quarta-feira, fevereiro 27, 2013

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

A luta de classes é lixada (para não dizer pior)



Quando eu era jovem, antes da globalização, a luta de classes era uma coisa porreira. Os sacanas dos patrões esmifravam a malta e a malta fazia greve e obrigava-os a aumentar os ordenados. E ficava-se à espera da próxima sacanice.
Agora é uma confusão, está tudo misturado. Tomam decisões na China que lixam o meu posto de trabalho e quando eu ataco os sacanas de um nível (ver acima) posso estar a favorecer os sacanas dos níveis superiores.
Como se isso não bastasse há contradições dentro de cada um dos níveis.
Ou seja, a pessoa tem que perceber, em cada momento, com quem se pode aliar e quem deve tramar.
O que é muito difícil, especialmente para aqueles que pensam que ainda vivem no século XIX.


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sábado, fevereiro 23, 2013

Os sound bites da esquerda

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Quando se olha para a política, tal como ela é feita nos nossos dias, tem-se a sensação de estar perante uma sucessão de "casos mediáticos" oportunamente construídos e logo abandonados. De "garotadas" inconsequentes, mais ou menos cantadas.
Já ninguém pensa ? Já ninguém tem ideias e utopias ?
A esquerda, apesar do seu riquíssimo passado de reflexão e teorização, está reduzida às reacções epidérmicas e conjunturais. Já não tem referências nem líderes históricos, tudo se sumiu nas mãos dos "inorgânicos".
Já nada promete para o futuro e não concebe outra alegria que não seja a de infernizar a vida dos Relvas.

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sexta-feira, fevereiro 22, 2013

O Mentor

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é um filme abracadabrante, sobre o encontro de dois homens.
Freddie Quell é um ex-combatente com o espírito retorcido num corpo retorcido, Lancaster Dodd é um improvavelmente sanguíneo e telúrico guia espiritual.
Os dois polos atraem-se e repelem-se durante duas horas em que o espectador procura desesperadamente um sentido. 
No fim resta fazer o balanço das consequências desta terapia mútua que não devemos menosprezar. 
O filme de Paul Thomas Anderson é uma experiência marcante servida por duas interpretações brutais (Joaquin Phoenix como Freddie e Philip Seymour Hoffman como Dodd)

A saga das rendas

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Deve haver poucos "lobbys" mais eficazes do que o dos inquilinos: conseguiram boicotar todas as tentativas de normalizar o arrendamento, desde o tempo de Durão Barroso. 
Não são por certo os velhinhos com reformas baixíssimas a morar em casas degradadas que fazem tal pressão. A maior parte da classe política e dos grupos socio profissionais mais bem instalados (advogado, médicos, etc) mora, ou tem familiares que moram, ou tem escritórios situados em zonas como Avenidas Novas, Bairro Azul , Alvalade, Guerra Junqueiro, etc. etc. a pagar rendas antigas por casas excelentes. E a esses sim, a nova Lei vai tocar a doer. Porque os inquilinos de facto necessitados estão protegidos: idosos e deficientes não podem ser despejados; com carência económica têm os aumentos condicionados pelo rendimento o que significa que podem não sofrem aumento nenhum. 
Os que hipócritamente clamam no PS são os mesmos que quando toca às casas municipais sabem bem aumentar as rendas e pôr na rua quem não justificar com o seu rendimento aquilo que paga.


PS quer que seja dado apoio jurídico aos inquilinos


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quarta-feira, fevereiro 20, 2013

ENTRE(as)VISTAS


É já no próximo sábado o lançamento do livro do meu amigo Pereira Bastos.
 Está à venda na Barata ou no sítio do "Sítio do livro"

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Pegando de cernelha boicotes a Relvas



Um grupo de rapazes marcou uma sessão num clube de Gaia para cantar Grândola. Cantaram mal. Não gostei mas guardei a viola no saco: os rapazes estavam no seu clube, organizaram aquela sessão. Tinham direito a desafinar à sombra de uma azinheira ou na sua sala de Gaia. Mas Miguel Relvas apareceu e boicotou a reunião, cantando maviosamente. Repudio, claro, a atitude do ministro: os rapazes cantadores da Grândola têm direito a desafinar, no dia e local que marcaram para o fazer. Cito a canção: "Em cada rosto igualdade." Com rosto, o Zeca referia-se mais a garganta. "Em cada garganta igualdade" (bela ideia). Os gargarejos dos rapazes não podem ser abafados pelo ministro, lá porque ele canta melhor. Digo-o com a convicção de quem, se um dia a voz do ministro for calada, será o primeiro a defendê-lo. Cito outra vez: "Terra da fraternidade." Quer isto dizer, ninguém cala ninguém. Ora, isso não entende Miguel Relvas, que, no dia seguinte, ontem, voltou à carga no ISCTE. Aqui, outro grupo de rapazes marcou uma sessão para mostrar cartazes e gritar palavras de ordem. Contumaz, Relvas apareceu e boicotou, com o seu silêncio, a liberdade de expressão dos gritadores. Volto a dizer, a liberdade de expressão de Relvas acaba onde começa a dos outros. E volto a repetir: fossem de Relvas as sessões em Gaia e no ISCTE, e delas ele tivesse sido expulso por intrusos, eu estaria aqui a defendê-lo. Aliás, é o que dizem as palavras de Grândola.
Ferreira Fernandes no DN de hoje

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terça-feira, fevereiro 19, 2013

Patético

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De uma penada consegue-se achincalhar o "Grândola Vila Morena" e dar a Relvas uma oportunidade para brilhar.

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domingo, fevereiro 17, 2013

A CRUZADA DO BEM






há muito que considero suspeita esta avalanche de pessoas e instituições que se precipitam sobre os "pobrezinhos" para lhes aplicar mais umas doses de caridade.
O meu conhecimento da humanidade, obtido durante os últimos 67 anos, torna tal facto improvável e incompreensível.
Mas há um velho ditado que diz "a caridade começa por nós". Segundo parece as instituições do ramo, vi numa estatística qualquer, têm quase tantos empregados como "carenciados" a cargo.
Esta epidemia de fazer caridade com o dinheiro dos outros é, porém, muito mais vasta.
Os governos da República andaram décadas a pagar um vistoso "estado social" com o dinheiro dos credores internacionais.


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sábado, fevereiro 16, 2013

O gigantismo da GOOGLE

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A Google, empresa fundada por Larry Page e Sergey Brin, os google guys, em 27 de setembro de  1998, teve desde o início a singela missão de “organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil”. Modesta, não?
Ao que parece, contudo, é cada vez mais isso que ela realmente faz. O buscador Google é executado por meio de um número espantoso de servidores – já supera espantosos 1 milhão — em data centers espalhados pelos Estados Unidos, sede da empresa, e ao redor do mundo, e processa, diariamente, mais de um bilhão de solicitações de pesquisa e vinte petabytes (um número quase inimaginável de bytes, já que um petabyte equivale a 1024 terabytes, e um terabyte equivale a 1024 gigas) de dados gerados por usuários.

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sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Previsões só no fim do jogo

Estes dois extractos de "A Bola" de 27 Outubro 2011 mostram que afinal o BE se enganou mais do que o governo relativamente à queda do PIB em 2012, que acabou por ser 3,2%.
 

O Orçamento do Estado para 2012 entregue esta segunda-feira pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, prevê uma recessão de 2,8 por cento para o próximo ano, a maior desde 1981, último ano em que há dados comparáveis.
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O BE considera que o Orçamento do Estado para 2012 confirma o «terrorismo social» das medidas anunciadas pelo primeiro-ministro que vão lançar o País numa recessão de «pelo menos quatro por cento». 



Pintar sempre o quadro mais negro do que ele é acaba por não resultar.

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quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Arrendamento, uma vergonha do regime democrático

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A demagogia mais abjecta está à solta a propósito da "Lei das Rendas" que recentemente entrou em vigor.
Mentiras descaradas vão sendo ditas e escritas, fingindo ignorar as salvaguardas incluídas na lei, e chorando lágrimas de crocodilo pelos "velhinhos".
Mas quem tal diz, para obter dividendos políticos, nunca se preocupou em saber se os senhorios, que andam a ser expoliados há décadas, são velhos ou pobres.


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sábado, fevereiro 09, 2013

Odisseia

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O episódio de hoje da série ODISSEIA, na RTP, foi sensacional. Surpreendente até ao limite proporcionou-me um dos maiores gozos televisivos dos últimos anos. Para além dos excelentes actores habituais contou com uma participação espectacular da Rita Blanco.
Vou tentar não perder os próximos episódios.
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quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Franquelim, a manobra de diversão

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Bárbara

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BÁRBARA (Christian Petzold, 2012)
é um filme interessante, quase intimista, sobre uma vida insubmissa na Alemanha de Leste antes da queda do muro.
Nada que se compare com a força de "Adeus Lenine" (Wolfgang Becker, 2003) ou de "As vidas dos outros" (Florian Henckel von Donnersmarck, 2006).


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segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Ulrich & Fraquelim







As televisões martelam incessantemente estes dois folhetins.
Alguém estará convencido de que isto interessa ao Zé Povinho?
Enquanto o povo miúdo tenta sobreviver à crise os partidos entretêm-se com estes jogos florais. 
Parecem não ter qualquer ideia útil para apresentar.


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HISTÓRIA POUCO EDIFICANTE (de um edifício)

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Em Janeiro passado eu tinha tropeçado neste edifício, da antiga Escola Afonso Domingues, e tinha-me interrogado acerca do seu estado ruinoso.
Hoje o DN explica tudo. É mais uma história pouco edificante de como, por inépcia e falta de planeamento, os governantes deitam o nosso dinheiro à rua.
Em 2008 e 2009, durante o consulado de Sócrates, teve o seu momento de glória e foram lá enterrados muitos milhões de euros em avançadíssimas tecnologias. Um ano mais tarde, a pretexto da nova ponte sobre o Tejo, o mesmo governo decretou o seu encerramento. A ponte não se fez e, desde então, o edifício tem vindo a ser esvaziado do seu conteúdo e caminha, aceleradamente, para a ruína.
Vale a pena ler.






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sábado, fevereiro 02, 2013

SE ELES AGUENTAM...

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Todos os anos, milhões de chineses que trabalham nas grandes cidades regressam às suas terras de origem para comemorarem a passagem do ano, uma quadra conhecida no país como a Festa da Primavera. O fotógrafo Carlos Barria documentou a viagem de Li Anhua e da sua mulher Shi Huaiu, que passaram 50 horas em comboios e autocarros até chegarem à província de Sichuan, onde os esperavam os seus dois filhos e a avó que cuida deles. Li e Shi trabalham como vendedores de comida nas ruas de Xangai, uma das cidades mais caras da China. Com o dinheiro que ganham na grande cidade, o casal consegue sustentar-se e garantir que não falta comida aos seus filhos. Mas o preço que têm de pagar é elevado: a semana em que se comemora a Festa da Primavera é a única oportunidade que têm para estar com eles durante todo o ano.

http://www.publico.pt/multimedia/fotogaleria/titulo-para-china-316016#/0


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