sexta-feira, novembro 29, 2013

Equívocos



Há dois tipos de equívocos que atrasam o avanço da humanidade para um novo patamar nas relações sociais e no desenvolvimento:
1. Não conseguir imaginar a produção em sociedade sem ser na base do trabalho assalariado; sentir-se perdido quando falta um patrão a quem entregar o esforço e a inteligência.
2. Pensar que tudo se resolve substituindo as empresas por um super-patrão universal chamado Estado, de quem todos os cidadãos seriam empregados em troca de um salário

segunda-feira, novembro 25, 2013

25 de Novembro

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há 38 anos eu era um jovem oficial dos fuzileiros, desmobilizado da guerra na Guiné em 1970, e com um emprego bem pago numa grande empresa internacional. 
Nesse 25 de Novembro estive uma noite inteira à espera da espingarda G3 com que tentaria defender a Revolução dos Cravos das perversões da democracia burguesa.
Alta madrugada vieram dizer-nos qualquer coisa que me soou a "a Revolução falhou" ou "o 25 de Abril acabou", o que para nós era quase a mesma coisa.
Só me lembro das lágrimas a correr-me na cara enquanto conduzia pela segunda circular.
Eu estaria provávelmente a tentar uma revolução impossível, eu estaria talvez equivocado, mas aquelas lágrimas não. Nunca mais as esquecerei.
Os homens contra quem eu então lutava figuram na fotografia deste post.
O chefe da CIA em Portugal, Carlucci, orquestrou as operações com Mário Soares e com os militares como Vasco Lourenço, atrás dos quais se acantonaram todos os "reaças".
É portanto com revolta que vejo hoje estes mesmos figurões, a quem não dou qualquer crédito, afivelarem uma máscara revolucionária, patrocinando uma insurreição de opereta.
Se queriam uma "democracia popular" deviam ter aproveitado a oportunidade que lhes demos em 1975.
Nessa altura, apesar de tudo, fazia muito mais sentido.

sábado, novembro 23, 2013

Os herdeiros do PS

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É duro ser herdeiro do PS

sexta-feira, novembro 22, 2013

Chamem a polícia...


O golpismo senil

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O golpismo senil
com apelos inconstitucionais ao derrube violento do governo e da presidência, com a tentativa de manipulação dos polícias numa insurreição de "escada acima, escada abaixo", remete Portugal para os piores pesadelos da farsa sul-americana.
E vai custar caro ao país em juros da dívida.

terça-feira, novembro 19, 2013

E a seguir ?

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E a seguir fintamos as taxas de juro e os mercados, ultrapassamos o segundo resgate 
e rematamos de forma imparável 
um aumento do PIB. 
Assim calamos as bancadas adversárias 
cheias de desemprego

sábado, novembro 16, 2013

Turismo

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O presidente da CCP, João Vieira Lopes, considerou de positivo o crescimento da economia portuguesa em 0,2% no terceiro trimestre do ano, face ao período anterior, embora tenha dito que “era expectável” devido, sobretudo, ao bom ano turístico.
Publituris, 14 de Novembro

Não era este mesmo senhor que dizia que o IVA da restauração a 23% mataria o turismo ?

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segunda-feira, novembro 11, 2013

IMAGINE




Imagine, por instantes, que um ministro qualquer terá dito na Conchinchina uma frase inconveniente, potencialmente causadora de danos ao interesse nacional.
Agora imagine, por absurdo que pareça, que toda a gente desata a falar do assunto a toda a hora, em todas as televisões e jornais, amplificando o efeito nefasto da gaffe.
Como se pretendessem garantir que toda a população mundial toma conhecimento da bujarda.
Isto faz algum sentido ?

sábado, novembro 09, 2013

O Estado e o impasse da esquerda actual (texto 4)



O Estado e o impasse da esquerda actual (texto 4)

A nossa imagem do Estado está bastante deformada.
O Estado, puro e duro, esconde-se sempre atrás do “Estado Social” como se tudo o que faz tivesse um carácter benfeitor.
O próprio “Estado Social”, no seu gigantismo, refugia-se sempre por trás da ideia sedutora de que só existe para acorrer aos desvalidos sem outra salvação. Mas os números mostram que as prestações sociais entregues aos muito carenciados (idosos pobres, desempregados, doentes sem meios próprios) são uma gota de água no Orçamento do Estado.

Procura-se convencer os incautos de que o “Estado Social” é pago pelos ricos, a quem "foi imposto pela justa luta das classes trabalhadoras", e beneficia de forma decisiva “os mais desfavorecidos”. Mas a verdade dos números é bem diferente: quem o paga são os próprios trabalhadores já que, no seu conjunto, entregam muito mais em impostos, e todo o tipo de contribuições, do que recebem.

O grosso do Orçamento é gasto com empresas fornecedoras de bens e serviços, com os funcionários do próprio Estado e em prestações sociais entregues a cidadãos que teriam, se necessário, rendimentos suficientes para as pagar.

E para onde vai a diferença entre aquilo que os cidadãos entregam ao Estado e o valor dos serviços dele recebidos?
Os jornais estão cheios de notícias sobre
- Entidades públicas redundantes, ou mesmo prejudiciais, que se eternizam sem produzir nada de útil. Os incontáveis institutos, comissões, observatórios, altas autoridades, etc.
- Obras públicas que custam três ou quatro vezes mais do que o valor ajustado
- Medicamentos e exames de diagnóstico redundantes ou comprados por preços leoninos (quando não em claro esquema mafioso)
- Ordenados exorbitantes de gestores de empresas públicas que os próprios se auto-atribuem (sempre acompanhados de uma miríade de complementos como cartões de crédito, seguros de vida, prémios de gestão, despesas de representação 14 meses por ano e outros)
- Pensões de reforma cujos elevados montantes não têm qualquer correspondência com os descontos efectuados pelos beneficiários
- Múltiplos ordenados dos “eleitos locais” obtidos nas empresas municipais por eles criadas
- Subvenções mensais vitalícias e subsídios de reintegração atribuídas aos políticos.

Estes exemplos, entre muitos outros, configuram aquilo que podemos designar como uma exploração de segundo nível.
Marx explicou a exploração como a apropriação pelos capitalistas da diferença entre o valor produzido e o montante dos salários mas não podia adivinhar que em pleno século XXI um segundo nível de exploração se viria sobrepor.

O salário que os trabalhadores deveriam levar para casa, já amputado da mais-valia, é ainda “assaltado” pelo IRS e pelas contribuições para a Segurança Social, quando metem gasolina ou compram tabaco, quando compram casa, quando vão ao supermercado, em suma, constantemente.
Em muitos casos este segundo nível de exploração é ainda mais intenso do que a exploração laboral convencional.

Os beneficiários desta exploração configuram uma casta, complementar das tradicionais classes possidentes, que se apoderou da nossa democracia e que, pelos seus erros e cupidez, acabará por a destruir.
É por isso que a reforma do Estado nunca passará de um guião.

sexta-feira, novembro 08, 2013

Trancão








domingo, novembro 03, 2013

sexta-feira, novembro 01, 2013

Depois não digam que eu não avisei


O BPN como arma de arremesso paga por nós


O BPN como arma de arremesso paga por nós
Continuo convencido de que Sócrates nacionalizou o BPN, transformando uma falcatrua privada num enorme buraco público, por razões partidárias.
Ao mandar os seus homens de mão vasculhar a documentação reservada do BPN, Sócrates esperava recolher, e em certa medida recolheu, material comprometedor para os seus inimigos políticos (nomeadamente o PSD e o Cavaco).
Por isso o BPN teve, e continua a ter, impacto politico-partidário, mas nunca teve consequências relevantes, financeiras, nos tribunais.
E nós pagámos, e continuamos a pagar, estas guerras de alecrim e manjerona.