terça-feira, outubro 30, 2012

SEMEAR ILUSÕES



Anda por aí um pessoal a vender a ideia de que a renegociação das taxas de juro do empréstimo da Troika nos tirava de apuros.
Claro que era bom obter uma redução dos juros mas convém ter a noção do que isso pode significar à luz da dimensão do "ajustamento" em que estamos metidos (só de IRS em 2013 levamos com 2.800 milhões). Mesmo que a Troika reduzisse os juros para metade não ficávamos dispensados de uma enooorme austeridade.
Nestes assuntos devia ser proibido atirar teses para o ar sem apresentar números.
Veja-se, por exemplo, o que vinha no Expresso de sábado passado

segunda-feira, outubro 29, 2012

Hoje chove, mas ontem...

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Ontem, conseguia-se ver claramente o Cabo Espichel a 45 km de distância.


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sábado, outubro 27, 2012

DIÁRIO DE LISBOA 27.10.1983






Mario Soares reage a uma interpelação ao seu governo, feita na AR pelo PCP
Dizia ele, então, que "nenhum governo faz políticas restritivas por prazer" e que manifestações de rua "não resolvem os problemas dos trabalhadores".

sexta-feira, outubro 26, 2012

26.10.1983


26.10.1983

Durante o governo do Bloco Central, Mário Soares/Mota Pinto

quinta-feira, outubro 25, 2012

‎25.10.2012

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25.10.2012

Quando Soares era Passos Coelho e Mota Pinto era Paulo Portas

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segunda-feira, outubro 22, 2012

22.10.1983

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Nesses tempos Mário Soares não incitava à indignação popular


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Resultados da Sondagem



RESULTADOS DA SONDAGEM DO JORNAL I (22.10-2012)

1. Querem cumprir o memorando da Troika custe o que custar - 29,5%
2. Querem cumprir o memorando da Troika mas fingir que não - 8,3% 
3. Não querem cumprir o memorando da Troika mas fingir que sim - 34,1%
4. Querem rasgar o acordo e a Troika que se lixe - 16,3%
5. Querem troikar a voltas aos outros todos - 11,7%

domingo, outubro 21, 2012

21-10-1983 Birras

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21-10-1983
As birras nas coligações não são nada originais.
O Dr. Mário Soares como já não se lembra do que fez, certamente devido à sua provecta idade, acha as birras do PSD e CDS uma coisa catastrófica.

sexta-feira, outubro 19, 2012

19.10.1983



19.10.1983

Quando Mário Soares era como o PPC


QUEM É QUE PEDIU UM ORÇAMENTO REALISTA ?

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A toda a hora o PS argumenta dizendo que o Orçamento do Dr. Gaspar não é realista, que a descida do PIB vai ser muito maior do que 1%.
Ou seja, queriam que o Dr. Gaspar tivesse feito o OE com base numa queda do PIB da ordem dos 3% (por hipótese). Em resultado dessa ideia brilhante o que aconteceria ?
As previsões de receitas do IVA e do IRC teriam que ser inferiores e em linha com a maior contracção económica esperada. Para dar cumprimento ao défice acordado com a Troika o Dr. Gaspar teria, portanto, que aumentar o IRS de forma muito mais violenta do que está a fazer. A emenda era pior do que o soneto.
O que aconteceu em 2012 ?
As receitas ficaram abaixo das previsões do OE2012. Resultado, a Troika concedeu mais um ano para o ajustamento.
Em 2013 vai muito provavelmente acontecer coisa semelhante.
Mas o prolongamento do período de ajustamento não era precisamente o que o PS pedia ?
Em suma, o Governo e a Troika arranjaram uma formula habilidosa para ir alongando os prazos sem provocar alarido, e sem espantar a caça.
O PS quer partir a loiça e dar escândalo na via pública. Para quê ?
É o que se chama inteligência de zurrinho.
Os irresponsáveis que espalharam a ilusão de que era possível adequar as despesa do Estado às receitas, o tal ajustamento, sem sofrer e sem empobrecermos todos, deviam ser chicoteados. 
Claro que o PIB vai diminuir até um novo equilíbrio que corresponde ao desaparecimento da "droga" do endividamento a que estávamos habituados. 
Se conseguirmos fazer essa aterragem de forma controlada é a partir desse novo equilíbrio que temos que tentar crescer de novo.

quinta-feira, outubro 18, 2012

18.10.1983

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18.10.1983

Já passámos por isto e sobrevivemos
A julgar pelas suas declarações recentes, Mário Soares já se deve ter esquecido daquilo que fez

Exposição

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Tallinn 2012

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quarta-feira, outubro 17, 2012

Slavoj Zizek - Just think

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Como eu o compreendo depois de vários anos a dizer coisas do mesmo tipo...

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terça-feira, outubro 16, 2012

PORTUGAL como a DYSNEYLANDIA ?




"A austeridade é necessária, mesmo que toda a dívida desaparecesse por magia, as finanças não estariam bem. No próximo ano, depois do maior aumento de impostos de sempre, será a primeira vez em democracia em que as despesas do Estado (excluindo juros) serão menores que as receitas."
Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios


Ao contrário do que muita gente pensa, os sacrifícios que temos feito não se destinaram a pagar a dívida mas, "apenas", a tentar tornar as despesas do Estado inferior ás receitas. Deixemos pois a questão futurista do pagamento da dívida, e da probabilidade de ela algum dia vir a ser paga, e concentre-mo-nos nos comezinhos problemas actuais.

É muito fácil repetir, de mil maneiras, o discurso da penosidade da crise e dos malefícios da austeridade. Constatar que a austeridade leva à contracção da economia. No entanto, mesmo sem pagar a dívida, ela parece ser inevitável a não ser que nos queiramos tornar uma espécie de Disneylandia (cheia de patetas?).

Quando se propõe o alongamento do período dedicado ao processo de convergência entre o que o Estado gasta e o que o Estado recebe, na realidade o que se está a pedir aos credores não é um adiamento do pagamento da dívida. O que se está a pedir é que continuem a mandar dinheiro para mantermos um crescimento do PIB ilusório, feito por empresas artificiais que proporcionam empregos fictícios.

Será justo o Estado endividar-se, todos nós endividar-nos, para mater em funcionamento empresas que só existem porque circula dinheiro que não tem nada a ver com a nossa produção. Se o dinheiro vindo de fora derivasse de investimentos, ou de exportações ou do turismo, tudo bem, era fantástico. Mas ter a ilusão de que a sociedade funciona, com base em dinheiro emprestado, que custa cada vez mais caro, é a fórmula que nos trouxe até aqui.

As energias gastas na contestação da austeridade eram bem empregues na criação de novas formas de produzir e de novas relações de produção, essas sim alternativas.
Para regressar ao passado, como diz o anúncio da TV, basta a box da ZON (passe a publicidade).

O ponto de não-retorno

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PORTUGAL já está para lá do ponto de não-retorno.
Os portugueses, sempre originais, não embarcaram em violências primárias. 
Limitaram-se a desencadear o caos por um processo mais subtil; desatou toda a gente a falar ao mesmo tempo, e tão desatinadamente, que se tornou impossível detectar uma réstia de sentido na cornucópia dos discursos.


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segunda-feira, outubro 15, 2012

A pedinchice já vem de longe

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15.10.1983

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Resultado surpreendente nos Açores



Ouvi na TV o PPC, com ar compungido, lamentar a derrota.
Foi por isso com surpresa que verifiquei ser o PSD o único partido que subiu significativamente (nas percentagens e no número de deputados) em relação a 2008. O CDS, o BE e o PCP têm perdas importantes.
Atendendo à conjuntura nacional neste momento não sei como deva interpretar tais resultados. 
Deve ser a candidata Berta Cabral que é muito boa.

domingo, outubro 14, 2012

A bem da objectividade



Do total das famílias com rendimentos declarados em 2010, mais de 57% não pagaram IRS. A notícia é avançada pelo “Correio da Manhã”, que cita dados da Administração Fiscal, dando conta que a tendência de diminuição da base tributária tem vindo a agravar-se, pois em 2009 situava-se em 56,8%.

Desta forma, são cada vez menos os contribuintes que pagam cada vez mais impostos. 86% das famílias que pagaram IRS em 2009 declaram ter um rendimento bruto inferior a 50 mil euros por ano, e contribuem com 37,2% de todo o imposto liquidado.

Já os que ganham mais de 50 mil euros por ano representam 14% do total das famílias que declaram IRS e contribuem com 62,7% de todo o imposto liquidado. Entre os contribuintes com rendimentos acima de 250 mil euros por ano, a queda foi de 7,7%.

Os dados da Direcção-Geral do Orçamento mostram que em 2011 a receita de IRS aumentou 9,6%. 


Jornal de Negócios 28.03.2012

ou seja, o enorme aumento de impostos é realmente enorme para 14% das famílias e não existe para 57% dos agregados familiares.

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O Inevitavel de que ninguém fala





Podemos gritar "Que se Lixe a Troika", ou dar um pontapé na austeridade a cantar que "O FMI já não manda aqui"
- Mas um dia, inevitavelmente, vamos ter que viver com dignidade, só daquilo que produzirmos

Podemos chamar nazi à Merkel, sonhar com o Hollande ou com o Chavez e declarar que não queremos ser a China da Europa
- Mas um dia, inevitavelmente, vamos ter que viver com dignidade, só daquilo que produzirmos

Podemos querer empurrar o problema com a barriga para o futuro ou tentar, como qualquer viciado, convencer quem nos empreste mais uns trocos para aguentar
- Mas um dia, inevitavelmente, vamos ter que viver com dignidade, só daquilo que produzirmos

Podemos recusar toda a responsabilidade na situação a que chegámos e chamar ladrões aos que agora nos cobram impostos
- Mas um dia, inevitavelmente, vamos ter que viver com dignidade, só daquilo que produzirmos

Podemos correr atrás de todas as ilusões e demagogias, podemos até derrubar o governo
- Mas um dia, inevitavelmente, vamos ter que viver com dignidade, só daquilo que produzirmos

sexta-feira, outubro 12, 2012

quinta-feira, outubro 11, 2012

O Regresso do Descrédito




 
Até ao 25 de Abril nunca tive televisão em minha casa. Sempre me pareceu, nesses tempos, que era uma inutilidade pois estava completamente desfasada da realidade do país.
Nos últimos tempos comecei, de novo, a ter essa sensação. Os exageros das TVs são tais que alguém, retido em casa durante uns tempos, que resumisse a sua informação ao que dizem os pivots e comentadores, quando saísse de novo à rua esperaria encontrar pessoas morrendo de fome pelos cantos, polícia política filando dissidentes e a Torre de Belém em ruínas.
Se durante o fascismo a realidade televisiva era toda cor de rosa, por ordem do governo, agora a realidade é toda tenebrosa porque as televisões acham que é necessário correr com o governo antes que ele privatize a RTP.
Ainda me recordo do encantamento que sentimos, depois da Revolução, por ver o nosso dia-a-dia no ecran; como nunca tínhamos visto.
Agora os factos são subterrados pelos comentários. Cada vez mais ouvimos comentar copiosamente factos, ou declarações, que desconhecemos.
Os comentadores começaram por ser uma presença discreta nos noticiários (que, como o próprio nome indica deveriam dar notícias); a pouco e pouco impuseram a sua omnipresença e, na fase final deste processo, os próprios pivots decidiram também transformar-se numa espécie de comentadores.
O governo, faça ele o que fizer, foi eleito pelos portugueses. Os donos das televisões são um poder sem rosto que ninguém elegeu e que ninguém escrutina.

IMI - Uma nova esparrela




Depois da TSU, que foi usada para esvaziar o balão da contestação e facilitar a passagem do OE-2013, agora as atenções estão a ser focadas no IMI.
O objectivo, desta vez, é reintroduzir a "clausula de salvaguarda" para fazer passar a ideia de que o impacto das medidas do OE-2013 foi amaciado pelo governo.
O IMI é, quantitativamente, uma questão secundária.
Só tem real significado para propriedades adquiridas há muito e que, por isso, têm avaliações e IMI's muito baixos. Os grandes aumentos percentuais do IMI incidem portanto sobre valores muito baixos, que eram uma grande injustiça quando comparados com possuidores recentes de imóveis equivalente.
O aumento do IMI não atinge significativamente a maior parte das aquisições recentes.
De qualquer forma, e em comparação com o esforço fiscal total que os portugueses da classe média vão suportar, o IMI não tem grande significado.

quarta-feira, outubro 10, 2012

EQUIDADE DE SENTIDO ÚNICO




Anda no espaço público uma enorme comoção desencadeada pela notícia de não renovação de contratos a termo na função pública.
Toda a gente discute se são 40.000 ou se são menos as vítimas dessa decisão governamental.
Acontece que os trabalhadores "do privado", às centenas de milhares, há muitos anos que vivem esse problema.
Estou convencido de que, nos últimos anos, terá havido MENSALMENTE milhares de contratos não renovados.
Por que é que só agora toda a gente ficou horrorizada?

terça-feira, outubro 09, 2012

A Esparrela da TSU





Cada vez mais me convenço de que o anuncio das mexidas na TSU, por Passos Coelho, foi uma manobra planeada para permitir a passagem do Orçamento 2013.
Todos concordam que é demasiado estúpido anunciar o aumento das contribuições dos trabalhadores ao mesmo tempo que se anuncia a descida dos encargos para as empresas, ainda por cima nas vésperas de duas importantes manifestações.
Também ninguém compreende por que é que tal medida foi anunciada isoladamente, desligada de todo o pacote de austeridade do OE 2013.
O resultado desta aparente inépcia foi, no entanto, muito favorável ao governo.
Os promotores das manifestações agarram-se à TSU que parecia ser um maná caído dos céus. Tendo dirigido a energia das pessoas contra a TSU o posterior recuo do governo criou um anti-climax.
O OE 2013, que comporta sacrifícios bem mais intensos, surge agora como um recuo, como uma coisa quase boa por contraposição à TSU que tinha sido transformada num gigantesco papão.
O próprio papel do CDS, que pretensamente luta dentro do governo para minorar os sacrifícios deixou toda a gente na expectativa quanto ao desenlace.
Como se isso não bastasse a União Europeia anunciou aos quatro ventos que anuira às medidas que "substituem" a TSU, deixando a oposição na contingência de afrontar tal magnanimidade.
Uma coisa é certa, nunca mais se notou qualquer reacção exaltada contra a austeridade, como se as manifestações tivessem servido essencialmente para esvaziar o balão da indignação.
PPC pode dizer, com propriedade: "E o burro sou eu"?


O "Story Center" de Lisboa




Um dia destes resolvi visitar o recentemente inaugurado "espaço" dedicado às memórias da cidade, no Terreiro do Paço.
Penso que o intuito será proporcionar aos turistas um contacto multimédia com a longa, e apaixona

nte, história de Lisboa.
De certa forma fiquei desiludido. Se há coisas que surpreendem positivamente (por ex. as animações feitas a partir de quadros e azulejos) também há outras que remetem para o manual do ensino secundário.
O apogeu da cidade, na época dos descobrimentos, devia ser mais explorado pois, pelo seu exotismo, tem um enorme potencial.
Em vez disso é o terramoto o prato forte da exposição.
Num momento como aquele em que vivemos talvez fosse melhor não insistir nas derrocadas.


segunda-feira, outubro 08, 2012

COMO NASCEU A BOLHA IMOBILIÁRIA


em 1983, num governo do Bloco Central chefiado por Mário Soares

Mais de 80 milhões pela estrada fora, o novo movimento de massas na China




Pequim, 07 out (Lusa) - Os visitantes do Mosteiro de Shaolin, na província de Henan, centro da China, têm agora de deixar o automóvel a mais de um quilómetro de distância, num parque de estacionamento com milhares de lugares.
"Há nove anos ainda se ia de automóvel até à porta do mosteiro", recorda uma jovem da região.
Berço de uma famosa escola de artes marciais, fundado no século V por monges budistas, o Mosteiro de Shaolin já era então uma atração turística, mas a China, entretanto, tornou-se o maior mercado automóvel do mundo, ultrapassando os Estados Unidos.
No domingo passado, o primeiro de oito dias sem portagens, 85 milhões de chineses inundaram as auto-estradas, rumo aos monumentos e paisagens históricas do país, disse o ministério chinês dos Transportes.
A abolição das portagens foi a grande novidade desta "huang jin zhou" ("semana dourada", em chinês), que juntou os feriados do "meio do outono", efeméride do calendário lunar ocorrida este ano a 30 de setembro, e do aniversário da República Popular (01 de outubro).
Shaolin fica a cerca de 650 quilómetros de Pequim, envolvido por uma das "cinco montanhas sagradas" da China, Song Shan, descrita como "centro do céu e da terra". Num dia normal, só em portagens, a viagem custaria 300 yuan (36 euros).
"As portagens, na China, são das mais caras do mundo", salientou a agência noticiosa oficial Xinhua.
Desde 2010, o mosteiro e a "floresta de pagodes" adjacente fazem parte da lista do Património Cultural da Humanidade, aprovada pela UNESCO. A entrada custa 100 yuan (12 euros) - o equivalente a dois dias do salário mínimo em Pequim.
A maioria dos visitantes era de Henan, a segunda província mais populosa do país, com 95 milhões de habitantes, mas viam-se também viaturas de Liaoning, nordeste da China, de Sichuan, no sudoeste, e de outras províncias distantes.
Lembrando os recentes protestos contra a decisão de Tóquio de "nacionalizar" as ilhas Diaoyu, no Mar da China Oriental, alguns automóveis de fabrico japonês ainda tinham o nome e o símbolo das respetivas marcas tapadas com a bandeira vermelha da China.
A atmosfera, no entanto, era de romaria e a principal fonte de desconforto era de natureza demográfica.
Mais do que os raros estrangeiros que nesta altura viajam pelo interior da China, os chineses são os primeiros a queixar-se: "Ren tai duo!" (demasiada gente!).
Nas estradas e nos templos, a tirar fotografias ou a queimar incenso, à procura de mesa num restaurante ou a descansar debaixo de uma árvore - por toda a parte, "ren tai duo!".
A China sempre foi o país mais populoso e os seus cerca de 1.340 milhões de habitantes constituem quase um quinto da Humanidade: o que é novo é a possibilidade de tantos chineses viajarem por conta própria, ao volante do seu automóvel.
Apesar das limitações impostas pelo município de Pequim e outros governos locais, todos os meses há mais de um milhão de novos veículos a circular nas estradas chinesas.
É um movimento de massas individualista, outra novidade, e não parece ir parar tão cedo.
Pelas contas do Banco Mundial, o número de veículos per capita na China é ainda cerca de vinte vezes inferior à média dos países europeus.

sábado, outubro 06, 2012

sexta-feira, outubro 05, 2012

UM PRESENTE INDECENTE ?




A iniciativa é meritória, até como contraponto a toda a boçalidade que por aí anda. Só não acho bem o uso da palavra "decente". Faz-me lembrar as coscuvilheiras de bairro.
Já agora "futuro decente" é o quê? entusiasma alguém ?


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quinta-feira, outubro 04, 2012

AS LINHAS DE WELLINGTON

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AS LINHAS DE WELLINGTON
São uma batalha que se perde em demasiadas escaramuças.
Em vez de se ancorar em duas ou três estórias, consistentes, através das quais entrevíssemos os eventos históricos, o filme pendura um sem número de historietas episódicas numa espécie de reconstituição das manobras dos exércitos em confronto.
Assim, os actores, que até são bons, nunca chegam ao estatuto de personagens densas antes circulando penosamente como portadores das fardas.
Ao fim de duas horas e meio o espectador, já um pouco cansado, luta desesperadamente para ver algum sentido naquele discurso prolixo.


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Não lhe alimentem o vício

DN 04.10.2012

Genial

HOJE, há 29 anos

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Como se pode ver por este cartoon publicado pelo Diário de Lisboa, no dia 4 de Outubro de 1983, a confusão não era menor nesses tempos em que governava Mário Soares, sob a batuta do FMI.

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quarta-feira, outubro 03, 2012

NÃO DISTRAIAM O MOTORISTA





Quando eu era miúdo havia nos autocarros um letreiro proibindo conversas com o motorista. Hoje, quando entro no Facebook, tenho muitas vezes a sensação de que o motorista não só é interpelado como leva constantemente com tartes no focinho. 
Convenhamos que, mesmo que o motorista se engane no trajecto ou se esqueça de parar onde devia, diminuir a sua capacidade de manobrar o veículo não augura nada de bom para os passageiros.
Mesmo as sugestões bem intencionadas, se forem muitas e ditas aos berros, podem provocar o acidente.
Primeiro há que parar a viatura no momento e local onde isso se possa fazer em segurança, depois verificar se o condutor está em condições de prosseguir a viagem e, se não houver outro remédio, escolher de entre os passageiros alguém que o possa substituir.

terça-feira, outubro 02, 2012

Adeus Jorge

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Conheci o Jorge numa esquina de Sapadores.
Fazia parte de um grupo de jovens que, nos anos 60, me abriu os olhos para a política. Eles mudaram para sempre a minha vida e terei para com eles sempre esse débito.
O Jorge era de nós todos o mais bem disposto e o mais sanguíneo.
Quando aderi ao PCP foi com ele que fiz os primeiros panfletos clandestinos, carimbados em casa e distribuídos à noite, pela calada, nas caixas de correio.
Foi também com ele que estive no Cineclube Universitário onde descobri o cinema de autor que ele tanto cultivava.

E pela vida fora fui sempre admirando o seu amor pelos livros e a sua paciência (irritada) para argumentar mesmo contra quem não justificava o esforço.
O Jorge deixou-nos agora, tal como o Quim João nos deixara já.
Mas o Vitor e o Mário ainda cá estão para os recordar comigo.





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