




Com uma certa habilidade até podíamos transformar as máquinas "cospe senhas" em slot machines.
Em suma, se no dizer de Mário Soares temos uma economia de casino por que não termos hospitais-casino?
Aqui fica a ideia, pela qual não cobro absolutamente nada.
Este caso mostra que muito trabalho criativo poderia ser feito, com sucesso, se os nossos jovens empresários e quadros superiores frequentassem mais as salas de espera do SNS.

. 

terça-feira, dezembro 14, 2010

Uma questão de firewall

.





A evasão fiscal das empresas é um dos crimes económico-financeiros que mais tem crescido em Portugal. E quase todas tentam fugir aos impostos de forma organizada e sofisticada. O crime, que anteriormente não motivava um inquérito judicial, é hoje uma das principais preocupações dos magistrados portugueses. Cândida Almeida, directora do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal), diz ao i que "há muitíssima evasão fiscal em Portugal" e os magistrados têm pouca formação e meios pouco especializados para combater um crime cada vez mais qualificado. 
"Todos os que podem fogem aos impostos de uma maneira mais ou menos sofisticada." A magistrada nota que o contexto da evasão fiscal é preocupante para o sistema financeiro português, muito pouco auto-sustentável e o défice recai sobre áreas essenciais para o país. "A qualidade da evasão fiscal em Portugal é extremamente prodigiosa para as finanças de um país que apenas se auto-financia através dos impostos." Por outro lado, a fuga de impostos motiva o bloqueamento de verbas na educação, saúde e justiça, apontou Cândida Almeida, durante o seminário do OSCOT sobre Criminalidade Organizada, que decorreu ontem em Lisboa. 
São cerca de cinco mil, o número de inquéritos de crime tributário nas mãos do Ministério Público. E, apesar do aumento no número de processos ser pouco significativo comparativamente a 2009, o crescimento pode ser considerado de 100% relativamente à última década. "Este crime não motivava um inquérito. A investigação hoje existe pelo grande esforço e contributo da Direcção Geral de Impostos, Polícia Judiciária e Ministério Público." A magistrada reforçou ainda a intenção e vontade do governo para travar a evasão fiscal no país, mas alerta para a insuficiência dos meios disponíveis. "Faltam meios humanos, tecnológicos e especialização. A formação tem sido feita à custa própria. Faltam meios necessários para que possamos dedicar-nos com conhecimento e profundidade a estas questões." 
A falta de sofisticação do Ministério Público contrapõe a "alta especialização" das empresas. Uma investigação pouco focada, devido à falta de análise e conhecimento das vulnerabilidades das instituições, foi um dos pontos críticos apontado por Maria José Morgado durante a sua intervenção. A directora do DIAP de Lisboa alertou para as dificuldades em combater a criminalidade organizada, sobretudo a corrupção e evasão fiscal, que "tende a disparar". "Não podemos investigar em pilhas de papel", ironiza a magistrada. O crime económico financeiro apresenta grandes barreiras por abranger pessoas colectivas e recorrer ao anonimato. O uso de novas tecnologias, estruturas de negócios lícitos, regime de offshore e o pacto de silêncio são alguns dos exemplos apontados pela magistrada, que dão conta da sofisticação do crime. O Ministério Público não tem qualquer tipo de prevenção, diz Maria José Morgado, que foi categórica na sua afirmação: "Estamos sem firewall. Tudo é possível." 

Público 14.12.2010


O único problema das finanças públicas em Portugal é portanto conseguir que todos cumpram as suas obrigações fiscais. Basta fazer uma lei que permita confiscar todos os bens dos faltosos e cumpri-la.
Deixaremos então de ter défice e viveremos num verdadeiro paraíso.
Mas para isso é necessário que os governantes quando se virem na posse dessas enormes verbas não desatem a gastar irresponsavelmente como costumam fazer.
É tão simples que até mete raiva.
.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

A crise fica aonde?



Em apenas sete dias, foram levantados 598 milhões de euros da rede multibanco e gastos outros 673 milhões nos terminais de pagamento automáticos nas lojas.

Dados divulgados hoje pela SIBS revelam que, entre 29 de Novembro e 5 de Dezembro, houve nove milhões de levantamentos, num valor total de 598 milhões de euros, mais cinco milhões do que no mesmo período do ano passado.
O valor médio levantado também subiu, passando de 69 para 70 euros.
No mesmo período, foram efectuadas 16 milhões de compras nos terminais de pagamento automático, alcançando um valor global de 673 milhões de euros, o que significa um acréscimo de 30 milhões de euros face a igual período de 2009.
Público 98.12.2010

Afinal essa coisa da crise fica aonde?

.

terça-feira, dezembro 07, 2010

Quem se importa com os professores?

.



Um dos números mais curiosos que se pode encontrar no relatório Pisa 2010 é como Portugal é um dos países que mais chumba os seus alunos. Quando falamos de dinheiro, o nosso País gasta comparativamente pouco por aluno mas é dos que paga melhor aos professores.

1 - Reprovações
A taxa de reprovação dos estudantes portugueses é das mais altas dos países da OCDE. 35% dos alunos portugueses chumbam um ou mais anos, enquanto a média da OCDE é de apenas 13%. Números mais altos encontram-se apenas na França, Luxemburgo e Espanha. Já na Noruega, Coreia e Japão não há reprovações e na Islândia o valor também não chega ao 1%.

2 - Hábitos de Leitura
35,6% dos estudantes portugueses dizem que ler é uma das suas actividades preferidas, em comparação com os 32,9% da OCDE. Já no que respeita a leituras ‘online', os portugueses passam mais tempo em relação à média da OCDE a ler ‘emails' e em ‘chats' e menos a ler jornais na Internet.

3 - Salários dos professores
Os salários médios dos professores primários na OCDE, após 15 anos de experiência, são 113% do PIB per capita. Em Portugal, o mesmo índice é de 155%. Este número mantém-se para os professores do Ensino Secundário, enquanto na OCDE os professores secundários ganham entre 118% e 125% do PIB per capita, após 15 anos de carreira. Os países em que os professores ganham mais, segundo o relatório PISA, são Portugal, Coreia, México, Alemanha e Suíça. Os países onde os professores ganham menos são, por exemplo, Hungria, Islândia e Estónia, em comparação com o PIB per capita.

4 - Gastos por aluno
Portugal gasta, por aluno, 42.322 euros (usando Poder Paridade Compra ou PPP). A média da OCDE fica nos 51.511 euros por aluno, mas países como Espanha (55.781 euros por alunos, usando o PPP) ou Itália (58.200 euros) ultrapassam largamente esse valor.

Económico, 07.12.2010

.

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Não é para todos

.

São quase dois milhões e meio de euros para estudar a forma como a Europa reage ao conhecimento vindo do resto do mundo. O sociólogo Boaventura Sousa Santos vai receber uma bolsa europeia, de 2,4 milhões de euros, para desenvolver um projecto na área das ciências sociais.
O projecto apoiado pelo European Research Council é o primeiro atribuído na área das ciências sociais e vai ser desenvolvido nos próximos cinco anos pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra. Para a investigação será criada uma equipa com quatro investigadores doutorados e oito em doutoramento.
Segundo o comunicado do CES, o objectivo do projecto científico centra-se em duas ideias principais: "O conhecimento do mundo excede em muito o modo como a Europa o vê e a transformação social, política e institucional da Europa beneficiará bastante com a compreensão das inovações que estão a ocorrer em muitos países e regiões com quem a Europa tem relações de interdependência". Para tal, a investigação vai abordar a "democratização da democracia; o constitucionalismo intercultural; as outras economias; e os direitos humanos", estudando nove países.
Público, 03.12.2010

Isto até faz inveja. Dispor de milhões de euros para estudar algo totalmente indefinido e comprometer-se a produzir resultados cuja validade é impossível comprovar é algo a que todos gostaríamos de ter acesso.
Mas, como quase todas as coisas boas da vida, não é para todos.

.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Encaixa Mais

.




Palhinhas para inalar droga distribuídas gratuitamente
Título do DN de Hoje 

Esta medida faz parte da campanha "Encaixa Mais"

Aos cábulas dá-se diplomas...
Aos corruptos dá-se prescrições...
Aos drogados dá-se palhinhas e seringas...
Às "minorias étnicas" da candonga dá-se casas à borla...
Aos gestores amigos das empresas públicas dá-se mordomias...
Aos velhos pensionistas pobres dá-se o congelamento das pensões...
E àqueles que se esfalfam a trabalhar e a equilibrar o magro orçamento dá-se mais impostos.

.



sexta-feira, novembro 26, 2010

Toponímia contra a crise

.



No meu bairro enfrentamos a crise com galhardia. Para mostrar aos mercados que não estamos aflitos alguém resolveu fazer toponímia em duplicado.
E não foi só o Santo António, também o S. Luís e os outros santos todos tiveram direito a uma segunda placa, lado a lado que aquela que já se encontrava no local há algum tempo.
Claro que esta segunda placa podia ter sido posta do outro lado da rua, onde eventualmente seria mais útil, mas nesse caso perdia-se parte do efeito da bravata.
O único problema é que alguns transeuntes, ao ver duas imagens similares, chegam a pensar que estão alcoolizados.

.

quinta-feira, novembro 18, 2010

A arte e o circo

.



Um artista e professor de fotografia da Universidade de Nova Iorque vai implantar uma câmara na parte posterior da cabeça para criar uma obra de arte que titulará "The 3rd I" ("O Terceiro Olho").
De acordo com a edição online do jornal americano "The Wall Street Journal", Wafaa Bilal pretende expor a obra no Museu Árabe de Arte Moderna do Qatar a partir de 15 de Dezembro.
O professor vai submeter-se a uma cirurgia para implantar o dispositivo durante um ano e enviar minuto a minuto imagens em tempo real dentro do museu, onde serão também instalados uns monitores para serem vistos pelos visitantes.
O artista de origem iraquiana será operado nas próximas semanas para que se lhe seja implantado um pequeno dispositivo que terá a aparência de um piercing, segundo fontes próximas de Wafaa Bilal citadas pelo jornal.
"The 3rd I" procurará fazer "um comentário sobre a inacessibilidade do tempo e a incapacidade de capturar a memória e a experiência", segundo documentos do museu sobre a acção do artista.
A obra de arte originou um debate na Universidade de Nova Iorque onde Wafaa Bilal é professor de fotografia e imagem, depois de alguns alunos terem manifestado preocupação sobre a preservação da privacidade durante as aulas.
O artista informou todos os estudantes das intenções do projecto e propôs à administração da universidade cobrir a câmara quando estiver dentro das instalações.
Jornal de Notícias, 17.11.2010
 
Mais um sinal do nosso tempo, o novo barroco do fim de uma era, em que a arte se refugia em acrobacias circenses.
 
.

segunda-feira, novembro 15, 2010

Timor

.





Macau, China, 14 nov (Lusa) - Timor --Leste poderá vir a comprar, em breve, títulos de dívida pública portuguesa, disse hoje em Macau o presidente timorense, José Ramos-Horta.
"Não vejo dificuldade em Timor-Leste comprar dívida pública portuguesa", afirmou Ramos-Horta, adiantando que as autoridades timorenses já decidiram diversificar a carteira de investimentos do Fundo do Petróleo, que tem mais de 6000 milhões de dólares (4,38 mil milhões de euros).
Ramos-Horta acrescentou que os investimentos poderão ser feitos ainda em empresas públicas ou semi-públicas portuguesas de "grande sucesso" e que garantem um alto rendimento, dando como exemplo os setores das energias renováveis e das telecomunicações.


                    Ai Timor
                    Calam-se as vozes
                    Dos teus avós
                    Ai Timor
                    Se outros calam
                    Cantemos nós

De repente o romantismo exacerbado desta canção soa de forma estranha.
Afinal o pequeno país, oprimido e paupérrimo, revela-se um concorrente dos famigerados "mercados" e também quer tornar-se credor de Portugal .
Isto depois de muitos anos a receber donativos.

..

sábado, novembro 06, 2010

A realidade é sempre maior do que a ficção.

.




Há 20 anos, no desabar do sistema soviético, quem se atreveria a imaginar que um país governado por um partido comunista podia vir a emprestar dinheiro para salvar países capitalistas da bancarrota ?
O "socialismo de alpargatas", imortalizado por Mário Soares, vinga-se no dealbar do século XXI. Uma vitória de quem tem a coragem de aprender com as derrotas.
A realidade é sempre maior do que a ficção.

terça-feira, outubro 26, 2010

Um país (re)ciclável

.



As vias cicláveis estão na moda. Em Lisboa, onde falta tanta coisa, a Câmara precipitou-se na sua construção.
Na avenida do Brasil, por exemplo, com grandes custos e incómodos, lá surgiu uma longa faixa vermelha que rouba espaço aos passeios em frente ao Júlio de Matos e ao LNEC. Nunca lá vi, nas minhas passagens frequentes, qualquer ciclista.
Esta apologia bem-pensante antecipou-se a qualquer necessidade real; antes de haver ciclistas com problemas criou-se uma solução para eles. Como se os recursos abundassem e pudessem ser malbaratados.
Noutras circunstâncias haveria um movimento de cidadãos contra os riscos de quedas e fracturas expostas. Ou então protestando contra uma infraestrutura que discrimina os velhos e os incapacitados. 
Funcionamos assim, por entusiasmos fátuos, construindo os castelos de areia de uma modernidade inadaptada.

.

quarta-feira, setembro 08, 2010

Grau zero



"Se não formos ao Euro'2012, certas pessoas têm de ser responsabilizadas. Ele [Laurentino Dias] é que inventou e traçou este caminho. Que assuma as responsabilidades", afirmou ainda Luis Filipe Vieira.
Percebi logo que este candidato à Presidência da República, que na fotografia faz campanha pelo Sim, não é apoiado pelo partido do Governo.
Parecia estar a falar do caso Pinto Monteiro, o seleccionador nacional perseguido por ter menos poderes do que a rainha de Inglaterra. Ou então talvez tratasse da "justiça governamental" que se abateu sobre os arguidos da Casa Pia entre os quais se destaca o Carlos Queiruz.
Sócrates inaugura uma escola por dia, à prova de pedófilos, e já pode dizer, como o outro, "é a primeira vez que inauguro desde a última vez que inaugurei". Passos quer rever a Constituição para proibir mais do que 3 inaugurações por semana o que prefigura a destruição do Estrado Social.
Já os submarinos ninguém os quer inaugurar, à superfície, e o os novos carros de combate "pão duro" têm vindo a sofrer com a escassez do trigo no mercado global.
Duarte Lima está ser alvo de um processo disciplinar por ter convocado uma greve da Polícia de Segurança Pública no Rio de Janeiro e entretanto Fernando Nobre inicia na próxima segunda-feira uma Volta a Portugal, sem bicicleta, durante três meses.
Seja como for a época dos fogos acaba a 9 de Setembro, data a partir da qual Cavaco deixa de poder atear dissoluções.
Valha-nos isso.

.