quinta-feira, março 30, 2017

Transparência



O governo, que esteve metido no negócio do Novo Banco até aos joelhos, negociando quer com o comprador quer com Bruxelas, agora faz de nós parvos e diz que não tem nada a ver com o assunto. O BE e o PCP, que sempre foram contra a "entrega a privados", num acesso de "coerência", eles que tanto criticaram o PSD aquando da TSU, fecham os olhos à manobra que mais não visa do que subtrair a trafulhice ao escrutínio do Parlamento.

quarta-feira, março 29, 2017

terça-feira, março 28, 2017

O amor é lindo


segunda-feira, março 27, 2017

Nós somos assim


sexta-feira, março 24, 2017

Meu caro Jeroen


quinta-feira, março 23, 2017

Terrorismo mediático



O Daesh executa os homicídios, as televisões transformam os homicídios em terrorismo pela forma como os tratam.
Os crimes como espectáculo, repisados durante horas, sob todos os ângulos, projectam na opinião pública um dimensão desmesurada que alarma e aterroriza.
Alguém devia acabar com isto. 
Para evitar que os terroristas sintam que vale a pena.

quarta-feira, março 22, 2017

As prioridades do Medina



As prioridades do Medina
Enquanto Lisboa desmorona na Graça, abre buracões na Av. de Ceuta e desaba em Alcântara, o Medina faz ciclovias e obras de fachada.
É que suster as terras, prevenir os desabamentos e cuidar das estruturas não são obras que encham o olho.

terça-feira, março 21, 2017

Dijsselbloem


sábado, março 18, 2017

Fermentelos


terça-feira, março 14, 2017

São Jorge



O filme de Marco Martins é muito bem feito e mostra-nos o trabalho do grande actor que é Nuno Lopes.
É uma história neo-neo-realista que nos meus tempos de cineclubista talvez considerasse um tanto esquemática.
Mas os ambientes estão muito bem criados e tudo respira autenticidade. 
Duas legendas, no princípio e no fim do filme, remetem para os tempos da Troika. Esse tique conjuntural e panfletário não beneficia o filme de maneira nenhuma.
Um desempregado em situação desesperante não difere muito por viver no tempo do "engenheiro", da troika ou da geringonça. E é essa intemporalidade da miséria que enobrece o filme.

sexta-feira, março 10, 2017

Mais uma grande vitória no melhor dos mundos




Mais uma grande vitória no melhor dos mundos
António "Pangloss" Costa regozija-se com o facto de Bruxelas 
nos deixar enterrar uns milhares de milhões de euros na CGD.
Assim se cumpre o nosso fado; pagar os prejuízos causados 
por empréstimos sem cobertura feitos a amigos e correligionários.

quarta-feira, março 08, 2017

Os factos alternativos do Dr. Costa


Os factos alternativos do Dr. Costa 
Confronte-se os termos inflamados com que Costa lançou a questão dos off-shores na AR, a 22 de Fevereiro, com o quadro dos movimentos que não foram objecto de tratamento pelo fisco.
18 das 20 declarações foram submetidas a partir de Junho de 2015 o que torna, na prática, impossível a sua publicação ou tratamento durante a vigência do governo de Passos Coelho.
Este caso, como tantos outros, mostra a estatura e seriedade do actual primeiro ministro.









segunda-feira, março 06, 2017

domingo, março 05, 2017

Silêncio



Perante a grandiosidade deste filme 
a retórica das palavras seria quase um sacrilégio. 
SILÊNCIO.

sexta-feira, março 03, 2017

Anatomia de uma golpada mediática


Tudo o que vou dizer a seguir não tem como intuito nem minimizar a importância do “caso dos off-shores”, nem desmotivar a investigação das causas e culpados do que aconteceu.

O objectivo deste texto é mostrar, a quem ainda não se tenha apercebido, as manobras e golpadas partidárias a que temos estado sujeitos.





1.
A notícia do Público sobre a “fuga dos 10.000 milhões” foi dada mesmo a tempo da ida de António Costa à Assembleia da República, que aconteceu no dia 22 de Janeiro. Mera coincidência? Talvez. Mas a verdade é que a tal “fuga” era conhecida pelo menos desde Outubro de 2016 e a “não publicação” das estatísticas era do domínio publico desde 2011. Por outro lado António Costa encontrava-se sob uma enorme pressão por causa dos SMS de Centeno e precisava de desviar as atenções.
2.
Desde o início, a questão da “fuga dos 10.000 milhões” foi associada nos textos do jornal, sem razão aparente, à não publicação das estatísticas. Sem o afirmar claramente levou-se os leitores a pensar que a falta de tratamento das saídas de dinheiro resultava da não publicação das famosas estatísticas.
Esta foi uma jogada de mestre pois permitiu culpabilizar os adversários politicos pela “fuga” sem qualquer fundamento.




3.
António Costa, no dia 22 de Janeiro, durante o debate quinzenal, usou o artigo do Público para, sem apresentar qualquer informação factual, acusar o governo anterior de “ter deixado fugir 10.000 milhões de euros”. Durante vários dias multiplicaram-se nos meios de comunicação as mais variadas especulações, sem qualquer base factual com excepção da não publicação das estatísticas. Que dessa forma surgiam numa implícita relação de causa efeito.




4.
Só no dia 25 de Fevereiro, vários dias depois, surgiu publicamente a informação de que nem todos os movimentos declarados pelos bancos teriam chegado à base de dados em que se baseia a actividade inspectiva da AT. Depois de terem deixado que se instalasse na opinião pública a ideia de que os movimentos não inspeccionados eram aqueles que não tinham sido publicados. Afinal, admitia-se, a AT tinha tratado todos os movimentos que conhecia apesar de não os ter publicado.
5.
Esta nova situação obrigou o Secretário de Estado a esboçar algumas hipóteses de explicação para o "desaparecimento" das 14 declarações dos bancos. Fez umas vagas referências a erros informáticos e disse também que não há qualquer indício de interferência política no assunto.
Atendendo a que o Secretário de Estado conhece esta situação desde, pelo menos, 31 de Outubro de 2016 seria de esperar um conhecimento muito mais profundo das causas e consequências do que se passou.






6.
Finalmente, como se não bastassem já as manobras anteriores, com claros intuitos partidários, hoje dia 3 de Março, o caso deu uma nova curva. Ficou a saber-se que as declarações bancárias na AT sobre movimentos para off-shores não são feitas sempre nos anos em que ocorrem. Falou-se, por exemplo, do caso do BES em que foi a administração do Novo Banco, depois da resolução em finais de 2014, que comunicou ao fisco saídas de capitais ocorridas nos anos anteriores.
7.
Estas últimas revelações permitem-nos supor que afinal as lacunas da informação tanto podem resultar de deficiências informáticas como de meros atrasos na comunicação da informação pelos bancos.
Passámos vários dias a ouvir falar de publicação de estatísticas mas continuamos sem saber quais os montantes de imposto que deveriam ter sido cobrados, se tudo tivesse corrido normalmente, e se tais montantes devidos, a existirem, ainda podem ser recuperados pelo fisco.


Em suma, o Ministério das Finanças tem vindo a manipular sistematicamente o timing das revelações que faz, com o objectivo de passar culpas para os adversários políticos e também de disfarçar a sua própria inépcia.

quinta-feira, março 02, 2017

Almada



Almada
hoje descobri uma grande parte da sua obra, na Gulbenkian.
Para além da admiração descobri também uma especial cumplicidade com o grande artista.
Partilho com ele, há muito, sem saber, esta importância fulcral dada à visão e ao poder da imagem que é "anterior às palavras".


Há poucos dias, por coincidência, tinha escrito isto:


quarta-feira, março 01, 2017