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terça-feira, junho 26, 2007

sexta-feira, junho 22, 2007

O Decálogo dos Condutores

O Vaticano divulgou recentemente o Decálogo dos Condutores, uma versão dos dez mandamentos para aplicação rodoviária, tentando contribuir dessa forma para o combate aos acidentes na estrada.

No sentido de acelerar os efeitos práticos desta medida foi nomeado um nuncio especial, o Cardeal Guido Ferrari, que iniciou em Lisboa um périplo europeu.

O cardeal, num gesto inédito, fez questão de usar um boné da Brigada de Trânsito, durante a bênção, para mostrar o seu desígnio de estabelecer uma cooperação intensa com a GNR.




Mais tarde reuniu com as Estradas de Portugal E.P.E. cuja denominação, segundo o cardeal, deveria nas novas circunstâncias ser modificada para Caminhos do Senhor E.P.E.
A proposta foi recebida no gabinete do ministro Mário Lino e vai ser estudada para averiguar do eventual impacto sobre a localização do novo aeroporto.

Para se deslocar até ao local das suas várias reuniões o embaixador do Vaticano não hesitou em montar um motociclo da BT, mitra ao vento, com o intuito de avaliar a potência dos meios usados pelas forças de segurança.




Antes de deixar o nosso país Monsenhor Guido Ferrari tem ainda agendada uma reunião na Direcção Geral de Viação por forma a harmonizar a punição das contra-ordenações que, para além das coimas e da inibição de conduzir, deverá também vir a contemplar a penitência do terço.

Em complemento será apresentado um projecto inovador: o “Rodofessionário”.
O projecto do “Rodofessionário”, que ainda procura fontes de financiamento, prevê a colocação de um confessionário em todas as Operações STOP da GNR, para ser usado nos mesmos moldes que o balão da alcoolemia embora com carácter facultativo.
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segunda-feira, junho 18, 2007

segunda-feira, junho 11, 2007

"Embarga Cá" Fernandes



Certos autarcas surgem nas eleições, de forma oportunista, brandindo a famigerada obra feita. "Embarga Cá" Fernandes foi o único que conseguiu fazer da obra desfeita um trunfo político.

Quem o quer ver é rodeado de projectos.
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domingo, junho 10, 2007

“Panaceia” Costa


Quer se trate dos fogos florestais, das morosidades da justiça ou da confusão das forças de segurança é ele o homem certo. Agora também para salvar a capital não se sabe bem de quê.

Remédio tão geral, para a calvície e para os calos e também para a comichão, era nos meus tempos baptizado como “banha da cobra”. Hoje é o “Panaceia” Costa.
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sábado, junho 09, 2007

Telmo, "O Desejado"



Aproveito também esta oportunidade para desmentir, formalmente, que o Paulo tenha tido que impor, à força, a minha candidatura. E muito menos ao Doutor Nobre Guedes.
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sexta-feira, junho 08, 2007

Roseta, Arquitecta "não dependente"



Ser candidato independente é, hoje em dia, um grande problema.
"Arquitecta Independente" facilmente se confunde com "Arquitecta pela Independente" e refutar esta última interpretação pode ser visto como um ataque ao Senhor Primeiro Ministro.
Pelo sim pelo não é melhor Roseta apresentar-se como "não dependente".
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quinta-feira, junho 07, 2007

Ruben, "O Navegador Solitário"



Tem estampada no rosto a felicidade das certezas.
"Navegar é preciso" mesmo quando não se sabe muito bem para onde.
Parece que não mas é um navegador cada vez mais solitário.
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quarta-feira, junho 06, 2007

Negrão, "O Voluntário"


Na escola punha sempre o dedo no ar para ir ao quadro e continuou assim pela vida fora.
Uma coisa temos que reconhecer: é um cavalheiro que nunca perde a compostura mesmo quando tem que fazer um frete a pedido do chefe.
Infelizmente para ele esta atitude é muitas vezes interpretada como subserviência.
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terça-feira, junho 05, 2007

Carmona, “O Regressado”


Foi ele quem disse “Não serei eu o primeiro a abandonar o barco, nem permitirei que me atirem pela borda fora”. No entanto, acabou por ir.

A política tem razões que os técnicos, os realmente engenheiros e os arguidos desconhecem. Carmona foi apenas a consequência, mal tolerada, de um erro chamado Carrilho.

Regressa ao mundo dos vivos para assombrar os candidatos e os partidos que tentaram descarregar sobre ele todos os erros que em Lisboa se cometeram desde o Senhor D. Afonso Henriques.
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quinta-feira, maio 31, 2007

Um novo emblema para Lisboa

Dadas as circunstâncias proponho que, em simultâneo com as eleições para a CML, seja referendado pelos lisboetas um novo emblema para a cidade. Aqui ficam algumas sugestões:









(clicar nas imagens para ampliar)

quarta-feira, maio 30, 2007

Margem Sul


(clique na foto para ampliar)

terça-feira, maio 29, 2007

Os convites continuam...

Dada a insatisfação reinante entre os militantes do PSD parece que continuam os contactos para substituir Negrão.

Aqui fica documentada a última tentativa.

quinta-feira, maio 24, 2007

NOVO !!! Gerador Automático de Discursos



Clique aqui para aceder ao novo Gerador Automático de Discursos.
Quem sabe se não poderá usá-lo já na próxima campanha eleitoral...

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quarta-feira, maio 02, 2007

Inglês Técnico


Não há nada como uma piada para voltarmos à terra depois das comemorações do 25A e do 1ºM.

sexta-feira, abril 20, 2007

A minha ida ao "Um Contra Todos"

Era daqueles que seguia diariamente o concurso da RTP Um Contra Todos, achava que era um contributo divertido para estimular a nossa cultura geral, apesar de muitas das perguntas se reportarem a "fait-divers" mais comezinho, tipo onde nasceu ou com quem esteve casado este ou aquele actor, ou ainda em que clube ou em que lugar jogava tal futebolista.



A História de Portugal, para não assustar os concorrentes, restringia-se aos últimos 50 anos ou algumas das perguntas sobre literatura portuguesa referiam-se às inesgotáveis obras da Margarida Rebelo Pinto. Malato, o apresentador do programa, tem espírito e consegue, em algumas tiradas dar um tom progressista, num local que prima sempre pelas opiniões reaccionárias ou, pelo menos, pela defesa da ideologia dominante. Veja-se, por exemplo, quando o Jorge Gabriel apresentou um programa semelhante referiu-se a Chávez, como um anti-americano primário, reproduzindo as ideias feitas sobre esta matéria.
Foi com este estado de espírito que resolvi inscrever-me no concurso. Depois de muitos telefonemas para cá e para lá, mas sempre afáveis e simpáticos, e um interrogatório por telefone a testar os meus conhecimentos gerais, eis que surge o dia em que devo comparecer às 10h30 na Televisão. Pedem-me que leve duas mudas de roupa, não vá eu ir à cadeira. Como são gravadas três sessões por dia, tem que se dar ao telespectador a sensação de que o concorrente está a ser inquirido em três noites diferentes
Como não sabia o tempo que levaria a chegar à televisão e devido aquele espírito antes-de-já, que é próprio dos sexagenários, cheguei com vinte minutos de antecedência. Esperava eu que entrasse, fosse levado para uma sala e esperasse até chegarem todos os 51 concorrentes. Engano meu. Esperámos à porta da televisão, por acaso não foi ao vento e à chuva, porque nesse dia fazia Sol, mas por aquilo que me foi dado perceber, devia ser essa a situação normal. Só mesmo às 10h30 é que chegou uma menina que confirmou a nossa presença. Depois, reuniu-nos e levou-nos para o estúdio, onde nos entregaram um conjunto de folhas, para nos identificarmos e declararmos que renunciamos a todos os direitos de reclamar contra a Endemol, a produtora do programa. Tipo quando instalamos um novo software no nosso computador e a firma produtora nos espolia voluntariamente de todas as possibilidades de no futuro reclamarmos contra qualquer maldade que ela nos faça. Já se sabe que assinei sem me dar ao trabalho de ler todas as alíneas, tal como aceito todos os programas de computador sem ler todos os direitos a que renuncio. Tristes vão os tempos que para se fazer qualquer coisa é preciso comprometermo-nos a não pormos em tribunal com quem nos relacionamos. Qualquer dia para fazermos amigos temos que previamente assinar uma declaração a dizer que no futuro não nos tornaremos seus inimigos.
A sala onde esperamos, onde assinamos a declaração e onde comemos é sempre a mesma, acanhada, com mesas de contraplacado e desprovida de qualquer decoração. Lateralmente tem um pequeno bar, com máquinas de café portáteis e em que o balcão é igualmente uma mesa. Um local sem condições e pouco simpático. No entanto, convencido que estava a fazer um favor à televisão participando no seu concurso, pensei que, tal como em todos os locais onde há conferências, colóquios, etc., poderia ir tomar o coffe break sem pagar nada. Puro engano, o café era a 0,50 €, como em qualquer cafetaria, com muito melhores condições. Sobre pagamentos, soube também que, aos participantes que vinham da província, não era paga a estadia em Lisboa, ao contrário do que sucedia anteriormente. É a crise.
Esperámos e só por volta do meio-dia fomos para o estúdio para gravar o programa. Depois de muitas experiências, justificáveis para quem como eu estava naquelas andanças pela primeira vez, lá se dá início à sessão. O Malato aparece com ar de sono, dizendo que a mãe o tinha acordado às dez, ainda por cima ligando a seguir o aspirador. Todo o programa tem este ar familiar, com um tal Betão, um brasileiro grande, a comandar as tropas, contando anedotas ordinárias, que ultrapassam as raias do dizível. As referências sexuais, supersticiosas e religiosas, tipo seita, são comuns durante todo o dia. O Malato sempre com um ar enfastiado e cansado, transmite a sensação de que é uma grande estafa fazer o programa. O que não deixa de ser verdade porque, segundo percebi, durante três dias, 4º, 5º, e 6º feiras, do fim da manhã até às oito da noite, foi a hora a que acabou a última gravação, vai, apesar das longas interrupções, fazendo momices e perguntas aos seleccionados.
Apesar de já ter sido avisado telefonicamente, os concorrentes têm que estar de pé durante as gravações, resta-lhes nos intervalos um banquinho de plástico, da loja dos trezentos, para aliviarem o seu cansaço. As gravações são morosas, sempre antecedidas de novos ensaios, que, para um leigo, dão a sensação de que se está à espera que o apresentador se disponha a gravar. Como experiência fica-nos um dia que começa às 10h30 e acaba ás oito da noite, a maioria dele passado em pé, sem se ver a luz do dia, almoçando gratuitamente na sala onde se espera, mas com lanche e cafés pagos. No fundo, uma canseira. Há concorrentes que se oferecem para ir lá no dia seguinte, eu pagava para não ir.
E o concurso. Falava-se à boca pequena, que a primeira concorrente que foi seleccionada para ir à “cadeira”, e em teoria ela deveria sê-lo por ter sido a mais rápida a responder a uma determinada pergunta, já tinha sido previamente escolhida. Não sei se é verdade, mas que a senhora vinha muito bem arranjada, como se fosse para uma passagem de modelos, quando todos os concorrentes aparecem vestidos informalmente, é a pura das verdades. Só a sua ignorância é que era maior do que o seu ar.
Já se sabe que chumbei quando me perguntaram, para além das que estavam indicadas, qual era a modalidade que faltava no pentatlo: canoagem, natação ou salto em altura. Fugiu-me logo o dedo para o disparate: salto em altura. Era natação. O desporto não é o meu forte.
Resta-me a consolação de numa das sessões ter chegado aos últimos seis. Esta terminou com a pergunta, que a concorrente em jogo não soube responder, quem é que tinha realizado os filmes “Acossado”, “O Desprezo” e “Pedro o Louco”. Como eu gostaria de ter dito ao Malato que era o Jean-Luc Godard, e que o primeiro era o “À Bout de Souffle” (1959), segundo “Le Mépris” (1963) e o terceiro “Pierrot le Fou” (1965). Que “Acossado” termina com o Jean-Paul Belmondo a morrer, caído no chão da rua, e a fechar com a mão os olhos a si próprio e o terceiro , com o mesmo actor, com dinamite enfiado na cabeça a tentar apagar o rastilho que tinha acabado de acender. Como estes foram os filmes da nossa juventude ou pelo menos da memória que guardamos deles e mesmo que os odiássemos, era porque eles eram o cinema do nosso tempo.

quinta-feira, abril 05, 2007

Eu voto em branco



Eu voto em branco

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terça-feira, março 27, 2007

O Maior Português de Sempre




Não vale a pena ensaiar grandes análises sociológicas à volta do resultado do “Maior português de sempre”.

Não passou de um concurso tipo “Chuva de estrelas” onde os grupos de pressão têm campo livre face à muito generalizada preguiça/indiferença do publico.
Não sendo provável que existam fanáticos de Camões ou um lobby de D. Afonso Henriques, manifestaram-se os 3 grupos com capacidade para mobilizar activistas telefónicos: os neo nazis, os comunistas e os judeus. (Arrisco o palpite de que se entre os concorrentes estivesse algum assumidamente “gay”, teria sido o vencedor...)

Convém também não esquecer que a personagem de Santa Comba foi simultâneamente brindada com o troféu de “O pior português de sempre” (organização do Inimigo Publico e do Eixo do Mal).

Não me parece que se possa presumir de tudo isto que os portugueses têm saudades da ditadura ou que há uma investida da extrema direita contra a democracia.
E muito menos se deve fazer figuras tristes clamando com a inconstitucionalidade, numa histeria politica que ombreia com o folclore dos próprios factos.
O melhor que há a fazer é não falar mais no assunto para não lhe dar a publicidade que ele não merece.

Se receamos que a sociedade portuguesa esteja a ficar predisposta para ouvir os cantos de sereia ditatoriais, o que há a fazer é denunciar e combater as práticas que levam as pessoas a desiludirem-se com a politica e os políticos (a corrupção, a incompetência, a burocracia, o nepotismo, a prepotência, o laxismo, o peculato, etc).

O resto, é folclore.

Os Grandes Portugueses

O programa da televisão pública Os Grandes Portugueses teve no Domingo à noite a sua conclusão lógica. A Direcção da RTP I, que foi desenterrar Maria Elisa para fazer este programa, pensava ter um grande êxito entre mãos, com grandes audiências e muitos falsos confrontos para entreter o pagode. Nunca provavelmente admitiu que isto lhe corresse tão mal.




O programa politizou-se e neste marasmo anestesiante que é a vida política portuguesa eis que lhe sai na rifa em 1º lugar o Salazar e em 2º, o Álvaro Cunhal. Os heróis do bloco central: Mário Soares e Sá Carneiro são preteridos e as figuras sempre disponíveis da nossa história: D. Afonso Henriques, Infante D. Henrique, D. João II, Vasco da Gama, etc., são relegadas para segundo plano. Os mais inconvenientes, os menos politicamente correctos, surgem em força. Resolve fazer uma sondagem à pressa para saber quem era o grande português e lá safa a honra do convento descobrindo que o escolhido era D. Afonso Henriques. A sondagem sempre valia mais do que os telefonemas a 1,00 € cada.
Todo este espectáculo foi de uma grande tristeza, exceptuando talvez alguns dos documentários que tinham dados informativos sobre os biografados.
Os Grandes Portugueses não passam de uma versão intelectual do Big Brother, com heróis e vilões, o vencedor e os despedidos da casa (veja-se um dos episódios do Gato Fedorento - Isto é uma Espécie de Magazine), tudo isto apresentado com grandes pretensões culturais e pedagógicas. De cultural tem muito pouco e é o mais anti-pedagógico possível. Mas a RTP, na senda das suas congéneres estrangeiras (não estamos na Europa?), resolveu mesmo assim apresentar este programa e acrescentou-lhe a apresentadora menos classificada para o fazer. Não quanto as suas capacidades profissionais, quem sou eu para discutir isso, mas quanto ao seu comportamento político. Quem já mudou tantas vezes de casaca: de assessora de imprensa de Maria de Lurdes Pintassilgo, a directora de programas de Proença de Carvalho, que tinha a missão, já publicamente assumida pelo próprio, de sanear a extrema-esquerda da televisão, de deputada por Castelo Branco pelo PSD a adida cultural em Londres, não era de certeza a pessoa mais indicada para dar um tom de seriedade ao programa, que, como se veio a verificar, acabou na desgraça que foi. Maria Elisa rodeou-se de pessoas mediáticas, mas pouco classificadas, com as raras excepções do Hélder Macedo e talvez, não sou pessoano, de Clara Ferreira Alves. A escolha de Odete Santos foi nitidamente para matar pela segunda vez o Álvaro Cunhal.
Além do mais, Maria Elisa levou o programa a sério, apesar de ir sempre dizendo que era um passatempo. Escolhe primeiro os que lhe dariam prestígio intelectual, como o Professor Eduardo Lourenço no debate de apresentação, mas combate e afasta depois todos os que o ridicularizavam. Reúne-se com aqueles que podiam atacar o Cunhal e, mais moderadamente, o Salazar. Ainda na noite de Domingo, a seguir a duas intervenções da tresloucada Odete Santos, achou por bem, o que não fez com nenhum outro interveniente, contrapor à opinião daquela deputada a de um historiador (António da Costa Pinto) e a de um jornalista (José Manuel Barroso), este último que sempre se notabilizou pelo seu anticomunismo militante e que achou, em artigo que escreveu recentemente para o Diário de Notícias, que Salazar ainda vá lá que fosse escolhido, agora Cunhal é que nunca.
A RTP teve pois o que merecia e os portugueses o que na sua maioria não desejavam, mas que, dada a sua tolerância para com o fascismo, agora apodado de Estado Novo, tiveram que engolir.

quarta-feira, março 21, 2007

Religiosidade "gourmet"...



As recentes directivas do papa Bento XVI, de regresso a preceitos mais rígidos e tradicionais, têm provocado diversas reacções interpretativas.

Para mim, que sendo ateia só me interesso pelo facto do ponto de vista sociológico, isto aparece relacionado com a tendência cultural de uma certa “elite” para a procura da distinção num mundo cada vez mais massificado.

Ou seja, em oposição ao turismo de massas e hotéis iguais em todo o mundo, viagens de aventura e estadias em castelos renascentistas. Em vez da lagosta e da perdiz congelados em todos os hipermercados, enchidos feitos segundo receitas milenares e curados ao fumeiro em cozinhas familiares de granito.

E contra a missa com pandeiros e sotaques sul-americanos ?
Latim e cantochão...
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