segunda-feira, março 30, 2015

A Madeira já não é um Jardim mas desde ontem desapareceu dos noticiários.



A Madeira já não é um Jardim mas desde ontem desapareceu dos noticiários.
Multidões de comentadores que são chamados às TVs para discutir qualquer assunto, seja ele qual for, vão certamente a caminho da Páscoa pois estão omissos.
Aqueles jornalistas que costumam sair de trás dos carros a perguntar coisas ao Costa também desapareceram em combate.
Em suma ninguém quer saber por que razão o PS levou uma abado na Madeira nem sequer por que razão um "partido de aviário" (Costa dixit) teve mais votos do que a CDU ou o BE.

terça-feira, março 24, 2015

domingo, março 22, 2015

Lista VIP precisa-se



Lista VIP precisa-se
para proteger os políticos uns dos outros.
Enquanto puderem comprar informações fiscais passam o tempo a morder-se e a rebentar broncas uns aos outros, em vez de fazerem política e resolverem os problemas do país

sexta-feira, março 20, 2015

quinta-feira, março 19, 2015

Afogados VIP




Aqueles que consideram inaceitável a existência de uma lista de cidadãos especialmente visados na bisbilhotice fiscal também devem achar horrível que só haja nadadores salvadores nas praias enquanto o alto da Serra da Estrela continua desprotegido.
Este assunto da "bolsa VIP" é uma parvoíce que todos repetem, incluindo o governo, pelo medo politicamente correcto de parecer que defendem um "privilégio".

quarta-feira, março 18, 2015

Um país de pernas para o ar



Um país de pernas para o ar
No dia seguinte à declaração, pelo Tribunal da Relação, que confirma fortes indícios de corrupção de um ex-primeiro ministro do PS, o que monopoliza a comunicação social?
As acusações do mesmo PS ao governo, com pretexto na hipotética existência de uma lista destinada a proteger contribuintes especialmente visados nas fugas de informação sobre dados fiscais.

segunda-feira, março 16, 2015

O António Costa está na lista VIP ?



O António Costa está na lista VIP ?
sucedem-se as campanhas de desinformação.
Aquela que está em vigor neste momento é a famosa lista VIP de que toda a gente fala mas ninguém viu.
Aproveita-se o pretexto para insinuar que os que constam da lista VIP são poupados aos impostos, o que é uma vergonhosa manipulação.
Uma lista de pessoas especialmente protegidas da indiscrição alheia faz todo o sentido, se forem aquelas pessoas a quem é apetecível prejudicar ou chantagear.
Eu não me importaria nada de que António Costa, ou Ferro Rodrigues, que tanto têm agitado este espantalho, constassem dessa lista.
Eles e outros agentes políticos, sindicais ou judiciais estão na primeira linha da frente para ser vítimas de inconfidências.
Não faltarão aqueles que, por militância ou por ganância, estarão disponíveis para vascular indevidamente os ficheiros da Autoridade Tributária.
Não é com o cidadão comum que esses espiões poderão ganhar dinheiro, ninguém quer saber das suas mazelas.
São as figuras públicas, ou mediáticas, que interessam nesse negócio.
Ao contrário do que se repete todos os dias eles não devem ser tratados como o vulgar cidadão pois, neste particular, eles não são iguais ao vulgar cidadão.
Tal como o juiz que tem direito a porte de arma ou a ser escoltado por forças policiais.
Em suma, se a lista VIP não existe devia existir.

sexta-feira, março 13, 2015

O meu strip-tease político



O meu strip-tease político
(dedicado a todos aqueles que continuam a chorar lágrimas de crocodilo pela “unidade de esquerda” e a sonhar com ela como panaceia para Portugal).
Soares e Otelo foram os coveiros da Revolução portuguesa e representam a antítese daquilo que desde jovem me levou a envolver-me na política.
Unidos pela megalomania distinguem-se nas motivações: um move-se pela ambição de poder e o outro pelo romantismo pateta.
Quando o fascismo foi derrubado só existia uma força política organizada e implantada no terreno; o PCP. A sua hegemonia no campo da esquerda era não só inevitável como natural. Nesse momento fundador, em vez do espírito de colaboração fraterna, quer o PS, por um lado, quer os esquerdistas, por outro, cavaram irresponsávelmente as fracturas que nunca mais se sararam na esquerda portuguesa.
O PS, capitaneado por Mário Soares, aliado com as forças mais retrógradas da sociedade portuguesa, sob a batuta do ciático Carlucci, isolou o PCP da classe média assustando-a com as tiradas extremistas dos esquerdistas.
Otelo serviu de pivot a todo esse tipo de concepções infantis e inconsequentes, nomeadamente quando se candidatou à Presidência da República, dessa forma dividindo e confundindo uma boa parte da juventude progressista. Os erros foram tantos e tais que ainda hoje não há espaço em Portugal para qualquer “Syriza” ou “Podemos”.
Por muito equivocadas que fossem as concepções do PCP nessa época elas não eram irremediáveis, como se provou ao longo das últimas décadas de integração no sistema democrático português. O seu isolamento político alienou o contributo da única força política coerente, determinada e consequente da esquerda portuguesa.
Seguiram-se longos anos de “normalização” em que o PS se converteu numa espécie de partido do regime, totalmente envolvido no “bloco central de interesses” e abandonando todas as suas referências ideológicas.
Os esquerdistas, por sua vez, passaram o tempo a cindir-se e a “reinventar-se”, sempre prontos para ir atrás de qualquer foguete de ocasião (Chavez ou Obama, Hollande ou Tsipras, etc,etc), incapazes de aprender com as sucessivas “desilusões”. Fico espantado com a perseverança com que esses velhos “revolucionários”, que eu tive que aturar durante a campanha do Otelo em 1980, continuam a cultivar hoje os seus radicalismos de café.
O PCP, por sua vez, não conseguiu ficar imune ao que se passava na esquerda à sua volta. Assimilou acriticamente a patranha do “Estado Social”, pactuou com muitas das bandeiras “fracturantes” dos esquerdistas e, lamentávelmente, deixou de cultivar a sua vocação chave para uma nova sociedade.
É hoje apenas uma espécie de super central sindical, e autárquica, de todas queixas e queixosos, sem cuidar sequer de prevenir incompatibilidades.
Dito isto, que vivi ao longo de décadas e acompanhei com empenhamento desinteressado, o que é que eu espero?
Espero uma regeneração do PCP, o meu partido de sempre, que eu abandonei por desilusão.
Continuo a acreditar num dia futuro em que a coragem de re-equacionar os princípios, e modernizar a teoria, gerem uma nova dinâmica de transformação social para o século XXI.
Os principios básicos de seriedade, dedicação e disciplina continuam lá. Só falta adicionar o racionalismo e a visão de futuro.

quinta-feira, março 12, 2015

terça-feira, março 10, 2015

A bomba-relógio



O entusiasmo mediático com as dívidas do Passos Coelho, e o prolongamento artificial do tema no espaço público, têm tudo a ver com uma bomba-relógio chamada Sócrates.
A dramatização das dívidas é a última chance dos que querem desesperadamente antecipar as eleições para que elas aconteçam antes da bomba Sócrates rebentar.
É muito difícil defender com seriedade que as eleições legislativas de 2015 se façam sem que os portugueses saibam se o maior partido da oposição criou, manteve e apoiou até ao fim um governo onde a corrupção se praticava ao mais alto nível.
Por isso tenta-se criar artificialmente um clima de gravidade excepcional que justifique a antecipação das eleições e bombardeia-se Cavaco com sugestões e reprimendas.
Adicionalmente o caso das dívidas, e a ideia subjacente de que são todos iguais, ajuda a relativizar as culpas do próprio PS mesmo antes de elas virem a tornar-se o tema das próximas eleições.

domingo, março 08, 2015

Assino por baixo




Assino por baixo
DN 08.03.2015



A Santa Madre Igreja, 
em toda a sua sapiência, 
recomenda esta nova fórmula.

sexta-feira, março 06, 2015

Michio Kaku



Mais um cientista que se pronuncia sobre o futuro. 
Michio Kaku comete um erro comum nos seus pares; apesar das enormes transformações que imagina e preconiza não consegue conceber um quadro socio-económico de novo tipo. Fala de "Capitalismo Perfeito" como se as transformações tecnológicas em catadupa não tivesse que resultar em novas relações sociais e de produção

quinta-feira, março 05, 2015

quarta-feira, março 04, 2015

Foi o Costa que safou o Passos ?




O que eu acho espantoso é que ninguém questione o governo Sócrates/Costa que, pela sua inépcia, deixou escapar milhares de faltosos nos descontos para a Segurança Social.
Em 2007, quando o problema foi identificado e tratado, o Costa era ministro de Estado, nº 2 de Sócrates, e foi então que ao enviar uma notificação em correio normal para 107.000 faltosos se inviabilizou uma futura penhora. O assunto foi pura e simplesmente arquivado. 
Ainda gostava de saber quem estava na lista dos faltosos para perceber se houve apenas incompetência do "Costa & Cia" ou se o objectivo foi safar amigos entalados. Talvez os jornais ou a AR possam pedir a lista dos notificados para se perceber a quem serviu o erro.
Não esquecer que nessa época o Passos era até uma figura simpática ao PS pois, como candidato à liderança do PSD, servia para lançar a confusão no terreno dos adversários. Por isso nunca seria denunciado nessa época pelo facto de estar na tal lista.
Mas eu pergunto: qual das actuações em 2007 é mais grave, a do Costa ou a do Passos?

terça-feira, março 03, 2015